Insônia
Goiás 1 x 1 Atlético
No fim da tarde de quarta-feira, descobri que o canal FX transmitiria Goiás x Atlético direto de Goiânia. Ainda que estivesse ciente de que a direção atleticana havia desistido da sulamericana a fim de priorizar o Brasileirão, foi necessário um bom exercício mental e um aguçado senso de responsabilidade para que eu optasse por uma boa noite de sono, ao invés de ficar grudado na telinha acompanhando o nosso expressinho. Consegui, com relativo sucesso, cumprir esta missão e já dormia profundamente quando o celular tocou. Era o Mateus, explicitando seus temores de que Roth recuasse os seus comandados após tirarmos o primeiro zero do placar. Não resisti e liguei a tv, cometendo um erro fatal.
Poucos minutos depois de a tv iluminar o quarto, o Goiás empatou com um pênalti. A partir daí, não tive mais sono e fui obrigado a acompanhar o jogo até o fim. O empate nos levou à decisão por penais. "Com esse goleiro, não vai dar", pensava, quando o telefone tocou. Era o vizinho de quarto, também insone, que queria "me avisar" que o Galo estava disputando uma vaga na sulamericana. Agradeci e disse que não tinha esperanças no goleiro, a chance é que eles chutassem todas para fora.
E foi na segunda cobrança que o jogador goiano pareceu cumprir a profecia e mandou a pelota por cima do travessão. A alegria durou pouco, pois Renan, na sequência, recuou para o Harlei. O Goiás continuou convertendo todas até o fim, comprovando a tese de que qualquer coisa com uma camisa de goleiro do Atlético debaixo das traves tinha mais chances de pegar uma bola do que o Bruno. Completamente abatido e derrotado, sem nenhuma vibração ou manifestação de desejo de vencer, o jovem arqueiro caminha a passos largos para se afirmar como o legítimo herdeiro da dinastia Édson. Uma lástima para a camisa que já teve donos como Kafunga, João Leite, Taffarel, Diego Alves, entre outros. No fim, Chiquinho bateu e Harlei espalmou. Fim de jogo.
Sinceramente, acho que sair da copa foi melhor para as pretensões atleticanas. Por outro lado, é sempre lamentável ver o time ser derrotado, ainda mais nas circunstâncias que envolveram a classificação goiana: saímos na frente nos dois jogos e eles empataram convertendo as penalidades. Nós perdemos penais nas duas partidas. Finalmente, deu para ver que temos algumas peças de reposição razoáveis para compor o elenco.
Neste sábado, enfrentaremos o Náutico nos Aflitos. O time pernambucano vem mal na tabela e jogará com uma série de desfalques mas todos sabemos que o Atlético Mineiro é absolutamente imprevisível. A nota triste é que a sportv transmitirá Vitória x Inter para a rede. Em Salvador, ficaremos com a reprise de Vasco x Guarani. A programação da tv paga inovou com este truque sujo em 2009: ao invés de transmitirem um outro jogo da rodada para a praça onde se realiza a partida transmitida para a rede, resolvem oferecer um maldito VT. É de dar nojo!
Pois bem, canalhices à parte, temos obrigação de vencer. Em primeiro lugar porque, dadas as circunstâncias envolvendo a partida, se não trouxermos os três pontos de Recife, estaremos definindo que a nossa ambição se resume à quarta vaga para a Libertadores e, em segundo lugar, porque o comandante do Timbu é o Geninho e é obrigação MORAL do Atlético vencê-lo.
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18 de set. de 2009
10 de set. de 2009
Ricardinho
Confirmando especulações que circulavam pela imprensa e pelos blogs há alguns dias, o armador Ricardinho acertou com o Atlético e assina na próxima terça-feira contrato para atuar pelo clube até dezembro de 2011. Revelado pelo Paraná Clube, destacou-se no Corínthians, quando foi bicampeão brasileiro, e teve boa passagem pelo Santos, quando também ganhou o Brasileirão.
No papel, parece uma grande contratação, resta saber como anda fisicamente e psicologicamente após três temporadas no exterior sem grande destaque. Com 33 anos, já é considerado um veterano dos gramados brasileiros (é incrível como isso fica relativo quando você atinge a faixa etária dos supostos veteranos... Para mim, ele ainda é quase um garoto) mas, seguramente, talento não falta ao rapaz e o setor de criação do time, realmente, andava muito carente. Torceremos muito para que dê certo. Entre Evandro, Tchô e Júnior improvisado, fico com o Ricardinho (0 Renan Oliveira ainda tem crédito).
Na realidade, sou crítico em relação a algumas atitudes do Kalil, mas é necessário admitir que o Atlético mudou para melhor em um espaço de tempo, relativamente, curto. O clube vivia uma década muito complicada, com campanhas ridículas, realizadas por times ridículos montados, obviamente, por uma direção ridícula. Há um ano atrás o "time do centenário" era composto por uma mescla de jovens promessas com veteranos, destaques das divisões inferiores do campeonato brasileiro e jogadores contratados por dvd (método de gestão Ziza Valadares). Não há dúvidas de que a equipe de 2009 é muito mais forte do que a das temporadas anteriores. Ainda mantivemos alguns talentos a serem lapidados, mas as contratações foram mais criteriosas e chegamos a disputar jogadores com outros clubes e, no fim, trazê-los para a Cidade do Galo, coisa que não acontecia até há bem pouco tempo. Isso é bom, acima de tudo, para a recuperação da auto-estima atleticana.
Um outro aspecto interessante diz respeito ao currículo do jogador. O Ricardinho, assim como o Tardelli e o Júnior, é um jogador vencedor em suas passagens por outros clubes e é importante contar com esse tipo de atleta no elenco. O próprio Atlético teve grandes times ao longo desses quase 40 anos de Campeonato Brasileiro, mas mesmo tendo chegado muito perto de conquistá-lo por diversas vezes após 1971, sempre faltou algum detalhe e, muitas vezes, esse detalhe era um jogador capaz de assumir a responsabilidade pela decisão e tirar um peso do resto do time evitando o desequilíbrio emocional que sempre nos custou muito caro.
Meu maior temor neste momento é que o Atlético tenha se reforçado tarde demais e não consiga ter o time completo a tempo de entrar, novamente, na disputa pelo caneco. Mas, verdade seja dita: antes tarde do que nunca. Fizemos um bom primeiro turno e estamos pagando pela falta de opções no elenco após a bruxa nos ceifar, praticamente, todo o sistema defensivo no mês de julho. Que o domingo sirva para a consolidação da recuperação iniciada em Santo André e que o Ricardinho chegue para comandar o nosso meio-campo com a categoria que sempre lhe foi característica.
Confirmando especulações que circulavam pela imprensa e pelos blogs há alguns dias, o armador Ricardinho acertou com o Atlético e assina na próxima terça-feira contrato para atuar pelo clube até dezembro de 2011. Revelado pelo Paraná Clube, destacou-se no Corínthians, quando foi bicampeão brasileiro, e teve boa passagem pelo Santos, quando também ganhou o Brasileirão.
No papel, parece uma grande contratação, resta saber como anda fisicamente e psicologicamente após três temporadas no exterior sem grande destaque. Com 33 anos, já é considerado um veterano dos gramados brasileiros (é incrível como isso fica relativo quando você atinge a faixa etária dos supostos veteranos... Para mim, ele ainda é quase um garoto) mas, seguramente, talento não falta ao rapaz e o setor de criação do time, realmente, andava muito carente. Torceremos muito para que dê certo. Entre Evandro, Tchô e Júnior improvisado, fico com o Ricardinho (0 Renan Oliveira ainda tem crédito).
Na realidade, sou crítico em relação a algumas atitudes do Kalil, mas é necessário admitir que o Atlético mudou para melhor em um espaço de tempo, relativamente, curto. O clube vivia uma década muito complicada, com campanhas ridículas, realizadas por times ridículos montados, obviamente, por uma direção ridícula. Há um ano atrás o "time do centenário" era composto por uma mescla de jovens promessas com veteranos, destaques das divisões inferiores do campeonato brasileiro e jogadores contratados por dvd (método de gestão Ziza Valadares). Não há dúvidas de que a equipe de 2009 é muito mais forte do que a das temporadas anteriores. Ainda mantivemos alguns talentos a serem lapidados, mas as contratações foram mais criteriosas e chegamos a disputar jogadores com outros clubes e, no fim, trazê-los para a Cidade do Galo, coisa que não acontecia até há bem pouco tempo. Isso é bom, acima de tudo, para a recuperação da auto-estima atleticana.
Um outro aspecto interessante diz respeito ao currículo do jogador. O Ricardinho, assim como o Tardelli e o Júnior, é um jogador vencedor em suas passagens por outros clubes e é importante contar com esse tipo de atleta no elenco. O próprio Atlético teve grandes times ao longo desses quase 40 anos de Campeonato Brasileiro, mas mesmo tendo chegado muito perto de conquistá-lo por diversas vezes após 1971, sempre faltou algum detalhe e, muitas vezes, esse detalhe era um jogador capaz de assumir a responsabilidade pela decisão e tirar um peso do resto do time evitando o desequilíbrio emocional que sempre nos custou muito caro.
Meu maior temor neste momento é que o Atlético tenha se reforçado tarde demais e não consiga ter o time completo a tempo de entrar, novamente, na disputa pelo caneco. Mas, verdade seja dita: antes tarde do que nunca. Fizemos um bom primeiro turno e estamos pagando pela falta de opções no elenco após a bruxa nos ceifar, praticamente, todo o sistema defensivo no mês de julho. Que o domingo sirva para a consolidação da recuperação iniciada em Santo André e que o Ricardinho chegue para comandar o nosso meio-campo com a categoria que sempre lhe foi característica.
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