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28 de nov. de 2011

Os pingos nos "i's"

Atlético 4 x 0 Botafogo

Ontem, por incrível que pareça, não consegui sequer um link para ver a partida do Atlético contra o Botafogo. Não imaginei que houvesse esta possibilidade, principalmente porque havia um clube carioca envolvido. Na sequência me lembrei que o bar da esquina exibia as partidas do alvinegro carioca, mas achei melhor não me atrever a dividir as mesas com os torcedores adversários em um momento tão tenso para ambos os clubes. Por fim, acabei verificando o custo para aquisição da partida pelo PPV na NET: 70 reais. Só para constar, a mensalidade do serviço é de 60 reais. Qual a lógica de se vender um jogo a 70 pilas? Se fosse 35 já não seria um lucro estupendo? De repente, o negócio é não vender mesmo. Há certas coisas que transcendem a minha inteligência e acabei deixando a ideia de acompanhar a partida ao vivo de lado e contar, mais uma vez, com os SMS do meu irmão.

A ansiedade não durou muito porque o Galo acabou abrindo o placar no início do jogo em pênalti bem batido pelo Daniel Carvalho e ampliando para 2 x 0 com o André, após bela jogada do Neto Berola. No fim do primeiro tempo, Loco Abreu isolou um penal e concluí que a vitória estava no papo.


Neto Berola infernizou a defesa adversária no primeiro tempo

Veio o segundo tempo e, com um golaço de André e um tento de Léo Silva, acabamos repetindo o placar do primeiro tempo e liquidamos a fatura em 4 x 0. A quebra de mais um tabu, a garantia de permanência na primeira divisão e a possibilidade de rebaixar o maior rival transformaram a Arena do Jacaré em uma festa e marcaram o início de uma semana gloriosa!


André encobre Jefferson e amplia o marcador

Há pouco mais de 10 anos (outubro de 2001) enfrentamos o Botafogo no Independência e aplicamos um outro 4 x 0. Coincidentemente, a partida seguinte seria um clássico em circunstâncias um tanto parecidas com as que envolverão a partida do próximo domingo. Naquela oportunidade, o Atlético liderava o brasileiro e o nosso maior rival enfrentava a ameaça do rebaixamento. Este clássico foi o famigerado 2 x 2, onde conseguimos o empate na bacia das almas. Alex havia marcado duas vezes para a raposa, quando aos 40 minutos do segundo tempo o Ramonzinho pegou a bola para bater uma falta.

- Aposto que vai guardar só para aumentar o nosso sofrimento, foi o que eu disse para o primo Mateus.

Não deu outra. O camisa 10 meteu lá na gaveta. E aí o inimaginável aconteceu: quem estava indo embora voltou e a torcida transformou o Mineirão num inferno! O Atlético cresceu e impôs uma pressão avassaladora, que resultou em um gol sofrido do Marques após um bate rebate na pequena área cruzeirense e uma histeria insana nas arquibancadas.

Durante a comemoração meu irmão perdeu seu chinelo e o Mateus, ex-colaborador deste blog, quase saiu em um SAMU, não conseguindo sequer se levantar para vibrar, permanecendo sentado com a mão direita sobre o lado esquerdo do peito. Eu quase tive um torcicolo com o meu primo André pendurado no meu pescoço gritando gol. No fim, o Alexandre isolou uma bola incrível, na marca do pênalti. Gol que lamento até hoje, mas que o Mateus atribui ao pai celestial o desvio milagroso que o evitou o tento e salvou o seu coração.


Clássico inesquecível em 2001

A verdade é que temos contas a acertar com o nosso maior rival e espero que não só o senhor Kalil e seus asseclas tenham isso em mente ao longo desta semana como transmitam a necessidade desta vitória ao elenco. É uma chance única de reequilibrarmos as coisas em Belo Horizonte e botarmos certos pingos nos "i's". Reconheço que tão difícil quanto a vitória no clássico é a combinação de resultados que resulte no rebaixamento do nosso maior rival - o xará paranaense enfrenta um coxa que luta para se classificar para a Libertadores e o Ceará parece ter jogado sua chance de salvação no lixo ontem no Presidente Vargas. Mas, independente disso, temos a obrigação de vencermos o clássico e deixarmos o destino se encarregar do resto.

Para finalizar, depois de mais um ano de sofrimento imposto à sua torcida o Atlético, mais uma vez, conseguiu um milagre e se safou da queda para a segunda divisão a uma rodada do fim do campeonato. Saímos de uma situação terrivelmente adversa e chegamos à última rodada com uma possibilidade única de marcar um reinício de trajetória.

Outro aspecto importante a ser considerado, é o seguinte: comemoramos porque o pior já passou, mas é preciso ter em mente que o trabalho nos últimos 3 anos não foi bem feito e que 2012 já está aí. O presidente, provavelmente, se reelegerá e o modelo de gestão continuará. Vai haver outra barca de dispensas e outra de contratados? Quais os objetivos para 2012? Espero, sinceramente, termos um ano decente. Estou de saco cheio de ficar fazendo conta de chegada para não cair. Chega!!

3 de out. de 2011

Só restaram os fanáticos

Atlético 1 x 1 Ceará

Acostumado a conviver com atleticanos desde o meu nascimento - a família está na quarta geração de alvinegros - sempre achei que a diferença entre a torcida do galo e as outras de Belo Horizonte fosse uma coisa natural ligada ao perfil de cada clube e que encontrasse paralelos nas outras capitais do Brasil. Com a mudança para o Rio de Janeiro, o casamento com uma gaúcha e o trabalho em Curitiba, no interior da Bahia e em outros lugares constatei, para minha surpresa, que éramos diferentes não apenas de nossos rivais belorizontinos, mas de todo o resto. Não falo em termos de fanatismo puro e simples, afinal as arquibancadas vivem cheias em outros estádios, onde as torcidas sofrem e vibram tanto quanto a gente, mas da relação com o clube que, no nosso caso, é quase um membro da família. As pessoas se reúnem na sala de casa ou em um boteco e passam a tarde discutindo os feitos do passado, os erros e as agruras do presente como se falassem de um parente internado com uma doença grave e não de um clube de futebol.

A minha percepção com relação a estas diferenças aumentou quando comecei a viajar por aí e a encontrar pessoas que trajavam o manto alvinegro e, invariavelmente, vinham falar comigo (que, obviamente, também trajava o meu) ou, pelo menos, me saudavam com um grito de "galo" e os punhos cerrados. A coisa acabou ficando mais clara na Bahia: é comum encontrar nas anteparas das plataformas que estamos construindo por lá inscrições deixadas pelos trabalhadores no dia a dia, de mensagens evangélicas a poesias e palavras de ordem. Incrivelmente, a única referência que encontro ligada a clubes de futebol é ao Atlético: "Galo Doido" ou, simplesmente, "Galo!".


Só restou ao atleticano evidenciar a sua paixão

Ainda não encontrei uma explicação definitiva para isso. A história, de fato, tem sido muito cruel com o torcedor do Atlético. A minha geração, que começou a torcer acompanhando Cerezo, Éder, Reinaldo e João Leite e passou a ir aos estádios ao longo da década de 90, viu um time competitivo, que raramente perdia em casa mas que não tinha forças para superar os adversários nos jogos decisivos. Morria na praia e esse nos parecia o pior dos mundos. Me lembro de comentar com o meu irmão a cada derrota em uma decisão naquela época: "A gente só não está pior porque existem o Fluminense, o Inter e o Santos", clubes que, naquele momento, estavam em uma situação pior do que a nossa.

O século XXI chegou e com ele a atual administração que conseguiu a façanha de liquidar a nossa principal característica: um time que era praticamente imbatível em Belo Horizonte e que, neste momento, caminha para nos rebaixar pela segunda vez em pouco mais de cinco anos. Formidável! Devo admitir: "Eu era feliz e não sabia". Para piorar, aqueles clubes que eu considerava nossos irmãos de sofrimento renasceram e hoje são protagonistas no cenário nacional: o Inter tornou-se bicampeão da Libertadores, campeão do mundo e foi vice-campeão brasileiro duas vezes. O Santos é bicampeão brasileiro, campeão da Copa do Brasil e da Libertadores e o Fluminense é o atual campeão brasileiro, tendo sido campeão da Copa do Brasil e vice da Libertadores.

A minha opinião é que após este processo de, digamos, "depuração" da torcida atleticana, só restaram os fanáticos. O único alento que o atleticano tem hoje em dia é reverenciar o clube, a entidade, e evidenciar isso por onde vai, seja deixando uma frase escrita numa chapa de aço em uma obra no interior do Brasil, seja saudando um estranho vestindo a camisa alvinegra nas ruas de qualquer lugar fora de Minas Gerais. Infelizmente, para compensar a cegueira e a entrega incondicional da torcida, fomos premiados com um exército de beócios na sede de Lourdes. E, quanto a isso, não vejo solução a curto prazo.

Pois bem, falemos do jogo de ontem. No post anterior fiz menção à trágica partida contra o Fortaleza em Belo Horizonte na famigerada campanha de 2005. Não era nenhuma espécie de premonição, apenas queria dizer que o histórico recente do Atlético nos mostra que o time é capaz de superar qualquer expectativa quando se trata de fracassos e misérias. De qualquer maneira, começamos a partida bem, dominando o adversário e conseguindo chegar à meta de Fernando Henrique com uma regularidade que indicava que o gol era questão de tempo. Não demorou e Carlos César, o novo lateral direito, guardou a pelota após boa trama pelo meio. 1 x 0.

Pouco tempo depois o mesmo Carlos César invadiu a área e sofreu pênalti. Olho para a tv e não acredito quando o Magno Alves pega a bola. Incrédulo, comento com a minha esposa:

- "Ótimo! Agora escolhemos o perdedor oficial de gols do time para bater o pênalti!"

Ela, acreditando se tratar de um pessimismo exagerado da minha parte, tentou trazer algum pensamento positivo para a sala. Mas, não teve jeito, o perdedor de gols cobrou nas mãos do goleiro.

- "Não acredito! É, não tem jeito, esse time é mesmo derrotado!", resumiu a patroa. Tive que concordar.

Agora, vamos combinar: com 11 jogadores em campo em um jogo decisivo e você escolhe o Magno Alves para cobrar a penalidade? Lamento informar, mas você é um derrotado! Até o goleiro Giovanni teria feito melhor.

O resultado final todos nós já sabemos. Alguns minutos depois, o Ceará conseguiu articular seu único ataque no jogo e chegou ao empate. Depois disso a partida se transformou em um show de horrores, o Vozão teve dois jogadores expulsos e aos 7 minutos do segundo tempo tínhamos 11 contra 9 na Arena do Jacaré. Cuca, na ânsia de tentar obter a vitória, encheu o time de meias, congestionou tudo e o gol não veio. É verdade que o arqueiro cearense fez defesas incríveis, mas quando você vê que o seu time não teve envergadura moral para superar um adversário direto na briga contra o rebaixamento, mesmo jogando com dois jogadores a mais, a conclusão é a de que o seu destino é mesmo a série B. O que nos resta neste momento é torcer para que esta vaga não seja decidida no dia 4/12 contra o nosso maior rival. Pelo menos desta possível humilhação merecemos ser poupados.

2 de out. de 2011

O problema é o time

Internacional 2 x 1 Atlético

Mesmo diante da situação desesperadora na qual o clube se encontra (mais uma vez) no Campeonato Brasileiro, qualquer torcedor com um pouco mais de sensatez já descontava os 3 pontos disputados contra o Internacional em Porto Alegre. Uma equipe que não tem competência para vencer o Atlético de Goiânia e que, dentro de casa, empata com um Flamengo em franca decadência, não poderia almejar nada diferente na capital gaúcha. O discurso do treinador após a peleja foi o mesmo dos últimos dois anos: "jogamos melhor, merecíamos a vitória, já estou enxergando uma consistência nesta equipe e as vitórias virão". Se virão eu não sei, mas é bom o Cuca se apressar porque faltam 12 rodadas e precisamos de 7 vitórias. Não faltou, é claro, uma reclamação contra o trio de arbitragem.

A novidade da semana, aliás, foi um novo movimento criado por uma ala da torcida a fim de patrulhar o desempenho dos homens de preto nos jogos do Atlético. Se falou de tudo, até de uma suposta pirraça da Globo e da CBF contra o clube. A verdade é que não há como negar que a compilação de erros contra o Galo neste campeonato é impressionante mas, por outro lado, a minha sensação é de que diante do futebol paupérrimo que a equipe tem desfilado pelos gramados do Brasil, não seria o apito o responsável pela nossa posição na tabela. O Kalil, de fato, escolheu o lado errado na briga pelos direitos de transmissão. A causa até me pareceu correta à época, mas politicamente era um desastre, como já discutimos antes neste espaço. Acredito que o apito poderia ser responsabilizado se tivéssemos uma equipe redonda, jogando um bom futebol e, estranhamente, não conseguindo obter resultados. O fato, neste momento, é que o Atlético é um time fraco e, por enquanto, merece se encontrar onde está. Culpar a arbitragem é aceitar a desculpa que estava faltando para todo mundo sair ileso da crise: jogadores, comissão técnica e dirigentes.

Daqui a pouco entraremos em campo para enfrentar o Ceará, rival direto na luta pela permanência na primeira divisão. Uma avaliação desprovida de emoções me levaria a dizer que o Atlético obteria uma vitória tranquila contra os cearenses. Mas, por mais que eu tente me esquecer, sempre me vem à lembrança aquela trágica partida contra o Fortaleza em 2005, onde saímos vencendo por 2 x 0 e após duas falhas antológicas do Diego Alves levamos a virada em pleno Mineirão resultando na derrota que, psicologicamente, nos rebaixou. Deus nos ajude!

22 de set. de 2011

Será que nos salvaremos?

Atlético 1 x 1 Flamengo

Ontem, finalmente, pude assistir a primeira partida do Galo no returno: tv aberta e transmissão em HD motivam qualquer um. Assim, cheguei da peladinha semanal, liguei a tv e me deparei com a primeira surpresa da noite: a escalação do time. Wesley no ataque? "Realmente, o Atlético não se leva a sério", pensei. A segunda surpresa foi o público. Considerando-se o momento da equipe, confesso que fiquei surpreso com os 13 mil pagantes que "lotaram" a Arena do Jacaré.

E os obstinados que lá estiveram viram um jogo movimentado mas com pouca qualidade de ambas as equipes. O Atlético buscou mais o jogo, marcando forte e tentando ter velocidade no ataque e o Flamengo repetiu a apatia demonstrada nas últimas dez rodadas. A falta de qualidade conjugada à falta de equilíbrio emocional alvinegras evitaram que a equipe mineira saísse de campo com um bom placar no primeiro tempo.

No início do segundo tempo, Daniel Carvalho acertou o ângulo direito de Felipe em linda cobrança de falta. A partida daí, o Galo voltou a ser o Atlético da zona de rebaixamento, e o gol rubro negro parecia questão de tempo. Não demorou muito, Ronaldinho pega um rebote na região da meia lua e chuta colocado. A bola sairia pela linha de fundo, mas resvala na canela de Léo Silva e balança as redes alvinegras. É o gol de empate. Os supersticiosos se lembram da goleada sofrida pela gente no primeiro turno, mas o sobrenatural não tinha nada a ver com o futebol ridículo apresentado pelas duas equipes e o empate ficou de bom tamanho. Apenas dois fatos foram dignos de nota após os gols: o Gaúcho acertou um pontapé em Pierre num carrinho criminoso e recebeu apenas o amarelo e Serginho, o carniceiro de Lourdes, conseguiu ser expulso nos minutos finais, sepultando as chances de reação do Atlético.

Após o jogo, uma pergunta ronda a cabeça do atleticano: nos salvaremos do rebaixamento este ano? Difícil dizer. Falando objetivamente, o futebol apresentado ontem não nos credenciaria à queda, mas a falta de equilíbrio emocional do time é deprimente. Tal como um time pequeno, as vitórias atleticanas só parecem possíveis quando a equipe assinala um tento nos minutos finais. A minha sensação é de que será muito difícil nos livrarmos desta briga antes da última rodada, onde nos aguarda um clássico dramático. O fato é que olhando a tabela, fica difícil apontar oito vitórias. Na próxima rodada enfrentamos o Inter no Beira Rio, estádio maldito onde comemoramos empates, pois as derrotas são praticamente certas. Depois, teremos pela frente o Ceará, em partida de vida ou morte para os dois clubes. Sim, vai ser triste aguentar este fim de temporada...

21 de set. de 2011

Uma incógnita

Atlético/GO 1 x 0 Atlético
Atlético 2 x 0 Bahia
São Paulo 2 x 1 Atlético
Atlético 2 x 0 Avaí
Atlético/PR 0 x 1 Atlético

E o returno começou igual para o Atlético: duas vitórias contra duas das três piores equipes do campeonato e uma derrota para o São Paulo. Em seguida, emplacamos uma vitória contra o Bahia, saímos da zona do rebaixamento, mas fomos mandados de volta pelo xará de Goiânia, que há muito tempo já vinha tentando aprontar para cima do Galo. De qualquer maneira, podemos ser positivos e pensar que uma vitória e uma derrota são melhores que os dois empates que conseguimos no turno (1 x 1 com o Bahia, 2 x 2 com o Atlético/GO). Só para completar: não vi nem ouvi nenhum dos jogos listados neste post.

Hoje enfrentamos o Flamengo. Em circunstâncias normais, considerando o desempenho dos times no momento atual, apostaria numa vitória do Atlético: o rubro-negro carioca vem mal, em crise, com uma provável divisão dentro do elenco e treinado naquele esquema do Luxemburgo que tanto nos fez sofrer na temporada passada. A contrapartida é que apesar dos bons resultados nas primeiras rodadas, não podemos dizer que o futebol apresentado pela equipe tenha transmitido confiança ao torcedor, indicando que tempos melhores estavam por vir. Para completar, nosso treinador é o Cuca, um maldito derrotado.

Enfim, se considerarmos apenas o segundo turno, teremos um confronto em circunstâncias similares àquelas da partida no Engenhão, que salvou a cabeça do Luxa e afundou o Atlético. A diferença primordial é que agora já estamos afundados na zona do rebaixamento e se os jogadores tiverem um pouco de sangue na veia (coisa que pouco demonstraram até o momento), poderão correr um pouco mais para devolver a goleada de alguns meses atrás. No mundo ideal o Renan Oliveira entraria como titular e confirmaria a sua fama de carrasco do rubro-negro, anotando mais 2 ou 3 tentos e garantindo a nossa vitória, assim como fez em 2008 e 2010, mas é difícil acreditar.

No final das contas, a impressão que eu tenho após estas cinco rodadas é a de que ganhamos de quem poderíamos ganhar. As três próximas rodadas, quando enfrentaremos além do Flamengo, o Internacional e o Ceará definirão o nosso papel no campeonato. Pois é, amigos, os prognósticos não são muito bons, mas quando foram nesta temporada?

29 de ago. de 2011

E ainda dizem que é azar


Atlético 1 x 2 Cruzeiro

E a saga alvinegra rumo à lanterna da competição continua! Nenhuma surpresa com relação ao placar e as circunstâncias que nos levaram à derrota: mais uma vez fomos liquidados com requintes crueldade. Não bastasse a derrota para o Vasco com dois gols do desafeto da torcida, Diego Souza, a virada espetacular do Corínthians no segundo tempo, dando sobrevida ao fraco Tite, levamos dois gols do Montillo - sendo um em claro impedimento e outro num frangaço histórico do Renan Ribeiro aos 42 minutos da etapa final. Não basta jogar mal e perder, tem que desmoralizar o torcedor.

Surpreendente para mim é a falta de oposição à gestão Kalil dentro da torcida. Para ser mais justo, devo dizer que algumas organizadas ensaiaram um protesto na véspera do clássico e vem questionando a administração, mas é difícil mobilizar os torcedores se a principal facção atleticana não estiver envolvida. Mas, aparentemente, esta organizada está satisfeita em ter o melhor CT do Brasil, os pagamentos em dia aos jogadores e um time "pronto para ser campeão", nas palavras do nosso presidente. Para a maioria dos torcedores, aliás, o Kalil é "bem intencionado, mas tem azar". Faz tudo certo e, inexplicavelmente, não consegue obter os resultados.

Infelizmente, devo dar uma notícia triste a estes torcedores: azar é um treco estatístico. Coisas ruins acontecem com todos, mais em alguns momentos, menos em outros. Mas, eventualmente, as coisas boas acabam surgindo. Vejamos abaixo um resumo da era Kalil/Ricardo Guimarães:

A primeira lembrança que tenho do Alexandre Kalil é de um chilique que ele deu no CT após uma derrota humilhante por 4 x 0 contra o Guarani em Campinas no Brasileiro de 99. Levamos gol até do Valdir Tubarão! Na rodada anterior havíamos liquidado o Timão por 4 x 0 com um show de bola no Maracanã. Após a reunião com os jogadores, vencemos o Grêmio por 2 x 0 e nos classificamos para o mata-mata. Eliminamos o Cruzeiro, o Vitória e perdemos a final para o Corínthians.

No anos 2000 disputamos a Libertadores, chegamos à semifinal da Copa do Brasil e fomos muito mal na taça João Havelange. Em 2001 fizemos um bom campeonato brasileiro e fomos eliminados de maneira dramática em São Caetano nas semifinais.

Em 2002, devido à falta de grana, o Atlético montou um time baseado na garotada e jogadores de menos renome. Chegou ao mata-mata, mas levou um vareio de bola do Corínthians em pleno Mineirão, cujo placar final foi um humilhante 6 x 2. Esta partida marca, para mim, o início da fase negra do Galo. Depois disso, a torcida e o clube nunca mais foram os mesmos.

O campeonato brasileiro por pontos corridos começou em 2003 e tivemos participação razoável, infelizmente ofuscada pela melhor temporada da história do nosso maior rival. Em 2004 tentaram repetir a fórmula do time barato de 2002 e nos salvamos do rebaixamento na última rodada. Em 2005 não foi possível escapar da degola e fomos "qualificados" para disputar a série B em 2006. Com uma base formada ao longo da competição, contando principalmente com a rapaziada que jogou as últimas rodadas da série A no ano anterior (e venceu 5 das 6 últimas partidas), vencemos a série B e Ricardo Guimarães se despediu da presidência com um "sentimento de dever cumprido". Interessante, não? Fiquei comovido com essa declaração.

2007 e 2008 foram temporadas conturbadas no Atlético, marcadas por disputas políticas, dívidas, atrasos de salários, péssimas contratações e campanhas medíocres no campeonato brasileiro. No meio de 2008, Ziza Valadares renunciou e Kalil, que andava afastado do futebol, assumiu a presidência do clube. A temporada 2009 começou com mais um campeonato perdido para o nosso maior rival de maneira vexatória, demissão de treinador e a volta de Celso Roth. Sob o comando do gaúcho tivemos uma boa participação no campeonato com um elenco modesto, chegando a ocupar a liderança por diversas rodadas, mas falhando miseravelmente nas rodadas finais, quando sofremos cinco derrotas consecutivas.

2010 foi o ano de contratações caras, da chegada de Vanderlei Luxemburgo e uma péssima campanha no brasileirão, escapando do rebaixamento nas últimas rodadas graças a um milagre operado por Dorival Júnior. A esperança era que em 2011 o clube mantivesse a base da temporada anterior e reforçasse as posições carentes. Os reforços vieram, mas a base foi desmanchada com a saída de Diego Tardelli, Obina e Diego Souza, entre outros. Marcada por intrigas dentro do grupo e um desempenho abaixo da crítica, o Atlético marcha a passos largos para a série B, repetindo o roteiro desastrado do triênio 2003-2004-2005.

Sob o comando de Kalil e companhia, o Atlético se acostumou a perder mais do que ganhar. Este feito só não foi repetido após 2002, se não me engano, nas temporadas 2003 e 2009. E querem chamar isso de azar...

Hoje enfrentaremos o xará paranaense em Curitiba e Cuca tentará emplacar qualquer resultado que não seja a derrota, já que em 6 jogos conseguiu perder 6. Infelizmente, estarei fora de casa e só saberei do placar. Faço votos de que o azar desapareça e a sorte esteja do nosso lado desta vez.

Para aqueles que conseguiram chegar até o fim deste post, recomendo uma entrevista feita com Roberto Siegmann, ex-dirigente do Internacional, que atira para todos os lados e esclarece muitas coisas acerca dos bastidores do futebol. Como o renascimento do Inter é um exemplo repetidamente citado por atleticanos, acho que muita coisa se aplica à nossa situação (a mim, me pareceu que o Kalil conseguiu montar um Inter-B dentro do Atlético).

http://sul21.com.br/jornal/2011/08/roberto-siegmann-inter-peca-em-democracia-e-transparencia/

6 de jul. de 2011

Conjecturas



Não precisarei resgatar posts antigos para registrar que, assim como outros torcedores (André, Thiagão, Zocratto), sou um velho detrator do esquema Kalil dentro do Galo.


Ao contrário de grande parte dos torcedores, não acho que o time do Galo seja tão fraco. Acho, sim, que ele não tem conjunto e não tem comando. Como já disse antes, vamos analisar a situação do clube, vamos ver o que tem acontecido nos últimos anos, ver o que foi tentado, quais foram os resultados e, além disso, quais as pessoas que estavam comandando o Atlético.


Jogadores passaram, treinadores passaram, assistentes passaram, eu lhes pergunto: quais foram as pessoas que ficaram? O que NÃO mudou no clube ao longo destes últimos 8 ou 10 anos? Outro dia tive uma discussão com meu irmão a respeito disso. Ele concordou, mas questionava quem iria para o lugar do Kalil. Confesso que não sei.

Mas, e se o Kalil morrer? O Atlético acaba? Ninguém é insubstituível! Reconheço que temos um conselho podrão e vitalício, o que dificulta as coisas. Mas, sinceramente, estou cansado das bravatas e dos "cala-a-boca" (leia-se: contratações) que ele, Kalil, oferece à torcida.

Vou ser sincero: eu torço muito para que dê certo! Sofro igual ou mais que os outros, mas, honestamente, é difícil acreditar que as coisas darão certo, ou "que o clube está pronto para ser campeão", como ele adora dizer. No fundo, no fundo, sempre fica a fé, mas meu lado engenheiro diz que nada mudou e que, portanto, nada mudará.

Quanto às supostas contratações, Keirrison e Diego: ambos são (foram) bons jogadores, estão sendo disputados por outros clubes de ponta do brasil e tal. Mas ambos são, na minha opinião, apostas arriscadas. A torcida está queimando qualquer jogador em 2, 3 partidas. Os camaradas não vão suportar a pressão. Só isso.

Keirrison: a boa fase foi sob o comando do Dorival no Coxa. Acho um bom jogador, ao contrário de maioria das pessoas. Aposta interessante, tipo Tardelli e Marques foram à sua época. Ele esteve muito mal no Santos, mas o Santos estava de mal com ele também. Então foi aquela coisa à la Diego Souza no Galo. Enfim, se entrar fazendo gol, cai nas graças do pessoal.

Diego: era um bom jogador, mas viria no momento errado. Está sem jogar há eras! Com esse esquema Dorival Júnior de preparação do atleta, vai ficar 2 meses comendo banco até entrar em forma. Vai se revoltar, pedir pra sair e vai se apresentar em forma ao Botafogo, onde comandará o meio campo com Maicossuel. A gente precisa de um jogador pra assumir o meio agora, não pra daqui a 40 ou 60 dias.

Para finalizar, hoje teremos a estreia do Caio, último contratado. Seria o novo Jorginho Sombrancelha ou o novo Prieto?

2 de jul. de 2011

Até o fim


Atlético 0 x 4 Internacional

"Como já disse era um anjo safado
O chato dum querubim
Que decretou que eu estava predestinado
A ser todo ruim
Já de saída a minha estrada entortou
Mas vou até o fim"
Chico Buarque

A parte mais difícil de escrever um texto sobre uma crise no Atlético é não soar repetitivo. Oito anos mantendo o blog, quatro anos escrevendo continuamente, é meio complicado não dizer algo que já foi dito anteriormente. A única coisa que eu consigo pensar agora é na música "Até o fim" do Chico Buarque, mas acho que até esta associação já foi mencionada nesta página.

De qualquer maneira, o que temos a dizer sobre a partida da última quinta-feira? Foi uma repetição da atuação apática vista no Engenhão alguns dias antes, onde tanto a derrota quanto a goleada pareceram iminentes desde o apito inicial do juiz. Difícil dizer qual a razão para atuações tão patéticas: estariam os jogadores abalados psicologicamente? Falta de qualidade técnica? Estão mal treinados? Está rolando mais um boicote? Todas as opções anteriores?

Na realidade, em todas as grandes crises vividas pelo clube de 2003 para cá, encontraremos como denominador comum o nosso atual presidente e sua trupe. Não adianta trocar treinador, trazer jogador, pagar em dia e ter infraestrutura. É preciso ter comando, liderança, e isso está mais do que claro que não temos. 2011 já é uma repetição de 2010, que foi uma repetição de 2005 que, por sua vez, repetiu 2004. Enfim, já estou tão enjoado deste assunto que sequer perdi a minha noite de sono após o vexame no pasto do jacaré.

Mudando de assunto, ontem no aeroporto de Salvador voltei ao mundo real visitando uma banca de revistas. Em três publicações Neymar estava na capa: Placar, Veja e Istoé, com direito a trono e adjetivos monárquicos dos mais variados. É incrível como a sociedade contemporânea vive uma dependência do ídolo ou, para ser mais exato, como o ciclo de produção, manutenção e deposição dos ídolos está cada vez mais curto. O menino é bom de bola? Sem dúvida. Herdeiro do Pelé? Me ajuda aí, né?

De 2002 para cá o futebol tem tomado um rumo que muito me desagrada. Desde que todos assumiram que o esporte é parte da indústria do entretenimento e deve ser tratado e remunerado como tal, as coisas só fazem piorar. De vez em quando, ainda é possível ver algum evento onde consigo enxergar o velho espírito do futebol e o efeito que causa em suas torcidas: a vitória do Santos em 2002, o milagre do Grêmio nos Aflitos em 2005, o Inter contra o Barcelona em 2006 e o comportamento da própria torcida atleticana quando vencemos a série B em 2006 e quando o nosso maior rival registrou o maior vexame da era Mineirão em 2009. Em comum, foram eventos que contrariaram a expectativa geral e resultaram numa explosão de alegria dos torcedores envolvidos.

O que acontece é que a espontaneidade no mundo do futebol está desaparecendo junto com a geral do Mineirão e do Maracanã. Tudo tem que ser planejado, seguir o roteiro, ter camarote vip e ser um "show de transmissão" (de preferência em HD). No Mineirão 2014, deixaremos de saborear o velho tropeiro ou um espetinho de gato para consumirmos um sanduíche de uma rede de fast food qualquer. É isso: mal comparando, o torcedor assíduo está deixando de saborear uma deliciosa comida caseira para se servir de pratos congelados da Sadia. Não me parece uma boa troca. O futebol, para mim, sempre foi a casa da vó, e não uma festa de gala. Pena que vamos perder tudo isso.

26 de jun. de 2011

Na conta do Dorival


Flamengo 4 x 1 Atlético
Atlético 2 x 2 Atlético/GO

"Ficou fácil com vocês sem defesa..."
SMS recebido de um colega flamenguista

Depois de passar o feriadão refletindo sobre a ida ou não ao maldito Engenhão, acabei chegando à conclusão de que, independente do que viesse a acontecer, estar lá era melhor do que ficar em casa angustiado vendo a partida pela tv. Ademais, era a possibilidade de, finalmente, ver uma partida junto com o Bernardo, outro atleticano expatriado na capital fluminense.

Sendo assim, pouco depois das 17 horas estávamos num táxi rumo ao famigerado Estádio Olímpico João Havelange. Compramos os ingressos com tranquilidade, assumimos nossas posições e ficamos aguardando a entrada das equipes em campo. O fato é que assim que vimos a escalação do Atlético no telão, expressei ao Bernardo os meus temores com relação ao nosso setor defensivo:

- Com Dudu, Serginho, Daniel Carvalho e Giovanni no meio a gente não vai marcar ninguém.

Na realidade, se o time produzisse horrores no ataque e levasse o terror aos beques adversários, uma formação como essa talvez se explicasse. Mas não era esta a situação pois, mesmo em má fase e fazendo uma partida mediana, o poderio ofensivo do rubro-negro era maior do que o nosso. Ficamos no lucro no primeiro tempo, que acabou 0 x 0.

Dorival Júnior fez duas alterações no retorno do vestiário: sacou Daniel Carvalho e Magno Alves e entrou com Renan Oliveira e Neto Berola, deixando o inoperante Giovanni Augusto no meio e não corrigindo o problema da marcação. Milagrosamente, conseguimos anotar um tento em falta cobrada por Serginho que Dudu cabeceou e mandou para as redes de Felipe. Alegria no Engenhão!

O gol abalou a equipe adversária, que passou a errar passes simples e o Galo, pela primeira vez, começou a comandar as ações. O problema é que ao invés de aproveitar a oportunidade para tentar liquidar a partida, o Atlético optou pelo toque de lado e a cera, demorando a cobrar as faltas, os laterais e os tiros de meta. Levantei com o Bernardo a possibilidade de irmos embora e garantirmos esta boa vitória no Engenhão, visto que o panorama não era dos mais favoráveis.

Não demorou muito e a defesa atleticana rebateu uma bola na direção da meia lua, Ronaldinho matou a criança no peito e, calmamente, deu um tapa e guardou a pelota no ângulo esquerdo de Renan Ribeiro. O gol acordou a torcida rubro-negra, até então calada, e destruiu qualquer resquício de esquema de jogo que ainda havia no Atlético. Angustiado, desci para comprar uma água e quando recebia o meu troco ouvi os gritos da torcida adversária. 2 x 1. Subi e encontrei o Bernardo desolado: Thiago Neves, sozinho - disse ele. A vaca já tinha ido pro brejo.

Neste momento, Dorival acordou e resolveu sacar o Giovanni e colocar o Toró. Tarde demais, a derrota já era líquida e certa. O meio campo não marcava ninguém, o ataque não produzia e o Flamengo jogava como queria. Mais alguns minutos e Deivid recebe bola em profundidade, caminha e fuzila Renan Ribeiro com uma bomba. É o suficiente para deixarmos o estádio e lutarmos por um táxi nas ruas do Engenho de Dentro. Ouvimos o quarto gol no caminho de volta. Menos mal.

Gosto do trabalho do Dorival Júnior, mas a derrota de ontem pode ser creditada inteiramente a ele. É difícil dizer o que passou pela cabeça do nosso treinador: se subestimou o adversário ou superestimou o potencial da nossa equipe. O Flamengo vinha mal e, a bem da verdade, tampouco fez uma grande partida. O fato é que o Atlético foi o time dos sonhos para os rubro-negros, deixando Thiago Neves e Ronaldinho jogarem livres e soltos e sem ameaçar a meta de Felipe. O resultado é que, tragicamente, conseguimos uma façanha tripla: ressuscitar o Flamengo, o Ronaldinho e dar uma sobrevida ao Luxemburgo. Pelo menos ainda temos o domingo para digerirmos a derrota.

Com relação ao jogo contra o xará de Goiânia, não tenho muito a dizer. Conseguir ouvir alguns minutos no rádio, mas um empate conseguido na base do sufoco contra o Dragão não era nem um pouco animador e, talvez, um prenúncio do que estava por vir.

Bem, passadas essas seis rodadas iniciais, já dá para começar a termos uma ideia do que cada equipe irá almejar neste campeonato. Do jeito que as coisas estão, as nossas perspectivas não são das melhores. Se nada mudar, brigaremos para ficarmos entre oitavo e décimo quinto e, para tranquilizar a massa, acho bom chegarmos o mais cedo possível aos 45 pontos.

12 de jun. de 2011

Faltou o matador

Bahia 1 x 1 Atlético

Muitos culparão a arbitragem pelo resultado obtido pelo Galo hoje em Salvador. É verdade que a péssima arbitragem prejudicou os dois clubes, mas o apito esteve mais pesado para o lado alvinegro. De qualquer maneira, não podemos dizer que a partida da tarde deste domingo foi definida "em detalhes": a rigor, o Atlético teve pelo menos 3 oportunidades em que Magno Alves e Mancine não tiveram a serenidade - ou qualidade - necessária para guardar a pelota. Assim como na partida contra o São Paulo, foi a falta de um goleador nato que nos impediu de sair com um resultado melhor do Pituaçu.

Com relação à partida, vimos um Bahia em formação, sem qualidade mas com muita disposição. É uma equipe completamente diferente daquela que disputou a série B de 2010 e o baiano de 2011. No final do segundo tempo, o time pregou de tal maneira que o Atlético não marcou um ou dois tentos por total incompetência do seu setor ofensivo. Não podemos dizer que o Galo fez uma grande partida, na verdade esteve um tanto apático durante boa parte dos 90 minutos: sem qualidade nas laterais e com Giovanni Augusto apagado, ficava difícil manter a posse de bola mas, ainda assim, a equipe esteve melhor que o Bahia.

Na segunda etapa, com a entrada de Daniel Carvalho e Neto Berola, o Atlético passou a sufocar o Bahia, chegando ao gol de empate e criando diversas oportunidade que foram vergonhosamente desperdiçadas pelos homens de frente.

No domingo que vem enfrentaremos o xará de Goiânia e teremos a obrigação de conquistar os três pontos. A equipe de PC Gusmão conseguiu um excelente resultado hoje contra o Ceará e deve complicar a nossa tarefa. Tomara que já tenhamos o Guilherme de volta e que o faro de matador esteja com ele, pois as oportunidades surgirão.

9 de jun. de 2011

Às vezes não dá certo

Atlético 0 x 1 São Paulo

Jogo contra o São Paulo na semana do meu aniversário não nos dá muita sorte. Em 2008 fomos implacavelmente goleados no Morumbi e ontem, nem com um trabalho firme de um pai de santo a bola vazava a meta de Rogério Ceni. No geral, me lembrou muito a partida que fizemos contra o Botafogo na própria Arena do Jacaré no ano passado: jogamos bem, controlamos a partida, mas perdemos por 2 x 0 para um adversário que finalizou duas vezes nos 15 minutos finais e liquidou a partida. A diferença é que ontem o tricolor paulista saiu na frente com 21 minutos de jogo e se retrancou até o apito final.

O Atlético manteve a posse de bola, rondou a área adversária durante os 75 minutos restantes mas quando finalizou, o fez mal. Leonardo Silva e Réver tiveram azar em duas cabeçadas e as duas melhores oportunidades couberam ao Richarlyson. E vocês sabem: quando passamos a lamentar os gols perdidos por Richarlyson, concluímos que nos falta um ataque de qualidade. Com a contusão do Guilherme, fica a pergunta: onde estão Jonatas Obina e o famigerado Marquinhos Cambalhota? No mais, é preciso reconhecer que o árbitro deixou de anotar duas penalidades claras a nosso favor e lamentar a contusão do bom Felipe Soutto. Infelizmente, não era a nossa noite.

Após a partida me conectei à Itatiaia para ouvir o "seu nome, seu bairro" na saída da Arena do Jacaré. É meio bobo, mas o programa acaba sendo um termômetro interessante para saber a opinião de uma parcela da torcida. Infelizmente, o que percebi foi um desespero acima do normal de uma ala dos atleticanos, que após uma derrota já começa a pedir a cabeça de jogadores e a enxergar o nosso time como o péssimo dos péssimos. Ao contrário dos indignados da rádio, acho que os laterais Patric e Leandro fizeram uma boa partida, que a zaga é sólida e que o treinador é bom demais.

Na realidade, me parece que o resto da cota de paciência do torcedor foi consumido pelo Ziza Valadares no ano do centenário e agora sobra pra todo mundo. É uma espécie de transtorno bipolar futebolístico. Assim, o mesmo atleticano que ontem lamentava a conquista do Vasco da Gama com Diego Souza e Éder Luis no seu time titular, há pouco tempo estava nas arquibancadas vaiando incessantemente os dois. A verdade é essa. E olha que eu acho que a torcida era injusta com o Éder mas, com o primeiro, estava coberta de razão.

Enfim, é um campeonato longo e o caminho é árduo. O negócio agora é torcer por um bom resultado em Salvador no domingo, visto que segunda-feira terei que enfrentar diversos tricolores no meu trabalho.

2 de jun. de 2011

Ao que interessa

Cruzeiro 2 x 0 Atlético
Atlético 3 x 0 Atlético-PR
Avaí 1 x 3 Atlético

E eis que após uma boa vitória na primeira partida da final do Campeonato Mineiro, o Atlético não voltou a repetir a boa atuação da semana anterior e acabou sendo derrotado por seu maior rival por 2 x 0, deixando de levantar o bicampeonato. Não vi o jogo por estar em meu exílio trabalhista, apenas acompanhei momentaneamente pela internet e devo confessar que quando vi as alterações do Dorival Júnior no segundo tempo, quando a partida ainda estava 0 x 0, senti que a vaca estava indo para o brejo. Graças ao bom pai não vi o famigerado gol perdido pelo Magno Alves, de modo que não trarei este remorso comigo para o resto da vida. De qualquer maneira, com o elenco limitado que tínhamos para o Mineiro e a turbulência envolvendo a equipe no meio do campeonato, até que ficou de bom tamanho a campanha: não levantamos o título, mas enfrentamos um time que é considerado superior ao nosso de igual para igual, levando a melhor em duas oportunidades, e vimos surgir bons jogadores oriundos da base.

O Brasileirão é outra história. É o campeonato favorito de todos os atleticanos e aguardamos ansiosamente por seu início em todas as temporadas. A estreia atleticana não poderia ter sido melhor: 3 x 0 contra o xará paranaense. Mais uma vez, não pude ver a partida, mas como não poderia deixar de ser, após o bom resultado resolvi assistir ao compacto da partida e gostei bastante da atuação. Não podemos deixar de levar em consideração que o nosso adversário apresentou uma equipe bastante limitada, mas na temporada passada nem dos limitados estávamos ganhando. Ainda mais de maneira convincente.

A segunda partida foi em Florianópolis, contra o Avaí. Esta, felizmente, pude assistir no conforto do meu lar. Outra boa atuação do Atlético, que evidenciou a sua superioridade sobre o adversário desde o primeiro minuto. O Avaí, entretanto, saiu na frente, após falha de cobertura do Richarlyson, que perdeu uma dividida pelo alto e a bola caiu nos pés de Fábio Santos, o CASTOLO da RESSACADA, que de frente para o gol, fuzilou a meta de Renan Ribeiro. O Atlético não se abateu e manteve a pressão sobre o adversário, chegando ao empate 8 minutos depois com Léo Silva, finalizando após receber bola escorada por Richarlyson em escanteio.

O segundo tempo começou bem para o Atlético, aos 2 minutos o capitão Réver mandou uma pedrada de cabeça para o fundo do barbante de Renan. O gol que deu números finais a partida também surgiu de uma cobrança de escanteio, Léo Silva anotou novamente, se antecipando à zaga adversária. Belo resultado em Santa Catarina e ótima largada no campeonato.

Quanto às atuações individuais, as laterais continuam sendo nosso ponto fraco. Patric é limitado e Leandro não tem condições de ser titular. Veremos se com o retorno de Guilherme a situação do lado esquerdo melhora. Richarlyson me pareceu um tanto disperso no jogo, errando passes e jogadas em demasia e correndo alguns riscos desnecessários como viradas de bola na cabeça da área e recuos complicados. Guilherme, o centroavante, correu e lutou, mas ainda carece de ritmo. Tomara que o primeiro tento saia na próxima partida e sua ansiedade possa ser controlada.

No Galo as torres gêmeas derrubam o adversário

Por fim, finalmente o time resolveu apostar nas bolas paradas: com uma zaga com altura média de 1,95m, é impossível não apostar nos escanteios e faltas na entrada da área. Na minha modesta opinião, a falta de competência nesta jogada desde o início do ano é a mais forte evidência de que o Ricardinho estava de sacanagem.