28 de set. de 2010

Trabalho hercúleo

Atlético 1 x 2 Grêmio

Este campeonato tem sido um suplício tão grande que já me encontro anestesiado, tendendo a observar a situação esdrúxula na qual o time se encontra com um certo humor. Acredito que boa parte da torcida também já passou do estágio do sofrimento imensurável e acompanha o desenrolar dos fatos com relativa resignação.

Acabou que o desatino do Kalil ao manter o Luxemburgo até o limite do tolerável, permitiu a contratação do Dorival Júnior para comandar a equipe durante o resto deste campeonato e onde quer que estejamos na temporada 2011. Demonstrando personalidade, o novo treinador assinou contrato na sexta e no domingo já estava na beira do gramado da Arena do Jacaré. O time, talvez impressionado com a disposição do novo técnico, não deixou barato e em quinze minutos já havia demonstrado todas as variações possíveis de erros que uma equipe profissional pode cometer. Este esplendorosa exibição permitiu que o tricolor gaúcho anotasse dois tentos e perdesse outros tantos neste pequeno intervalo de tempo. Belo cartão de visitas!

Daniel Carvalho, mais uma vez, e Renan Ribeiro (finalmente) tiveram um desempenho decente. O camisa 10 continua um pouco redondo, mas corre, luta e tem habilidade suficiente para desequilibrar. Pena que seja o único consciente no meio deste balaio de gatos. O restante do time, infelizmente, demonstrou a completa falta de coordenação, organização e qualidade que tomou conta do alvinegro mineiro neste Brasileirão. Como já havíamos detectado e relatado neste espaço há várias rodadas atrás, o Galo é (era) absurdamente mal treinado. Nunca vi nada parecido.

Faltando 13 rodadas, o Atlético precisa vencer "apenas" 8 partidas para se livrar do rebaixamento. Independente disso, acredito que as duas próximas partidas selarão, definitivamente, nosso destino nesta temporada: quaisquer outros resultados que não sejam vitórias contra o Ceará e o Atlético-GO confirmarão a nossa presença na série B pela segunda vez em 5 anos.

26 de set. de 2010

c.q.d.

Fluminense 5 x 1 Atlético

Como já disse anteriormente, se a boa campanha do ano passado teve que ser acompanhada pelo radinho em São Roque, este ano tenho sido presenteado com sucessivos jogos na tv quando estou por lá. É a globalização do sadismo!

Fluminense e Atlético na noite da quinta-feira foi apenas mais um capítulo desta saga. Diante da vergonhosa campanha atleticana nesta temporada, não tinha muitas ilusões acerca das nossas possibilidades nesta partida. Não bastasse o adversário claramente superior, o jogo ainda seria disputado no Engenhão, estádio de péssimas recordações. Acho que nem empate conseguimos por lá.

Bola rolando e o Atlético, como sempre, deu a impressão de que conseguiria fazer um jogo equilibrado contra o vice-líder do campeonato. A falsa impressão foi desfeita quando levamos um gol de cabeça numa falha da zaga e embora tenhamos conseguimos um empate numa boa cobrança de falta do Daniel Carvalho, terminamos o primeiro tempo atrás após mais um frango do Fábio Costa. Os dois gols de sempre.

No segundo tempo, Luxemburgo começou a fazer das suas: sacou Obina e entrou com Diego Souza. Difícil de entender, especialmente depois de ver o físico do ex-camisa 1 do Galo que, seguramente, começa a rivalizar com o fenômeno como atleta de maior peso deste Brasileirão. Em seguida, substituiu Serginho, que estava amarelado, por Neto Berola. Ato contínuo, tivemos o Alê expulso após interromper um contra-ataque tricolor no meio do campo. Poucos minutos depois, os cariocas marcaram o terceiro e liquidaram a partida. Não há muito o que comentar sobre os minutos finais, exceto a expulsão do Diego Souza após uma tesoura insana num jogador adversário.

5 x 1 foi o placar final de uma partida que pode ser considerada um pequeno resumo da era Luxemburgo no comando do alvinegro mineiro: um início, de certa forma, promissor mas que começou a ser minado com falhas sucessivas da defesa. As mudanças bancadas pelo treinador apenas acentuaram este quadro e resultaram na impotência e na falta de postura do time em campo. Qualquer torcedor com uma certa vivência em "galismo" já sabia, depois de algum tempo, que este quadro combinado com a apatia e impotência do treinador, cujas câmeras teimavam em mostrá-lo atônito à beira do gramado, terminaria em um desastre completo.

Acho que, neste ponto, cabe um agradecimento aos jogadores do tricolor que não tiraram o pé e aplicaram uma goleada implacável. Houvéssemos perdido o jogo por 2 x 1 e, muito provavelmente, teríamos que aguentar o profexô e seu terno bem cortado no fim da tarde deste domingo. No fim, com a realidade esfregada na sua cara da pior maneira possível, nosso presidente demitiu o idealizador do projeto 2011 por telefone. Não o fez pessoalmente porque não viajou ao Rio por se considerar "pé frio". Este é o Atlético!

Pois bem, graças a Neymar e suas estripulias, hoje estrearemos Dorival Júnior no comando do alvinegro. O ex-comandante santista sempre foi o meu favorito para assumir o Galo desde a sua saída do nosso maior rival há alguns anos. Infelizmente, a situação não é das melhores e não sei se ele será capaz de nos livrar do rebaixamento. O estrago luxemburguês foi muito grande e a complacência da nossa gestão nos deixou à beira do precipício. O projeto 2011 é não cair.

19 de set. de 2010

Esperar o que?

Atlético 2 x 3 Vitória

Hoje, durante o café da manhã, descobri que a TV Bahia transmitiria a partida desta tarde em Sete Lagoas. Instintivamente, ainda um pouco entorpecido pelo sono, fui invadido por um certo entusiasmo, mas os primeiros goles de café me trouxeram de volta a realidade de São Roque, onde passaria o dia trabalhando no escritório. E verdade seja dita, que nada melhor do que uma campanha pífia no Brasileirão para motivar o indivíduo a pegar no batente num domingo ensolarado.

No fim das contas, acabei acompanhando o jogo por intermédio das "bolinhas" da globo e de um colega botafoguense que fazia questão de me trazer as boas novas durante os 90 minutos. Sobre a partida, não tenho muito o que comentar, acabou sendo uma repetição do que temos visto desde o início do torneio: uma sucessão de falhas da zaga e do goleiro nos levaram a derrota, desta vez para um adversário direto na luta contra o rebaixamento e que atuou com um jogador a menos desde meados do primeiro tempo. Pois é, foi com requintes de crueldade.

O que eu não consigo entender é o que falta para a diretoria atleticana tomar alguma decisão. Ou, sendo mais preciso, o que falta para a mudança de treinador? A porra do Luxemburgo admitir que é um agente linguiceiro infiltrado? Faltando 15 rodadas para o fim do campeonato, as esperanças de um milagre são pequenas e os prognósticos os piores possíveis.

17 de set. de 2010

O velho roteiro

Atlético/PR 2 x 1 Atlético

A noite de quarta-feira no Rio de Janeiro é reservada para a pelada semanal no Humaitá. Há pouco mais de um ano tem sido assim, quando o calendário permite que eu esteja na Cidade Maravilhosa. Infelizmente, compromissos do trabalho impediram-me de comparecer a tão ilustre celebração desportiva aos pés do Cristo Redentor e, como compensação, pude assistir à partida contra o nosso xará paranaense em mais uma rodada do brasileirão.

A princípio, pode não parecer um mau negócio: “ficar em casa e ver a partida do seu time do coração? Hum, nada mal!”, alguém pode pensar. Mas a verdade é que meia hora antes do apito inicial começo a ser invadido pela angústia e pelos maus pressentimentos, uma sensação horrível de que a sessão de tortura é inevitável. Curiosamente, eu tentava afastar estes pensamentos carregados da minha cabeça quando o Bruno Mineiro subiu livre na pequena área do Atlético e marcou de cabeça aos 2 minutos de jogo. O Galo é, realmente, implacável. Contra fatos, não há argumentos.

Durante o resto do primeiro tempo o time não esteve mal, conseguiu tocar a bola e criar algumas oportunidades. No fim, Daniel Carvalho, que esteve bem durante a primeira metade, conseguiu achar o Obina livre dentro da área e o nosso centroavante só teve o trabalho de cabecear a pelota para o fundo das redes do arqueiro rubro negro. Estávamos no jogo novamente.

A segunda etapa foi marcada por outra componente tradicional da campanha alvinegra sob a batuta de Luxemburgo: a contusão. Méndez, Obina e Neto Berola saíram da equipe (este último por causa da sua tradicional inviabilidade de prosseguir na partida após os 25 minutos do segundo tempo). Como metade do elenco não tinha condições de jogo, nosso treinador botou em campo algumas almas que estavam ali no banco – uma das quais eu nunca tinha ouvido falar - e só nos restou segurar este magro empate.

Faltando poucos minutos para o fim, o jogo parou e cometi a imprudência de verificar o andamento das outras partidas através do canal múltiplo do PFC. E foi lá no canto inferior direito que vi a bola ser alçada na nossa área, o Fábio Costa subir com um jogador adversário e a bola ser espirrada para o meio, uma cabeçada, uma defesa do nosso arqueiro e um paraguaio botou a pelota pra dentro. Faltava a falha do Fábio Costa e ele não quis ficar de fora da festa. E ficou por isso mesmo, 2 x 1 para o xará. O golzinho nos custou, pelo menos, mais duas rodadas na zona do rebaixamento (isso considerando que vamos vencer o Vitória e o Fluminense, nossos dois próximos adversários).

Para o atleticano, não resta alternativa. É esperar e ver. Entender já é pedir demais.

15 de set. de 2010

Esquentando o pé

Atlético 1 x 0 Prudente

Depois de muitas idas e vindas ao longo da semana, acabou que voltei ao Rio de Janeiro no domingo e pude acompanhar a partida que marcava o retorno do Atlético a Sete Lagoas pelo pay per view. A formação, para variar, continha alguma novidades: voltamos ao 4-4-2 e Serginho foi para o banco. Fabiano continuou com a sua vaga cativa. O primeiro tempo foi de domínio absoluto do Galo, que perdeu diversas oportunidades de gol diante de um adversário que se limitava a defender.

A história no segundo tempo foi um pouco diferente. Com o Prudente ainda mais fechado, o desespero começou a tomar conta do jogadores alvinegros já que o gol não saía. Os erros começaram a se repetir e, quando tudo indicava que a peleja terminaria em um melancólico empate, a torcida explodiu em gritos de "adeus, Luxa". O clima ainda estava pesado quando, aos 42 minutos, o ataque atleticano conseguiu articular uma jogada na entrada da área dos paulistas: Ricardinho lançou, Obina matou no peito, girou e bateu de primeira guardando a pelota no canto direito do arqueiro gremista. Alívio em Sete Lagoas e sobrevida para o nosso treinador!

Hoje, enquanto caminhava no centro do Rio, encontrei uma dupla de flamenguistas que me cobrou um post me rendendo ao talento de Obina, o "salvador do galo". 5 gols em 3 partidas, realmente não temos do que reclamar do baiano. Eu diria que o destaque do fim de semana foi o Marcos, um amigo gremista, cuja companhia diante da telinha sempre foi sinônimo de derrota alvinegra, especialmente em clássicos, mas que conseguiu quebrar este doloroso tabu neste domingo. Depois me lembrei que, mais do que qualquer outro, Obina foi o responsável por este feito extraordinário e portanto, nada mais justo do que atendermos ao pleito dos meus diletos amigos rubro-negros e homenagearmos o nosso artilheiro neste post.

Amanhã o adversário será o xará paranaense. Se no ano passado, no dia do meu aniversário, aplicamos um tremendo chocolate nos paranaenses que acabou resultando na queda do Geninho, este ano nos apresentaremos na Arena da Baixada em uma situação muito diferente. Com as contusões de Réver, Fabiano e Jataí e a suspensão de Serginho, Luxemburgo poderá fazer o que mais gosta: mexer na escalação do time. Como o projeto 2010 dispensou todos os nossos volantes e vendeu o famigerado João Pedro há algumas semanas, não temos nenhum jogador da posição disponível para a partida desta quarta-feira. Aparentemente, teremos caras novas na equipe: Alê, recém contratado junto ao Santo André, e Joedson, cuja procedência desconheço, ocuparão as posições vagas com todas essas baixas. É isso. Que Obina nos proteja!

11 de set. de 2010

O ronco da cuíca

Vasco 1 x 1 Atlético

Depois de iniciar a semana treinando o time com cinco caras novas entre os titulares, eis que Luxemburgo entra em campo em São Januário com uma formação completamente diferente daquela testada na Cidade do Galo: um 3-5-2 com o ataque formado por Diego Souza e Daniel Carvalho. O resultado foi um primeiro tempo de dar calos nas vistas: um amontoado de jogadores atleticanos em campo contra um Vasco desfalcado de suas principais estrelas e sem nenhuma criatividade. O time carioca, na verdade, teve uma única oportunidade que acabou resultando em seu gol: Éder Luís se livrou de dois marcadores e mandou no ângulo de Fábio Costa.

O segundo tempo foi diferente, com nosso treinador voltando ao esquema 4-4-2 e entrando com Ricardinho e Neto Berola, o que levou o Atlético a dominar a partida e, no fim, a chegar ao empate através de um pênalti convertido por Ricardinho. No fim, o 1 x 1 foi um resultado muito ruim para ambas as equipes. Com relação ao time, gostei da partida do Daniel Carvalho, um bom passe para Fabiano no primeiro tempo e uma bola na trave no segundo. Nossas laterais continuam deficientes: Diego Macedo não consegue se firmar e Eron é limitado. Diego Souza como centroavante me faz ter saudades do Marinho. Por fim, aquela observação de sempre: o que almeja uma equipe que tem Fabiano como titular em seu meio de campo?

É muito difícil entender o que se passa na cabeça do Vanderlei Luxemburgo e toda a sua comissão. Estaria o profexô caducando ou seria pura sacanagem? Qual a explicação para esse negócio de experimentar uma nova formação a cada partida? E a mania de improvisar jogadores? Em qualquer emprego normal o período de experiências é de 90 dias. Já passamos da metade do campeonato e o Atlético não tem um time! E o pior é perceber que não há nenhuma perspectiva de melhora. Se o Galo estivesse perdendo os jogos mas conseguíssemos ver alguma evolução no futebol praticado pela equipe, poderíamos dizer que as vitórias viriam com o tempo. Mas, hoje, diante do que temos visto dentro de campo, é impossível não admitir que a posição ocupada pela equipe na tabela é mais do que justa.

O que mais me preocupa neste momento é que os nossos maiores adversários na luta contra o rebaixamento começaram a vencer partidas e está cada vez mais difícil sair da zona da degola. No momento, 5 pontos nos separam do décimo sexto colocado. Grêmio e o xará de Goiânia derrotaram o vice-líder e o líder na noite deste sábado. A verdade é que qualquer outro resultado amanhã que não seja uma vitória contra o Prudente será desastroso. A cuíca vai roncar.


5 de set. de 2010

No CTI

Atlético 2 x 3 São Paulo

Que coisa horrível são esses jogos às 18:30h do domingo, especialmente quando o seu time é derrotado. Pior do que isso só assistir in loco a derrota do seu time quando a partida começa às 22 horas.

Mas, vamos aos pitacos: primeiro tempo razoável do Atlético, conseguiu a virada em dois penais, mas os lances de perigo foram mais evidentes do lado tricolor. De qualquer maneira, foi um jogo equilibrado. No segundo tempo o treinador do São Paulo mexeu e mudou o jogo. O Luxemburgo, medíocre como tem sido ao longo de toda a temporada, só percebeu que tinha se lascado quando já estava 3 x 2. 2 gols em 15 minutos! Não fomos goleados porque o treinador do adversário optou por se defender covardemente, ao invés de liquidar a partida com Marcelinho e Dagoberto, que infernizavam a nossa defesa. As mexidas do Luxemburgo foram inócuas e, a rigor, não demos nenhum chute a gol no segundo tempo.

Meu diagnóstico: possibilidade altíssima de derrota em São Januário na quinta feira. Assim, a fim de dar alguma chance ao Atlético, estarei longe lá, vendo a partida no conforto do meu lar.

No mais, algumas pequenas observações:

1) Serginho é o nosso perdedor oficial de gols. Gosto dele, mas de que adianta o cara conduzir a bola, sair na cara do gol e chutar em cima do goleiro? Foi assim contra o Flamengo, o Palmeiras e o São Paulo. 3 gols que fizeram muita falta.
2) Um time que tem Fabiano como titular, não almeja nada.
3) Não temos goleiro. Todo jogo a gente já sai com um gol de desvantagem.
4) Empatamos com o Flamengo, perdemos para o Palmeiras e para o São Paulo. Três times que também vivem um momento delicado e não tem jogado um bom futebol. Onde queremos chegar?
5) Nossa campanha no primeiro turno: 5 vitórias, 2 empates e 12 derrotas. 23 gols marcados e 34 gols tomados. Aproveitamento de 29,8%. A situação está complicadíssima. O Galo está no CTI.

2 de set. de 2010

Opção errada

Goiás 1 x 3 Atlético

A minha opção por participar da pelada semanal na noite de ontem ao invés de acompanhar o jogo do Galo na TV não foi das melhores. Primeiro porque a peleja foi marcada para uma quadra na rua São João Batista, uma vez que o Humaitazão estava reservado para algum envento e não poderia nos receber. Com tantos remendos no tapete daquela quadra, não foi possível para a nossa equipe desenvolver o futebol envolvente, ofensivo e de toques rápidos que nos caracteriza e, com a exceção de um empate em 0 x 0, fomos facilmente batidos por todos os adversários. Deu para entender a falta que o Mineirão faz!

Depois, porque a quadra possuia um buteco e o mesmo disponibilizava uma tv sintonizada no pay-per-view. Nem bem havíamos começado a jogar e um atleta do time adversário já grita:

- "Essa é pro LF: gol do GOIAS!! HA! HA! HA!"

Bem, não preciso dizer que, a partir dali, não consegui mais me concentrar no jogo e o que era ruim, ficou pior. Pra completar, levei duas boladas na cara que me fizeram agradecer ao bom deus por não usar mais um aparelho ortodôntico. Desastre total.

Cheguei em casa e a partida já estava no segundo tempo. 1 x 1 era o placar. O que vi a partir daquele momento foi um Atlético, relativamente, tranquilo em campo e mantendo a posse de bola. Diferentemente do que vimos no último domingo, dessa vez a equipe optou por tocar a bola pra frente e acabou chegando aos dois gols naturalmente: Diego Souza, em belo lançamento de Ricardinho e Obina, de pênalti, depois de perder bisonhamente um gol feito. Ficou de bom tamanho.

Acho que a entrada de Obina traz um espírito diferente para a equipe. Não é dos meus centroavantes favoritos, mas o sujeito é um daqueles tipos que não se deixa abater pelo ambiente pesado no alvinegro. Perdeu seus gols tradicionais, mas anotou dois tentos de pênalti e comemorou bastante. Importante também o gol do Diego mas, logo em seguida, o camisa 1 acabou tomando o seu terceiro amarelo numa falta, no mínimo, amadora. O craque ainda não está nos seus melhores dias.

Enfim, valeu pelos 3 pontos, estávamos precisando. Domingo, contra o São Paulo, a parada será muitíssimo mais dura. Sem Diego Souza e, possivelmente, sem Tardelli, a tarefa ficará mais difícil.

29 de ago. de 2010

Sem princípio ativo

Atlético 1 x 2 Palmeiras

Atualmente, assistir a uma partida do Atlético é uma agonia. Meia hora antes e o sujeito já se sente mal, sabendo que em pouco tempo será submetido a mais uma sessão de 90 minutos de tortura. A tarde deste domingo, é claro, não foi diferente. Embora nesta empreitada a escalação tenha me parecido um pouco melhor (4-4-2, Diego Souza voltando para o meio e Berola e Tardelli no ataque), a equipe não conseguiu produzir. Não consegue produzir porque apesar de contar com bons jogadores no elenco, o Atlético ainda não é um time de futebol. Em alguns momentos consegue ter alguns lampejos, como naquele em que saiu o nosso único tento na peleja mas, de maneira geral, é lento, sem criatividade, sem movimentação e sem espírito coletivo. A culpa dessa bagunça? Podem botar na conta do Luxemburgo, o gerente da parada.

O Galo do Luxemburgo é como um remédio falsificado: tá tudo ali, a embalagem, os comprimidos, tudo igualzinho ao original, só falta o princípio ativo. O resultado é que não liquida os agentes patogênicos e não resolve o problema de ninguém. É isso, temos um time que não é um time, é um amontoado de bons jogadores sem foco ou objetivo em comum. Não faz mal a nenhum adversário.

Neste momento, não consigo achar solução para o nosso problema que não passe pela troca da comissão técnica. Mas a teimosia da nossa gestão (ou uma multa rescisória milionária) nos obrigará a padecer deste mal até que a situação seja insustentável. O Atlético está jogando contra a banca, não tem jeito. Ou tudo ou nada (e, nessa altura do campeonato, o tudo se resume a não cair).

27 de ago. de 2010

Presos à mediocridade

Atlético 1 x 0 Grêmio Prudente
Atlético 3 x 1 Guarani
Santos 2 x 0 Atlético
Flamengo 0 x 0 Atlético

A cada dia que passa fico mais convencido que esta rotina em 2010 que me impede de saber a minha agenda com a mínima antecedência tem sido uma benção quando tratamos de futebol. Na verdade, de todas as partidas listadas acima, consegui ver o gol no último minuto do Ricardinho, o segundo tempo do jogo contra o Guarani e só soube do placar contra o Santos.

Pois bem, após dez dias longe do Brasil, 10 horas de vôo e algumas horas de trabalho, ainda arrumei fôlego para ir ao Maracanã na noite desta quinta-feira. O fiz mais por resignação do que por convicção de que poderíamos, finalmente, iniciarmos a nossa prometida arrancada neste Brasileirão 2010.

Se no ano passado chegamos ao Rio de Janeiro para jogarmos contra o Flamengo como uma das equipes que disputava a ponta do campeonato e que possuía uma boa campanha jogando fora de casa, nesta temporada entramos em campo como o pior visitante, ostentando ainda a pior defesa e o terceiro pior ataque. Bem, pelo menos não estava chovendo.

Céu limpo para Flamengo x Atlético


Com o Flamengo também vivendo uma fase ruim, poucos torcedores se aventuraram a perder a sua noite de quinta no maior do mundo. Sobre a partida, não tenho muito o que comentar. O zero a zero retratou bem o que vimos no gramado: dois times desorganizados, incompetentes ofensivamente e, aparentemente, desmotivados. Destaque apenas para a partidaça do Réver, provando que é um excelente zagueiro.

O que mais me impressiona nesta fase Luxemburgo do Atlético é que chegamos praticamente à metade do campeonato e o time não tem nenhum padrão de jogo. Nosso treinador ainda não conseguiu decidir qual o esquema de jogo que vai adotar, qual o posicionamento de cada jogador e qual a sua escalação ideal. O Atlético hoje não tem saída de bola, perde inúmeros contra-ataques em erros bisonhos de passe e de posicionamento e, com a pelota nos pés, não consegue articular um ataque. Desta maneira, ficamos à mercê do talento individual dos jogadores e este tem sido sacrificado devido aos improvisos do nosso comandante. Diego Souza, por exemplo, melhor meia do campeonato passado, tem jogado de atacante. Ricardinho já chegou a jogar de lateral esquerdo. Enfim, em termos de organização, estamos perdidos.

Mais um contra-ataque desperdiçado

Não sei, realmente, o que falta acontecer para que tenhamos alguma mudança. Até agora não deu pra notar nenhuma melhora no time, nenhum indício de que a má fase pode ir embora.

11 de ago. de 2010

Ironias do destino

Esta vida é engraçada: no ano passado, enquanto brigávamos pelas primeiras posições do Brasileirão, eu tinha que me contentar com a bolinha da Globo, com a internet e, com muita sorte, com o rádio para acompanhar a saga alvinegra. Neste segundo semestre, onde nos especializamos em colecionar derrotas e atuações ridículas, sou presenteado pela tv com terceiro jogo ao vivo em uma semana e meia aqui em São Roque (ida e volta contra o Barueri na sul-americana e Botafogo pelo brasileiro). Não bastasse o jogo ao vivo do Atlético, acabo de descobrir que o ar condicionado aqui do quarto estragou. A possibilidade de uma noite mal dormida é elevada.

7 de ago. de 2010

Sem surpresas

Botafogo 3 x 0 Atlético

Mais uma rodada do Campeonato Brasileiro, mais uma apresentação pavorosa do Atlético e, conforme alertamos no post anterior, o resultado não poderia ser diferente: fomos atropelados pelo Botafogo no Engenhão. O jogo não trouxe nada de diferente em relação às poucas apresentações que vi do clube nos últimos meses: futebol lento, previsível, sem poderio ofensivo e com uma defesa facilmente envolvida.

Como sempre, no início o Galo chegou a dar pinta de que a história seria diferente, detendo a posse de bola e tentando envolver o adversário, mas logo a equipe voltou à normalidade - um amontoado de 11 jogadores - e sofreu os seus habituais gols. A criação alvinegra era tão inócua que, no fim, Joel Santana se deu ao luxo de jogar com 4 jogadores ofensivos e, nem assim, conseguimos incomodar a meta botafoguense. Os 3 x 0 retrataram muito bem a partida.

A verdade é que todo o vigor, todo o entusiasmo, todo espírito coletivo que a gente viu no time do Botafogo, sempre beliscando os jogadores do Atlético, correndo e buscando o ataque, não vimos no Galo. Pode ser o aspecto psicológico, pode ser a física do pão com manteiga (tese favorita do Luxemburgo) como pode até ser uma questão espiritual, mas para mim, hoje, só há uma razão para este desempenho pífio no Brasileirão: o time está mal treinado. Era uma desconfiança, hoje é uma certeza.

Acho que o sofrimento desta temporada está no nível 2008 (em 2005, envolvido com o curso de formação do meu emprego, não acompanhei o campeonato seriamente), o famigerado ano do centenário. A diferença é que naquele ano a gente gastava 1/5 do que gasta nesta temporada. Sinceramente, a continuar nesta toada até a classificação na Sulamericana está ameaçada.

Por fim, deixo alguns dados para os adeptos da tese do azar alvinegro: 13 jogos, 9 derrotas, 25 gols tomados (pior defesa do campeonato). O penúltimo lugar (até amanhã, pelo menos) é merecido.

6 de ago. de 2010

Rotina

Grêmio Prudente 0 x 0 Atlético

Por incrível que pareça, a estreia do Atlético na Copa Sulamericana foi o jogo da rede para o Sportv e pude acompanhá-lo ao vivo aqui de São Roque. Quer dizer, quando cheguei ao alojamento já tínhamos cerca de 25 minutos do primeiro tempo, mas creio não ter perdido nada. O que vi a partir de então foi mais uma partida burocrática da equipe atleticana. É verdade que jogou melhor do que o Prudente mas, convenhamos, isso era o mínimo que o Galo poderia oferecer ao seu torcedor.

A impressão que me ficou depois de ver mais uma apresentação mediana foi a de que o time está mal treinado: não há jogadas ensaiadas, o toque de bola é arrastado e os contra-ataques lentos. A justificativa de que o time está buscando o entrosamento é aceitável até um determinado ponto e nessa altura do campeonato acho que já estamos passando dele. Como já disse anteriormente, as contratações, de uma maneira geral, foram boas: jogadores que sabem jogar bola. Então, qual o problema? Há times mais modestos por aí conseguindo praticar um futebol com objetividade.

Mais do que a questão da falta de entrosamento, a sensação que eu tive foi a de que boa parte do time está desmotivada, sem agressividade e poder de decisão dentro do campo. Talvez seja uma oportunidade para a psicóloga amiga do Luxemburgo entrar em ação, já que a troca de comando parece fora de cogitação para a nossa direção.

Amanhã enfrentaremos o Botafogo no Rio de Janeiro. Se entrarmos com o espírito das últimas partidas as chances de quebrar o tabu de 10 anos sem vitórias na casa do adversário serão reduzidíssimas. Por coincidência, este será o jogo da tv no início da noite de sábado. Só não sei se considero isto sorte ou azar.


3 de ago. de 2010

Devagar e sempre

Atlético 0 x 1 Cruzeiro

O clássico deste domingo foi uma das poucas partidas do Atlético que consegui assistir do início ao fim nesta temporada. E o que pude constatar é que a evolução, se é que houve alguma, está acontecendo em doses homeopáticas. O que vi dentro das quatro linhas da Arena do Jacaré foi uma pequena variação do futebol apresentado pelo Galo nas últimas rodadas do Brasileiro do ano passado: muita posse de bola, muitas viradas e pouca objetividade.

Nosso adversário, que esteve longe de lembrar o bom time comandado por Adílson Batista, conseguiu abrir o placar com um chute do meio da rua do Wellington Paulista e, a partir daí, limitou-se a ficar na defesa durante o restante da partida, conseguindo mais uma ou duas oportunidades no segundo tempo em contra-ataques.

O Atlético manteve a posse de bola e conseguia trocar passes até a entrada da área adversária, mas poucas vezes conseguiu envolver a defesa azul e ter oportunidades claras de chegar ao empate. Péssima tarde de Diego Tardelli, que pouco acertou. Diego Souza, fora de posição e sem ritmo, não viu a cor da bola. Obina, voltando ao time depois de um longo tempo no estaleiro, se limitou a cometer faltas de ataque.

Luxemburgo tem uma certa razão quando afirma que a perda de Daniel Carvalho e Ricardo Bueno prejudicaram a equipe. Acredito que com os dois em campo talvez ganhássemos em mobilidade e, quem sabe, em produtividade no ataque. Por outro lado, foi mais uma má apresentação para a coleção alvinegra sob o comando do professor: oitava derrota em doze partidas. Não seria esta uma estatística preocupante? Não para o comando alvinegro, para quem "O time ainda vai engrenar. As coisas ainda vão acontecer.". Cada vez que ouço uma destas frases, me volta à boca o gosto amargo de 2005, da era Tite e Rodrigo Fabri.

Não há dúvidas de que o Galo contratou muito melhor do que naquela oportunidade e, no papel, o time nem se compara com o de 5 temporadas atrás: Diego Souza e Réver são reforços expressivos e o time ainda conta com três ou quatro jogadores de alto nível técnico. O que está acontecendo então? Parte da torcida credita ao azar a falta de bons resultados. Para mim, depois deste sofrível início de campeonato e, especialmente, após a décima terceira derrota em 16 clássicos, só seria possível dar crédito à falta de sorte se o Atlético fosse uma espécie de Jó do futebol. É muito sofrimento!

A verdade é que o time parece mal treinado. Não posso deixar de reconhecer que a falta de ritmo de boa parte do elenco prejudica o time que, realmente, ainda está em formação. Mas, por outro lado, tenho visto elencos bem mais limitados e com tantas variações e adaptações quanto o nosso conseguindo jogar bola por aí (ou será que o Avaí manteve a base do ano passado, só para ficarmos em um exemplo).

Enfim, amanhã estrearemos na copa Sulamericana, última chance para Luxemburgo mostrar serviço, já que o foco, segundo nosso treinador, não é mesmo o Brasileiro. Da minha parte, se conseguir ver alguma evolução no futebol praticado em campo já ficarei um pouco mais satisfeito.



1 de ago. de 2010

39 anos

Este tem sido um fim de semana de gratas surpresas. Primeiro, meu irmão, que estava de passagem pela cidade na sexta-feira, me presenteou com mais uma camisa do glorioso. Depois, na tarde de ontem, um amigo passou aqui em casa e me deu um exemplar da Placar comemorativa do título brasileiro do Atlético em 71, encontrado em perfeitas condições e adquirido por ele em um sebo da Praça XV, no centro do Rio. Grande presente! Aproveito, assim, este post, para agradecê-los por tão singelas lembranças.


Em um fim de semana de clássico, um presente desses é um bom presságio!

Quanto ao clássico, bem, o Luxemburgo continua escondendo o jogo. A nossa torcida é para que ele, realmente, esteja fingindo que não sabe o que vai aprontar para cima do nosso maior rival e que tenha comunicado ao elenco o que ele espera de cada um, porque a parada vai ser dura. Um resultado negativo no fim da tarde deste domingo deixará o clube e todo o trabalho numa situação muito difícil. Agora só nos resta torcer.

27 de jul. de 2010

Só no ano que vem?

Corínthians 1 x 0 Atlético
Atlético 1 x 2 Internacional
Avaí 0 x 0 Atlético

Mais uma semana fora de casa e mais uma sequência de resultados ruins do Clube Atlético Mineiro: 2 derrotas e 1 empate que foi considerado heróico pelo nosso treinador devido às circunstâncias que envolveram a partida (2 jogadores expulsos - Daniel Carvalho e Neto Berola). Embora não tenha conseguido ver sequer os melhores momentos das partidas, as informações que obtive acerca da atuação da equipe não foram nada animadoras.

Confesso que ando muito ressabiado com o trabalho que está sendo desenvolvido. Acho que as contratações foram boas e que o elenco, pelo menos no papel, é o melhor do Atlético nos últimos 9 ou 10 anos. A razão pela qual o time não consegue desenvolver o seu futebol no gramado é que permanece uma incógnita. Acho que Luxemburgo tem exagerado nas modificações de esquema táticos e posicionamentos. Se o time não tem conseguido render num mísero 4-4-2, o que dirá num 3-5-2 e outros esquemas mais mirabolantes.

Ademais, a administração do clube comete um enorme erro ao reafirmar semanalmente que o trabalho é para 2011, que é preciso ter paciência e tudo mais. Concordo que é melhor ser honesto com o torcedor do que iludi-lo com promessas falsas. Mas, existe uma diferença grande entre "não disputar o título em 2010" e ocupar o penúltimo lugar do campeonato após 10 rodadas, com a defesa mais vazada e praticando um futebol paupérrimo após todos os investimentos. E olha que há times com elencos bem mais modestos que o do Galo ocupando posições melhores e realizando partidas consistentes. No fim, o mais engraçado é ver a diretoria ir à imprensa reclamar da ausência do torcedor no estádio. Não é difícil imaginar o que se passa na cabeça de qualquer indivíduo que considera viajar quase 100 km para ver o time em Sete Lagoas:

- Pagar 40 reais num ingresso para ver o time que só vai jogar futebol no ano que vem? Não, obrigado.

Ainda com relação à semana passada, a novidade foi o anúncio da contratação do zagueiro Réver, ex-Grêmio, que estava na Alemanha. Aposta do Atlético para resolver o problema crônico da zaga e, quem sabe, exercer a função de liderança que tanto nos faz falta, nem bem chegou e foi convocado para a seleção brasileira junto com o Tardelli.

Para finalizar, domingo será dia de clássico e oportunidade melhor para o Atlético estrear no campeonato não haverá. Qualquer outro resultado nos deixará numa situação deveras delicada, em especial o nosso treinador. Nestas ocasiões, sempre me lembro do Brasileirão 92, quando ocupávamos a lanterna com um time modesto e limitado e, sob o comando de Vantuir Galdino, acabamos vencendo o clássico por 2 x 0, marcando o início de uma arrancada que nos livrou do rebaixamento. Se a equipe entrar em campo com aquele espírito guerreiro e de raça, poderemos surpreender.

16 de jul. de 2010

Saindo da degola

Atlético 3 x 2 Atlético/GO

Finalmente, depois de mais de um mês de espera, nos sentamos em frente à telinha para acompanharmos o que realmente importa quando o assunto é futebol: o Campeonato Brasileiro. A primeira surpresa foi a escalação alvinegra: nem o 4-4-2, utilizado rotineiramente durante a intertemporada, nem o 3-5-2, especulado pelo nosso treinador. O professor Luxemburgo foi de 4-3-3, com Neto Berola, Tardelli e Ricardo Bueno no ataque. Diante da fragilidade do adversário e das necessidades alvinegras, reconheço que foi uma decisão acertada.

O primeiro tempo foi movimentado, com muitas oportunidades criadas pelo ataque alvinegro que envolveu o adversário e conseguiu anotar três tentos: Tardelli, duas vezes, e Bueno balançaram a rede do dragão. A força ofensiva foi compensada pelos erros da nossa defesa que acabaram por resultar em um gol dos goianos quando o placar ainda era 1 x 0.

Na segunda metade, Luxemburgo sacou Berola e entrou com Fabiano, a fim de proteger o meio que vinha sendo envolvido pelo adversário. A coisa parecia sob controle até que Fábio Costa cometeu uma falha grotesca e deixou o gol livre para Tiuí empurrar a pelota. Já começo a acreditar que a solução é mudar o número da camisa do nosso arqueiro ou alguma outra medida mística do gênero, pois está muito difícil.

A partida ainda marcou a estreia de Diego Souza com a camisa alvinegra e mesmo com o pouco tempo em campo e a evidente falta de ritmo deu para ver que o sujeito tem recursos técnicos e vai acrescentar muita qualidade a equipe. Também foram boas as estreias de Neto Berola e Ricardo Bueno, jogadores jovens, velozes e que, sem dúvida, reforçam o elenco. Alguém se lembrou de Muriqui?

A defesa é que continua a ser o nosso tormento: os dois gols sofridos ontem foram falhas gritantes do nosso sistema defensivo. Jairo Campos está longe de ser aquele zagueiro seguro que foi durante o primeiro semestre e o meio, mesmo com a volta do Serginho, ainda está desguarnecido. Acredito que a possibilidade de evolução da equipe é real, mas ainda teremos que ter paciência. Domingo enfrentaremos o Timão em São Paulo desfalcados de Diego Tardelli e, sinceramente, diante do que vi ontem, um empate terá sabor de vitória.

15 de jul. de 2010

De volta à realidade

Atlético 0 x 1 Ceará

Com o fim da Copa do Mundo 2010, voltamos ao que realmente interessa: o Brasileirão. A nossa despedida antes do torneio na África foi tão melancólica que não tive ânimo sequer para colocar uma nota neste blog. Naquela oportunidade, estava fora de casa e não pude assistir à partida. Mas, como a curiosidade é sempre grande, acabei vendo um pessoal reunido em torno da tv de um buteco de esquina e acabei dando uma conferida na telinha. Naquele exato momento, a tabela do campeonato estava sendo exibida e o Ceará aparecia como líder isolado. Peguei o telefone e liguei para um amigo:

- Como é que tá o jogo?
- 1 x 0 pro vozão
- Alguma chance de recuperação?
- Nenhuma.
- Ok.

Sendo assim, desisti da televisão e prossegui com os meus afazeres, o que acabou se revelando uma decisão muito acertada.

Hoje é dia da reestreia após um mês e pouco de "intertemporada". Durante este período, alguns atletas como Serginho, Obina e Reinaldo se recuperaram e voltaram a fazer parte do elenco. Méndez e Daniel Carvalho chegaram, mas só poderão estrear em agosto. Fábio Costa é mais uma tentativa de livrar o poste alvinegro de peruzeiros e a contratação do Diego Souza foi a maior notícia deste período. O elenco ainda carece de volantes e, provavelmente, de laterais de qualidade - Fernandinho e Macedo teriam condições de resolver esta carência? Tenho minhas dúvidas.

Melhor adversário para o recomeço não poderia haver: o xará goianiense é, talvez, o time mais limitado dentre todos que disputam a primeira divisão. O problema é que o galo vai a campo ainda capenga: os reforços que vieram do exterior, conforme dissemos, não poderão jogar e alguns jogadores ainda não têm condições físicas para os 90 minutos. Luxemburgo chegou a dizer que pode ir de 3-5-2, isso depois de treinar um 4-4-2 por mais de um mês. Dizem que isso se chama planejamento e profissionalismo, espero que estejam certos!

6 de jun. de 2010

De mudança

Grêmio 2 x 1 Atlético

Estou de mudança, então vai um post rápido:

Conforme prevíamos, o Atlético não conseguiu superar o mistão do Grêmio na última quinta-feira e sofreu sua quarta derrota em seis partidas pelo Brasileirão 2010. Não dá para dizer que a equipe fez uma má partida, me pareceu que dentro das suas limitações ela chegou onde dava para chegar. O ruim mesmo é ver que continuamos sem goleiro e que, aparentemente, o nosso artilheiro e capitão está desmotivado, correndo de um lado para o outro da intermediária e do ataque adversários em busca de um pouco de inteligência no restante do nosso ataque para conseguir uma boa jogada. Quanto ao Grêmio, podemos dizer que o tricolor gaúcho, desfalcado das suas duplas de ataque e de armação, não levou muito perigo à meta alvinegra, conseguindo seus gols através de bolas cruzadas na área por Rochemback finalizadas por Hugo.

Hoje enfrentamos o Ceará no Mineirão. Com apenas um volante disponível para o jogo (não vou mais tocar no assunto "dispensas"), o meio deverá ser formado por Diego Macedo, Jataí, Júnior, Ricardinho e Leandro. A defesa é a mesma do jogo de quinta-feira em Porto Alegre. Vamos torcer para que o Vozão opte por uma retranca implacável e que não queria explorar as bolas aéreas. Seria bom também repetir a atuação do Castelão em 2006, quando anotamos um tento com 1 minuto de jogo através de Marinho e vencemos a partida por 1 x 0, garantindo o título naquela oportunidade.

3 de jun. de 2010

Perspectivas sinistras

Atlético 1 x 3 Fluminense

A partida do último domingo evidenciou aquilo que temos falado desde o início da temporada 2010: a fragilidade do sistema defensivo do Atlético Mineiro. Depois de anotar o primeiro tento com apenas 3 minutos de jogo, o Galo não produziu mais nada nos 87 minutos restantes, a não ser algumas chances resultantes da correria e da vontade após levarmos o segundo gol. Para um time que, supostamente, está junto há quase seis meses, é uma produtividade ridícula. E o que dizer desta média de quase 3 gols tomados por jogo? Não haveria nenhum problema, desde que a média de gols petecados pelo ataque fosse 4, coisa que nem o famigerado alvinegro praiano consegue.

O rival carioca, ao contrário, tem melhorado a cada partida sob o comando de Muricy Ramalho. Tem um meio de campo combativo, uma zaga razoável e um camarada que resolve o jogo: Fred. Não é o melhor time do Brasil, mas é um time, coisa que o Atlético não tem conseguido ser desde o fim da participação na Copa do Brasil.

Ainda não consegui engolir a dispensa / não renovação de contrato de parte dos jogadores do elenco. Não eram grandes jogadores, mas o elenco tem sentido falta destas peças. Aparentemente, o nosso treinador já sabia que não contaria com esse pessoal para o segundo semestre. Assim, é difícil entender porque não se pensou em peças de reposição e acabaram por inverter o fluxo natural das coisas: traga os substitutos e depois faça as dispensas. Deve ser este novo profissionalismo que está sendo implementado no Atlético e que fica além da minha compreensão.

Hoje enfrentaremos o Grêmio no Olímpico. Se, em geral, é uma presa fácil no Mineirão, em Porto Alegre o tricolor gaúcho revela-se um adversário para lá de indigesto. A boa notícia é que Borges e Jonas não jogarão. A má é que Luxemburgo diz que vai de 3-5-2. A razão para isso? Faltam jogadores no elenco. Se não levarmos 2 gols antes dos 15 minutos, pode até ser que dê certo. Mas as perspectivas são sinistras.