30 de jun. de 2012

Habemus goleiro

Atlético 5 x 1 Náutico
São Paulo 1 x 0 Atlético

Sem conseguir um link decente para acompanhar a partida no Morumbi há duas semanas atrás, acabei abdicando do jogo para ver algum outro da Eurocopa. Acredito que não foi um mau negócio dado o placar adverso. Os relatos dizem que o time esteve abaixo do normal, mas ainda assim tivemos duas chances com o Bernard que acabou não botando a bola para dentro.

Na semana seguinte enfrentamos o Náutico em Belo Horizonte e saímos com um placar elástico que nos levou à vice liderança do campeonato. O Galo pulou na frente logo nos primeiros minutos, ironicamente com um gol de Bernard. O Timbu chegou ao empate após uma falha do Giovani e o jogo ficou equilibrado. Cuca, percebendo que o trem estava ficando feio para o nosso lado, sacou Richarlyson aos 28 minutos do primeiro tempo e botou Serginho para jogar. Irritado, Ricky foi direto para o vestiário. Verdade seja dita: o erro de Cuca é manter o cara como titular ao longo de toda a temporada. Sei que o investimento é alto e que o atleta goza de certo prestígio, mas, sinceramente, não acho que o ex-são-paulino tenha feito uma grande partida pelo Atlético até hoje. Se ele se limitasse a jogar o feijão com arroz, talvez fosse mais útil ao time, mas com esta maldita mania de dar passes de trivela e errar todos os cruzamentos e bolas paradas ele acaba sendo o maior fornecedor de contra-ataques do meio alvinegro. Enfim, nunca é tarde para se corrigir o erro.

O resultado final mostrou que Cuca tinha razão. Embora o juiz tenha assinalado um pênalti maroto a nosso favor, não acho que o Náutico tivesse forças para conter o ímpeto do Atlético. Não sou o maior fã do nosso treinador, mas devo admitir que a equipe montada por ele tem padrão de jogo, é brigadora e, ao contrário das temporadas anteriores, tem demonstrado ser um adversário perigoso. Dadas todas as circunstâncias envolvendo o Clube Atlétio Mineiro ao longo da última década, não almejo pedir mais do que isso. Vamos ver até onde vai todo este comprometimento.

Para terminar a semana, Kalil anuncia que Victor é o novo goleiro do Atlético. Sei que o arqueiro tricolor vinha sendo questionado por sua torcida, mas a reação dos gremistas ao saberem da transação deixa a impressão de que pode dar certo. 3 milhões de euros mais o Werley me pareceu meio caro, mas... Não, não vou cornetar o Kalil desta vez! Sempre achei o Victor um grande goleiro e faço votos que assuma a meta alvinegra para não mais sair nas próximas cinco temporadas.

10 de jun. de 2012

O travessão é justo

Palmeiras 0 x 1 Atlético
Atlético 1 x 1 Bahia

Partidas marcadas para as noites de quarta sempre terão a concorrência da pelada semanal que ocorre no Humaitá. Como o profissionalismo fala mais alto neste momento, acabo acompanhando o desenrolar da peleja através de algum aplicativo de celular. Foi assim que soube da abertura do placar pelo Jô e, já no táxi a caminho de casa, do gol de empate dos baianos. O resumo da partida minuto a minuto indicava que o Galo teve o domínio em campo mas faltou a competência necessária para fazer converter esta superioridade em gols. O jogo acabou com duas bolas no travessão em cabeçadas do jovem atacante Paulo Henrique que determinaram o empate. Na minha opinião, dois pontos perdidos. Na do meu irmão, que viu o jogo ao vivo, o time jogou bem, o adversário achou um tento e, infelizmente, num campeonato longo com o brasileiro, pontos serão perdidos em jogos considerados tranquilos. Como ainda estávamos na terceira rodada, resolvi dar um voto de confiança a este indivíduo e dormi tranquilo. Com o feriadão programado para o fim da semana, receberia a visita da família e verificaríamos in loco se ele estava certo ou errado.

E assim foi. Ontem, às 21 horas de um sábado - impossível pensar num horário "melhor" para um jogo de futebol - estávamos no sofá com o computador ligado na televisão prontos para assistir à partida no melhor "streaming" que obtivéssemos. O jogo começou com uma pressão um tanto desordenada do time da casa e sofremos algum perigo durante os primeiros 10 minutos. Apesar disso, o time esteve tranquilo em campo e, passado o susto inicial, passou a fazer valer o seu melhor futebol. O Palmeiras se limitava a uma jogada: bolas paradas com o Marcos Assunção. Com uma presença melhor em campo, o Atlético poderia ter saído na frente ainda no primeiro tempo se não fosse um gol incrível perdido pelo Bernard, que ficou cara a cara com o arqueiro alviverde e chutou a bola para fora. Ronaldo, o estreante da noite, fez um primeiro tempo discreto mas seguro. Não arriscou muito e, na maioria das vezes, acertou as jogadas que tentou fazer.

Veio o segundo tempo e o Galo logo saiu na frente: Bernard arrumou uma escaramuça na lateral direita do adversário e cruzou com precisão para a conclusão de Jô. Felipão tentou algumas alterações, mas o Atlético esteve melhor ao longo de toda a segunda etapa, chegando a ter dois gols mal anulados pelo péssimo árbitro (um deles após um lançamento de cerca de 40 m feito pelo Gaúcho e finalizado pelo Jô). No fim, repetindo o que nos aconteceu na noite de quarta, o verdão mandou duas bolas no travessão de Giovani, ambas em cobranças de falta de Marcos Assunção. Desta vez a sorte esteve do nosso lado. Vitória justa do Galo e a liderança provisória do campeonato assegurada por uma noite.


Aonde chegaremos com esta dupla da pesada?

O que vi do Atlético até agora me deixou satisfeito. Ainda acho que estamos distantes do ponto de sermos considerados favoritos ao título ou, até mesmo, a uma vaga na Libertadores. A vantagem é que o time tem sido regular - característica essencial neste tipo de torneio - praticando um futebol que se por um lado não é vistoso, por outro é eficiente na defesa e rápido no ataque. Ronaldo teve uma estreia discreta, mas não se furtou a ser uma referência quando houve a necessidade: distribuiu bolas, segurou quando era necessário e participou relativamente bem nos lances de bola parada. Estava tranquilo em campo. Além do futebol, acho que com sua bagagem pode contribuir absorvendo uma demanda que é excessiva da torcida para um elenco jovem como o nosso. Enquanto isso, os traumas das temporadas passadas me fazem contabilizar 35 pontos para nos livrarmos dos riscos de rebaixamento.

6 de jun. de 2012

Eu também o faria

Atlético 1 x 0 Corínthians

Em sua estreia em casa pelo Brasileirão 2012, o Atlético conseguiu uma importante vitória contra o Corínthians. Não ouso dizer que o Galo fez uma grande partida, mas o escrete alvinegro compensou a notória falta de talento com muito suor e disposição e acabou sendo premiado com um gol de puro oportunismo de Danilinho. Alguns dirão que o adversário estava desgastado pelo confronto contra o Vasco da Gama pela Libertadores no meio daquela semana - o que é verdade - mas acredito que, dentro das suas limitações, o Galo fez uma boa partida e mereceu a vitória. Acrescentaria que a postura vista em campo diante de uma equipe decente como o alvinegro paulista, se repetida com regularidade ao longo do torneio, certamente nos garantiria ao menos uma posição no pelotão intermediário do campeonato. Digo "acrescentaria" porque um fato ocorrido nesta semana mexeu com toda a nossa programação. O fato, como todos sabem, se trata da contratação de Ronaldinho Gaúcho pelo Atlético.

Aproveitando-se do rompimento entre o apoiador gaúcho e o Flamengo, Alexandre Kalil puxou primeiro o gatilho e garantiu o ex-R10 na Cidade do Galo. Conhecedor dos rompantes megalômanos e fanfarronices do nosso presidente, que não raro constrangem os atleticanos, acreditei que os relatos de Ronaldo Gaúcho no Atlético não passavam de boato. Para surpresa geral, a contratação foi confirmada no início da tarde, o que fez com que a minha estação de trabalho fosse invadida por mensagens de colegas comentando o assunto do momento.

Depois de muito refletir, cheguei à conclusão de que se as condições para a contratação do Ronaldo foram aquelas divulgadas pelo Atlético, eu também faria o negócio. Não temos outro atleta para a posição e me pareceu que foi uma oportunidade de mercado. É arriscado, eu sei, mas se eu tivesse que selecionar entre Danilinho, Escudero, Mancine e Ronaldinho em uma pelada, não teria dúvidas em escolher o ex-camisa 10 da seleção. O maior risco talvez seja a perda de coesão do grupo mas, com toda a honestidade, depois do que vimos na última rodada do ano passado, não boto fé no nosso elenco em um momento decisivo. Na minha opinião, o Atlético está certo em correr o risco. Vamos ver o que acontece.


Banca de jornal na manhã do dia 05/06

No mais, acrescento que fiquei surpreso com a virulência com que o jogador foi tratado por toda a imprensa carioca (em especial pelos veículos da Globo). Me pareceu uma reação do tipo "mexeu com o Flamengo, mexeu comigo", o que fez com que, da minha parte, surgisse até uma certa simpatia pelo dentuço. Pode até ser que dê errado (acho que as chances hoje são 50%-50%), mas seria um acontecimento e tanto se desse certo.


27 de mai. de 2012

Fórlan, etc

Ponte Preta 0 x 1 Atlético
Atlético 3 x 0 América
América 1 x 1 Atlético
Atlético 2 x 1 Goiás

As semanas que fiquei fora de casa foram boas para o torcedor atleticano: conquistamos de maneira invicta o Campeonato Mineiro 2012 e começamos o Brasileirão com o pé direito. A conquista do mineiro veio após uma vitória por 3 x 0 contra o coelho. Se o título pareceu ameaçado após o empate na primeira partida, bastou apenas um tempo no jogo de volta para assegurarmos o quadragésimo primeiro campeonato mineiro. Não acompanhei a estreia no brasileiro, mas a vitória contra a Ponte em Campinas pode ser considerada um bom resultado. Num campeonato longo como o brasileiro, três pontos são sempre muito bem vindos independente da atuação. De qualquer maneira, o mini campeonato paulista que disputaremos nestas cinco primeiras rodadas já servirá para avaliar qual o potencial do clube.

O grande assunto das últimas semanas, entretanto, é a tentativa de contratação do atacante Fórlan pelo Atlético. Eleito o melhor jogador da copa de 2010, o uruguaio não foi aproveitado nesta temporada pela Inter de Milão que estaria disposta a negociá-lo. Obviamente, trazer um jogador deste quilate para a Cidade do Galo poderia ser um feito extraordinário. Digo poderia porque não consigo entender porque Fórlan voltaria neste momento para a América do Sul. Mesmo que não tenha conseguido ser firmar na Inter, o jogador seguramente tem mercado em outros clubes na Europa e do Oriente Médio. Como ele não me parece uma espécie de jogador baladeiro à la Ronaldinho Gaúcho, restariam duas opções: ou já se encontra em fim de carreira, sem maiores ambições ou está bichado.

O que mais me preocupa, na verdade, é que o Atlético carece de reforços e quando a diretoria decide investir pesado numa negociação com alta probabilidade de fracasso, diversas oportunidades de contratação são inviabilizadas por falta de recursos. Não me parece uma estratégia inteligente. Mas, vindo de onde vem, não dá para ficar surpreso.

30 de abr. de 2012

Nostalgia e o império da mediocridade

Na manhã de hoje me encontrei com um velho companheiro dos tempos de Mineirão e Independência nos anos 90. Como não poderia deixar de ser, após algum tempo nos atualizando sobre os fatos e eventos que aconteceram em nossa vida nos últimos 10 anos, acabamos tratando do Clube Atlético Mineiro. Naquela época, com a falta crônica de recursos que caracteriza a vida de estudante, chegamos ao ponto de pedirmos carona na avenida Antônio Carlos para chegarmos ao Mineirão e vermos um Atlético x Villa Nova pelo campeonato mineiro numa quarta à noite. Um verdadeiro programa de índio. Mas, infelizmente, foi necessário pouco tempo para sairmos das boas lembranças e chegarmos ao lamentável estágio atual do clube.

Quanto mais converso e discuto com os amigos, mais me parece claro que o grande legado de Kalil, Guimarães e Maluf será ter creditado ao Clube Atlético Mineiro uma reputação de ser um lugar tranquilo para se trabalhar: pagamentos são feitos em dia, vive-se num hotel 5 estrelas, com direito a fisioterapeutas, preparadores físicos e médicos de seleção brasileira. E o melhor: não há cobrança por desempenho! Pode-se colecionar goleadas do maior rival que nada vai acontecer. Realmente, um excelente negócio para todos - exceto o torcedor. Cabe a este pagar o ingresso, comprar mercadorias licenciadas do clube, assinar o pay per view e ficar de bico calado.

Deixando a ironia de lado, o problema é que qualquer empresa ou empreendimento sem comando anda solto, sem rumo e sem foco e, consequentemente, não obtém bons resultados. Para grande parte das pessoas, trabalhar sem pressão é o melhor dos mundos. Basta se acomodar em uma posição qualquer onde não se faça notar e tudo transcorrerá bem até a aposentadoria. Se quiser trabalhar está bom, caso não queira está bom também. O problema da organização que se torna conhecida por essas características são, basicamente, dois: a lei do menor esforço a leva naturalmente a uma produtividade medíocre e, o que é pior, as pessoas sérias só permanecem ali até o ponto de perceberem o buraco em que se meteram e caírem fora.

Digam: que jogador de ponta ambicionaria jogar no Atlético atualmente? Quais os prognósticos de um sujeito que chega ao Galo hoje? Lutar para não cair? Desmotivante, não? Durante um tempo eu ainda acreditei que cair nas graças de uma torcida fanática fizesse alguma diferença nos anseios de um jogador. Mas, atualmente, ser celebridade basta e isto tem pouco ou nada a ver com a performance do atleta. Sendo assim, ou a liderança cria um ambiente propício para a montagem de um grupo comprometido e trabalhador ou se prepara para contratar grife, vender camisas e encher álbum de figurinhas. Futebol que é bom, só se (e quando) o elenco quiser.

Bom, a semifinal de ontem qualificou o América como nosso adversário na final do Campeonato Mineiro 2012. Sem dúvida, é um adversário mais fraco mas é preciso considerar que desde a reta final do Brasileirão 2011 o coelho tem jogado melhor do que a dupla galo e raposa. Durante o turno vencemos a duras penas o clássico por 2 x 1 com um jogador a mais durante a maior parte do jogo. Não vai ser fácil. A menos que haja uma mudanças de atitude (a qual não se desenha no horizonte), as probabilidades de se deixar escapar o quadragésimo primeiro título mineiro são reais.

28 de abr. de 2012

Um roteiro conhecido

Atlético 1 x 0 Tupi
Goiás 2 x 0 Atlético

Eis que a partida contra o Goiás no meio de semana foi transmitida ao vivo pela ESPN e pelo Sportv, canais disponíveis em nossos alojamentos em São Roque do Paraguaçu. Jogo às 22:00 é um tanto desumano para quem tem que se levantar às 6 e, assim, tentei me preparar fisicamente para me dedicar a esta tarefa. Infelizmente, quebrar a rotina não é um troço fácil e entre uma distração e outra acabei me sentando para ver o jogo sem ter descansado um minuto sequer.

As duas horas diante da telinha foram mais um exercício de paciência do que qualquer outra coisa. O Goiás, nosso eterno carrasco, mostrou ser uma equipe fraca e limitada, mas correu e lutou desde o primeiro minuto com um vigor invejável. O Atlético foi aquele time digno de dó que temos nos acostumado a ver. Tem um elenco razoável mas não consegue montar um grupo. Apático, cometendo erros de fundamento ridículos e indiferente ao que acontecia dentro de campo, o Galo não conseguia criar e tampouco evitar que o adversário chegasse à sua área nos poucos momentos em que detinha a posse de bola. No fim acabamos perdendo por 2 x 0, praticamente jogando no lixo qualquer chance de progresso na Copa do Brasil 2012.

A partida de hoje contra o Tupi não teve transmissão, como já era de se esperar. Ouvi o fim na rádio itatiaia e me pareceu que não estivemos melhores do que na quarta passada. A verdade é que, independente do vencedor na segunda semifinal do Mineiro amanhã, qualquer atleticano com um pouco mais de vivência já conhece bem o roteiro do que está por vir nas duas próximas semanas. A menos que um milagre seja operado na Cidade do Galo e, no fim, cada atleta do clube seja imbuído de um espírito guerreiro destemido e brioso, a tragédia nos aguarda. É desnecessário descrever em pormenores.

22 de abr. de 2012

Tradição

Tupi 1 x 1 Atlético

Começo adiantando que não vi a partida desta tarde. Meu retorno à Bahia me impediu de acompanhar a peleja em Juiz de Fora. Não tenho ideia de como foi o desempenho da equipe, mas acredito que não teremos dificuldades em garantir a classificação em Belo Horizonte ou Sete Lagoas.

O fato mais relevante da semana acabou sendo uma entrevista do nosso presidente ao PFC. Como já não sou assinante deste canal há algum tempo, apenas li a transcrição do seu depoimento. Entre outras coisas, Kalil disse que o Atlético é franco favorito no Campeonato Mineiro e que nunca tivemos a tradição de ter um grande camisa 10 na equipe. A primeira frase é bravata pura, daquele tipo que é presença constante em seu discurso. Quem viu as últimas partidas da equipe sabe que esse papo de favoritismo está pra lá de exagerado. Me incomoda mais a parte do camisa 10. Quer dizer que podemos viver sem um grande articulador de jogadas porque esta é a tradição do clube? Curiosamente, nos últimos 40 anos, ostentando esta tradição da ausência do camisa 10, não conseguimos sequer um título de expressão nacional. Quanta coincidência, não?

Falemos um pouco mais de tradição então. Ao longo da minha infância e adolescência, a tradição do Atlético passou a ser "morrer na praia" nos torneios nacionais. Invariavelmente, terminávamos entre os quatro primeiros mas sempre faltava alguma coisa que nos impedia de levantar o caneco. Esta característica, inclusive, acaba sendo representada no título deste blog, onde se lê: "A vida do ponto-de-vista de quem é bom de estatística mas ruim de títulos". Os times do Atlético jogavam no limite, conseguindo fazer os resultados em casa e chegar, muitas vezes, mais longe do que poderiam normalmente chegar. Por outro lado, nos momentos decisivos, faltava poder de decisão e amargávamos a famigerada "morte na praia".

Na última década, já sob a influência de Kalil, Maluf e seus amigos do BMG, a nossa tradição mudou e se transformou em "lutar para não cair" sendo que, como todos sabem, já chegamos a fracassar miseravelmente nesta luta. Para mim - e imagino que para a maioria dos atleticanos - não tem sido um bom negócio. Então, Kalil, é bom rever esse papo de tradição aí porque os números e os fatos estão contra você. O pior é que como não vejo perspectivas de melhorias neste sentido, começo a acreditar que a atitude mais sensata talvez seja mudar a frase que acompanha o título deste espaço. Aceito sugestões.

15 de abr. de 2012

Racional e pragmático

Tupi 0 x 0 Atlético
Penarol 0 x 5 Atlético

Fiquei surpreso ao ler os comentários de vários atleticanos na rede durante e após o jogo desta tarde em Juiz de Fora. Indignados com a postura do time em campo, diversos companheiros davam vazão à sua frustração à moda contemporânea, ou seja, em 140 caracteres. Foi, realmente, uma partida ridícula. Com pouco mais de 15 minutos eu já havia pegado no sono e apenas me despertei devido à tática suja das redes de televisão de aumentar o volume da sua transmissão durante os reclames. Entretido com outros afazeres, acabei voltando à televisão para ver os 10 minutos finais, os quais se resumiram a trocas de passes laterais entre jogadores das duas defesas: uma autêntica marmelada!

O fato é que o 0 x 0 nos garantia o primeiro lugar e classificava o adversário para o mata-mata e assim estaria de bom tamanho para todo mundo. Dado o caráter deste nosso time estava na cara que isto aconteceria e daí a minha surpresa com os referidos torcedores. Sem dúvida, toda essa "racionalidade" acaba sendo uma atitude demasiada anti-Atlético - um time cuja torcida é extremamente passional e que sempre espera que o sentimento seja correspondido pelos 11 em campo. Essa frieza e essa falta de vibração que temos acompanhado ao longo dos últimos meses nunca fizeram parte da essência do Atlético. Seriam indícios de uma mudança de paradigma? É difícil dizer, ainda mais porque uma mudança desta magnitude acaba gerando impactos imprevisíveis na torcida. De qualquer maneira, se é para ser pragmático, devo dizer que este empate sem gols já foi melhor do que um certo 6 x 1.

Com relação à Copa do Brasil, tirando os torcedores do Galo que vivem no Amazonas e compareceram ao estádio, ninguém pode ver a atuação alvinegra diante do Penarol. O placar elástico e a falta de espaço para televisão no estádio já revelam o abismo que separava as duas equipes. Pelo menos fomos poupados da partida de volta. O próximo adversário será o Goiás, velho conhecido contra o qual temos estatísticas magníficas: 5 playoffs disputados e 5 eliminações. Veremos se a oficina Cuca de invenções e seu time robotizado serão capazes de quebrar este tabu. Faço votos que sim.

Para finalizar, li esta semana uma entrevista onde Dudu Cearense (vulgo "Dodói") reclamava da falta de oportunidades no time. É verdade que o volante não jogou nada desde que voltou para o Brasil, mas assim como afirmava sobre o Guilherme, acredito que um jogador com este custo não pode ficar entregue ao departamento médico ou treinar separado do resto do time. Se, realmente, ele não tem mais as qualidades necessárias para assumir um lugar na equipe (o que pode ser verdade), o melhor a fazer é negociá-lo e não ficar assistindo a sua desvalorização dia após dia.

8 de abr. de 2012

Insípido, inodoro e incolor

Atlético 2 x 2 Cruzeiro

Há muitos anos não acompanhava um clássico com tamanho desinteresse. Os rumos tomados pelo Atlético ao longo dos últimos anos - e pelo futebol brasileiro de uma maneira geral - estão me afastando cada vez mais do esporte bretão. Nem tanto pelos resultados obtidos em campo, mas sim por diversos fatores que extrapolam as quatro linhas e nos fazem questionar as emoções depositadas no esporte. Admito que alguém poderia "trucar" a minha suposta falta de entusiasmo devido ao fato de eu estar utilizando este espaço. Pode até ser, mas respondo dizendo que escrevo como forma de registro para a posteridade. Veremos até onde o "sentimento" pode chegar.

Quanto à partida, o Atlético fez um bom primeiro tempo, chegando com relativa facilidade aos 2 a 0 diante de um adversário apático. Danilinho e André anotaram os tentos. O segundo tempo foi diferente, a entrada de Roger deu mais movimentação ao nosso maior rival que acabou dominando as ações e chegou ao empate após duas falhas bisonhas do Atlético: o já tradicional frango do Renan Ribeiro e um erro de saída de bola no meio de campo nível pelada de fim de semana. No fim, mesmo com o gol perdido por Anselmo Ramón embaixo da nossa trave, consideramos o empate justo - Guilherme conseguiu um feito semelhante num rebote na área azul.

Um fato digno de nota é que levamos mais dois gols do já mencionado Anselmo Ramón, o que nos leva a uma conclusão óbvia: o conjunto da nossa defesa é fraco. Renan Ribeiro era uma jovem promessa, mas hoje é a certeza de um frango por clássico. Para mim, não serve, não é confiável e nunca vai ser. Resta saber quais as pretensões dos nossos dirigentes para esta posição - afinal, sair perdendo por 1 x 0 todos os jogos importantes é um treco complicado. Richarlyson improvisado também é triste. O pior é que o homem tem mercado - não seria melhor usá-lo como moeda de troca para trazermos um lateral esquerdo de verdade? Repito: com o time que temos, se ganharmos o rural deste ano e permanecermos na primeira divisão a temporada já terá valido à pena.

Por fim, como já disse no post anterior, não será um grande resultado em um clássico ou até mesmo no campeonato mineiro que apaziguará o desgosto do torcedor alvinegro. Posso dizer com uma certa tranquilidade que tanto poderíamos ter feito o terceiro gol quanto poderíamos ter levado a virada neste fim de tarde em Sete Lagoas que o cenário não seria diferente. O Atlético de hoje é o mesmo dos 6 x 1, um time sem personalidade, sem garra e sem postura que, evidentemente, é a cara de quem manda lá dentro.

5 de abr. de 2012

Não vale nada

Uberaba 0 x 3 Atlético
Atlético 3 x 0 Democrata
Villa Nova 1 x 2 Atlético

O Campeonato Mineiro é um torneio de certa forma traiçoeiro. Se o time vence, não fez mais nada do que a obrigação e se perde, instaura-se uma crise proporcional ao conjunto dos placares impostos pelo rival nas partidas finais. E a verdade é que excetuando-se as finais, o campeonato se arrasta por 3 meses sem nenhuma grande emoção ou motivação para o torcedor. Com essa apatia generalizada, até uma avaliação da qualidade da equipe fica prejudicada, uma vez que o que vale é a lei do menor esforço. Sendo assim, passamos os primeiros meses do ano aguardando os clássicos onde mediremos nossas forças contra o único adversário de primeira divisão que temos no estado.

Pois bem, domingo será o primeiro teste do Atlético na temporada 2012. Valerá a liderança do mineiro e a vantagem nas fases finais do campeonato. Fora isso, será um amistoso de luxo. A imprensa tenta trazer alguma emoção para o certame relembrando incessantemente a tragédia que nos atingiu no final do último campeonato brasileiro. É bobagem. Mesmo que contra todas as previsões repitamos o placar, o gosto amargo daquela derrota permanecerá em cada torcedor atleticano. São as circunstâncias que valem e não a quantidade de gols em si. É o tipo de conta que Kalil e seu time de picaretas só conseguirão acertar com a torcida com um grande feito o que - sejamos sinceros - é altamente improvável com este time limitado que temos para a temporada 2012. É preciso afastar velhos fantasmas: não basta golear o Botafogo, o Corínthians, o Flamengo ou o Goiás em uma rodada de campeonato brasileiro, temos que eliminá-los em um mata-mata. Temos que ganhar do Inter e do Grêmio em Porto Alegre ou golear o nosso maior rival em uma partida decisiva. O resto são paliativos. Ademais, estamos cansados de vencer o clássico da fase de classificação e entregar o ouro na final. É esperar e ver.

No mais, fica a dúvida sobre estes 5 milhões de euros que o nosso presidente andou dizendo por aí que tinha para investir em contratação. A janela se foi e não veio ninguém. Para que sair por aí divulgando este tipo de coisa? Sempre fomos críticos do método de trabalho adotado pela gestão atual do clube de contratações em lote para "reforçar" o time. Entendo as contratações de Leandro Donizete, Escudero, Danilinho e Rafael Marques. Foram importantes para compor o elenco. O problema é que hoje o Atlético não tem um jogador que seja referência, um cara capaz de chamar a responsabilidade e liderar o time e essa contratação não foi feita. Não temos nenhum jogador diferenciado no elenco. Se eu tivesse poder de escolha, correria ao Valência com este dinheiro e traria o Diego Alves de volta, consertando aquele que foi o negócio mais estúpido feito pelo Atlético nos últimos 20 anos. Mas as coisas não são fáceis assim.

15 de mar. de 2012

A apatia de sempre

CENE 1 x 3 Atlético
Atlético 4 x 2 Nacional

Jogos transmitidos pela Globo Minas sempre são mais fáceis de se encontrar na internet. Deste modo, acabamos deixando o desânimo de lado e assistimos às partidas. Foi assim no último sábado, quando vencemos o Nacional de Nova Serrana e na noite de ontem, quando superamos o CENE do Mato Grosso do Sul.

Contra o Nacional vi apenas o segundo tempo, mas foi o suficiente para perceber que temos algumas falhas sérias na defesa, em especial do lado esquerdo. O ataque não está mal: André tem feito os seus gols e Guilherme parece estar entrando em forma e caminhando para fazer parte da dupla de ataque titular. As coisas andaram difíceis até o segundo gol do Nacional. Depois disso, o Galo foi pra cima e não deu chances ao adversário, assinalando três tentos em praticamente 15 minutos.

A estreia na Copa do Brasil já foi um pouco mais complicada. Entendo que a complicação é normal, uma vez que, normalmente, os adversários das duas primeiras rodadas não medem esforços e jogam a partida de ida como se fosse uma final, visando unicamente a volta onde poderão mostrar seu futebol em um grande centro. O que me aborreceu mais na partida de ontem foi a evidente falta de compromisso da maior parte dos jogadores, exibindo uma displicência de dar dó.

Há alguns dias, Daniel Carvalho deu uma entrevista dizendo que a cobrança em São Paulo era maior do que no Atlético. Não é preciso ser um gênio para perceber isso. Ser jogador do Atlético sob a atual gestão é o melhor emprego do mundo: salários pagos em dia, CT e hotel de primeiro mundo e sem cobrança por produtividade. O resultado é este time sem alma e sem vibração que temos nos acostumado a ver nas últimas temporadas, incapaz de transmitir confiança ao torcedor.

Sabemos que o time ainda está longe do seu ápice, que ter eliminado a partida de volta já foi uma coisa boa e que os verdadeiros testes ainda estão por vir. O que me chateia é a atitude em campo e, como já disse, esse tipo de coisa está ligado diretamente à liderança da instituição. Espero, sinceramente, estar errado mas a sensação que eu tenho é a de que não chegaremos a lugar nenhum em 2012 (mais uma vez).

7 de mar. de 2012

Em marcha lenta

A temporada 2012 começou sem o ânimo e a motivação dos anos anteriores. Não é difícil entender o porque, principalmente quando nos lembramos daquela que, sem dúvida, foi a tarde mais patética da história centenária do Clube Atlético Mineiro. Desde então, não tenho conseguido acompanhar a equipe no ritmo que costumava normalmente fazê-lo. A simples constatação de que na prática o profissionalismo no seu modelo alvinegro resulta na total falta de compromisso de atletas, comissão técnica e diretoria, resulta nesta apatia generalizada do torcedor. Mas, vamos lá!

O ano começou um pouco diferente com menos contratações e dispensas. Ao fazer o mais simples, pelo menos mantivemos o entrosamento da equipe que vinha praticando um futebol razoável no returno do campeonato brasileiro de 2011. A coisa vinha bem até o imbróglio envolvendo o Atlético e o Independência, que ainda deve render bastante. Mesmo que o tempo demonstre que foi um golpe de mestre da gestão atleticana, o fato de ver o Kalil tripudiando e falando as suas bravatas em rede nacional me levam a concluir que, infelizmente, nada mudará e o Atlético continuará a ser o que tem sido nos últimos 10 ou 15 anos.

Com relação ao campeonato mineiro, não acompanhei nenhum jogo. Para dizer a verdade, vi os dez minutos finais da partida contra o América no domingo passado e, consequentemente, os dois gols da virada alvinegra. Foi um bom resultado, mas a menos do clássico contra o nosso maior rival, o campeonato tem pouco a oferecer (em especial se estamos interessados em saber o real potencial do clube). O meu prognóstico é que teremos um ano mais tranquilo mas, dificilmente, com alguma grande conquista. É esperar e ver.

4 de dez. de 2011

Emporcalhando a história

Cruzeiro 6 x 1 Atlético

Muito se tem dito sobre a derrota estrondosa que nos foi imposta pelo nosso maior rival na tarde deste domingo. Os torcedores, acostumados a ver um time vibrante e pegador ao longo deste segundo turno não se conformam com a goleada sofrida diante da pior equipe do returno e teorias conspiratórias não param de pipocar na rede: de dinheiro do BMG ao passe do Tardelli, tudo foi acertado em troca desta derrota.

Qualquer pessoa que acompanha o futebol com uma certa regularidade, sabe que a politicagem, a desonestidade e a sacanagem fazem parte do negócio. Assim, a possibilidade de que tenha havido um acordo é real mas, por outro lado, tendo a acreditar que as coisas no universo acontecem da maneira mais simples e, no caso da partida de hoje, foi o resultado da completa falta de motivação e compromisso de um time contra um adversário pronto para morrer dentro do gramado.

15 minutos de jogo foram suficientes para que eu percebesse aonde aquilo iria chegar e acabei optando pela partida do Pacaembu, ao invés de ficar sofrendo em tempo real. O torcedor atleticano, passional como é, extrapola seu amor à instituição e acredita que o mesmo se aplica aos outros personagens do espetáculo: dirigentes, jogadores, comissão técnica. Na cabeça alvinegra, o Atlético entraria no clássico disposto a atropelar o adversário e conquistar uma vitória épica pelo simples fato de ser o seu maior rival.

A realidade, entretanto, é diferente. Para os profissionais atleticanos, o trabalho acabou no domingo passado com a goleada sobre o Botafogo. O elenco voltou ao trabalho na terça já em ritmo de férias e entrou em campo como se estivesse disputando uma pelada beneficente, antecipando o papai noel da torcida azul. O resultado: o pior time do returno conseguiu anotar 6 tentos na melhor defesa do returno.

Para piorar, após a partida ainda somos obrigados a ouvir as fanfarronices e insanidades do nosso presidente na rádio Itatiaia, o que só piora a vida do torcedor, gerando mais um motivo para chacotas na manhã seguinte no trabalho ou na escola. Não é difícil encontrar uma resposta para a instabilidade emocional do time ao longo dos últimos anos quando se olha para cima. Um chefe que gosta de jogar para a torcida e que acha que prestígio se ganha no grito. Com as baboseiras de hoje ainda corremos o risco de perder uma base interessante que estava sendo montada para 2012 - e olha que não sou grande fã do Cuca e nem acho que chegaríamos a algum lugar com ele. Mas, diante do que temos passado, meu desejo era ter um 2012 sem sobressaltos.

Para finalizar, esta semana teremos as eleições para presidente do clube. Kalil, candidato a reeleição, disponibilizou um material na internet registrando os avanços da sua gestão, onde alega ter sanado as contas do Atlético e que o clube está pronto para retomar o caminho das conquistas. Parece muito bom, mas o preço que pagamos até agora é alto demais: todos os maiores vexames da história alvinegra podem ser botados na conta da sua administração. As maiores derrotas históricas contra o nosso maior rival, a queda para a segunda divisão, a camisa rosa, enfim, o homem conseguiu emporcalhar o nosso histórico. Para o torcedor, esta não é uma boa troca: o que fica para a história são os resultados, não o balanço ou o excelente CT. Infelizmente, acho que o conselho tem uma opinião diferente e o manterá na sede de Lourdes para mais 3 anos de mandato.

Em tempo: é lógico que acho a infra-estrutura atual do clube admirável, mas de que adianta ter uma excelente estrutura de trabalho se os gestores são incompetentes?

28 de nov. de 2011

Os pingos nos "i's"

Atlético 4 x 0 Botafogo

Ontem, por incrível que pareça, não consegui sequer um link para ver a partida do Atlético contra o Botafogo. Não imaginei que houvesse esta possibilidade, principalmente porque havia um clube carioca envolvido. Na sequência me lembrei que o bar da esquina exibia as partidas do alvinegro carioca, mas achei melhor não me atrever a dividir as mesas com os torcedores adversários em um momento tão tenso para ambos os clubes. Por fim, acabei verificando o custo para aquisição da partida pelo PPV na NET: 70 reais. Só para constar, a mensalidade do serviço é de 60 reais. Qual a lógica de se vender um jogo a 70 pilas? Se fosse 35 já não seria um lucro estupendo? De repente, o negócio é não vender mesmo. Há certas coisas que transcendem a minha inteligência e acabei deixando a ideia de acompanhar a partida ao vivo de lado e contar, mais uma vez, com os SMS do meu irmão.

A ansiedade não durou muito porque o Galo acabou abrindo o placar no início do jogo em pênalti bem batido pelo Daniel Carvalho e ampliando para 2 x 0 com o André, após bela jogada do Neto Berola. No fim do primeiro tempo, Loco Abreu isolou um penal e concluí que a vitória estava no papo.


Neto Berola infernizou a defesa adversária no primeiro tempo

Veio o segundo tempo e, com um golaço de André e um tento de Léo Silva, acabamos repetindo o placar do primeiro tempo e liquidamos a fatura em 4 x 0. A quebra de mais um tabu, a garantia de permanência na primeira divisão e a possibilidade de rebaixar o maior rival transformaram a Arena do Jacaré em uma festa e marcaram o início de uma semana gloriosa!


André encobre Jefferson e amplia o marcador

Há pouco mais de 10 anos (outubro de 2001) enfrentamos o Botafogo no Independência e aplicamos um outro 4 x 0. Coincidentemente, a partida seguinte seria um clássico em circunstâncias um tanto parecidas com as que envolverão a partida do próximo domingo. Naquela oportunidade, o Atlético liderava o brasileiro e o nosso maior rival enfrentava a ameaça do rebaixamento. Este clássico foi o famigerado 2 x 2, onde conseguimos o empate na bacia das almas. Alex havia marcado duas vezes para a raposa, quando aos 40 minutos do segundo tempo o Ramonzinho pegou a bola para bater uma falta.

- Aposto que vai guardar só para aumentar o nosso sofrimento, foi o que eu disse para o primo Mateus.

Não deu outra. O camisa 10 meteu lá na gaveta. E aí o inimaginável aconteceu: quem estava indo embora voltou e a torcida transformou o Mineirão num inferno! O Atlético cresceu e impôs uma pressão avassaladora, que resultou em um gol sofrido do Marques após um bate rebate na pequena área cruzeirense e uma histeria insana nas arquibancadas.

Durante a comemoração meu irmão perdeu seu chinelo e o Mateus, ex-colaborador deste blog, quase saiu em um SAMU, não conseguindo sequer se levantar para vibrar, permanecendo sentado com a mão direita sobre o lado esquerdo do peito. Eu quase tive um torcicolo com o meu primo André pendurado no meu pescoço gritando gol. No fim, o Alexandre isolou uma bola incrível, na marca do pênalti. Gol que lamento até hoje, mas que o Mateus atribui ao pai celestial o desvio milagroso que o evitou o tento e salvou o seu coração.


Clássico inesquecível em 2001

A verdade é que temos contas a acertar com o nosso maior rival e espero que não só o senhor Kalil e seus asseclas tenham isso em mente ao longo desta semana como transmitam a necessidade desta vitória ao elenco. É uma chance única de reequilibrarmos as coisas em Belo Horizonte e botarmos certos pingos nos "i's". Reconheço que tão difícil quanto a vitória no clássico é a combinação de resultados que resulte no rebaixamento do nosso maior rival - o xará paranaense enfrenta um coxa que luta para se classificar para a Libertadores e o Ceará parece ter jogado sua chance de salvação no lixo ontem no Presidente Vargas. Mas, independente disso, temos a obrigação de vencermos o clássico e deixarmos o destino se encarregar do resto.

Para finalizar, depois de mais um ano de sofrimento imposto à sua torcida o Atlético, mais uma vez, conseguiu um milagre e se safou da queda para a segunda divisão a uma rodada do fim do campeonato. Saímos de uma situação terrivelmente adversa e chegamos à última rodada com uma possibilidade única de marcar um reinício de trajetória.

Outro aspecto importante a ser considerado, é o seguinte: comemoramos porque o pior já passou, mas é preciso ter em mente que o trabalho nos últimos 3 anos não foi bem feito e que 2012 já está aí. O presidente, provavelmente, se reelegerá e o modelo de gestão continuará. Vai haver outra barca de dispensas e outra de contratados? Quais os objetivos para 2012? Espero, sinceramente, termos um ano decente. Estou de saco cheio de ficar fazendo conta de chegada para não cair. Chega!!

26 de nov. de 2011

Vamos à luta!

Amanhã entraremos em campo em Sete Lagoas com a missão de vencer o Botafogo e sepultar, mais uma vez, a ameaça de rebaixamento. O alvinegro carioca enfrenta um momento difícil, vindo de uma sequência de derrotas que resultou na demissão do treinador Caio Júnior, na perda das chances de título e numa drástica diminuição da possibilidade de conquistar uma vaga na Libertadores 2012. O Atlético, ao contrário, vive um bom momento no campeonato, praticando um futebol com muita aplicação tática e enfrentando de igual para igual os adversários há 8 rodadas. Se nos baseássemos apenas no senso comum, acreditaríamos que a vitória estava praticamente assegurada.

No entanto, estamos tratando de futebol e, mais ainda, do Clube Atlético Mineiro. Neste caso, o sobrenatural atua de uma maneira muito mais efetiva do que a razão e a ciência. Na última década nos tornamos grandes fregueses do Botafogo, daqueles que passam recibo e sempre retornam. Em 2001 eu diria que uma implacável goleada aguardava os cariocas na Arena do Jacaré, em 2011 a história é diferente. Acredito que será um jogo bastante complicado e é bom o coração atleticano estar em dia. Qualquer 1 x 0 será comemorado como a conquista de um título.

Os comentários sobre as demais partidas e, principalmente, sobre a situação do nosso maior rival, deixarei para outra oportunidade. No momento, só me importo com o futuro alvinegro. Que a força esteja conosco amanhã!

22 de nov. de 2011

Perto do milagre

Corínthians 2 x 1 Atlético
Atlético 2 x 1 Coritiba
Figueirense 2 x 1 Atlético
Atlético 2 x 0 Grêmio
Atlético 2 x 1 Palmeiras
Fluminense 0 x 2 Atlético
Vasco 2 x 0 Atlético
Atlético 2 x 1 Santos
Atlético 0 x 0 América

Emendar as férias com o trabalho me fizeram ficar longe do Atlético e, consequentemente, do blog durante 9 rodadas. Neste período, contrariando todas as estatísticas, emplacamos 5 vitórias, 3 derrotas e 1 empate e deixamos a zona de rebaixamento.

Na realidade, na quinta passada ainda consegui acompanhar a partida contra o coxa branca através da internet, visto que não sou mais assinante do PFC. Fizemos uma boa apresentação, jogando coletivamente e impondo o nosso melhor futebol ao adversário. No final houve o apagão tradicional que quase resultou em um empate alviverde mas, felizmente, o relógio andou mais depressa do que o ataque curitibano.

Não acompanhei a derrota frente ao Corínthians, o jogo da tv em Porto Alegre foi Botafogo x Internacional. Ao que parece, o time repetiu o bom futebol e, também, os erros de final de partida que já haviam nos castigado em Florianópolis uma semana antes e que resultaram na nossa derrota frente ao Timão após liderarmos o placar até a metade final do segundo tempo.

Este é o drama de se lutar contra o rebaixamento, o qual, infelizmente, estamos nos habituando temporada após temporada. Diante dos recursos disponíveis, é inegável que o time tem feito uma campanha quase épica ao longo deste returno, mas a situação era tão adversa que mesmo com um desempenho acima da média, o risco da queda ainda é real. A derrota contra o Corínthians chateia pela forma como aconteceu, mas estes talvez fossem os três pontos mais improváveis ao longo desta nossa caminhada. Se estivéssemos livres do risco de queda, o resultado no Pacaembu seria melhor digerido.

Domingo teremos uma outra guerra contra um velho algoz: o Botafogo. Diante do que vi o alvinegro carioca apresentar contra o Inter no domingo, creio que obteremos a vitória se repetirmos as atuações das últimas rodadas (o que seria um grande alívio visto que uma derrota poderá nos colocar diante daquele quadro apocalíptico que previ há quase 4 meses: um clássico na última rodada onde apenas o vencedor se salvará).

3 de out. de 2011

Só restaram os fanáticos

Atlético 1 x 1 Ceará

Acostumado a conviver com atleticanos desde o meu nascimento - a família está na quarta geração de alvinegros - sempre achei que a diferença entre a torcida do galo e as outras de Belo Horizonte fosse uma coisa natural ligada ao perfil de cada clube e que encontrasse paralelos nas outras capitais do Brasil. Com a mudança para o Rio de Janeiro, o casamento com uma gaúcha e o trabalho em Curitiba, no interior da Bahia e em outros lugares constatei, para minha surpresa, que éramos diferentes não apenas de nossos rivais belorizontinos, mas de todo o resto. Não falo em termos de fanatismo puro e simples, afinal as arquibancadas vivem cheias em outros estádios, onde as torcidas sofrem e vibram tanto quanto a gente, mas da relação com o clube que, no nosso caso, é quase um membro da família. As pessoas se reúnem na sala de casa ou em um boteco e passam a tarde discutindo os feitos do passado, os erros e as agruras do presente como se falassem de um parente internado com uma doença grave e não de um clube de futebol.

A minha percepção com relação a estas diferenças aumentou quando comecei a viajar por aí e a encontrar pessoas que trajavam o manto alvinegro e, invariavelmente, vinham falar comigo (que, obviamente, também trajava o meu) ou, pelo menos, me saudavam com um grito de "galo" e os punhos cerrados. A coisa acabou ficando mais clara na Bahia: é comum encontrar nas anteparas das plataformas que estamos construindo por lá inscrições deixadas pelos trabalhadores no dia a dia, de mensagens evangélicas a poesias e palavras de ordem. Incrivelmente, a única referência que encontro ligada a clubes de futebol é ao Atlético: "Galo Doido" ou, simplesmente, "Galo!".


Só restou ao atleticano evidenciar a sua paixão

Ainda não encontrei uma explicação definitiva para isso. A história, de fato, tem sido muito cruel com o torcedor do Atlético. A minha geração, que começou a torcer acompanhando Cerezo, Éder, Reinaldo e João Leite e passou a ir aos estádios ao longo da década de 90, viu um time competitivo, que raramente perdia em casa mas que não tinha forças para superar os adversários nos jogos decisivos. Morria na praia e esse nos parecia o pior dos mundos. Me lembro de comentar com o meu irmão a cada derrota em uma decisão naquela época: "A gente só não está pior porque existem o Fluminense, o Inter e o Santos", clubes que, naquele momento, estavam em uma situação pior do que a nossa.

O século XXI chegou e com ele a atual administração que conseguiu a façanha de liquidar a nossa principal característica: um time que era praticamente imbatível em Belo Horizonte e que, neste momento, caminha para nos rebaixar pela segunda vez em pouco mais de cinco anos. Formidável! Devo admitir: "Eu era feliz e não sabia". Para piorar, aqueles clubes que eu considerava nossos irmãos de sofrimento renasceram e hoje são protagonistas no cenário nacional: o Inter tornou-se bicampeão da Libertadores, campeão do mundo e foi vice-campeão brasileiro duas vezes. O Santos é bicampeão brasileiro, campeão da Copa do Brasil e da Libertadores e o Fluminense é o atual campeão brasileiro, tendo sido campeão da Copa do Brasil e vice da Libertadores.

A minha opinião é que após este processo de, digamos, "depuração" da torcida atleticana, só restaram os fanáticos. O único alento que o atleticano tem hoje em dia é reverenciar o clube, a entidade, e evidenciar isso por onde vai, seja deixando uma frase escrita numa chapa de aço em uma obra no interior do Brasil, seja saudando um estranho vestindo a camisa alvinegra nas ruas de qualquer lugar fora de Minas Gerais. Infelizmente, para compensar a cegueira e a entrega incondicional da torcida, fomos premiados com um exército de beócios na sede de Lourdes. E, quanto a isso, não vejo solução a curto prazo.

Pois bem, falemos do jogo de ontem. No post anterior fiz menção à trágica partida contra o Fortaleza em Belo Horizonte na famigerada campanha de 2005. Não era nenhuma espécie de premonição, apenas queria dizer que o histórico recente do Atlético nos mostra que o time é capaz de superar qualquer expectativa quando se trata de fracassos e misérias. De qualquer maneira, começamos a partida bem, dominando o adversário e conseguindo chegar à meta de Fernando Henrique com uma regularidade que indicava que o gol era questão de tempo. Não demorou e Carlos César, o novo lateral direito, guardou a pelota após boa trama pelo meio. 1 x 0.

Pouco tempo depois o mesmo Carlos César invadiu a área e sofreu pênalti. Olho para a tv e não acredito quando o Magno Alves pega a bola. Incrédulo, comento com a minha esposa:

- "Ótimo! Agora escolhemos o perdedor oficial de gols do time para bater o pênalti!"

Ela, acreditando se tratar de um pessimismo exagerado da minha parte, tentou trazer algum pensamento positivo para a sala. Mas, não teve jeito, o perdedor de gols cobrou nas mãos do goleiro.

- "Não acredito! É, não tem jeito, esse time é mesmo derrotado!", resumiu a patroa. Tive que concordar.

Agora, vamos combinar: com 11 jogadores em campo em um jogo decisivo e você escolhe o Magno Alves para cobrar a penalidade? Lamento informar, mas você é um derrotado! Até o goleiro Giovanni teria feito melhor.

O resultado final todos nós já sabemos. Alguns minutos depois, o Ceará conseguiu articular seu único ataque no jogo e chegou ao empate. Depois disso a partida se transformou em um show de horrores, o Vozão teve dois jogadores expulsos e aos 7 minutos do segundo tempo tínhamos 11 contra 9 na Arena do Jacaré. Cuca, na ânsia de tentar obter a vitória, encheu o time de meias, congestionou tudo e o gol não veio. É verdade que o arqueiro cearense fez defesas incríveis, mas quando você vê que o seu time não teve envergadura moral para superar um adversário direto na briga contra o rebaixamento, mesmo jogando com dois jogadores a mais, a conclusão é a de que o seu destino é mesmo a série B. O que nos resta neste momento é torcer para que esta vaga não seja decidida no dia 4/12 contra o nosso maior rival. Pelo menos desta possível humilhação merecemos ser poupados.

2 de out. de 2011

O problema é o time

Internacional 2 x 1 Atlético

Mesmo diante da situação desesperadora na qual o clube se encontra (mais uma vez) no Campeonato Brasileiro, qualquer torcedor com um pouco mais de sensatez já descontava os 3 pontos disputados contra o Internacional em Porto Alegre. Uma equipe que não tem competência para vencer o Atlético de Goiânia e que, dentro de casa, empata com um Flamengo em franca decadência, não poderia almejar nada diferente na capital gaúcha. O discurso do treinador após a peleja foi o mesmo dos últimos dois anos: "jogamos melhor, merecíamos a vitória, já estou enxergando uma consistência nesta equipe e as vitórias virão". Se virão eu não sei, mas é bom o Cuca se apressar porque faltam 12 rodadas e precisamos de 7 vitórias. Não faltou, é claro, uma reclamação contra o trio de arbitragem.

A novidade da semana, aliás, foi um novo movimento criado por uma ala da torcida a fim de patrulhar o desempenho dos homens de preto nos jogos do Atlético. Se falou de tudo, até de uma suposta pirraça da Globo e da CBF contra o clube. A verdade é que não há como negar que a compilação de erros contra o Galo neste campeonato é impressionante mas, por outro lado, a minha sensação é de que diante do futebol paupérrimo que a equipe tem desfilado pelos gramados do Brasil, não seria o apito o responsável pela nossa posição na tabela. O Kalil, de fato, escolheu o lado errado na briga pelos direitos de transmissão. A causa até me pareceu correta à época, mas politicamente era um desastre, como já discutimos antes neste espaço. Acredito que o apito poderia ser responsabilizado se tivéssemos uma equipe redonda, jogando um bom futebol e, estranhamente, não conseguindo obter resultados. O fato, neste momento, é que o Atlético é um time fraco e, por enquanto, merece se encontrar onde está. Culpar a arbitragem é aceitar a desculpa que estava faltando para todo mundo sair ileso da crise: jogadores, comissão técnica e dirigentes.

Daqui a pouco entraremos em campo para enfrentar o Ceará, rival direto na luta pela permanência na primeira divisão. Uma avaliação desprovida de emoções me levaria a dizer que o Atlético obteria uma vitória tranquila contra os cearenses. Mas, por mais que eu tente me esquecer, sempre me vem à lembrança aquela trágica partida contra o Fortaleza em 2005, onde saímos vencendo por 2 x 0 e após duas falhas antológicas do Diego Alves levamos a virada em pleno Mineirão resultando na derrota que, psicologicamente, nos rebaixou. Deus nos ajude!

22 de set. de 2011

Será que nos salvaremos?

Atlético 1 x 1 Flamengo

Ontem, finalmente, pude assistir a primeira partida do Galo no returno: tv aberta e transmissão em HD motivam qualquer um. Assim, cheguei da peladinha semanal, liguei a tv e me deparei com a primeira surpresa da noite: a escalação do time. Wesley no ataque? "Realmente, o Atlético não se leva a sério", pensei. A segunda surpresa foi o público. Considerando-se o momento da equipe, confesso que fiquei surpreso com os 13 mil pagantes que "lotaram" a Arena do Jacaré.

E os obstinados que lá estiveram viram um jogo movimentado mas com pouca qualidade de ambas as equipes. O Atlético buscou mais o jogo, marcando forte e tentando ter velocidade no ataque e o Flamengo repetiu a apatia demonstrada nas últimas dez rodadas. A falta de qualidade conjugada à falta de equilíbrio emocional alvinegras evitaram que a equipe mineira saísse de campo com um bom placar no primeiro tempo.

No início do segundo tempo, Daniel Carvalho acertou o ângulo direito de Felipe em linda cobrança de falta. A partida daí, o Galo voltou a ser o Atlético da zona de rebaixamento, e o gol rubro negro parecia questão de tempo. Não demorou muito, Ronaldinho pega um rebote na região da meia lua e chuta colocado. A bola sairia pela linha de fundo, mas resvala na canela de Léo Silva e balança as redes alvinegras. É o gol de empate. Os supersticiosos se lembram da goleada sofrida pela gente no primeiro turno, mas o sobrenatural não tinha nada a ver com o futebol ridículo apresentado pelas duas equipes e o empate ficou de bom tamanho. Apenas dois fatos foram dignos de nota após os gols: o Gaúcho acertou um pontapé em Pierre num carrinho criminoso e recebeu apenas o amarelo e Serginho, o carniceiro de Lourdes, conseguiu ser expulso nos minutos finais, sepultando as chances de reação do Atlético.

Após o jogo, uma pergunta ronda a cabeça do atleticano: nos salvaremos do rebaixamento este ano? Difícil dizer. Falando objetivamente, o futebol apresentado ontem não nos credenciaria à queda, mas a falta de equilíbrio emocional do time é deprimente. Tal como um time pequeno, as vitórias atleticanas só parecem possíveis quando a equipe assinala um tento nos minutos finais. A minha sensação é de que será muito difícil nos livrarmos desta briga antes da última rodada, onde nos aguarda um clássico dramático. O fato é que olhando a tabela, fica difícil apontar oito vitórias. Na próxima rodada enfrentamos o Inter no Beira Rio, estádio maldito onde comemoramos empates, pois as derrotas são praticamente certas. Depois, teremos pela frente o Ceará, em partida de vida ou morte para os dois clubes. Sim, vai ser triste aguentar este fim de temporada...

21 de set. de 2011

Uma incógnita

Atlético/GO 1 x 0 Atlético
Atlético 2 x 0 Bahia
São Paulo 2 x 1 Atlético
Atlético 2 x 0 Avaí
Atlético/PR 0 x 1 Atlético

E o returno começou igual para o Atlético: duas vitórias contra duas das três piores equipes do campeonato e uma derrota para o São Paulo. Em seguida, emplacamos uma vitória contra o Bahia, saímos da zona do rebaixamento, mas fomos mandados de volta pelo xará de Goiânia, que há muito tempo já vinha tentando aprontar para cima do Galo. De qualquer maneira, podemos ser positivos e pensar que uma vitória e uma derrota são melhores que os dois empates que conseguimos no turno (1 x 1 com o Bahia, 2 x 2 com o Atlético/GO). Só para completar: não vi nem ouvi nenhum dos jogos listados neste post.

Hoje enfrentamos o Flamengo. Em circunstâncias normais, considerando o desempenho dos times no momento atual, apostaria numa vitória do Atlético: o rubro-negro carioca vem mal, em crise, com uma provável divisão dentro do elenco e treinado naquele esquema do Luxemburgo que tanto nos fez sofrer na temporada passada. A contrapartida é que apesar dos bons resultados nas primeiras rodadas, não podemos dizer que o futebol apresentado pela equipe tenha transmitido confiança ao torcedor, indicando que tempos melhores estavam por vir. Para completar, nosso treinador é o Cuca, um maldito derrotado.

Enfim, se considerarmos apenas o segundo turno, teremos um confronto em circunstâncias similares àquelas da partida no Engenhão, que salvou a cabeça do Luxa e afundou o Atlético. A diferença primordial é que agora já estamos afundados na zona do rebaixamento e se os jogadores tiverem um pouco de sangue na veia (coisa que pouco demonstraram até o momento), poderão correr um pouco mais para devolver a goleada de alguns meses atrás. No mundo ideal o Renan Oliveira entraria como titular e confirmaria a sua fama de carrasco do rubro-negro, anotando mais 2 ou 3 tentos e garantindo a nossa vitória, assim como fez em 2008 e 2010, mas é difícil acreditar.

No final das contas, a impressão que eu tenho após estas cinco rodadas é a de que ganhamos de quem poderíamos ganhar. As três próximas rodadas, quando enfrentaremos além do Flamengo, o Internacional e o Ceará definirão o nosso papel no campeonato. Pois é, amigos, os prognósticos não são muito bons, mas quando foram nesta temporada?