Atlético 3 x 2 Guangzhou
Atlético 1 x 3 Raja Casablanca
Atlético 2 x 2 Vitória
Fluminense 2 x 2 Atlético
Atlético 4 x 1 Goiás
Portuguesa 2 x 0 Atlético
Atlético 2 x 1 Internacional
Bahia 0 x 0 Atlético
O ano não acabou da maneira como os atleticanos esperavam. O sonho da conquista do mundo foi sepultado pelos marroquinos do Raja Casablanca que souberam explorar com maestria um time desorganizado, com uma defesa exposta e um ataque inoperante. É verdade que a arbitragem esteve muito mal e que Réver não cometeu o pênalti no final do segundo tempo (cheguei a me lembrar da antológica defesa de Victor contra o Tijuana, mas desta vez a sorte não esteve do nosso lado), mas não podemos negar que a derrota foi merecida.
Passada uma semana, muito já se falou e se escreveu sobre a derrota em Marrakesh e diversas são as teorias para a nossa falta de competitividade naquela oportunidade. Reconheço que a forma como a saída do Cuca foi conduzida pode ter prejudicado o ambiente mas, por outro lado, uma análise fria dos números da temporada nos trazem certas verdades que não podem ser negadas. A maior delas é a de que o Atlético do Cuca não sabia jogar fora de casa. Excluindo-se o campeonato estadual da parada, foram 5 vitórias longe de Belo Horizonte ao longo de toda a temporada. No Brasileiro foram 2 em 19 jogos!
Em todos os jogos decisivos fora de casa (Cruzeiro, Newell's Old Boys, Olimpia e Botafogo) falhávamos miseravelmente e corríamos desesperadamente atrás do prejuízo no Horto onde, em geral, buscávamos os resultados. Desta maneira, quem acompanhou o clube ao longo de 2013 sabia que o nosso maior desfalque no Mundial não seria o Bernard, mas sim o Independência. O colunista Tostão, inclusive, já havia detectado as limitações do nosso sistema de jogo (que ele batizou de "Estilo Galo Doido") em uma coluna após a semifinal da Libertadores:
"O problema dessa estratégia é que só funciona bem em casos de emergência, em momentos especiais e em casa. Não é um projeto sustentável para o futuro nem dura por muito tempo. O Atlético é exceção, já que, no Independência, não perde há mais de ano, desde a reinauguração. São 38 jogos."
Analisando o caso como um todo, acho que o maior erro foi termos priorizando insanamente o Mundial em detrimento do Campeonato Brasileiro. Tudo bem que seria um título expressivo inédito e - mais importante e mais motivador - cobiçado por nosso maior rival. Na minha modesta opinião, excluindo-se este segundo aspecto, o Mundial FIFA é um torneio menor, com jogos chatos e disputado por clubes desinteressados (a menos dos sulamericanos, que o superestimam devido às rivalidades nacionais/regionais). Não fez nenhum sentido termos aberto mão do Brasileirão de maneira tão prematura e este foi o motivo do meu maior desgosto.
Dito isso, acho que não temos do que reclamar de 2013. O bicampeonato Mineiro e, é lógico, a conquista épica da Libertadores superaram todos os melhores sonhos que eu já havia tido com o Atlético ao longo destes 36 anos e pouco. Aos que chegaram agora, afirmo com toda a segurança: nunca foi tão fácil ser atleticano! O que vimos no norte da África não fez nem cócegas quando o comparamos a humilhações nem tão distantes como uma eliminação diante do Brasiliense de Péricles Chamusca em semifinal da Copa do Brasil, uma queda para a segunda divisão ou sucessivas goleadas para o maior rival. O fato de estarmos lá já dizia muita coisa sobre a nossa situação atual.
Agora é pensarmos em 2014. As notícias, até o momento, não me agradaram. Não gosto do Paulo Autuori desde os tempos em que ele treinava o Botafogo do Túlio Maravilha e Donizete Pantera: técnico de futebol burocrático, feio e pouco eficiente. Para quem se acostumou a ver o Galo sufocando adversários no Independência, meu palpite é de que tempos difíceis se anunciam. Mas, diante deste Atlético de contratações imprevisíveis, de renascimentos e reconstruções, tudo é incerto e possível. Quem sabe Autuori, como tantos outros renegados que chegaram e se superaram, não encontra a sua redenção com a camisa alvinegra? Torço para que sim.
Feliz 2014 a todos!
Mostrando postagens com marcador Atlético x Fluminense. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Atlético x Fluminense. Mostrar todas as postagens
25 de dez. de 2013
5 de set. de 2013
A volta da corneta
Atlético 2 x 2 Fluminense
Goiás 0 x 0 Atlético
Atlético 2 x 2 Botafogo
Atlético 2 x 1 Portuguesa
Qualquer torcedor que esteja assistindo às partidas do Atlético regularmente já entendeu que a equipe, após conquistar a América, resolveu se dar férias e só voltar a jogar bola no longínquo mês de dezembro. Durante o jogo de volta contra o Botafogo pela Copa do Brasil, o time ainda teve lampejos daquele futebol empolgante exibido ao longo do último ano e meio mas, fora isso, as exibições foram dignas de dó.
Reconhecemos que os jogos finais do torneio continental foram totalmente insanos e que era natural que após a épica conquista a performance caísse. Até aí tudo bem, o problema é que percebo que há uma acomodação generalizada com a situação, resultando numa falta de compromisso que nos fez jogar pelo empate contra o Goiás e o Náutico, por exemplo.
Além disso, me parece que o Cuca Belludo ainda não entendeu que a vida voltou à normalidade e que não precisamos ir à campo com cinco atacantes, dois volantes, um lateral e dois zagueiros como fizemos na noite de ontem. Um determinado desfalque passa a ser razão para alterações em quatro ou cinco posições dependendo do humor do nosso treinador. O resultado tem sido um time desequilibrado, que parte desesperadamente para o ataque e deixa o sistema defensivo vulnerável, sofrendo gols dignos de pelada. É curioso notar que tanto o Botafogo quanto o Fluminense tiveram duas oportunidades claras de gol ao longo de toda a partida e anotaram os dois tentos.
Os jogos contra o alvinegro carioca, aliás, nos mostraram o quanto o fator sorte esteve do nosso lado na Libertadores: se no Mineirão o atacante paraguaio caiu após driblar Victor e na Argentina Rafael Marques salvou uma bola em cima da linha, no Maracanã e no Independência a bola batia em alguém no meio do caminho e entrava na nossa meta. Mas deixemos o azar para lá, porque no fim das contas o negócio foi bom demais para a gente.
Enfim, espero que Cuca faça uma reflexão e procure trazer o equilíbrio de volta para o time. Que se lembre de que quando lutava contra o rebaixamento, as coisas só passaram a melhorar quando ele conseguiu calibrar a defesa, que foi a melhor do returno até o fatídico clássico na última rodada. A nossa filosofia ofensiva só vinha funcionando porque tínhamos uma retaguarda sólida.
No mais, nesta era de tantos feitos incríveis no futebol mundial, não me assustarei se o Botafogo levantar os dois canecos no final do ano (o que, diante das atuais circunstâncias, talvez não fosse de todo mal).
Goiás 0 x 0 Atlético
Atlético 2 x 2 Botafogo
Atlético 2 x 1 Portuguesa
Qualquer torcedor que esteja assistindo às partidas do Atlético regularmente já entendeu que a equipe, após conquistar a América, resolveu se dar férias e só voltar a jogar bola no longínquo mês de dezembro. Durante o jogo de volta contra o Botafogo pela Copa do Brasil, o time ainda teve lampejos daquele futebol empolgante exibido ao longo do último ano e meio mas, fora isso, as exibições foram dignas de dó.
Reconhecemos que os jogos finais do torneio continental foram totalmente insanos e que era natural que após a épica conquista a performance caísse. Até aí tudo bem, o problema é que percebo que há uma acomodação generalizada com a situação, resultando numa falta de compromisso que nos fez jogar pelo empate contra o Goiás e o Náutico, por exemplo.
Além disso, me parece que o Cuca Belludo ainda não entendeu que a vida voltou à normalidade e que não precisamos ir à campo com cinco atacantes, dois volantes, um lateral e dois zagueiros como fizemos na noite de ontem. Um determinado desfalque passa a ser razão para alterações em quatro ou cinco posições dependendo do humor do nosso treinador. O resultado tem sido um time desequilibrado, que parte desesperadamente para o ataque e deixa o sistema defensivo vulnerável, sofrendo gols dignos de pelada. É curioso notar que tanto o Botafogo quanto o Fluminense tiveram duas oportunidades claras de gol ao longo de toda a partida e anotaram os dois tentos.
Os jogos contra o alvinegro carioca, aliás, nos mostraram o quanto o fator sorte esteve do nosso lado na Libertadores: se no Mineirão o atacante paraguaio caiu após driblar Victor e na Argentina Rafael Marques salvou uma bola em cima da linha, no Maracanã e no Independência a bola batia em alguém no meio do caminho e entrava na nossa meta. Mas deixemos o azar para lá, porque no fim das contas o negócio foi bom demais para a gente.
Enfim, espero que Cuca faça uma reflexão e procure trazer o equilíbrio de volta para o time. Que se lembre de que quando lutava contra o rebaixamento, as coisas só passaram a melhorar quando ele conseguiu calibrar a defesa, que foi a melhor do returno até o fatídico clássico na última rodada. A nossa filosofia ofensiva só vinha funcionando porque tínhamos uma retaguarda sólida.
No mais, nesta era de tantos feitos incríveis no futebol mundial, não me assustarei se o Botafogo levantar os dois canecos no final do ano (o que, diante das atuais circunstâncias, talvez não fosse de todo mal).
28 de out. de 2012
Aos inimigos os rigores da lei
"Aos amigos tudo! Aos inimigos os rigores da lei!"
Vargas, Getúlio
Atlético 3 x 2 Fluminense
Santos 2 x 2 Atlético
Atlético 2 x 1 Sport
Passadas mais três rodadas o Atlético continua, matematicamente, na briga pelo título. Depois de uma vitória sofrida contra o Sport, com o gol da virada marcado no último minuto, e um empate heroico contra o Santos na Vila Belmiro, o Galo teve três dias para recuperar os cacos da batalha na baixada santista e entrar em campo para enfrentar o líder e virtual campeão brasileiro da temporada 2012.
Com Guilherme no lugar de Danilinho, dispensado do clube por indisciplina, podemos dizer que o Galo foi a campo com o que tinha de melhor e o time não decepcionou. Jogando como nunca, envolveu o adversário e criou dezenas de oportunidades na primeira etapa que resultaram em duas bolas na trave e em, pelo menos, três defesas milagrosas de Diego Cavalieri. Não bastasse ter o elenco e o poder político que tem, nosso adversário ainda tem uma sorte que parece infindável.
O segundo tempo começou como o primeiro terminou, a diferença foi que com 10 minutos o Fluminense conseguiu encaixar um contra-ataque e anotou o seu primeiro tento. Injustiça? Aparentemente, sim. Mas o fato acabava sendo o resumo da campanha tricolor nesta temporada: um futebol pragmático, eficiente debaixo do poste e na conclusão das jogadas do ataque, temperado com uma mãozinha da arbitragem. Conhecendo o time, a torcida e, em especial, o nosso treinador, já imaginava um fim de noite trágico para o domingo.
Para a minha surpresa e satisfação, o time continuou impondo o seu jogo e criando oportunidades. Aos 23 Ronaldo fez grande jogada individual e rolou para Jô completar com uma bomba de canhota que estufou as redes de Diego Cavalieri. O jogo endureceu, mas o domínio ainda era alvinegro. Aos 36 minutos Bernard recebeu uma bola na esquerda, foi à linha de fundo, cortou o seu marcador e colocou a bola na cabeça de Jô. O atacante atleticano colocou a bola no canto direito do arqueiro tricolor e decretou a virada. Delírio no Independência e ansiedade na sala do meu apartamento.
Quando tudo parecia caminhar tranquilamente para a vitória, Carlinhos recebeu uma bola em profundidade nas costas de Marcos Rocha, que não acompanhou a jogada. O lateral tricolor cruzou e Fred se antecipou a Réver anotando o gol de empate. Naquele instante pareceu que o campeonato havia acabado ali. A gritaria na vizinhança só confirmava esta percepção. Pela televisão deu para perceber que o clima no Independência também não era dos melhores.
Foi então que um milagre aconteceu. No último lance do jogo Ronaldo recebeu uma bola na intermediária tricolor, parou, girou, olhou e lançou para a área adversária no ponto futuro da corrida de Leonardo Silva que voando acertou uma pedrada no ângulo de Cavalieri decretando a nossa merecida vitória. Linda finalização para a criação de um gênio. Queimei a língua, preciso admitir! Felizmente, temos um meia como nunca houve no Atlético. Se vai continuar jogando assim é uma incógnita, mas os feitos de Ronaldo nestes 6 meses de Galo já o colocam entre os grandes, sem dúvida.
Mesmo com esta vitória avassaladora, acredito que as chances de conquista do título são mínimas. O problema não é nem o Fluminense perder 6 pontos, o que me parece possível diante da tabela do nosso adversário, mas sim vencermos todas as partidas que restam. De qualquer maneira, se mantivermos a segunda posição, já será um feito muito importante para o clube. Ao contrário dos cariocas, que já possuem um time maduro e acostumado a decisões, o Atlético está vivendo um processo de renascimento, voltando a se firmar entre as grandes potências do futebol brasileiro e precisamos de paciência e persistência para não desanimarmos diante das vicissitudes do caminho.
Digo isso porque qualquer pessoa que acompanha futebol há mais tempo já sabe que nos momentos cruciais e de dúvida, o apito sempre tende a decidir em prol da grandes agremiações do Rio ou de São Paulo. A observação se aplica não apenas ao árbitro mas também às grandes esferas da justiça desportiva e da CBF. O gol de falta de Ronaldo anulado no primeiro tempo da partida ou a falta da denúncia da agressão de Fred a Júnior César no fim do jogo são apenas dois exemplos onde a citação do início deste post, por exemplo, se aplica plenamente. Infelizmente, fomos prejudicados ao longo do torneio em mais de uma oportunidade, mas acho que uma equipe mais madura teria em mente que este tipo de coisa aconteceria e não teria se abatido da maneira como ficou evidente na partida contra o Inter, por exemplo. A injustiça deveria ser um combustível para aumentar a entrega e a vontade de vencer, mas acho que isto cabe um pouco ao banco de reservas também.
O que aconteceu no domingo passado foi que fizemos o que deveríamos ter feito diante de todas as polêmicas de 2012: jogamos pela honra - e isso foi muito importante para o clube e para a torcida. Os três gols foram guardados na minha memória na mesma gaveta onde estão tentos como os de Guilherme contra nosso maior rival em 99 e contra o Grêmio em 2001 ou os de Reinaldo contra o Corínthians em 94.
Após o jogo fui dar uma volta no aterro do Flamengo para esvaziar um pouco a mente. Para a minha surpresa, ao menos duas pessoas, ao me verem ostentando o manto alvinegro, vieram falar comigo parabenizando o Galo pela vitória e reforçando a esperança na nossa recuperação. Foi épico e todo mundo o viu. Como já disse antes, nenhum time jogou mais bola do que o Atlético neste campeonato, pena que faltou um pouco de sorte e de regularidade, mas estamos no caminho certo.
Vargas, Getúlio
Atlético 3 x 2 Fluminense
Santos 2 x 2 Atlético
Atlético 2 x 1 Sport
Passadas mais três rodadas o Atlético continua, matematicamente, na briga pelo título. Depois de uma vitória sofrida contra o Sport, com o gol da virada marcado no último minuto, e um empate heroico contra o Santos na Vila Belmiro, o Galo teve três dias para recuperar os cacos da batalha na baixada santista e entrar em campo para enfrentar o líder e virtual campeão brasileiro da temporada 2012.
Com Guilherme no lugar de Danilinho, dispensado do clube por indisciplina, podemos dizer que o Galo foi a campo com o que tinha de melhor e o time não decepcionou. Jogando como nunca, envolveu o adversário e criou dezenas de oportunidades na primeira etapa que resultaram em duas bolas na trave e em, pelo menos, três defesas milagrosas de Diego Cavalieri. Não bastasse ter o elenco e o poder político que tem, nosso adversário ainda tem uma sorte que parece infindável.
O segundo tempo começou como o primeiro terminou, a diferença foi que com 10 minutos o Fluminense conseguiu encaixar um contra-ataque e anotou o seu primeiro tento. Injustiça? Aparentemente, sim. Mas o fato acabava sendo o resumo da campanha tricolor nesta temporada: um futebol pragmático, eficiente debaixo do poste e na conclusão das jogadas do ataque, temperado com uma mãozinha da arbitragem. Conhecendo o time, a torcida e, em especial, o nosso treinador, já imaginava um fim de noite trágico para o domingo.
Para a minha surpresa e satisfação, o time continuou impondo o seu jogo e criando oportunidades. Aos 23 Ronaldo fez grande jogada individual e rolou para Jô completar com uma bomba de canhota que estufou as redes de Diego Cavalieri. O jogo endureceu, mas o domínio ainda era alvinegro. Aos 36 minutos Bernard recebeu uma bola na esquerda, foi à linha de fundo, cortou o seu marcador e colocou a bola na cabeça de Jô. O atacante atleticano colocou a bola no canto direito do arqueiro tricolor e decretou a virada. Delírio no Independência e ansiedade na sala do meu apartamento.
Quando tudo parecia caminhar tranquilamente para a vitória, Carlinhos recebeu uma bola em profundidade nas costas de Marcos Rocha, que não acompanhou a jogada. O lateral tricolor cruzou e Fred se antecipou a Réver anotando o gol de empate. Naquele instante pareceu que o campeonato havia acabado ali. A gritaria na vizinhança só confirmava esta percepção. Pela televisão deu para perceber que o clima no Independência também não era dos melhores.
Foi então que um milagre aconteceu. No último lance do jogo Ronaldo recebeu uma bola na intermediária tricolor, parou, girou, olhou e lançou para a área adversária no ponto futuro da corrida de Leonardo Silva que voando acertou uma pedrada no ângulo de Cavalieri decretando a nossa merecida vitória. Linda finalização para a criação de um gênio. Queimei a língua, preciso admitir! Felizmente, temos um meia como nunca houve no Atlético. Se vai continuar jogando assim é uma incógnita, mas os feitos de Ronaldo nestes 6 meses de Galo já o colocam entre os grandes, sem dúvida.
Pierre e Cuca comemoram o terceiro gol.
Mesmo com esta vitória avassaladora, acredito que as chances de conquista do título são mínimas. O problema não é nem o Fluminense perder 6 pontos, o que me parece possível diante da tabela do nosso adversário, mas sim vencermos todas as partidas que restam. De qualquer maneira, se mantivermos a segunda posição, já será um feito muito importante para o clube. Ao contrário dos cariocas, que já possuem um time maduro e acostumado a decisões, o Atlético está vivendo um processo de renascimento, voltando a se firmar entre as grandes potências do futebol brasileiro e precisamos de paciência e persistência para não desanimarmos diante das vicissitudes do caminho.
Digo isso porque qualquer pessoa que acompanha futebol há mais tempo já sabe que nos momentos cruciais e de dúvida, o apito sempre tende a decidir em prol da grandes agremiações do Rio ou de São Paulo. A observação se aplica não apenas ao árbitro mas também às grandes esferas da justiça desportiva e da CBF. O gol de falta de Ronaldo anulado no primeiro tempo da partida ou a falta da denúncia da agressão de Fred a Júnior César no fim do jogo são apenas dois exemplos onde a citação do início deste post, por exemplo, se aplica plenamente. Infelizmente, fomos prejudicados ao longo do torneio em mais de uma oportunidade, mas acho que uma equipe mais madura teria em mente que este tipo de coisa aconteceria e não teria se abatido da maneira como ficou evidente na partida contra o Inter, por exemplo. A injustiça deveria ser um combustível para aumentar a entrega e a vontade de vencer, mas acho que isto cabe um pouco ao banco de reservas também.
O que aconteceu no domingo passado foi que fizemos o que deveríamos ter feito diante de todas as polêmicas de 2012: jogamos pela honra - e isso foi muito importante para o clube e para a torcida. Os três gols foram guardados na minha memória na mesma gaveta onde estão tentos como os de Guilherme contra nosso maior rival em 99 e contra o Grêmio em 2001 ou os de Reinaldo contra o Corínthians em 94.
Após o jogo fui dar uma volta no aterro do Flamengo para esvaziar um pouco a mente. Para a minha surpresa, ao menos duas pessoas, ao me verem ostentando o manto alvinegro, vieram falar comigo parabenizando o Galo pela vitória e reforçando a esperança na nossa recuperação. Foi épico e todo mundo o viu. Como já disse antes, nenhum time jogou mais bola do que o Atlético neste campeonato, pena que faltou um pouco de sorte e de regularidade, mas estamos no caminho certo.
5 de ago. de 2012
Mais do mesmo
Fluminense 0 x 0 Atlético
O jogo contra o Fluminense eu sequer consegui acompanhar pela internet: estava voando de volta para o Rio no exato momento em que a peleja acontecia no Engenhão. Pois é, resolvi aproveitar uma promoção e comprei uma passagem meses atrás sem saber com certeza qual seria a tabela do campeonato. É claro que preços excelentes e a pequena esperança de que pudéssemos fazer uma grande campanha foram dois dos fatores que me levaram a tomar tal decisão, mas o principal foi que eu sabia que era impossível acatar a tabela da CBF como uma verdade absoluta. Digo isso por experiência própria: há alguns anos comprei passagens e me programei para ver um jogo contra o Fluminense em Belo Horizonte. Uma semana antes da partida, a CBF, "atendendo a uma demanda da televisão", alterou o dia do jogo do sábado para o domingo, inviabilizando a minha presença no Mineirão. Nada mudou, não é mesmo? Estatuto do torcedor my ass.
Atlético 2 x 0 Santos
Eu poderia começar dizendo que a quantidade de trabalho e uma viagem programada para Porto Alegre no fim de semana passado me impossibilitaram de escrever neste espaço a respeito das duas últimas partidas do Atlético, mas como diria um bom político, eu estaria "faltando com a verdade". O fato é que o adiamento intempestivo da CBF da nossa partida contra o Flamengo aqui no Rio de Janeiro me deu uma grande desmotivada. Para quem vinha embalado, é sempre complicado ser obrigado a parar e reavaliar o caminho a ser seguido. Me lembrei do maratonista brasileiro sendo parado pelo maluco de saias nas olimpíadas de Atenas: é difícil voltar ao ritmo anterior quando se tem uma interrupção não programada.
Depois de alguma reflexão cheguei à conclusão de que não adiantaria me aborrecer com isso. Ao contrário de muitos companheiros atleticanos, não acredito em conspirações contra o Galo. No caso específico do adiamento, a medida foi tomada para favorecer ao Flamengo e nós tivemos o azar de sermos os adversários da vez. Esta é a CBF e este é o campeonato brasileiro. É mais do mesmo. Se quisermos ter alguma chance de ganhar o torneio temos que ter isso em mente e encarar estes obstáculos como fatores de motivação. Não tem outra maneira. Criar um escândalo só vai contribuir para tirar o foco do time do campeonato e dar uma força aos adversários. Simplificando: mais cedo ou mais tarde o jogo vai acontecer e aí acertaremos as contas com os rubro-negros. O negócio agora é pensar no Coritiba.
Falemos das rodadas anteriores então. Não há como negar que fizemos uma grande partida contra o Santos. O Atlético apresentou, mais uma vez, um grande volume de jogo, pressionando o adversário, mantendo a posse de bola e, acima de tudo, tendo paciência para superar um meio de campo adversário que contava com três volantes de qualidade (Adriano, Arouca e Henrique) e uma péssima arbitragem que conseguiu anular dois gols legítimos anotados por Jô e Bernard. Resultado merecido e que traz muita confiança para as próximas rodadas dentro do Independência.
O jogo contra o Fluminense eu sequer consegui acompanhar pela internet: estava voando de volta para o Rio no exato momento em que a peleja acontecia no Engenhão. Pois é, resolvi aproveitar uma promoção e comprei uma passagem meses atrás sem saber com certeza qual seria a tabela do campeonato. É claro que preços excelentes e a pequena esperança de que pudéssemos fazer uma grande campanha foram dois dos fatores que me levaram a tomar tal decisão, mas o principal foi que eu sabia que era impossível acatar a tabela da CBF como uma verdade absoluta. Digo isso por experiência própria: há alguns anos comprei passagens e me programei para ver um jogo contra o Fluminense em Belo Horizonte. Uma semana antes da partida, a CBF, "atendendo a uma demanda da televisão", alterou o dia do jogo do sábado para o domingo, inviabilizando a minha presença no Mineirão. Nada mudou, não é mesmo? Estatuto do torcedor my ass.
Mas, enfim, foram momentos de tensão que só aumentaram quando consegui ligar o celular e recebi quase que instantaneamente um SMS do Mateus reclamando que o Cuca fizera as alterações erradas. "Acho que perdemos", disse para a minha esposa. Mas, logo depois consegui ter acesso ao aplicativo do campeonato e vi que era uma alarme falso. Empate contra um concorrente direto fora de casa. Excelente resultado! Para melhorar a rodada deste fim de semana nos favoreceu e permanecemos na liderança mesmo sem ter jogado. Formidável, não? Agora é afirmar a posição contra o Coxa na quinta em Belo Horizonte. Força, Galo!
22 de nov. de 2011
Perto do milagre
Corínthians 2 x 1 Atlético
Atlético 2 x 1 Coritiba
Figueirense 2 x 1 Atlético
Atlético 2 x 0 Grêmio
Atlético 2 x 1 Palmeiras
Fluminense 0 x 2 Atlético
Vasco 2 x 0 Atlético
Atlético 2 x 1 Santos
Atlético 0 x 0 América
Emendar as férias com o trabalho me fizeram ficar longe do Atlético e, consequentemente, do blog durante 9 rodadas. Neste período, contrariando todas as estatísticas, emplacamos 5 vitórias, 3 derrotas e 1 empate e deixamos a zona de rebaixamento.
Na realidade, na quinta passada ainda consegui acompanhar a partida contra o coxa branca através da internet, visto que não sou mais assinante do PFC. Fizemos uma boa apresentação, jogando coletivamente e impondo o nosso melhor futebol ao adversário. No final houve o apagão tradicional que quase resultou em um empate alviverde mas, felizmente, o relógio andou mais depressa do que o ataque curitibano.
Não acompanhei a derrota frente ao Corínthians, o jogo da tv em Porto Alegre foi Botafogo x Internacional. Ao que parece, o time repetiu o bom futebol e, também, os erros de final de partida que já haviam nos castigado em Florianópolis uma semana antes e que resultaram na nossa derrota frente ao Timão após liderarmos o placar até a metade final do segundo tempo.
Este é o drama de se lutar contra o rebaixamento, o qual, infelizmente, estamos nos habituando temporada após temporada. Diante dos recursos disponíveis, é inegável que o time tem feito uma campanha quase épica ao longo deste returno, mas a situação era tão adversa que mesmo com um desempenho acima da média, o risco da queda ainda é real. A derrota contra o Corínthians chateia pela forma como aconteceu, mas estes talvez fossem os três pontos mais improváveis ao longo desta nossa caminhada. Se estivéssemos livres do risco de queda, o resultado no Pacaembu seria melhor digerido.
Domingo teremos uma outra guerra contra um velho algoz: o Botafogo. Diante do que vi o alvinegro carioca apresentar contra o Inter no domingo, creio que obteremos a vitória se repetirmos as atuações das últimas rodadas (o que seria um grande alívio visto que uma derrota poderá nos colocar diante daquele quadro apocalíptico que previ há quase 4 meses: um clássico na última rodada onde apenas o vencedor se salvará).
Atlético 2 x 1 Coritiba
Figueirense 2 x 1 Atlético
Atlético 2 x 0 Grêmio
Atlético 2 x 1 Palmeiras
Fluminense 0 x 2 Atlético
Vasco 2 x 0 Atlético
Atlético 2 x 1 Santos
Atlético 0 x 0 América
Emendar as férias com o trabalho me fizeram ficar longe do Atlético e, consequentemente, do blog durante 9 rodadas. Neste período, contrariando todas as estatísticas, emplacamos 5 vitórias, 3 derrotas e 1 empate e deixamos a zona de rebaixamento.
Na realidade, na quinta passada ainda consegui acompanhar a partida contra o coxa branca através da internet, visto que não sou mais assinante do PFC. Fizemos uma boa apresentação, jogando coletivamente e impondo o nosso melhor futebol ao adversário. No final houve o apagão tradicional que quase resultou em um empate alviverde mas, felizmente, o relógio andou mais depressa do que o ataque curitibano.
Não acompanhei a derrota frente ao Corínthians, o jogo da tv em Porto Alegre foi Botafogo x Internacional. Ao que parece, o time repetiu o bom futebol e, também, os erros de final de partida que já haviam nos castigado em Florianópolis uma semana antes e que resultaram na nossa derrota frente ao Timão após liderarmos o placar até a metade final do segundo tempo.
Este é o drama de se lutar contra o rebaixamento, o qual, infelizmente, estamos nos habituando temporada após temporada. Diante dos recursos disponíveis, é inegável que o time tem feito uma campanha quase épica ao longo deste returno, mas a situação era tão adversa que mesmo com um desempenho acima da média, o risco da queda ainda é real. A derrota contra o Corínthians chateia pela forma como aconteceu, mas estes talvez fossem os três pontos mais improváveis ao longo desta nossa caminhada. Se estivéssemos livres do risco de queda, o resultado no Pacaembu seria melhor digerido.
Domingo teremos uma outra guerra contra um velho algoz: o Botafogo. Diante do que vi o alvinegro carioca apresentar contra o Inter no domingo, creio que obteremos a vitória se repetirmos as atuações das últimas rodadas (o que seria um grande alívio visto que uma derrota poderá nos colocar diante daquele quadro apocalíptico que previ há quase 4 meses: um clássico na última rodada onde apenas o vencedor se salvará).
3 de ago. de 2011
Inspiração
Palmeiras 3 x 2 Atlético
Atlético 1 x 0 Fluminense
Atlético 1 x 2 Vasco
Santos 2 x 1 Atlético
Atlético 2 x 0 América
Ceará 3 x 0 Atlético
A falta de tempo seria uma excelente desculpa para a minha ausência neste espaço. Mas, por mais atarefado que estivesse, sempre encontrei alguns minutos para poder tratar do Atlético. O que tem acontecido de fato é que a falta de originalidade da situação na qual nos encontramos, resulta não apenas na falta de ânimo mas também na ausência de um fato novo que permita que, mesmo na tragédia, consigamos fazer alguma piada ou comentário jocoso. Tudo o que tenho vontade de dizer agora, já foi dito há algum tempo neste mesmo blog e, provavelmente, de maneira melhor e mais engraçada.
Sendo assim, me abstenho de comentar os jogos listados acima, a maioria dos quais não tive a oportunidade de assistir ou escutar (felizmente). As duas únicas partidas que vi foram aquela contra o Ceará e a última, contra o Palmeiras. Enfim, hoje enfrentaremos o Grêmio no Olímpico. Os gaúchos, assim como a gente, andam numa tremenda má fase, vindos de troca de treinador e de duas derrotas seguidas.
O tabu: não vencemos o tricolor no Olímpico desde 1998.
Os fatos: ressuscitamos o Flamengo, colocamos o Ceará de volta na parada e demos sobrevida ao Falcão.
Conseguirá o Atlético mudar a tendência no início da noite desta quinta-feira ou voltaremos a ocupar o nosso lugar quase cativo na zona do rebaixamento?
Como inspiração, segue o vídeo com o compacto da nossa última vitória em Porto Alegre, cortesia de Marques e Valdir, uma dupla de ataque de verdade.
Marcadores:
Atlético x América,
Atlético x Ceará,
Atlético x Fluminense,
Atlético x Grêmio,
Atlético x Palmeiras,
Atlético x Santos,
Atlético x Vasco,
Marques,
Valdir
26 de set. de 2010
c.q.d.
Fluminense 5 x 1 Atlético
Como já disse anteriormente, se a boa campanha do ano passado teve que ser acompanhada pelo radinho em São Roque, este ano tenho sido presenteado com sucessivos jogos na tv quando estou por lá. É a globalização do sadismo!
Fluminense e Atlético na noite da quinta-feira foi apenas mais um capítulo desta saga. Diante da vergonhosa campanha atleticana nesta temporada, não tinha muitas ilusões acerca das nossas possibilidades nesta partida. Não bastasse o adversário claramente superior, o jogo ainda seria disputado no Engenhão, estádio de péssimas recordações. Acho que nem empate conseguimos por lá.
Bola rolando e o Atlético, como sempre, deu a impressão de que conseguiria fazer um jogo equilibrado contra o vice-líder do campeonato. A falsa impressão foi desfeita quando levamos um gol de cabeça numa falha da zaga e embora tenhamos conseguimos um empate numa boa cobrança de falta do Daniel Carvalho, terminamos o primeiro tempo atrás após mais um frango do Fábio Costa. Os dois gols de sempre.
No segundo tempo, Luxemburgo começou a fazer das suas: sacou Obina e entrou com Diego Souza. Difícil de entender, especialmente depois de ver o físico do ex-camisa 1 do Galo que, seguramente, começa a rivalizar com o fenômeno como atleta de maior peso deste Brasileirão. Em seguida, substituiu Serginho, que estava amarelado, por Neto Berola. Ato contínuo, tivemos o Alê expulso após interromper um contra-ataque tricolor no meio do campo. Poucos minutos depois, os cariocas marcaram o terceiro e liquidaram a partida. Não há muito o que comentar sobre os minutos finais, exceto a expulsão do Diego Souza após uma tesoura insana num jogador adversário.
5 x 1 foi o placar final de uma partida que pode ser considerada um pequeno resumo da era Luxemburgo no comando do alvinegro mineiro: um início, de certa forma, promissor mas que começou a ser minado com falhas sucessivas da defesa. As mudanças bancadas pelo treinador apenas acentuaram este quadro e resultaram na impotência e na falta de postura do time em campo. Qualquer torcedor com uma certa vivência em "galismo" já sabia, depois de algum tempo, que este quadro combinado com a apatia e impotência do treinador, cujas câmeras teimavam em mostrá-lo atônito à beira do gramado, terminaria em um desastre completo.
Acho que, neste ponto, cabe um agradecimento aos jogadores do tricolor que não tiraram o pé e aplicaram uma goleada implacável. Houvéssemos perdido o jogo por 2 x 1 e, muito provavelmente, teríamos que aguentar o profexô e seu terno bem cortado no fim da tarde deste domingo. No fim, com a realidade esfregada na sua cara da pior maneira possível, nosso presidente demitiu o idealizador do projeto 2011 por telefone. Não o fez pessoalmente porque não viajou ao Rio por se considerar "pé frio". Este é o Atlético!
Pois bem, graças a Neymar e suas estripulias, hoje estrearemos Dorival Júnior no comando do alvinegro. O ex-comandante santista sempre foi o meu favorito para assumir o Galo desde a sua saída do nosso maior rival há alguns anos. Infelizmente, a situação não é das melhores e não sei se ele será capaz de nos livrar do rebaixamento. O estrago luxemburguês foi muito grande e a complacência da nossa gestão nos deixou à beira do precipício. O projeto 2011 é não cair.
3 de jun. de 2010
Perspectivas sinistras
Atlético 1 x 3 Fluminense
A partida do último domingo evidenciou aquilo que temos falado desde o início da temporada 2010: a fragilidade do sistema defensivo do Atlético Mineiro. Depois de anotar o primeiro tento com apenas 3 minutos de jogo, o Galo não produziu mais nada nos 87 minutos restantes, a não ser algumas chances resultantes da correria e da vontade após levarmos o segundo gol. Para um time que, supostamente, está junto há quase seis meses, é uma produtividade ridícula. E o que dizer desta média de quase 3 gols tomados por jogo? Não haveria nenhum problema, desde que a média de gols petecados pelo ataque fosse 4, coisa que nem o famigerado alvinegro praiano consegue.
O rival carioca, ao contrário, tem melhorado a cada partida sob o comando de Muricy Ramalho. Tem um meio de campo combativo, uma zaga razoável e um camarada que resolve o jogo: Fred. Não é o melhor time do Brasil, mas é um time, coisa que o Atlético não tem conseguido ser desde o fim da participação na Copa do Brasil.
Ainda não consegui engolir a dispensa / não renovação de contrato de parte dos jogadores do elenco. Não eram grandes jogadores, mas o elenco tem sentido falta destas peças. Aparentemente, o nosso treinador já sabia que não contaria com esse pessoal para o segundo semestre. Assim, é difícil entender porque não se pensou em peças de reposição e acabaram por inverter o fluxo natural das coisas: traga os substitutos e depois faça as dispensas. Deve ser este novo profissionalismo que está sendo implementado no Atlético e que fica além da minha compreensão.
Hoje enfrentaremos o Grêmio no Olímpico. Se, em geral, é uma presa fácil no Mineirão, em Porto Alegre o tricolor gaúcho revela-se um adversário para lá de indigesto. A boa notícia é que Borges e Jonas não jogarão. A má é que Luxemburgo diz que vai de 3-5-2. A razão para isso? Faltam jogadores no elenco. Se não levarmos 2 gols antes dos 15 minutos, pode até ser que dê certo. Mas as perspectivas são sinistras.
1 de nov. de 2009
Sem ilusões
Fluminense 2 x 1 Atlético
Sabendo que a partida estava marcada para as 21 horas no Rio de Janeiro, optei por uma boa noite de sono ao invés de passar a madrugada procurando um link para acompanhar o Atlético. Alguns poderão pensar que não passou de pusilanimidade da minha parte, mas considerando que as últimas partidas do Galo no Rio foram marcadas por apresentações sofríveis e, coincidentemente, pela minha presença nas arquibancadas, o fato de eu estar tão longe do maior do mundo naquela noite me trouxe uma certa confiança e dormi tranquilamente.
No manhã seguinte, acordei espontaneamente por volta das 6 horas e, como era de se esperar, liguei o computador apenas para descobrir que havíamos sido derrotados por 2 x 1 e que o desempenho da equipe havia sido abaixo da crítica. Havia também, em minha caixa postal, um email do meu irmão desabafando e me comovi ao imaginar a agonia de tão dileta figura ao acompanhar a pendaia pela telinha. Obviamente, preferi não ver os gols e nem ler as demais notícias já que a rodada foi ruim. Na lista de discussão, todos foram unânimes em culpar o Jorge Luiz pela derrota.
Após mais este revés, concluí que a conquista do título é um sonho muito distante. Digo isso porque embora o Atlético tenha chegado na reta final com chances reais de disputá-lo, a irregularidade do time demonstra que a equipe não está pronta para a conquista do caneco. Pode até ser que ele venha, caso os adversários também sejam irregulares mas, convenhamos, isso seria produto de uma conspiração universal a nosso favor, algo que jamais vi ao longo dos meus 32 anos de vida. No fim, é provável que tenhamos que nos contentar com a nossa melhor campanha na era dos pontos corridos, com ou sem vaga na Libertadores.
Pois bem, após esta reflexão, aproveitamos a manhã ensolarada de sexta-feira para fazermos uma visita ao estádio do Real Madrid, o Santiago Bernabéu. Embora o bilhete para a visita custasse a bagatela de 15 euros (mais caro que a entrada para qualquer museu europeu), a fila na bilheteria já dizia muito sobre o prestígio do clube madrilenho. A fila, aliás, apresentava uma fauna deveras interessante: fãs de futebol, vestidos com camisetas de outros clubes europeus, famílias e jovens casais onde a moça, invariavelmente, estava de braços cruzados e com uma expressão nada ambígua na face demonstrando absoluto tédio e desgosto por estar naquele templo do futebol.
A visita mostra, na prática, aquilo que a maioria dos fãs de futebol já sabe: o sucesso do clube merengue é produto de uma combinação de eficiência dentro das quatro linhas com uma ação extremamente agressiva de marketing que, embora não tenha me comovido nem um pouco, produzia um efeito bastante impressionante nos visitantes que se esbaldavam tirando fotos com a companhia virtual dos craques do time, comemorando a conquista das taças, etc, tudo devidamente cobrado no fim.
O estádio, de fato, é muito bonito e causa enorme impressão. Mas, no fim das contas, fiquei pensando que toda aquela estrutura sofisticadíssima era concebida para um espetáculo, um mega evento da indústria do entretenimento e que isso, talvez, passe um pouco longe dos sentimentos que me levaram a ser um torcedor de futebol e a querer estar nas arquibancadas sempre que possível.
Fluminense 2 x 1 Atlético
Sabendo que a partida estava marcada para as 21 horas no Rio de Janeiro, optei por uma boa noite de sono ao invés de passar a madrugada procurando um link para acompanhar o Atlético. Alguns poderão pensar que não passou de pusilanimidade da minha parte, mas considerando que as últimas partidas do Galo no Rio foram marcadas por apresentações sofríveis e, coincidentemente, pela minha presença nas arquibancadas, o fato de eu estar tão longe do maior do mundo naquela noite me trouxe uma certa confiança e dormi tranquilamente.
No manhã seguinte, acordei espontaneamente por volta das 6 horas e, como era de se esperar, liguei o computador apenas para descobrir que havíamos sido derrotados por 2 x 1 e que o desempenho da equipe havia sido abaixo da crítica. Havia também, em minha caixa postal, um email do meu irmão desabafando e me comovi ao imaginar a agonia de tão dileta figura ao acompanhar a pendaia pela telinha. Obviamente, preferi não ver os gols e nem ler as demais notícias já que a rodada foi ruim. Na lista de discussão, todos foram unânimes em culpar o Jorge Luiz pela derrota.
Após mais este revés, concluí que a conquista do título é um sonho muito distante. Digo isso porque embora o Atlético tenha chegado na reta final com chances reais de disputá-lo, a irregularidade do time demonstra que a equipe não está pronta para a conquista do caneco. Pode até ser que ele venha, caso os adversários também sejam irregulares mas, convenhamos, isso seria produto de uma conspiração universal a nosso favor, algo que jamais vi ao longo dos meus 32 anos de vida. No fim, é provável que tenhamos que nos contentar com a nossa melhor campanha na era dos pontos corridos, com ou sem vaga na Libertadores.
Pois bem, após esta reflexão, aproveitamos a manhã ensolarada de sexta-feira para fazermos uma visita ao estádio do Real Madrid, o Santiago Bernabéu. Embora o bilhete para a visita custasse a bagatela de 15 euros (mais caro que a entrada para qualquer museu europeu), a fila na bilheteria já dizia muito sobre o prestígio do clube madrilenho. A fila, aliás, apresentava uma fauna deveras interessante: fãs de futebol, vestidos com camisetas de outros clubes europeus, famílias e jovens casais onde a moça, invariavelmente, estava de braços cruzados e com uma expressão nada ambígua na face demonstrando absoluto tédio e desgosto por estar naquele templo do futebol.
A visita mostra, na prática, aquilo que a maioria dos fãs de futebol já sabe: o sucesso do clube merengue é produto de uma combinação de eficiência dentro das quatro linhas com uma ação extremamente agressiva de marketing que, embora não tenha me comovido nem um pouco, produzia um efeito bastante impressionante nos visitantes que se esbaldavam tirando fotos com a companhia virtual dos craques do time, comemorando a conquista das taças, etc, tudo devidamente cobrado no fim.
O estádio, de fato, é muito bonito e causa enorme impressão. Mas, no fim das contas, fiquei pensando que toda aquela estrutura sofisticadíssima era concebida para um espetáculo, um mega evento da indústria do entretenimento e que isso, talvez, passe um pouco longe dos sentimentos que me levaram a ser um torcedor de futebol e a querer estar nas arquibancadas sempre que possível.
19 de ago. de 2008
Atlético = Casa da mãe Joana
Fluminense 1 x 0 Atlético
Com um vôo na ponte aérea marcado para às 17:20 do último domingo, acreditei que poderia chegar a tempo de ver mais da metade do jogo do Atlético contra o Fluminense. Depois de quase uma hora de atraso para o embarque e um vôo tumultado, numa aeronave da Varig com o ar condicionado funcionando precariamente e uma vista panorâmica do Maracanã, consegui pegar um táxi no aeroporto Santos Dumont às 19:15h.
Durante o caminho, ouvindo a peleja pelo rádio do celular, fui atingido por um desânimo profundo e por uma certeza assustadora: assim que me sentasse na poltrona de casa e ligasse a tv, levaríamos um gol. Resolvi adotar uma postura mais otimista e, ao chegar em casa, ao invés de ligar a tv, fui dar uma folheada no jornal - o qual apostava tudo no nosso ginasta trapalhão na China. Depois de me acalmar, me sentei e liguei a tv. Ato contínuo, me levantei e fui pegar uma torrada na cozinha: gol do Fluminense. O resto foi aquela impotência de sempre, motivação zero para correr atrás do empate e a certeza de que o placar seria aquele e que os 20 pontos no bolão estavam garantidos.
Creio que desde as temporadas 92 e 93 não vejo uma equipe atleticana tão sem alma, tão sem garra, tão brochante. Para ser mais preciso, acho que o calvário alvinegro tem uma data para o seu início que foi aquele indigesto 6 x 2 nas oitavas de final do Brasileiro de 2002. Desde então, foram praticamente 5 temporadas lutando para não cair ou caindo (embora, muitas vezes, o espírito lutador do time contagiasse a torcida). Iria até culpar aquele fracassado do Geninho mas, pensando melhor, podíamos colocar até o Felipão treinando o Galo que o resultado não seria diferente. O Atlético é a casa da mãe Joana: ninguém manda, ou quem deveria mandar não aparece, se omite ou é conivente com a malandragem de empresários e lobistas, que fazem o que querem com a instituição. Agora dizem que vão anunciar um meia que vem do Vitória, onde não está sendo aproveitado pelo treinador. Não preciso dizer mais nada a respeito.
Como já disse antes, o lombo do atleticano já tá calejado demais para poder ter um sofrimento legítimo com toda essa situação. Até isso está sendo tirado da torcida, com essa gestão de piada que temos, responsável por esse time fraco e, principalmente, sem espírito e sem condições de despertar o entusiasmo da massa. Se nos salvarmos da segundona já será um grande feito para 2008.
--------
Com um vôo na ponte aérea marcado para às 17:20 do último domingo, acreditei que poderia chegar a tempo de ver mais da metade do jogo do Atlético contra o Fluminense. Depois de quase uma hora de atraso para o embarque e um vôo tumultado, numa aeronave da Varig com o ar condicionado funcionando precariamente e uma vista panorâmica do Maracanã, consegui pegar um táxi no aeroporto Santos Dumont às 19:15h.
Durante o caminho, ouvindo a peleja pelo rádio do celular, fui atingido por um desânimo profundo e por uma certeza assustadora: assim que me sentasse na poltrona de casa e ligasse a tv, levaríamos um gol. Resolvi adotar uma postura mais otimista e, ao chegar em casa, ao invés de ligar a tv, fui dar uma folheada no jornal - o qual apostava tudo no nosso ginasta trapalhão na China. Depois de me acalmar, me sentei e liguei a tv. Ato contínuo, me levantei e fui pegar uma torrada na cozinha: gol do Fluminense. O resto foi aquela impotência de sempre, motivação zero para correr atrás do empate e a certeza de que o placar seria aquele e que os 20 pontos no bolão estavam garantidos.
Creio que desde as temporadas 92 e 93 não vejo uma equipe atleticana tão sem alma, tão sem garra, tão brochante. Para ser mais preciso, acho que o calvário alvinegro tem uma data para o seu início que foi aquele indigesto 6 x 2 nas oitavas de final do Brasileiro de 2002. Desde então, foram praticamente 5 temporadas lutando para não cair ou caindo (embora, muitas vezes, o espírito lutador do time contagiasse a torcida). Iria até culpar aquele fracassado do Geninho mas, pensando melhor, podíamos colocar até o Felipão treinando o Galo que o resultado não seria diferente. O Atlético é a casa da mãe Joana: ninguém manda, ou quem deveria mandar não aparece, se omite ou é conivente com a malandragem de empresários e lobistas, que fazem o que querem com a instituição. Agora dizem que vão anunciar um meia que vem do Vitória, onde não está sendo aproveitado pelo treinador. Não preciso dizer mais nada a respeito.
Como já disse antes, o lombo do atleticano já tá calejado demais para poder ter um sofrimento legítimo com toda essa situação. Até isso está sendo tirado da torcida, com essa gestão de piada que temos, responsável por esse time fraco e, principalmente, sem espírito e sem condições de despertar o entusiasmo da massa. Se nos salvarmos da segundona já será um grande feito para 2008.
--------
13 de mai. de 2008
Atlético 0 x 0 Fluminense
Atlético 0 x 0 Fluminense
Esse post começa com uma nota triste: há algumas semanas comprei as passagens para Belo Horizonte levando em consideração o horário do jogo de forma que fosse possível comparecer à estréia do glorioso. Entretanto, a CBF, na semana que antecedeu a partida, alterou o horário do jogo para o dia seguinte, uma hora depois do meu vôo. O que me restou foi, resignadamente, assistir o jogo após os 20 minutos do primeiro tempo na poltrona aqui de casa.
Pois bem, esta talvez tenha sido a pior partida do Atlético que eu vi nos últimos anos. Não sei se barra um Atlético 0 x 0 Villa Nova que vi, no Mineirão, numa noite de quinta, pelo mineiro de 1994 (se não me engano). Tudo bem que o Geninho tenha poupado o Marques e o Danilinho, mas não creio que os dois pudessem fazer alguma diferença naquele melancólico fim de domingo.
Jogar mal uma partida é normal. Perder também. O que não é normal é um profissional assumir uma equipe no início da temporada e o time chegar ao quinto mês do ano sem jogar bola. O Atlético não joga bola. O que me parece é que chegamos a um ponto onde nem os jogadores acreditam nesse time. O gol bisonhamente perdido pelo Castillo (assim como todos os outros perdidos pelo Renan Oliveira, Rafael Miranda e companheiros) só denota a falta de confiança da rapaziada. Repito: falta um comandante. Alguém em quem aquele time médio possa confiar e seguir as orientações cegamente quando estiver em campo. O time não tem pegada nenhuma. Se o Galo fosse um rock, eu diria que falta PUNCH.
Enfim, chegamos às quartas-de-final da Copa do Brasil contra o Botafogo. O mesmo adversário do ano passado, o qual nos eliminou naquela controversa partida no Maracanã. O time deles não é tão forte quanto o do ano passado e em condições normais de temperatura e pressão eu diria que o Atlético tinha o fator motivação como ponto favorável. Mas, dadas as circunstâncias especiais que nos cercam, acho que vai ser muito difícil. Se não nos classificarmos, o treinador cai. Poderia ser um consolo, mas acho que é muito pouco diante do semestre praticamente perdido e de mais um vexame histórico capitaneado pelo Geninho.
Esse post começa com uma nota triste: há algumas semanas comprei as passagens para Belo Horizonte levando em consideração o horário do jogo de forma que fosse possível comparecer à estréia do glorioso. Entretanto, a CBF, na semana que antecedeu a partida, alterou o horário do jogo para o dia seguinte, uma hora depois do meu vôo. O que me restou foi, resignadamente, assistir o jogo após os 20 minutos do primeiro tempo na poltrona aqui de casa.
Pois bem, esta talvez tenha sido a pior partida do Atlético que eu vi nos últimos anos. Não sei se barra um Atlético 0 x 0 Villa Nova que vi, no Mineirão, numa noite de quinta, pelo mineiro de 1994 (se não me engano). Tudo bem que o Geninho tenha poupado o Marques e o Danilinho, mas não creio que os dois pudessem fazer alguma diferença naquele melancólico fim de domingo.
Jogar mal uma partida é normal. Perder também. O que não é normal é um profissional assumir uma equipe no início da temporada e o time chegar ao quinto mês do ano sem jogar bola. O Atlético não joga bola. O que me parece é que chegamos a um ponto onde nem os jogadores acreditam nesse time. O gol bisonhamente perdido pelo Castillo (assim como todos os outros perdidos pelo Renan Oliveira, Rafael Miranda e companheiros) só denota a falta de confiança da rapaziada. Repito: falta um comandante. Alguém em quem aquele time médio possa confiar e seguir as orientações cegamente quando estiver em campo. O time não tem pegada nenhuma. Se o Galo fosse um rock, eu diria que falta PUNCH.
Enfim, chegamos às quartas-de-final da Copa do Brasil contra o Botafogo. O mesmo adversário do ano passado, o qual nos eliminou naquela controversa partida no Maracanã. O time deles não é tão forte quanto o do ano passado e em condições normais de temperatura e pressão eu diria que o Atlético tinha o fator motivação como ponto favorável. Mas, dadas as circunstâncias especiais que nos cercam, acho que vai ser muito difícil. Se não nos classificarmos, o treinador cai. Poderia ser um consolo, mas acho que é muito pouco diante do semestre praticamente perdido e de mais um vexame histórico capitaneado pelo Geninho.
Assinar:
Postagens (Atom)



