Mais uma vez
Até o início da partida acreditei que o Atlético conseguiria uma boa vitória contra o Figueirense, tradicional freguês e dono da pior defesa do campeonato. No entanto, contrariando as minhas expectativas e sepultando as minhas esperanças de um restante de campeonato mais tranquilo, o Galo voltou a ser tudo aquilo que tem sido ao longo desse ano: um time apático, sem entusiasmo, sem objetivo, ou seja, uma depressão completa.
É meio difícil ser compreensivo com a limitação do elenco quando os jogadores não conseguem acertar passes a uma distância de dois metros ou não efetuar um cruzamento correto sequer. O que foge à minha compressão é um indivíduo se propor a seguir uma carreira e não conseguir ser profissional. Se quer ser jogador de futebol, é preciso saber acertar um passe ou, mais especificamente, se quiser jogar de lateral, é bom aprender a cruzar. O que quero dizer é que a falta de talento é aceitável, mas o básico qualquer profissional tem que estar apto a fazê-lo.
Além disso, não pude deixar de notar uma nítida má vontade em boa parte da equipe alvinegra, tendo como seu expoente o senhor Lenílson, que andou em campo o tempo todo (sem contar o fato de permanecer deitado a cada falta que levava ou a sua lenta e irritante caminhada até o banco de reservas quando foi sacado de campo). Poderia citar mais uns quatro ou cinco jogadores aqui que devem ter comido uma dobradinha no almoço, pois pareciam carregar um saco de cimento nas costas, mas me falta saco para tanto.
Pensando bem, o elenco deve estar tranquilo já que faltam apenas quatro vitórias para permanecermos na série A. Ainda mais que agora virá a parte fácil da tabela: Palmeiras, Flamengo, Cruzeiro, Inter e Coritiba.
Para finalizar, duro é aguentar um jogo horroroso como o desta noite com a equipe do PFC exibindo, a cada dez minutos, um "lance de perigo direto do Maracanã", como se eu estivesse preocupado com a porra do jogo do Flamengo contra o Sport. Obviamente, os lances perigosos de Goiás e Vitória não eram exibidos direto do Serra Dourada.
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27 de set. de 2008
6 pontos
Independente de o Atlético ter feito uma boa ou uma má partida, o que importou no sábado passado contra o Timbu foi a conquista dos três pontos. Valeu mais pelo belo gol do Renan Oliveira. Amanhã, contra o Figueira, valerá a mesma lógica: jogando feio ou bonito precisamos destes três pontos.
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Independente de o Atlético ter feito uma boa ou uma má partida, o que importou no sábado passado contra o Timbu foi a conquista dos três pontos. Valeu mais pelo belo gol do Renan Oliveira. Amanhã, contra o Figueira, valerá a mesma lógica: jogando feio ou bonito precisamos destes três pontos.
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18 de set. de 2008
Fim de uma era
E o Ziza não resistiu e pediu para sair, coroando mais uma gestão desastrosa no Clube Atlético Mineiro. A verdadeira razão que o motivou a pedir o boné permanecerá uma incógnita, pois essa justificativa de que membros do próprio conselho o estavam ameaçando não convence ninguém.
Até confesso que no início nutri uma certa simpatia pelo senhor bigodudo que assumiu a presidência do Galo. No entanto, os sinais logo apontaram para mais esse desastre na história do maltratado alvinegro mineiro: o excesso de promessas e provocações e a incapacidade de bancá-las eram as principais evidências de que a história não terminaria bem.
Vejam bem, eu nem pretendo ser tão rigoroso a ponto de dizer que o sujeito não poderia errar, mas os equívocos foram recorrentes durante toda sua administração:
* mais de uma vez um acerto com um determinado jogador foi anunciado e no dia seguinte, ou mesmo poucas horas depois, o atleta se apresentava em outro clube (até mesmo no nosso maior rival), minando o resto de credibilidade que o Atlético possuía;
* quantos laterais o Atlético contratou esse ano? Algum deles é melhor do que o Thiago Feltri?
* e o número de atacantes?
* e o retorno do maldito Geninho, persona non grata quando se trata do Atlético e, obviamente, odiado pela torcida?
* festas do centenário e a descaracterização do uniforme do clube, etc.
* goleadas, 6 goleadas históricas.
Eu quero acreditar que foram apenas equívocos, mas fica difícil, seria duvidar da inteligência do ex-presidente e não parece ser esse o caso.
A verdade é que, infelizmente, a história não tem sido muito diferente desde que comecei a acompanhar futebol: Nélson Campos, Afonso Paulino, Paulo Cury, Nélio Brant, Ricardo Guimarães, Ziza Valadares, tanta gente que passa pelo comando do clube e que não consegue fazer uma gestão profissional. As equipes montadas, embora fossem competitivas em determinados momentos, nunca tiveram pegada o suficiente para chegar a uma final e vencer.
O Atlético chegou aos 100 anos sem conseguir ser profissional, seu maior credor é um dos seus ex-presidentes, num evidente conflito de interesses e numa demonstração de absoluta falta de ética e com um time de futebol pronto para retornar à segunda divisão do Brasileirão.
E agora? Quem poderá nos ajudar?
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15 de set. de 2008
1987
Ipatinga 3 x 2 Atlético
Atlético 1 x 1 São Paulo
No último sábado, um dos vídeos disponibilizados no Baú do Esporte no site da Globo era o compacto da estréia do Galo na Copa União de 1987, um sacode de 5 x 1 no Santos. Já era o primeiro sinal da grande campanha que o time do Telê Santana faria naquela temporada. Logo depois, cliquei no símbolo do Atlético para ler as notícias do clube e a realidade reaparece. 21 anos depois a história é bem diferente, no momento não temos forças para vencer o Ipatinga, lanterna do campeonato e vizinho bem conhecido, de modo que a luz vermelha já está acesa. Basta analisar a tabela para perceber que conseguir menos do que seis pontos nas duas próximas rodadas significará o iminente descenso e a coroação do trabalho desenvolvido pelos nossos gestores nesse ano do centenário.
O que mais me intriga em relação à gestão é o amadorismo dos caras... Se não for isso, só pode ser má-fé, sacanagem com o torcedor alvinegro. Com esse elenco limitado, sem personalidade que montaram para essa temporada, ainda inventam essa história de centenário e continuam martelando nisso a cada vexame, cada goleada, cada eliminação: é uma festa, uma cerimônia, o lançamento de mais uma camisa, etc. É botar mais pressão em quem treme diante do Ipatinga, da Portuguesa e de outros adversários. Hoje me aparecem com o discurso de contratações e parcerias para 2009. É muito insulto à inteligência alheia. Na verdade, para poupar esforços e irritações, eles deveriam divulgar a lista dos reforços desejados e passar lá no Barro Preto para ver quais nossos adversários não gostariam de contratar. De repente, sobra pra gente, tamanha a falta de prestígio e de qualidade de gestão que estamos vivendo.
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Atlético 1 x 1 São Paulo
No último sábado, um dos vídeos disponibilizados no Baú do Esporte no site da Globo era o compacto da estréia do Galo na Copa União de 1987, um sacode de 5 x 1 no Santos. Já era o primeiro sinal da grande campanha que o time do Telê Santana faria naquela temporada. Logo depois, cliquei no símbolo do Atlético para ler as notícias do clube e a realidade reaparece. 21 anos depois a história é bem diferente, no momento não temos forças para vencer o Ipatinga, lanterna do campeonato e vizinho bem conhecido, de modo que a luz vermelha já está acesa. Basta analisar a tabela para perceber que conseguir menos do que seis pontos nas duas próximas rodadas significará o iminente descenso e a coroação do trabalho desenvolvido pelos nossos gestores nesse ano do centenário.
O que mais me intriga em relação à gestão é o amadorismo dos caras... Se não for isso, só pode ser má-fé, sacanagem com o torcedor alvinegro. Com esse elenco limitado, sem personalidade que montaram para essa temporada, ainda inventam essa história de centenário e continuam martelando nisso a cada vexame, cada goleada, cada eliminação: é uma festa, uma cerimônia, o lançamento de mais uma camisa, etc. É botar mais pressão em quem treme diante do Ipatinga, da Portuguesa e de outros adversários. Hoje me aparecem com o discurso de contratações e parcerias para 2009. É muito insulto à inteligência alheia. Na verdade, para poupar esforços e irritações, eles deveriam divulgar a lista dos reforços desejados e passar lá no Barro Preto para ver quais nossos adversários não gostariam de contratar. De repente, sobra pra gente, tamanha a falta de prestígio e de qualidade de gestão que estamos vivendo.
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31 de ago. de 2008
Falta inteligência
Portuguesa 1 x 1 Atlético
O que mais me chateia no time desta temporada não é a falta de categoria do elenco, afinal já estamos acostumados com isso há alguns anos. O pior é verificar a covardia e a falta de inteligência do mesmo. Se o problema é pressão, é melhor buscar outra profissão, ou jogar no Ipatinga.
Na partida desta noite o galo achou o gol na sua única oportunidade e, depois, resolveu assistir a lusa tentar jogar bola porque, sim, o time deles consegue ser pior do que o nosso. Pra tornar a tarefa do oponente mais fácil, desperdiçamos todos os contra-ataques com passes errados no meio-de-campo ou chutões da intermediária. Uma hora os caras acertaram e ficou por isso mesmo.
Uma dúvida: o que acontece com o Renan Oliveira? Aparentemente, o jovem tem talento, mas desde a desastrosa goleada contra o Cruzeiro o seu futebol desapareceu. É mais uma promessa a ser queimada pelo Atlético? E o Tchô? Continua com a mesma displicência de sempre... Achei que pudesse mudar depois da contusão que sofreu durante a pré-temporada, mas foi só uma ilusão.
Pra finalizar: dizer que foi buscar um ponto em São Paulo é fácil, quero ver é arrancar ponto do São Paulo Futebol Clube no Mineirão.
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O que mais me chateia no time desta temporada não é a falta de categoria do elenco, afinal já estamos acostumados com isso há alguns anos. O pior é verificar a covardia e a falta de inteligência do mesmo. Se o problema é pressão, é melhor buscar outra profissão, ou jogar no Ipatinga.
Na partida desta noite o galo achou o gol na sua única oportunidade e, depois, resolveu assistir a lusa tentar jogar bola porque, sim, o time deles consegue ser pior do que o nosso. Pra tornar a tarefa do oponente mais fácil, desperdiçamos todos os contra-ataques com passes errados no meio-de-campo ou chutões da intermediária. Uma hora os caras acertaram e ficou por isso mesmo.
Uma dúvida: o que acontece com o Renan Oliveira? Aparentemente, o jovem tem talento, mas desde a desastrosa goleada contra o Cruzeiro o seu futebol desapareceu. É mais uma promessa a ser queimada pelo Atlético? E o Tchô? Continua com a mesma displicência de sempre... Achei que pudesse mudar depois da contusão que sofreu durante a pré-temporada, mas foi só uma ilusão.
Pra finalizar: dizer que foi buscar um ponto em São Paulo é fácil, quero ver é arrancar ponto do São Paulo Futebol Clube no Mineirão.
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Só nos resta rezar
Considerando a defesa escalada para o jogo de logo mais contra a Lusa (Édson, César Prates, Leandro Almeida, Marcos, Calixto), só nos resta rogar ao senhor para que não sejamos premiados com mais uma goleada nesta temporada odiosa.
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28 de ago. de 2008
É CAMPEÃO!
Atlético 2 x 5 Botafogo
Não esperava muito do Atlético quando me sentei para ver o jogo na noite de ontem. A expectativa de um mal resultado se concretizou com menos de meia hora de jogo quando o Botafogo já havia marcado duas vezes com o Lúcio Flávio, ex-atleticano já xingado tantas vezes aqui nesta mesma página. O problema é que ontem havia apenas um time de futebol em campo, que era o do alvinegro carioca o qual, praticamente, treinou no gramado do gigante da Pampulha, se dando ainda ao luxo de perder um pênalti com o Gil.

Na metade final do segundo tempo a torcida atleticana partiu para a auto-ironia ao gritar olé para todas as trocas de passes do seu próprio time, abafando os cantos da torcida carioca. Em seguida, houve gritos lembrando jogadores de grande talento que vestiram o manto sagrado como o BILU, por exemplo. Finalmente, após o desabafo inicial, o Mineirão explodiu em gritos de "É CAMPEÃO! É CAMPEÃO!", deixando pasmos narrador, comentarista e a torcida adversária, que se calou definitivamente. Pra mim foi um momento de grande tristeza ver que, assim como eu, a maioria resolveu jogar a toalha com esse time e essa direção. Estão conseguindo acabar com a história da instituição.
Aliás, sobre a torcida, tenho ouvido diversas críticas de cronistas e amigos torcedores de outros clubes, que acham a atitude da torcida (vaias, gritos de olé para o adversário, etc) errada e sem fundamento. Eu já fui partidário desta opinião, mas atualmente considero que a torcida atleticana está no direito dela porque nenhum outro clube (exceção talvez feita ao Corínthians) nesse país viveu um jejum tão grande de títulos expressivos e de futebol de qualidade e manteve seus torcedores frequentando os estádios e apoiando a equipe incondicionalmente. O que se passa é que os tabus caíram (Santos e Cruzeiro foram campeões brasileiros, Sport, Fluminense e Flamengo da copa do Brasil) e hoje o Atlético é o clube tido como grande há mais tempo na fila no Brasil. A paciência acabou.

É certo que a situação econômica é deplorável, porém a massa não tem e nunca teve problemas em entender isso. No entanto, o que leva a gestão do clube a prometer uma grande equipe para o ano do centenário, promover festas, shows e lançamentos de camisas horríveis sendo que, claramente, não tem condições para montar uma equipe sequer competitiva? Difícil entender. O fato é que se não cairmos para a segundona este ano já me darei por satisfeito. A saída precoce da Sulamericana deve nos favorecer neste objetivo.
Obs.: As imagens foram capturadas de um super 8 filmado em alguma esquina da rua Bambuí em 1978, início de uma era de hegemonia em Minas Gerais.
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Não esperava muito do Atlético quando me sentei para ver o jogo na noite de ontem. A expectativa de um mal resultado se concretizou com menos de meia hora de jogo quando o Botafogo já havia marcado duas vezes com o Lúcio Flávio, ex-atleticano já xingado tantas vezes aqui nesta mesma página. O problema é que ontem havia apenas um time de futebol em campo, que era o do alvinegro carioca o qual, praticamente, treinou no gramado do gigante da Pampulha, se dando ainda ao luxo de perder um pênalti com o Gil.

Na metade final do segundo tempo a torcida atleticana partiu para a auto-ironia ao gritar olé para todas as trocas de passes do seu próprio time, abafando os cantos da torcida carioca. Em seguida, houve gritos lembrando jogadores de grande talento que vestiram o manto sagrado como o BILU, por exemplo. Finalmente, após o desabafo inicial, o Mineirão explodiu em gritos de "É CAMPEÃO! É CAMPEÃO!", deixando pasmos narrador, comentarista e a torcida adversária, que se calou definitivamente. Pra mim foi um momento de grande tristeza ver que, assim como eu, a maioria resolveu jogar a toalha com esse time e essa direção. Estão conseguindo acabar com a história da instituição.
Aliás, sobre a torcida, tenho ouvido diversas críticas de cronistas e amigos torcedores de outros clubes, que acham a atitude da torcida (vaias, gritos de olé para o adversário, etc) errada e sem fundamento. Eu já fui partidário desta opinião, mas atualmente considero que a torcida atleticana está no direito dela porque nenhum outro clube (exceção talvez feita ao Corínthians) nesse país viveu um jejum tão grande de títulos expressivos e de futebol de qualidade e manteve seus torcedores frequentando os estádios e apoiando a equipe incondicionalmente. O que se passa é que os tabus caíram (Santos e Cruzeiro foram campeões brasileiros, Sport, Fluminense e Flamengo da copa do Brasil) e hoje o Atlético é o clube tido como grande há mais tempo na fila no Brasil. A paciência acabou.

É certo que a situação econômica é deplorável, porém a massa não tem e nunca teve problemas em entender isso. No entanto, o que leva a gestão do clube a prometer uma grande equipe para o ano do centenário, promover festas, shows e lançamentos de camisas horríveis sendo que, claramente, não tem condições para montar uma equipe sequer competitiva? Difícil entender. O fato é que se não cairmos para a segundona este ano já me darei por satisfeito. A saída precoce da Sulamericana deve nos favorecer neste objetivo.
Obs.: As imagens foram capturadas de um super 8 filmado em alguma esquina da rua Bambuí em 1978, início de uma era de hegemonia em Minas Gerais.
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22 de ago. de 2008
Três pontos
Atlético 4 x 0 Atlético/PR
Não há muito o que se cobrar do time do Atlético, desse modo fico satisfeito com os três pontos obtidos esta noite no Mineirão. Não foi uma exibição empolgante, apesar do placar elástico: a defesa continua um show de horrores e o goleiro Édson, apesar da minha boa vontade com ele, é muito fraco. Some-se a isto o fato de o time do Furacão ser o pior que eu já vi desde que entraram no clube dos grandes. De qualquer maneira, uma semana de tranquilidade já nos fará bem. Para finalizar, espero uma exibição digna contra o Botafogo pela Sulamericana no meio da semana.
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Não há muito o que se cobrar do time do Atlético, desse modo fico satisfeito com os três pontos obtidos esta noite no Mineirão. Não foi uma exibição empolgante, apesar do placar elástico: a defesa continua um show de horrores e o goleiro Édson, apesar da minha boa vontade com ele, é muito fraco. Some-se a isto o fato de o time do Furacão ser o pior que eu já vi desde que entraram no clube dos grandes. De qualquer maneira, uma semana de tranquilidade já nos fará bem. Para finalizar, espero uma exibição digna contra o Botafogo pela Sulamericana no meio da semana.
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19 de ago. de 2008
Atlético = Casa da mãe Joana
Fluminense 1 x 0 Atlético
Com um vôo na ponte aérea marcado para às 17:20 do último domingo, acreditei que poderia chegar a tempo de ver mais da metade do jogo do Atlético contra o Fluminense. Depois de quase uma hora de atraso para o embarque e um vôo tumultado, numa aeronave da Varig com o ar condicionado funcionando precariamente e uma vista panorâmica do Maracanã, consegui pegar um táxi no aeroporto Santos Dumont às 19:15h.
Durante o caminho, ouvindo a peleja pelo rádio do celular, fui atingido por um desânimo profundo e por uma certeza assustadora: assim que me sentasse na poltrona de casa e ligasse a tv, levaríamos um gol. Resolvi adotar uma postura mais otimista e, ao chegar em casa, ao invés de ligar a tv, fui dar uma folheada no jornal - o qual apostava tudo no nosso ginasta trapalhão na China. Depois de me acalmar, me sentei e liguei a tv. Ato contínuo, me levantei e fui pegar uma torrada na cozinha: gol do Fluminense. O resto foi aquela impotência de sempre, motivação zero para correr atrás do empate e a certeza de que o placar seria aquele e que os 20 pontos no bolão estavam garantidos.
Creio que desde as temporadas 92 e 93 não vejo uma equipe atleticana tão sem alma, tão sem garra, tão brochante. Para ser mais preciso, acho que o calvário alvinegro tem uma data para o seu início que foi aquele indigesto 6 x 2 nas oitavas de final do Brasileiro de 2002. Desde então, foram praticamente 5 temporadas lutando para não cair ou caindo (embora, muitas vezes, o espírito lutador do time contagiasse a torcida). Iria até culpar aquele fracassado do Geninho mas, pensando melhor, podíamos colocar até o Felipão treinando o Galo que o resultado não seria diferente. O Atlético é a casa da mãe Joana: ninguém manda, ou quem deveria mandar não aparece, se omite ou é conivente com a malandragem de empresários e lobistas, que fazem o que querem com a instituição. Agora dizem que vão anunciar um meia que vem do Vitória, onde não está sendo aproveitado pelo treinador. Não preciso dizer mais nada a respeito.
Como já disse antes, o lombo do atleticano já tá calejado demais para poder ter um sofrimento legítimo com toda essa situação. Até isso está sendo tirado da torcida, com essa gestão de piada que temos, responsável por esse time fraco e, principalmente, sem espírito e sem condições de despertar o entusiasmo da massa. Se nos salvarmos da segundona já será um grande feito para 2008.
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Com um vôo na ponte aérea marcado para às 17:20 do último domingo, acreditei que poderia chegar a tempo de ver mais da metade do jogo do Atlético contra o Fluminense. Depois de quase uma hora de atraso para o embarque e um vôo tumultado, numa aeronave da Varig com o ar condicionado funcionando precariamente e uma vista panorâmica do Maracanã, consegui pegar um táxi no aeroporto Santos Dumont às 19:15h.
Durante o caminho, ouvindo a peleja pelo rádio do celular, fui atingido por um desânimo profundo e por uma certeza assustadora: assim que me sentasse na poltrona de casa e ligasse a tv, levaríamos um gol. Resolvi adotar uma postura mais otimista e, ao chegar em casa, ao invés de ligar a tv, fui dar uma folheada no jornal - o qual apostava tudo no nosso ginasta trapalhão na China. Depois de me acalmar, me sentei e liguei a tv. Ato contínuo, me levantei e fui pegar uma torrada na cozinha: gol do Fluminense. O resto foi aquela impotência de sempre, motivação zero para correr atrás do empate e a certeza de que o placar seria aquele e que os 20 pontos no bolão estavam garantidos.
Creio que desde as temporadas 92 e 93 não vejo uma equipe atleticana tão sem alma, tão sem garra, tão brochante. Para ser mais preciso, acho que o calvário alvinegro tem uma data para o seu início que foi aquele indigesto 6 x 2 nas oitavas de final do Brasileiro de 2002. Desde então, foram praticamente 5 temporadas lutando para não cair ou caindo (embora, muitas vezes, o espírito lutador do time contagiasse a torcida). Iria até culpar aquele fracassado do Geninho mas, pensando melhor, podíamos colocar até o Felipão treinando o Galo que o resultado não seria diferente. O Atlético é a casa da mãe Joana: ninguém manda, ou quem deveria mandar não aparece, se omite ou é conivente com a malandragem de empresários e lobistas, que fazem o que querem com a instituição. Agora dizem que vão anunciar um meia que vem do Vitória, onde não está sendo aproveitado pelo treinador. Não preciso dizer mais nada a respeito.
Como já disse antes, o lombo do atleticano já tá calejado demais para poder ter um sofrimento legítimo com toda essa situação. Até isso está sendo tirado da torcida, com essa gestão de piada que temos, responsável por esse time fraco e, principalmente, sem espírito e sem condições de despertar o entusiasmo da massa. Se nos salvarmos da segundona já será um grande feito para 2008.
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14 de ago. de 2008
No Surprise
Botafogo 3 x 1 Atlético
Depois de muito refletir, resolvi gastar a noite da minha quinta-feira na academia ao invés de enfrentar um trem lotado e um time capenga no Engenhão. A idéia, então, era deixar essa partida para lá e só vir a saber do resultado no fim da noite, depois de comer umas fatias de pizza e tomar um vinho. No entanto, como a lei de Murphy é implacável, a SPORTV transmitiu o jogo para o Rio e, pior ainda, os televisores da academia estavam sintonizadas justamente no canal 39.
No momento em que cheguei às esteiras, já estava um a zero para o Galo. O time até que não jogava mal mas, ainda assim, rezei para que o juiz apitasse o fim do jogo naquele momento. Como não poderia deixar de ser, ele apitou uma falta aos 45 minutos do primeiro tempo e o Carlos Alberto colocou no canto direito do frangueiro Édson. Me dirigi para a outra área e não vi a maior parte do segundo tempo. Cheguei em casa, ligo a tv para saber o placar. Ato contínuo, a bola atravessa toda a área do Botafogo, dois jogadores do Atlético esbarram na pelota e não conseguem botá-la no filó. No contra-ataque é gol do Botafogo: uma bola enfiada no meio da zaga (e sempre tem um palhaço com a mão erguida, pedindo o impedimento), tempo para iludir o goleiro e balançar as redes.
Com 2 x 1 ainda nutria uma certa esperança de superação das adversidades em Belo Horizonte. Mas, como desgraça pouca é bobagem, nos descontos o Tchô resolveu bater uma falta da intermediária lançando a bola na área do Botafogo. A zaga subiu e não voltou, o rebote foi botafoguense, Gil conduziu e tocou para o Carlos Alberto dentro da área limpar o Renan e petecar o terceiro tento. 3 x 1 e o apito final. Amadorismo completo do Atlético Mineiro.
O futebol apresentado não foi dos piores, mas o espírito continua derrotado. E, analisando com toda a frieza, o adversário tinha o Gil e o Carlos Alberto do lado deles, não é lá grande coisa mas é melhor do que qualquer jogador que a gente tenha. E ficamos assim, nessa rotina amarga e sem perspectivas. Pelo menos voltaram a usar a camisa tradicional.
Obrigado, Ziza.
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Depois de muito refletir, resolvi gastar a noite da minha quinta-feira na academia ao invés de enfrentar um trem lotado e um time capenga no Engenhão. A idéia, então, era deixar essa partida para lá e só vir a saber do resultado no fim da noite, depois de comer umas fatias de pizza e tomar um vinho. No entanto, como a lei de Murphy é implacável, a SPORTV transmitiu o jogo para o Rio e, pior ainda, os televisores da academia estavam sintonizadas justamente no canal 39.
No momento em que cheguei às esteiras, já estava um a zero para o Galo. O time até que não jogava mal mas, ainda assim, rezei para que o juiz apitasse o fim do jogo naquele momento. Como não poderia deixar de ser, ele apitou uma falta aos 45 minutos do primeiro tempo e o Carlos Alberto colocou no canto direito do frangueiro Édson. Me dirigi para a outra área e não vi a maior parte do segundo tempo. Cheguei em casa, ligo a tv para saber o placar. Ato contínuo, a bola atravessa toda a área do Botafogo, dois jogadores do Atlético esbarram na pelota e não conseguem botá-la no filó. No contra-ataque é gol do Botafogo: uma bola enfiada no meio da zaga (e sempre tem um palhaço com a mão erguida, pedindo o impedimento), tempo para iludir o goleiro e balançar as redes.
Com 2 x 1 ainda nutria uma certa esperança de superação das adversidades em Belo Horizonte. Mas, como desgraça pouca é bobagem, nos descontos o Tchô resolveu bater uma falta da intermediária lançando a bola na área do Botafogo. A zaga subiu e não voltou, o rebote foi botafoguense, Gil conduziu e tocou para o Carlos Alberto dentro da área limpar o Renan e petecar o terceiro tento. 3 x 1 e o apito final. Amadorismo completo do Atlético Mineiro.
O futebol apresentado não foi dos piores, mas o espírito continua derrotado. E, analisando com toda a frieza, o adversário tinha o Gil e o Carlos Alberto do lado deles, não é lá grande coisa mas é melhor do que qualquer jogador que a gente tenha. E ficamos assim, nessa rotina amarga e sem perspectivas. Pelo menos voltaram a usar a camisa tradicional.
Obrigado, Ziza.
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11 de ago. de 2008
Sem novidades
Atlético 0 x 4 Grêmio
Santos 2 x 3 Atlético
Primeiro devo falar sobre o jogo com o Santos. Apesar de ter alardeado no post anterior que o jogo não seria transmitido para a Bahia, para minha surpresa a rede Bandeirantes acabou exibindo a peleja para Salvador. Amigos, pior do que ver o seu time levar dois gols ridículos é ter que aguentar os comentários do NETO ("é só o Santos apertar que ele faz o terceiro, o quarto e o quinto"). De qualquer maneira, o time acabou se recuperando e virando a partida de maneira espetacular, quebrando um tabu de 60 anos sem vitórias na Vila Belmiro. No fim, só faltou ao comentarista garantir que o Atlético era um candidato a Libertadores.
Passada a euforia, enfrentamos o Grêmio no fim da tarde de sábado no Mineirão. Este jogo não acompanhei, mas levamos mais uma goleada. É outro freguês em jogos em BH que se tornou uma pedra no sapato alvinegro. No mais, fica a impressão de que estamos caminhando para a defesa centenária neste ano do centenário: 100 gols levados no campeonato brasileiro.
Esta semana enfrentamos o Botafogo pela Sulamericana e o Fluminense pelo brasileiro, ambos os jogos no Rio. Visto que a possibilidade de sucesso nas duas empreitadas é tão provável quanto uma vitória da seleção brasileira de handball sobre a da Croácia neste instante (está 22 x 10 para os croatas), ficaria satisfeito com um bom resultado contra o Fluzão. Não cair em 2008 será o presente do centenário.
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Santos 2 x 3 Atlético
Primeiro devo falar sobre o jogo com o Santos. Apesar de ter alardeado no post anterior que o jogo não seria transmitido para a Bahia, para minha surpresa a rede Bandeirantes acabou exibindo a peleja para Salvador. Amigos, pior do que ver o seu time levar dois gols ridículos é ter que aguentar os comentários do NETO ("é só o Santos apertar que ele faz o terceiro, o quarto e o quinto"). De qualquer maneira, o time acabou se recuperando e virando a partida de maneira espetacular, quebrando um tabu de 60 anos sem vitórias na Vila Belmiro. No fim, só faltou ao comentarista garantir que o Atlético era um candidato a Libertadores.
Passada a euforia, enfrentamos o Grêmio no fim da tarde de sábado no Mineirão. Este jogo não acompanhei, mas levamos mais uma goleada. É outro freguês em jogos em BH que se tornou uma pedra no sapato alvinegro. No mais, fica a impressão de que estamos caminhando para a defesa centenária neste ano do centenário: 100 gols levados no campeonato brasileiro.
Esta semana enfrentamos o Botafogo pela Sulamericana e o Fluminense pelo brasileiro, ambos os jogos no Rio. Visto que a possibilidade de sucesso nas duas empreitadas é tão provável quanto uma vitória da seleção brasileira de handball sobre a da Croácia neste instante (está 22 x 10 para os croatas), ficaria satisfeito com um bom resultado contra o Fluzão. Não cair em 2008 será o presente do centenário.
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5 de ago. de 2008
Um rádio
Atlético 2 x 1 Sport
Encontro-me em Salvador neste momento e sem pay-per-view. Durante a semana estarei condenado a assistir aos seguintes jogos: Goiás x Flamengo na quarta e Figueirense x Botafogo na quinta. Não restará outra solução a não ser acompanhar pelas "bolinhas" da Globo, sinônimo de agonia.
No domingo passado não foi muito difrente, cheguei cedo ao aeroporto e, apesar de termos embarcado no avião com "apenas" 30 minutos de atraso, ficamos aguardando autorização para decolagem durante mais de 40 minutos dentro da aeronave. Deste modo, acompanhei a saga atleticana por um radinho que transmitia a partida entre o xará paranaense e o Botafogo. Não sei se a culpa é da falta de qualidade do mp3 player ou da quantidade de ondas eletromagnéticas que cruzam o aeroporto, mas escutar a CBN era, mais ou menos, como tentar sintonizar a Itatiaia na 040, como já fiz diversas vezes. Entre um pastor e outro, você consegue ouvir uns gols.
No fim, a pilha acabou e nada do avião decolar. 20:10h e comecei a ser consumido pela ansiedade: 2 horas nos céus sem saber qual foi o placar! Pensei em ligar o celular e discar para alguém, mas a ordem para desligá-los já havia sido dada. A paciência logo acabou: pedi licença aos vizinhos, abri o compartimento de bagagem, resgatei minha mochila e, claro, uma pilha carregada que estava disponível. Voltei para o assento e reanimei o aparelhinho. Assim que a voz do comandante saiu pelo sistema de som da aeronave, o locutor começou a falar os resultados da rodada e o do Galo, claro, foi o último. Pelo menos seguramos a vitória. Se conseguirmos anotar 3 pontos em casa em todas as rodadas, tá safo. Foi um vôo tranquilo.
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Encontro-me em Salvador neste momento e sem pay-per-view. Durante a semana estarei condenado a assistir aos seguintes jogos: Goiás x Flamengo na quarta e Figueirense x Botafogo na quinta. Não restará outra solução a não ser acompanhar pelas "bolinhas" da Globo, sinônimo de agonia.
No domingo passado não foi muito difrente, cheguei cedo ao aeroporto e, apesar de termos embarcado no avião com "apenas" 30 minutos de atraso, ficamos aguardando autorização para decolagem durante mais de 40 minutos dentro da aeronave. Deste modo, acompanhei a saga atleticana por um radinho que transmitia a partida entre o xará paranaense e o Botafogo. Não sei se a culpa é da falta de qualidade do mp3 player ou da quantidade de ondas eletromagnéticas que cruzam o aeroporto, mas escutar a CBN era, mais ou menos, como tentar sintonizar a Itatiaia na 040, como já fiz diversas vezes. Entre um pastor e outro, você consegue ouvir uns gols.
No fim, a pilha acabou e nada do avião decolar. 20:10h e comecei a ser consumido pela ansiedade: 2 horas nos céus sem saber qual foi o placar! Pensei em ligar o celular e discar para alguém, mas a ordem para desligá-los já havia sido dada. A paciência logo acabou: pedi licença aos vizinhos, abri o compartimento de bagagem, resgatei minha mochila e, claro, uma pilha carregada que estava disponível. Voltei para o assento e reanimei o aparelhinho. Assim que a voz do comandante saiu pelo sistema de som da aeronave, o locutor começou a falar os resultados da rodada e o do Galo, claro, foi o último. Pelo menos seguramos a vitória. Se conseguirmos anotar 3 pontos em casa em todas as rodadas, tá safo. Foi um vôo tranquilo.
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2 de ago. de 2008
Tardes de Domingo
Pode até ser que dê certo com o Marcelo Oliveira, mas na minha modesta opinião, podem colocar até o Mourinho no banco, Kaká no meio e David Villa e Berbatov no ataque que o time não sai dessa situação.

O Sport é um velho freguês (embora haja aquela famigerada goleada por 6 x 0 na Copa João Havelange em 2000 em pleno Mineirão) e o normal seria uma vitória magra no gigante da Pampulha. Que fase, quantas saudades da temporada de 2001, tarde de domingo no Independência, garantia de vitória.
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1 de ago. de 2008
Cães Raivosos
Vasco 6 x 1 Atlético
Devo confessar que até apostei contra o Atlético no bolão, mas acreditava na possibilidade de uma vitória na noite de quinta. Acabei indo a São Januário com três amigos vascaínos, que apontavam o Galo como favorito.
A chegada foi tranquila, torcidas amigas, compramos ingressos e nos dirigimos para as respectivas áreas reservadas nas arquibancadas. Ainda na porta, estabeleci contato com alguns outros atleticanos e entramos juntos. Os primeiros indícios de que a noite seria pitoresca puderam ser observados ainda na revista que a PM fazia após as roletas: gemidos e gritos chamaram a atenção dos rapazes que foram checar junto a um soldado, que portava um aparelho celular, o que estava acontecendo. Não era nada demais, apenas um filme "educativo" - "o sexto", contado com orgulho pelo dono do aparelho.

Nem bem me posicionei e o juiz deu o apito inicial. Passes errados para lá, passes errados para cá e gol do Vasco numa falha bisonha da defesa alvinegra. O gol de empate veio logo e tive a impressão de que o equilíbrio havia sido alcançado e o time deslancharia. Mas, ao contrário, o time continuou parado em campo vendo o adversário anotar mais cinco tentos e estabelecer o vexatório placar de 6 x 1 antes dos 20 minutos do segundo tempo. A apatia era total, o treinador Gallo ficava parado onde estava, não falava, não agia, não dava mostras de fibra. Talvez movidos pelo senso de amizade entre as torcidas o Vasco resolveu dar uma aliviada, felizmente.
Ao longo de todos esses anos acompanhando o Atlético acredito nunca ter visto um time tão apático e sem gana. É difícil descobrir o que acontece nos bastidores para que esse tipo de atitude seja visto em campo: os salários estão em dia? O Gallo estava sofrendo um boicote? Não faço idéia. A única coisa que eu sei é que a culpa da situação ter chegado aonde chegou é única e exclusiva da diretoria do clube. Não é culpa do treinador e tampouco dos jogadores. O elenco é fraco? Sem dúvida. Mas, quem o contratou foi a diretoria. Idem para o técnico. A verdade é que todo torcedor parte de um pressuposto que é falso quando analisa o desempenho da sua equipe: o de que a gestão do clube é conduzida por torcedores como ele, pessoas de boa fé cujo único objetivo é o sucesso dentro de campo.
Torcer para o Atlético é uma doença incurável, já me conformei e não tenho a menor intenção de agir no sentido de mudar isso. Entretanto, aquilo que eu vi ontem no estádio não foi o time que despertou a minha paixão ainda garoto e que me motiva a gastar cerca de duas horas, duas vezes por semana, na frente da tv ou sentado no cimento. Começa por aquela camisa horrorosa do centenário, continua pela absoluta falta de coragem e fibra dos onze jogadores em campo e do pateta do treinador no banco de reservas e termina na sede de Lourdes onde, supostamente, estaria um presidente (me parece que está de férias no momento) e toda uma fileira de canalhas que se apoderaram do clube e, deliberadamente, impõem um sofrimento infindável aos milhões de torcedores por todo o país. Tenho muita pena da instituição, que acaba ficando manchada pelo desleixo dos incompetentes que a comandam. No entanto, não saí chateado do velho estádio em São Cristóvão ontem, pois não reconheci o Atlético naquele amontoado que vi em campo e que, portanto, não merecia nem mesmo o meu sentimento de derrota.
Outro ponto que merece ser destacado é o fato de a maioria da torcida ter se mandado logo após o quinto gol e eu ter ficado por ali, com uns poucos "gato-pingados" esperando meus amigos vascaínos para irmos embora juntos. De qualquer maneira, o ponto alto da noite estava reservado para o final: no caminho para o portão da saída, um rotweiller da PM atacou um pastor alemão, seu irmão de armas, e apesar da saraivada de chutes na cabeça dados por seu comandante, continuou destroçando implacavelmente o traseiro do seu adversário. O imbróglio só foi resolvido alguns minutos depois com a chegada de um outro soldado armado com spray pimenta, o qual acabou convencendo o cão raivoso a libertar seu oponente.
No portão fui saudado pelos companheiros vascaínos, que se propuseram a me pagar a entrada, o transporte e as bebidas em todos os jogos do Vasco no Rio, pois eu havia trazido boa sorte para o clube. Azar o meu. Aguardemos o domingo.
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Devo confessar que até apostei contra o Atlético no bolão, mas acreditava na possibilidade de uma vitória na noite de quinta. Acabei indo a São Januário com três amigos vascaínos, que apontavam o Galo como favorito.
A chegada foi tranquila, torcidas amigas, compramos ingressos e nos dirigimos para as respectivas áreas reservadas nas arquibancadas. Ainda na porta, estabeleci contato com alguns outros atleticanos e entramos juntos. Os primeiros indícios de que a noite seria pitoresca puderam ser observados ainda na revista que a PM fazia após as roletas: gemidos e gritos chamaram a atenção dos rapazes que foram checar junto a um soldado, que portava um aparelho celular, o que estava acontecendo. Não era nada demais, apenas um filme "educativo" - "o sexto", contado com orgulho pelo dono do aparelho.

Nem bem me posicionei e o juiz deu o apito inicial. Passes errados para lá, passes errados para cá e gol do Vasco numa falha bisonha da defesa alvinegra. O gol de empate veio logo e tive a impressão de que o equilíbrio havia sido alcançado e o time deslancharia. Mas, ao contrário, o time continuou parado em campo vendo o adversário anotar mais cinco tentos e estabelecer o vexatório placar de 6 x 1 antes dos 20 minutos do segundo tempo. A apatia era total, o treinador Gallo ficava parado onde estava, não falava, não agia, não dava mostras de fibra. Talvez movidos pelo senso de amizade entre as torcidas o Vasco resolveu dar uma aliviada, felizmente.
Ao longo de todos esses anos acompanhando o Atlético acredito nunca ter visto um time tão apático e sem gana. É difícil descobrir o que acontece nos bastidores para que esse tipo de atitude seja visto em campo: os salários estão em dia? O Gallo estava sofrendo um boicote? Não faço idéia. A única coisa que eu sei é que a culpa da situação ter chegado aonde chegou é única e exclusiva da diretoria do clube. Não é culpa do treinador e tampouco dos jogadores. O elenco é fraco? Sem dúvida. Mas, quem o contratou foi a diretoria. Idem para o técnico. A verdade é que todo torcedor parte de um pressuposto que é falso quando analisa o desempenho da sua equipe: o de que a gestão do clube é conduzida por torcedores como ele, pessoas de boa fé cujo único objetivo é o sucesso dentro de campo.
Torcer para o Atlético é uma doença incurável, já me conformei e não tenho a menor intenção de agir no sentido de mudar isso. Entretanto, aquilo que eu vi ontem no estádio não foi o time que despertou a minha paixão ainda garoto e que me motiva a gastar cerca de duas horas, duas vezes por semana, na frente da tv ou sentado no cimento. Começa por aquela camisa horrorosa do centenário, continua pela absoluta falta de coragem e fibra dos onze jogadores em campo e do pateta do treinador no banco de reservas e termina na sede de Lourdes onde, supostamente, estaria um presidente (me parece que está de férias no momento) e toda uma fileira de canalhas que se apoderaram do clube e, deliberadamente, impõem um sofrimento infindável aos milhões de torcedores por todo o país. Tenho muita pena da instituição, que acaba ficando manchada pelo desleixo dos incompetentes que a comandam. No entanto, não saí chateado do velho estádio em São Cristóvão ontem, pois não reconheci o Atlético naquele amontoado que vi em campo e que, portanto, não merecia nem mesmo o meu sentimento de derrota.
Outro ponto que merece ser destacado é o fato de a maioria da torcida ter se mandado logo após o quinto gol e eu ter ficado por ali, com uns poucos "gato-pingados" esperando meus amigos vascaínos para irmos embora juntos. De qualquer maneira, o ponto alto da noite estava reservado para o final: no caminho para o portão da saída, um rotweiller da PM atacou um pastor alemão, seu irmão de armas, e apesar da saraivada de chutes na cabeça dados por seu comandante, continuou destroçando implacavelmente o traseiro do seu adversário. O imbróglio só foi resolvido alguns minutos depois com a chegada de um outro soldado armado com spray pimenta, o qual acabou convencendo o cão raivoso a libertar seu oponente.
No portão fui saudado pelos companheiros vascaínos, que se propuseram a me pagar a entrada, o transporte e as bebidas em todos os jogos do Vasco no Rio, pois eu havia trazido boa sorte para o clube. Azar o meu. Aguardemos o domingo.
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30 de jul. de 2008
São Januário
Atlético 2 x 1 Vitória
Botafogo 4 x 0 Atlético
Não vi o jogo do domingo, estava no aeroporto, esperando a volta para casa. Notícias obtidas via celular diretamente do Mineirão me fizeram conjecturar que o desempenho foi fraco, mas diante da fase que estamos vivendo não exijo nada mais do que os três pontos e uma tranquila noite de sono.
Amanhã enfrentamos o Vasco em São Januário e diante da crise do adversário que é maior do que a alvinegra neste momento, entendo que uma vitória não é de todo impossível. No entanto, as estatísticas do Atlético atuando no Rio de Janeiro desde que vim viver na cidade maravilhosa diminuem a minha crença num bom placar. A pífia atuação no Engenhão há uma semana anotou mais um triste capítulo nessa história. Se não me engano, desde 2004 a nossa única vitória no Rio foi aquela sobre o Flamengo por 1 x 0, em 2005, na extinta Arena Petrobras na Ilha do Governador. Que as mudanças ocorram amanhã.
Botafogo 4 x 0 Atlético
Não vi o jogo do domingo, estava no aeroporto, esperando a volta para casa. Notícias obtidas via celular diretamente do Mineirão me fizeram conjecturar que o desempenho foi fraco, mas diante da fase que estamos vivendo não exijo nada mais do que os três pontos e uma tranquila noite de sono.
Amanhã enfrentamos o Vasco em São Januário e diante da crise do adversário que é maior do que a alvinegra neste momento, entendo que uma vitória não é de todo impossível. No entanto, as estatísticas do Atlético atuando no Rio de Janeiro desde que vim viver na cidade maravilhosa diminuem a minha crença num bom placar. A pífia atuação no Engenhão há uma semana anotou mais um triste capítulo nessa história. Se não me engano, desde 2004 a nossa única vitória no Rio foi aquela sobre o Flamengo por 1 x 0, em 2005, na extinta Arena Petrobras na Ilha do Governador. Que as mudanças ocorram amanhã.
22 de jul. de 2008
21:50
Atlético 3 x 2 Coritiba
Eu não sei quem é o gênio que organiza a tabela da CBF, de qualquer maneira não pode ser muito amigo do torcedor um sujeito que marca uma partida para às 21:50h no longínquo Engenhão. Naturalmente, estarei à postos em frente ao televisor ao invés de comparecer ao João Havelange para acompanhar o Galo.
Partida difícil, o Botafogo tem sido um adversário complicado desde que retornou à primeira divisão. Se não me engano, desde então não anotamos nenhum triunfo sobre o alvinegro carioca. Acho que difícil que a situação mude amanhã. Embora o Engenhão não seja um fator de pressão, o meio de campo desfalcado e a improdutividade do ataque penalizam enormemente o Atlético. 1 x 0 pro Galo será goleada.
Obs.: Boa vitória no Mineirão domingo, mas finalizar mais de 30 vezes pra anotar 3 tentos comprova a ineficiência do nosso ataque.
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Eu não sei quem é o gênio que organiza a tabela da CBF, de qualquer maneira não pode ser muito amigo do torcedor um sujeito que marca uma partida para às 21:50h no longínquo Engenhão. Naturalmente, estarei à postos em frente ao televisor ao invés de comparecer ao João Havelange para acompanhar o Galo.
Partida difícil, o Botafogo tem sido um adversário complicado desde que retornou à primeira divisão. Se não me engano, desde então não anotamos nenhum triunfo sobre o alvinegro carioca. Acho que difícil que a situação mude amanhã. Embora o Engenhão não seja um fator de pressão, o meio de campo desfalcado e a improdutividade do ataque penalizam enormemente o Atlético. 1 x 0 pro Galo será goleada.
Obs.: Boa vitória no Mineirão domingo, mas finalizar mais de 30 vezes pra anotar 3 tentos comprova a ineficiência do nosso ataque.
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20 de jul. de 2008
Boas recordações
Inter 1 x 0 Atlético
Sem comentários acerca da derrota para o colorado na última quinta-feira. Com a limitação do elenco e os desfalques, já era de se esperar o revés.
Novidade: com o fim da rodada deste sábado, estamos na temida zona do rebaixamento. Culpa do excesso de empates. Amanhã, contra o coxa, outro resultado que não seja a vitória colocará a equipe em uma situação muito complicada.
Embora o Coritiba tenha eliminado o Atlético nas semifinais do brasileiro em 1985, naquela conturbada partida no mineirão, e nos tirado a invencibilidade no torneio de 2003, outra vez no mineirão, o histórico recente nos tem sido bastante favorável. O último encontro, ainda na segunda divisão em 2006, traz grandes recordações aos atleticanos. Penúltima rodada, Couto Pereira lotado e o coxa abriu 2 x 0 ainda no início do primeiro tempo. Marinho diminuiu no finzinho da primeira etapa e empatou no início da segunda. Marcinho liquidou a fatura aos 27 minutos do segundo tempo.
Naquela tarde fria estávamos em Ouro Preto, levando um companheiro colorado para conhecer a antiga Vila Rica. Acabei vendo o fim do jogo numa barraquinha (cuja foto guardei de recordação) em frente à igreja de São Francisco. Que tenhamos a mesma sorte amanhã!
Sem comentários acerca da derrota para o colorado na última quinta-feira. Com a limitação do elenco e os desfalques, já era de se esperar o revés.
Novidade: com o fim da rodada deste sábado, estamos na temida zona do rebaixamento. Culpa do excesso de empates. Amanhã, contra o coxa, outro resultado que não seja a vitória colocará a equipe em uma situação muito complicada.
Embora o Coritiba tenha eliminado o Atlético nas semifinais do brasileiro em 1985, naquela conturbada partida no mineirão, e nos tirado a invencibilidade no torneio de 2003, outra vez no mineirão, o histórico recente nos tem sido bastante favorável. O último encontro, ainda na segunda divisão em 2006, traz grandes recordações aos atleticanos. Penúltima rodada, Couto Pereira lotado e o coxa abriu 2 x 0 ainda no início do primeiro tempo. Marinho diminuiu no finzinho da primeira etapa e empatou no início da segunda. Marcinho liquidou a fatura aos 27 minutos do segundo tempo.
Naquela tarde fria estávamos em Ouro Preto, levando um companheiro colorado para conhecer a antiga Vila Rica. Acabei vendo o fim do jogo numa barraquinha (cuja foto guardei de recordação) em frente à igreja de São Francisco. Que tenhamos a mesma sorte amanhã!
13 de jul. de 2008
Maldição
Cruzeiro 2 x 1 Atlético
É incrível como a história tem mudado no século XXI. Mais um clássico e mais uma derrota pelo campeonato brasileiro, coisa que raramente acontecia até 2003. Dessa vez, tivemos uma partida morna, especialmente no segundo tempo, com as alterações equivocadas de ambas as partes.
O Galo conseguiu marcar no primeiro tempo após uma trapalhada da zaga cruzeirense que Danilinho aproveitou com oportunismo. Ainda comemorando, pensei que poderíamos tirar proveito daquela situação, já que a torcida adversária tem uma péssima relação com o seu treinador. Bastava que segurássemos alguns minutos. No entanto, como tem sido de praxe, bastaram alguns minutos para que o adversário anotasse o tento de empate após uma cobrança de escanteio. O resto do jogo foi um festival de passes errados, faltas e poucas oportunidades.
No fim, pareceu-me que o Atlético estava satisfeito com mais um empate, já que, aparentemente, está buscando este título (Campeão Brasileiro de Empates) e ficou brigando com a bola ali no meio campo. Um contra-ataque do adversário aos 47 do segundo tempo liquidou a fatura. O apito final foi dado após uma melancólica tentativa de cruzamento do César Prates.
O que mais me impressiona na fase atual do Atlético é a total falta de equilíbrio dentro de campo. Nem com o seu adversário sendo pressionado pela própria torcida, que odeia o treinador (embora o time esteja em segundo lugar, no momento), a equipe consegue potencializar isso a seu favor. Repito: falta liderança em campo. Marcos, Petkovic e Marques são velhos, mas não são líderes. Falta uma espécie de Charles Bronson dos gramados, que possa comandar o escrete alvinegro e eliminar essa aura de covardia e azar que tem sido emanada pelos últimos times montados pelo nosso presidente bigodudo.
Ainda cabe destacar alguns pontos, em especial, para a diretoria:
1. Podem devolver o Castillo. O boliviano não consegue matar uma bola, não é raçudo, não consegue entender uma tabela ou chutar a gol. É inoperante. Me faz ter saudades do Vanderlei.
2. Troquem essa maldita camisa horrorosa do centenário e voltem ao uniforme tradicional! Esqueçam essa festa dos 100 anos, e façam o time jogar bola. Essa história de centenário só fez os holofotes se virarem para o time e aumentar a pressão e a consequente divulgação, em rede nacional, dos nossos seguidos vexames.
3. Podem devolver o Almir. O cara tá com o bagageiro maior que o da Mulher Melancia e não produz nada também.
4. Parem com essas idéias de homenagear o Marques. O que era aquela camisa 350? Se o time viesse bem, tudo bem festejar... Mas, já que ele tem que jogar (eu preferiria que ele tivesse colocado o pé dele na calçada da fama e estivesse na tribuna, vendo o jogo de lá), dêem a camisa 9 pro sujeito e ponto final.
Enfim, levar um gol aos 47 do segundo tempo nessas circunstâncias é patético. Devo confessar que já fazia algum tempo que o futebol não me deixava triste.
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É incrível como a história tem mudado no século XXI. Mais um clássico e mais uma derrota pelo campeonato brasileiro, coisa que raramente acontecia até 2003. Dessa vez, tivemos uma partida morna, especialmente no segundo tempo, com as alterações equivocadas de ambas as partes.
O Galo conseguiu marcar no primeiro tempo após uma trapalhada da zaga cruzeirense que Danilinho aproveitou com oportunismo. Ainda comemorando, pensei que poderíamos tirar proveito daquela situação, já que a torcida adversária tem uma péssima relação com o seu treinador. Bastava que segurássemos alguns minutos. No entanto, como tem sido de praxe, bastaram alguns minutos para que o adversário anotasse o tento de empate após uma cobrança de escanteio. O resto do jogo foi um festival de passes errados, faltas e poucas oportunidades.
No fim, pareceu-me que o Atlético estava satisfeito com mais um empate, já que, aparentemente, está buscando este título (Campeão Brasileiro de Empates) e ficou brigando com a bola ali no meio campo. Um contra-ataque do adversário aos 47 do segundo tempo liquidou a fatura. O apito final foi dado após uma melancólica tentativa de cruzamento do César Prates.
O que mais me impressiona na fase atual do Atlético é a total falta de equilíbrio dentro de campo. Nem com o seu adversário sendo pressionado pela própria torcida, que odeia o treinador (embora o time esteja em segundo lugar, no momento), a equipe consegue potencializar isso a seu favor. Repito: falta liderança em campo. Marcos, Petkovic e Marques são velhos, mas não são líderes. Falta uma espécie de Charles Bronson dos gramados, que possa comandar o escrete alvinegro e eliminar essa aura de covardia e azar que tem sido emanada pelos últimos times montados pelo nosso presidente bigodudo.
Ainda cabe destacar alguns pontos, em especial, para a diretoria:
1. Podem devolver o Castillo. O boliviano não consegue matar uma bola, não é raçudo, não consegue entender uma tabela ou chutar a gol. É inoperante. Me faz ter saudades do Vanderlei.
2. Troquem essa maldita camisa horrorosa do centenário e voltem ao uniforme tradicional! Esqueçam essa festa dos 100 anos, e façam o time jogar bola. Essa história de centenário só fez os holofotes se virarem para o time e aumentar a pressão e a consequente divulgação, em rede nacional, dos nossos seguidos vexames.
3. Podem devolver o Almir. O cara tá com o bagageiro maior que o da Mulher Melancia e não produz nada também.
4. Parem com essas idéias de homenagear o Marques. O que era aquela camisa 350? Se o time viesse bem, tudo bem festejar... Mas, já que ele tem que jogar (eu preferiria que ele tivesse colocado o pé dele na calçada da fama e estivesse na tribuna, vendo o jogo de lá), dêem a camisa 9 pro sujeito e ponto final.
Enfim, levar um gol aos 47 do segundo tempo nessas circunstâncias é patético. Devo confessar que já fazia algum tempo que o futebol não me deixava triste.
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11 de jul. de 2008
outro empate
atlético 1 x 1 flamengo
analisado isoladamente, não podemos dizer que o empate de quarta-feira no mineirão foi um mal resultado. enfrentávamos o líder do campeonato e os quinze minutos iniciais me fizeram temer pelo pior. entretanto, obter a sexta igualdade em dez jogos é preocupante. houvesse perdido metade e ganhado a outra metade desses jogos, a equipe estaria com 18 pontos, na faixa de classificação para a libertadores. como não adianta chorar o leite derramado, a vitória é o único resultado que interessa contra nossos maiores rivais no domingo.
ainda sobre o jogo de quarta-feira, destaco um fato positivo: o gallo não tem medo de mexer na equipe e o fez assim que percebeu que íamos levar um show de bola se continuássemos apresentando o futebol do início do jogo. por outro lado, ainda tenho uma certa desconfiança em relação aos novos contratados. laterais chegam e laterais vão e continuamos improvisando. com a recuperação do calixto e o retorno do césar prates, poderemos ter alguma novidade.
finalmente, destaco a falta de um líder em campo. um jogador que nas horas de maior pressão consiga manter a cabeça no lugar e ajudar a organizar a rapaziada em campo. coisa que o gallo fazia, por exemplo. os veteranos pet e marques não são esse tipo de jogador. de qualquer maneira, acredito na vitória no domingo. as estatísticas não nos favorecem contra o cruzeiro há algum tempo e a maldição há de terminar. 2 x 0 será o placar.
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analisado isoladamente, não podemos dizer que o empate de quarta-feira no mineirão foi um mal resultado. enfrentávamos o líder do campeonato e os quinze minutos iniciais me fizeram temer pelo pior. entretanto, obter a sexta igualdade em dez jogos é preocupante. houvesse perdido metade e ganhado a outra metade desses jogos, a equipe estaria com 18 pontos, na faixa de classificação para a libertadores. como não adianta chorar o leite derramado, a vitória é o único resultado que interessa contra nossos maiores rivais no domingo.
ainda sobre o jogo de quarta-feira, destaco um fato positivo: o gallo não tem medo de mexer na equipe e o fez assim que percebeu que íamos levar um show de bola se continuássemos apresentando o futebol do início do jogo. por outro lado, ainda tenho uma certa desconfiança em relação aos novos contratados. laterais chegam e laterais vão e continuamos improvisando. com a recuperação do calixto e o retorno do césar prates, poderemos ter alguma novidade.
finalmente, destaco a falta de um líder em campo. um jogador que nas horas de maior pressão consiga manter a cabeça no lugar e ajudar a organizar a rapaziada em campo. coisa que o gallo fazia, por exemplo. os veteranos pet e marques não são esse tipo de jogador. de qualquer maneira, acredito na vitória no domingo. as estatísticas não nos favorecem contra o cruzeiro há algum tempo e a maldição há de terminar. 2 x 0 será o placar.
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