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11 de ago. de 2010

Ironias do destino

Esta vida é engraçada: no ano passado, enquanto brigávamos pelas primeiras posições do Brasileirão, eu tinha que me contentar com a bolinha da Globo, com a internet e, com muita sorte, com o rádio para acompanhar a saga alvinegra. Neste segundo semestre, onde nos especializamos em colecionar derrotas e atuações ridículas, sou presenteado pela tv com terceiro jogo ao vivo em uma semana e meia aqui em São Roque (ida e volta contra o Barueri na sul-americana e Botafogo pelo brasileiro). Não bastasse o jogo ao vivo do Atlético, acabo de descobrir que o ar condicionado aqui do quarto estragou. A possibilidade de uma noite mal dormida é elevada.

18 de set. de 2009

Insônia

Goiás 1 x 1 Atlético

No fim da tarde de quarta-feira, descobri que o canal FX transmitiria Goiás x Atlético direto de Goiânia. Ainda que estivesse ciente de que a direção atleticana havia desistido da sulamericana a fim de priorizar o Brasileirão, foi necessário um bom exercício mental e um aguçado senso de responsabilidade para que eu optasse por uma boa noite de sono, ao invés de ficar grudado na telinha acompanhando o nosso expressinho. Consegui, com relativo sucesso, cumprir esta missão e já dormia profundamente quando o celular tocou. Era o Mateus, explicitando seus temores de que Roth recuasse os seus comandados após tirarmos o primeiro zero do placar. Não resisti e liguei a tv, cometendo um erro fatal.

Poucos minutos depois de a tv iluminar o quarto, o Goiás empatou com um pênalti. A partir daí, não tive mais sono e fui obrigado a acompanhar o jogo até o fim. O empate nos levou à decisão por penais. "Com esse goleiro, não vai dar", pensava, quando o telefone tocou. Era o vizinho de quarto, também insone, que queria "me avisar" que o Galo estava disputando uma vaga na sulamericana. Agradeci e disse que não tinha esperanças no goleiro, a chance é que eles chutassem todas para fora.

E foi na segunda cobrança que o jogador goiano pareceu cumprir a profecia e mandou a pelota por cima do travessão. A alegria durou pouco, pois Renan, na sequência, recuou para o Harlei. O Goiás continuou convertendo todas até o fim, comprovando a tese de que qualquer coisa com uma camisa de goleiro do Atlético debaixo das traves tinha mais chances de pegar uma bola do que o Bruno. Completamente abatido e derrotado, sem nenhuma vibração ou manifestação de desejo de vencer, o jovem arqueiro caminha a passos largos para se afirmar como o legítimo herdeiro da dinastia Édson. Uma lástima para a camisa que já teve donos como Kafunga, João Leite, Taffarel, Diego Alves, entre outros. No fim, Chiquinho bateu e Harlei espalmou. Fim de jogo.

Sinceramente, acho que sair da copa foi melhor para as pretensões atleticanas. Por outro lado, é sempre lamentável ver o time ser derrotado, ainda mais nas circunstâncias que envolveram a classificação goiana: saímos na frente nos dois jogos e eles empataram convertendo as penalidades. Nós perdemos penais nas duas partidas. Finalmente, deu para ver que temos algumas peças de reposição razoáveis para compor o elenco.

Neste sábado, enfrentaremos o Náutico nos Aflitos. O time pernambucano vem mal na tabela e jogará com uma série de desfalques mas todos sabemos que o Atlético Mineiro é absolutamente imprevisível. A nota triste é que a sportv transmitirá Vitória x Inter para a rede. Em Salvador, ficaremos com a reprise de Vasco x Guarani. A programação da tv paga inovou com este truque sujo em 2009: ao invés de transmitirem um outro jogo da rodada para a praça onde se realiza a partida transmitida para a rede, resolvem oferecer um maldito VT. É de dar nojo!

Pois bem, canalhices à parte, temos obrigação de vencer. Em primeiro lugar porque, dadas as circunstâncias envolvendo a partida, se não trouxermos os três pontos de Recife, estaremos definindo que a nossa ambição se resume à quarta vaga para a Libertadores e, em segundo lugar, porque o comandante do Timbu é o Geninho e é obrigação MORAL do Atlético vencê-lo.

27 de ago. de 2009

Sem importância

Atlético 1 x 1 Goiás - Copa Sulamericana

Depois de uma exibição um tanto medíocre pelos gramados artificiais do Padreco da rua Humaitá, cheguei em casa por volta das 22 horas pronto para mais uma pelada na tv: o FlaFlu dos reservas (ou quase reservas). Entretanto, para minha surpresa, o canal FX estava exibindo, direto do Mineirão, Atlético mistão x Goiás completo.

Enquanto acompanhava a partida, alternava uns turnos do Civilization e um bate papo no GoogleTalk. Na verdade, a parte do papo só começou depois que o Pedro Oldoni manteve a tradição alvinegra de desperdiçar penais. Era sorte demais para um time que não tinha maiores pretensões: Iarley expulso e um penal, não podia dar certo mesmo. Na verdade, lamentei mais pela oportunidade desperdiçada pelo camisa 9 de marcar o seu primeiro gol pelo Galo do que pelo resultado em si. Mas eis que, o segundo tempo começa e o Atlético continua a jogar melhor, sem responsabilidade o futebol até que fluía. Finalmente, Tchô chuta de fora da área, a bola resvala no zagueiro e vai morrer nas redes de Harlei. 1 x 0.

O jogo parecia sob controle, até que o Pedro Oldoni conseguiu arrumar a expulsão mais ridícula que eu já vi: veio correndo atrás da pelota, mas pisou na bola, caiu e derrubou o adversário. Não consultei a súmula, mas desconfio que ele levou o segundo amarelo por maltratos à redonda... No fim do jogo o Goiás chegou ao empate com um gol marcado em pênalti inexistente. Quer dizer: não foi pênalti, mas o juiz apontou e os goianos, que não tinham culpa disso, anotaram o tento. Simples assim. E o Atlético não consegue fazer o simples. Depois é fácil culpar o juiz.


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