Mostrando postagens com marcador Campeonato Mineiro 2011. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Campeonato Mineiro 2011. Mostrar todas as postagens

2 de jun. de 2011

Ao que interessa

Cruzeiro 2 x 0 Atlético
Atlético 3 x 0 Atlético-PR
Avaí 1 x 3 Atlético

E eis que após uma boa vitória na primeira partida da final do Campeonato Mineiro, o Atlético não voltou a repetir a boa atuação da semana anterior e acabou sendo derrotado por seu maior rival por 2 x 0, deixando de levantar o bicampeonato. Não vi o jogo por estar em meu exílio trabalhista, apenas acompanhei momentaneamente pela internet e devo confessar que quando vi as alterações do Dorival Júnior no segundo tempo, quando a partida ainda estava 0 x 0, senti que a vaca estava indo para o brejo. Graças ao bom pai não vi o famigerado gol perdido pelo Magno Alves, de modo que não trarei este remorso comigo para o resto da vida. De qualquer maneira, com o elenco limitado que tínhamos para o Mineiro e a turbulência envolvendo a equipe no meio do campeonato, até que ficou de bom tamanho a campanha: não levantamos o título, mas enfrentamos um time que é considerado superior ao nosso de igual para igual, levando a melhor em duas oportunidades, e vimos surgir bons jogadores oriundos da base.

O Brasileirão é outra história. É o campeonato favorito de todos os atleticanos e aguardamos ansiosamente por seu início em todas as temporadas. A estreia atleticana não poderia ter sido melhor: 3 x 0 contra o xará paranaense. Mais uma vez, não pude ver a partida, mas como não poderia deixar de ser, após o bom resultado resolvi assistir ao compacto da partida e gostei bastante da atuação. Não podemos deixar de levar em consideração que o nosso adversário apresentou uma equipe bastante limitada, mas na temporada passada nem dos limitados estávamos ganhando. Ainda mais de maneira convincente.

A segunda partida foi em Florianópolis, contra o Avaí. Esta, felizmente, pude assistir no conforto do meu lar. Outra boa atuação do Atlético, que evidenciou a sua superioridade sobre o adversário desde o primeiro minuto. O Avaí, entretanto, saiu na frente, após falha de cobertura do Richarlyson, que perdeu uma dividida pelo alto e a bola caiu nos pés de Fábio Santos, o CASTOLO da RESSACADA, que de frente para o gol, fuzilou a meta de Renan Ribeiro. O Atlético não se abateu e manteve a pressão sobre o adversário, chegando ao empate 8 minutos depois com Léo Silva, finalizando após receber bola escorada por Richarlyson em escanteio.

O segundo tempo começou bem para o Atlético, aos 2 minutos o capitão Réver mandou uma pedrada de cabeça para o fundo do barbante de Renan. O gol que deu números finais a partida também surgiu de uma cobrança de escanteio, Léo Silva anotou novamente, se antecipando à zaga adversária. Belo resultado em Santa Catarina e ótima largada no campeonato.

Quanto às atuações individuais, as laterais continuam sendo nosso ponto fraco. Patric é limitado e Leandro não tem condições de ser titular. Veremos se com o retorno de Guilherme a situação do lado esquerdo melhora. Richarlyson me pareceu um tanto disperso no jogo, errando passes e jogadas em demasia e correndo alguns riscos desnecessários como viradas de bola na cabeça da área e recuos complicados. Guilherme, o centroavante, correu e lutou, mas ainda carece de ritmo. Tomara que o primeiro tento saia na próxima partida e sua ansiedade possa ser controlada.

No Galo as torres gêmeas derrubam o adversário

Por fim, finalmente o time resolveu apostar nas bolas paradas: com uma zaga com altura média de 1,95m, é impossível não apostar nos escanteios e faltas na entrada da área. Na minha modesta opinião, a falta de competência nesta jogada desde o início do ano é a mais forte evidência de que o Ricardinho estava de sacanagem.

8 de mai. de 2011

Uma semana tranquila

Atlético 2 x 1 Cruzeiro

Diante da bagunça imprevisível que tem sido o meu calendário no último ano e meio, sabia que a oportunidade de assistir ao primeiro clássico na era Dorival Júnior dependeria de uma mudança de última hora na agenda do trabalho. E o adiamento veio na última quinta-feira, o que me permitiu que neste domingo estivesse sentado na poltrona diante da telinha vendo a partida e tentando abstrair os comentários de Marcos Guiotti.

Antes de falar sobre a partida, devo dizer que essa vida é engraçada e o futebol é imprevisível. Confesso que depois do expurgo promovido por Dorival Júnior há algumas semanas, achei que havíamos atirado as chances do bicampeonato mineiro no esgoto. Mas, para minha agradável surpresa, nosso treinador conseguiu arrumar o meio de campo com uma rapaziada boa - e desconhecida por boa parte de nós torcedores - da base alvinegra.

No início, a equipe ainda passou por momentos de instabilidade, mas começou a se acertar na primeira partida contra o América pelas semifinais, quando liquidou o adversário com contragolpes fulminantes. A receita foi aplicada mais uma vez com sucesso na segunda partida. No post anterior eu dizia que reconhecia uma superioridade do adversário, mas que com foco e jogo coletivo seríamos competitivos. E se tem uma coisa que podemos dizer sobre a partida desta tarde é que o Atlético foi um time.

E o Galo começou muito bem o jogo, chegando ao seu primeiro tento através de Mancini aos 5 minutos. Com a vantagem, o Atlético pode se dedicar a fazer o que tem feito melhor nas últimas partidas: contra-ataques. Depois de desperdiçarmos algumas chances diante de Fábio, o adversário acabou chegando ao empate em jogada articulada por Montillo e finalizada por Wallyson. Felizmente, o time não se abateu com o empate e continuou praticando um bom futebol, que acabou sendo premiado com um gol de Patric aos 36 minutos.

O segundo tempo foi mais tenso, menos movimentado, com o jogo sendo mais disputado no meio e com menos oportunidades para os dois lados. Nos momentos finais a pressão celeste aumentou, mas não foi suficiente para vazar a meta de Renan Ribeiro e o placar final ficou em 2 x 1, nos garantindo uma semana tranquila. A vantagem do empate agora é alvinegra.

Não posso deixar de falar sobre a grande partida de Mancini, Serginho, Soutto e, em especial, do Giovanni, que não tinha a metade do prestígio do Renan Oliveira quando assumiu a camisa 10 do Atlético e tem jogado com uma autoridade impressionante. No mais, creio que a partida do domingo que vem será bastante complicada, mas não será fácil para o adversário passar em branco diante do Galo. Nas últimas três oportunidades em que os enfrentamos anotamos 10 tentos. Se jogarmos com a consistência apresentada hoje, poderemos levantar o caneco.

Finalmente, apenas uma observação sobre um fato curioso. Como é de praxe, estava ouvindo a coletiva dos treinadores após a partida e, ao fim da sua coletiva, o treinador adversário acabou cunhando uma frase que, pelo menos na última década, só coube à gente: "O Atlético ganhou os últimos três clássicos com a trave". Será que a sorte está mudando de lado?

1 de mai. de 2011

Idiossincrasias

Atlético 2 x 1 América

Devido às chuvas torrenciais que atingiram os estados de Pernambuco e Alagoas, o plano "férias no nordeste" foi abortado e voltamos às pressas para o Rio de Janeiro. Depois de uma longa e exaustiva jornada iniciada por volta das 13 horas deste sábado, chegamos em casa a tempo de ver o segundo tempo da partida.

Liguei a tv e fui recepcionado com a expulsão relâmpago do Richarlyson. Impossível saber o que ele disse ao árbitro para receber tão implacável punição, mas pela reação de ambos ficou a impressão de que a questão, realmente, era pessoal. De qualquer maneira, a triste verdade é que a reputação do volante atleticano já justifica qualquer expulsão.

Com um jogador a mais, o América passou a dominar as ações nos minutos seguintes. O problema é que o Coelho mantinha a posse de bola mas não conseguia chegar à meta de Renan Ribeiro. De tanto insistir, chegaram ao gol através de uma bola alçada na área e uma falha grotesca do lateral esquerdo Guilherme. Tendo anotado o primeiro gol, o Coelho partiu em busca do placar que lhe garantiria a final, mas contrariando as expectativas alviverdes, quem brilhou foi o Galo que, com dois contra-ataques fulminantes liquidou a fatura.

Depois de virar a partida, o Atlético passou a tocar a bola e a envolver o adversário. Poderia ter chegado a um placar mais elástico, caso a pontaria não estivesse tão ruim. Com relação aos desempenhos individuais, é preciso destacar a grande partida do volante Serginho, que tem reencontrado o seu bom futebol.

Agora decidiremos o campeonato contra o nosso maior rival. É certo que devido às repetidas trapalhadas da nossa gestão a equipe ainda se encontra em formação às vésperas de uma decisão. O adversário, por outro lado, vive uma grande fase. De qualquer maneira, os clássicos são imprevisíveis. O importante será manter o foco e a consistência coletiva. Se conseguirmos fazer isso, seremos competitivos.

No mais, aproveito o espaço para contar um pequeno fato acontecido no início da noite de ontem. Satisfeito com o bom resultado obtido pelo time, botei a minha camisa e saí com a minha esposa para irmos a uma pizzaria. Enquanto esperávamos um táxi, um desconhecido me interpelou no meio da rua:

- Saudações alvinegras! O coelhinho já era! - e retirou do bolso o tradicional chaveiro com o Galo estilizado, me cumprimentando em seguida.

É o tipo de coisa que acontece em qualquer lugar do mundo quando você está usando ou se depara com alguém usando a camisa do glorioso. Um grito de "Galo" ou de "saudações alvinegras". Nunca passa em branco. Sempre achei que isso fosse um fato corriqueiro entre torcedores de todas as agremiações, mas o fato de viver em outra cidade e com pessoas de outros estados tem me feito perceber que está é uma peculiaridade dos atleticanos. Peculiaridade da qual nos orgulhamos e que nos faz sentir membros mais do que de uma torcida, de uma confraria especial.

24 de abr. de 2011

Coelho na páscoa

América 1 x 3 Atlético

A partida de hoje marcou o meu retorno ao maravilhoso mundo das transmissões via web. Posicionei o computador num canto do sofá e ainda ouvi o comentário do meu sogro, que acompanhava Inter e Juventude na TV:

- Até que tá bom... Dá pra diferenciar o borrão verde do branco.

De qualquer maneira, até o final do primeiro tempo isso não fez grande diferença, visto que o borrão verde esteve bem melhor em campo tendo, inclusive, anotado um tento. Sem conseguir articular uma jogada sequer e com os inoperantes Mancini e Bueno no ataque, o Galo conseguiu chegar ao empate nos descontos. Patric recebeu uma bola em profundidade, driblou o marcador e encobriu o arqueiro americano. Belo gol.

A segunda metade foi bem diferente. Com Berola no lugar de Bueno desde o fim do primeiro tempo e tendo chegado ao empate, a equipe se ajustou e com contra-ataques agressivos chegou aos dois gols que liquidaram o coelho neste domingo de páscoa. Berola e Serginho foram os responsáveis pelos tentos.

Foi um grande resultado, afinal o América vinha sendo um adversário complicado para o Atlético e o início de partida pavoroso que tivemos me fez temer pelo pior. Também gostei do poder de recuperação da equipe no segundo tempo, mas não podemos deixar de notar as limitações do adversário, que se repetir atuações como a de hoje, desponta como provável rebaixado no Brasileirão.

20 de abr. de 2011

À distância

Grêmio Prudente 2 x 1 Atlético
Democrata 1 x 3 Atlético
Atlético 0 x 0 Grêmio Prudente
Caldense 0 x 2 Atlético
Atlético 7 x 1 América - TO

As recentes confusões envolvendo o Atlético baixaram bastante a minha empolgação para a temporada 2011. A eliminação na Copa do Brasil apenas repetiu o filme que temos visto desde que a competição foi criada em 1989. Na realidade, diante do futebol apresentado pela equipe nas rodadas anteriores à decisão contra o Grêmio paulista, já não nutria grandes esperanças de que pudéssemos prosseguir na copa. A solução encontrada pela diretoria para minimizar o vexame foi entregar para a torcida as cabeças de Ricardinho e Zé Luís, dois remanescentes das temporadas anteriores.

É sempre difícil saber o que acontece nos bastidores, mas as declarações dos jogadores após o fato me levam a crer que houve mesmos insubordinação e, talvez, um boicote ao treinador. O fato é que após a mexida no elenco, o desempenho da equipe melhorou, pelo menos em entrega dentro do campo. A minha maior crítica é com relação à maneira como a gestão do clube lidou com a situação, expondo as coisas como se o Atlético fosse um reality show. Mas é isso aí, amadorismo é nossa marca registrada.

Com relação às contratações, achei o Dudu Cearense uma boa surpresa. Resta saber se joga a mesma bola que o levou à seleção alguns anos atrás. Marquinhos Cambalhota é mais uma daquelas contratações via DVD do Galo. É claro que Levir Culpi e Osvaldo Oliveira recomendaram mas, futebol que é bom, ninguém viu ainda. De repente, dá certo.

Este final de semana começamos a decidir uma vaga na final do Mineiro com o América. Não tenho acompanhado o desempenho do coelho ao longo do campeonato, mas Micão e seus companheiros tem sido uma pedra no nosso sapato há algum tempo. Já tá passando da hora do Galo se impor diante deste tradicional adversário. Sem poder contar com os reforços contratados nas últimas semanas, o negócio é confiarmos em Magno Alves e Mancine (e não levarmos gol do Fábio Junior, claro).

25 de mar. de 2011

103 anos

Atlético 1 x 1 Uberaba

Antes de falar sobre o aniversário do clube mais tradicional de Minas Gerais, peço licença para abrir um parênteses para comentar a partida contra o Uberaba pelo Campeonato Mineiro na quarta passada. Desorganizado e com várias improvisações, o Atlético apresentou um futebol muito aquém daquele que temos esperado, o que resultou num lamentável empate contra o Uberaba, evidenciando todas as limitações do nosso sistema defensivo e a falta de coordenação do ataque.

Como já disse anteriormente, a falta que o Diego Tardelli faz ao time é maior do que eu imaginava quando da sua negociação. Não é só a falta da referência no ataque, mas o fato de o adversário saber que anular um Ricardo Bueno é uma tarefa muito mais simples, sentindo-se mais confiante para ser mais ofensivo. Enfim, veremos se a chegada do Guilherme nos trará alguma novidade neste sentido. Enquanto esteve do lado de lá da lagoa, me pareceu um bom jogador.

Deixemos as más atuações e a organização do time em segundo plano, pois hoje o Atlético comemora 103 anos de existência. Sem dúvida, estamos vivendo um momento crítico do futebol brasileiro: negociações pelos direitos milionários da televisão, grandes contratações, estádios interditados para as reformas para a copa 2014 que se aproxima, enfim, me parece que vivemos um daqueles momentos onde se sobe um degrau ou se fica para trás para sempre.

Aparentemente o Atlético, através da sua gestão atual, tem buscado uma posição de independência dentro deste novo cenário. Não é fácil, especialmente se considerarmos os montantes e o poder político envolvidos e, da maneira como as coisas estão caminhando, eu diria que uma virtual posição de isolamento diante dos demais clubes não seria vantajoso para o Atlético. Vamos torcer para que a diretoria consiga tomar as suas decisões com serenidade e que consigamos o que é justo.

Acredito até que as mudanças em curso no futebol brasileiro, com novos estádios, com mais craques e custos administrativos elevadíssimos, resultarão em um novo perfil de torcedor, mais elitizado, mais comportado, em busca de um espetáculo nas noites de quarta ou nas tardes de domingo para se entreter. Perfil mais diferente que o do torcedor atleticano é difícil de encontrar. Passional ao extremo, herdeiro de uma tradição que passa de pai para filho, o atleticano não está nem aí para o futebol ou para o espetáculo. Ele quer saber é do Atlético. Tem sido assim nos últimos 103 anos e duvido que mude em um curto espaço de tempo.



Esperando pelo Galo no Estádio Antônio Carlos, tal qual a galera da laje em 2011.

Para finalizar, uma pequena história: há uns 15 ou 20 anos atrás, meu tio avô Lelê estava nos visitando num desses domingos de almoço em família e, acompanhado pelo meu pai, entoou uma canção que a torcida atleticana cantava nos anos 40 e 50. Nunca me esqueci disso, mas só me lembrava que a música falava da nossa escalação.

Um dia desses, estive em Belo Horizonte visitando o irmão mais velho do meu pai e lhe perguntei se ele conhecia a tal música. Sem nenhuma hesitação, de bate pronto, cantou a música inteira e permitiu que eu a gravasse para a posteridade. A interpretação, obviamente, foi entrecortada com lembranças daquele esquadrão que defendeu a camisa alvinegra naquela época e levantou 8 campeonatos mineiros em 10 anos (entre 46 e 55). Abaixo a transcrição da letra e um arquivo de áudio com o meu tio interpretando a canção do alto dos seus 75 anos:

"Có-có-ró-có-có
Quem se manifesta é o famoso Carijó
O seu cantar é muito natural
Pois entre os sete ele é o maioral
Deixou raposa, leão, tucano e coelho
A tartaruga olhando o tigre no espelho
O grande galo com a suas atuações
Ficou com o título Campeão dos Campeões

A sua equipe Kafunga, Murilo e Ramos
O grande Silva, Zé do Monte e Mexicano
O Nívio, Lucas, Mário de Souza, Xavier
Pega na bola cada um faz o que quer
Esse negócio de dizer que o time é duro
É a mesma coisa que dar murro no escuro
Se o craque Lêro é artilheiro sem rival
Então o Atlético Mineiro é o mesmo o tal"


Parabéns ao Clube Atlético Mineiro e a todos os atleticanos!!

20 de mar. de 2011

Idas e vindas

Atlético 1 x 2 América
Atlético 8 x 1 IAPE
Ipatinga 2 x 2 Atlético
Atlético 2 x 1 Villa Nova

Muito mais do que a falta de tempo, o tédio relativo ao Campeonato Mineiro e às fases iniciais da Copa do Brasil tem me mantido afastado deste espaço. Na realidade, a única partida que consegui acompanhar dentre as quatro acima listadas foi o clássico, quando tivemos uma fraca apresentação e acabamos perdendo a invencibilidade e, de quebra, a liderança do campeonato. Como eu disse aos rapazes após a partida: "perder um jogo levando dois gols do Fábio Júnior significa que temos problema na defesa". Defesa, aliás, que tem sido um problema recorrente desde a era Celso Roth. Está cada vez mais difícil me lembrar da última partida em que a meta de Renan Ribeiro não foi vazada. Espero, sinceramente, que o Dorival Júnior consiga equacionar o problema das laterais e proporcionar a proteção necessária ao miolo da zaga para que possamos sobreviver na Copa do Brasil e termos uma boa participação no brasileiro.

Mais agitado do que as últimas partidas do Galo tem sido o mercado de transferências. Após a saída de Obina, o Atlético acabou negociando dois Diegos: o Souza e o Tardelli. O primeiro nem chegou a estrear no glorioso e, neste ponto, estou com a diretoria: se não estiver satisfeito, que vá procurar outro lugar. É difícil entender porque o Souza não se adaptou ao Atlético, tenho a impressão até de que se tivéssemos o Mineirão talvez as coisas tivessem sido diferentes, mas fizemos o correto: o negociamos. Que seja feliz em outro lugar. Já o segundo é uma perda terrível para o ataque alvinegro. Grande ídolo da torcida nas últimas temporadas, grande artilheiro e referência ofensiva, Tardelli deixará saudades. Mas numa era onde os bons negócios valem mais do que a história em uma instituição, acho que a diretoria agiu corretamente.

Para compensar as perdas, o Atlético se movimentou. Hoje o Kalil anunciou a contratação de Guilherme, ex algoz alvinegro que estava atuando pelo Dínamo de Kiev na Ucrânia. Com 22 anos, é uma aposta interessante para ocupar a vaga deixada por Tardelli. Há alguns dias um outro Guilherme foi anunciado: lateral esquerdo revelado pelo Vasco que andava pela Espanha. Surgiu como promessa, mas nunca se firmou. É jovem e não deve ser difícil conseguir ser o lateral titular do Atlético: se jogar um pouquinho, é titular garantido. No mais, corre à boca pequena que o Atlético estaria interessado em contar com o Adriano Imperador no seu ataque. Dadas as circunstâncias envolvendo o retorno do jogador ao Brasil e a sua saída tumultuada do Flamengo, não acho que seja um investimento muito promissor. Na minha opinião, de contrato de risco basta o do Jóbson.

25 de fev. de 2011

O certo, o errado e a galera da laje

Guarani 2 x 4 Atlético
IAPE 2 x 3 Atlético

Depois de uma semana acompanhando as discussões sobre os cronogramas das obras para a Copa do Mundo de 2014, voltamos à realidade brasileira acompanhando a galera da laje torcer pelo Galo contra o Guarani em Divinópolis no último domingo. A partida foi relativamente tranquila para o Atlético que conseguiu, sem maiores dificuldades, abrir uma diferença de 4 gols no primeiro tempo, se limitando a administrar o placar na etapa seguinte. Destaque para as boas atuações de Ricardinho e Neto Berola. As entradas de Mancine e Ricardo Bueno diminuíram um pouco o ímpeto ofensivo da equipe. Diego Souza, que entrou nos minutos finais, foi o jogador de sempre: apático, mal humorado e fora de forma.

O verdadeiro espírito do futebol: a galera da laje em Divinópolis!

Infelizmente, não pude acompanhar a estreia do Galo na Copa do Brasil devido a uma reunião de condomínio que varou a noite de quarta-feira com as discussões de sempre. Mais tarde pude verificar o nível da arbitragem que esteve escalada para a partida no estádio Nhozinho Santos em São Luis: dois lances ridículos que resultaram nos gols do IAPE. De qualquer maneira, o Atlético conseguiu impor o seu melhor futebol e terminou vencendo por 3 x 2. Não eliminou o jogo de volta, mas creio que não terá maiores problemas com o adversário em Sete Lagoas. Isso é Copa do Brasil.

Agora, trato dos dois principais assuntos da semana:

1. Saída do Diego Souza: a bem da verdade, o DS nem chegou ao Atlético. Ao longo de todos esses meses não consigo me lembrar de nenhuma partida sequer onde o meia tenha se destacado. Desde a primeira vez que o vimos no gramado a impressão que tivemos foi de falta de compromisso, insatisfação e apatia do atleta. Sem contar que já estamos em março e o rapaz, que tem apenas 25 anos, ainda não entrou em forma. Até 2009 foi um excelente jogador, mas não tem rendido desde então. Confesso que ainda tinha esperanças de que as coisas pudessem mudar, mas a fim de evitar um prejuízo maior, acho que o melhor a se fazer é negociá-lo e ponto final.

2. Clube dos 13 e venda dos direitos de transmissão do Brasileirão: tenho várias críticas à gestão do Kalil à frente do Atlético, mas acho que ele está certo ao bater o pé pela licitação nos moldes que o Clube dos 13 está propondo. Mais certo ainda ao falar sobre os valores pactuados para cada clube.

Até o fim desta semana eu acreditava que o ponto crucial da discórdia entre os dissidentes e o Clube dos 13 seria uma suposta exigência de divisão das cotas em partes iguais entre os clubes, mas acabei verificando que existe uma previsão de cotas maiores para Flamengo, Corínthians e alguns outros, como sempre foi.

Ridículo mesmo foi ver as entrevistas dos dirigentes do timão e dos quatro grandes do Rio de Janeiro tentando justificar a saída do Clube dos 13, ninguém disse nada, foi uma enrolação só: "o Clube dos 13 não defende os nossos interesses!", "o Rio precisa se unir para salvar o futebol!", é o que dizem. Que interesses seriam esses? Salvar o futebol do que?

Depois dos vários mimos da CBF, incluindo taça das bolinhas, Itaquerão, reconhecimento do status de "Campeão Brasileiro" para os vencedores dos torneios interestaduais dos anos 50 e 60, somando-se à parceria Traffic e Globo para a vinda do Ronaldinho para o Flamengo, não acho que seja difícil inferir quais seriam as respostas paras as perguntas acima. É um mar de lama mesmo.

No mais, espero que o Kalil tenha consciência do que está fazendo, pois sendo a metralhadora giratória que é, atirando contra todo mundo sem piedade, sempre fica a impressão de que o Clube dos 13 está usando o presidente do Galo como bucha de canhão: toda a polêmica está centrada nele, enquanto o resto assiste de camarote. Nós atleticanos sabemos muito bem como é duro estar do lado errado, mesmo estando certos, se é que vocês me entendem.

18 de fev. de 2011

Arrumando a casa

Cruzeiro 3 x 4 Atlético
Atlético 4 x 1 Tupi

Após 14 dias de trabalho incessante em São Roque, que me mantiveram afastado do Clube Atlético Mineiro, eis que estou de volta ao Rio e, milagre dos milagres, consigo assistir ao VT do clássico no PFC 24 horas.

Em geral, não tenho paciência para reprises de jogos, mas diante do resultado obtido no último domingo e da vitória obtida pelo nosso maior rival na noite de quarta, confesso que fiquei curioso para verificar o desempenho da equipe em Sete Lagoas.

O que vi foi um jogo equilibrado, contra um adversário duro e perigoso e que jogou sério. Tivemos menos posse de bola, mas a verdade é que me pareceu que este fato se deveu muito mais a uma opção estratégica de Dorival Júnior do que a uma suposta qualidade superior do nosso rival. Na verdade, quando teve a bola no pé o Atlético foi mais agudo, levando perigo ao gol de Fábio, explorando inteligentemente as deficiências da zaga azulada. A arbitragem, como sempre, teve uma fraca atuação. Entretanto, podemos dizer que como distribuiu seus erros democraticamente, não interferiu diretamente no placar.

Com relação às atuações individuais, é preciso destacar a boa partida de Zé Luís, que combateu Montillo incessamente e, na maior parte das vezes, se saiu bem. A zaga trabalhou com segurança, bela partida do Werley e boa estreia de Leonardo Silva. Ricardinho e Diego Tardelli comandaram o ataque alvinegro, o primeiro distribuindo o jogo com a categoria que lhe é peculiar e o segundo voltando a ser o matador da temporada 2009: um gol de pênalti, um de oportunismo e um tento antológico, entortando a zaga celeste duas vezes antes de mandar um toque sutil no canto direito do arqueiro celeste quando vivíamos o momento de maior perigo no clássico.

Acredito que com Neto Berola, Wesley e Diego Souza no banco e Mancine e Daniel Carvalho se recuperando, o Atlético não terá problemas do meio para a frente. Tenho a impressão, inclusive, que com todos os nossos meias em forma, Renan Oliveira tenda a ocupar um lugar no banco. O rapaz tem corrido e produzido mais desde a chegada do novo comandante, mas carece, definitivamente, de um pouco de fibra. O gol perdido na cara de Fábio só comprova a nossa tese.

O nosso calcanhar de aquiles continua sendo as laterais. Muito embora Leandro e Jackson não tenham entregado o ouro ao longo da partida, ambos ainda estão aquém do perfil necessário para resolver o problema da posição. Não sei se Patric e Eron solucionarão esta carência, mas Dorival Júnior tem crédito de sobra para montar este time e ter a nossa confiança. Outro que não tem me agradado é Serginho, sempre tocando mais do que deve na bola e se afobando no momento do último passe, propiciando contra ataques perigosos para o adversário.

Enfim, grande início de temporada do Atlético. O que mais me agradou não foi nem a vitória em si, mas a disposição da equipe e o fato de ver que temos um time, uma equipe que jogou de igual para igual contra um adversário perigoso, bem armado e mais entrosado, não se abatendo quando saiu atrás no placar e mantendo a tranquilidade enquanto esteve na frente. Minhas esperanças de termos um time competitivo em 2011 aumentaram bastante.

1 de fev. de 2011

A largada e outros pitacos

Funorte 1 x 2 Atlético

A noite do último domingo de janeiro marcou a largada para mais uma temporada acompanhando o Clube Atlético Mineiro. Enganam-se aqueles que acreditam que após o milagre operado por Dorival Júnior e seus comandados nas rodadas finais do Brasileirão 2010, o torcedor alvinegro desejasse uma pausa para se recuperar emocionalmente: nem bem o juiz apitou o final da partida contra o São Paulo, ele passou a apertar a tecla F5 em busca de novidades no twitter do Kalil. E, não tenha dúvidas, passou assim as festas de fim de ano e as primeiras semanas de janeiro. Com 11 contratações, o time acabou justificando esta ansiedade do torcedor que, empolgado, aguardava a estreia da equipe no Campeonato Mineiro.

A escalação para a partida contra o Funorte, em Montes Claros, mostrou a opção de Dorival em manter a base da equipe que fez a boa campanha na reta final do Campeonato Brasileiro. As únicas modificações foram as entradas de Jóbson no lugar de Obina (negociado com a China), Richarlyson no lugar de Zé Luis e Ricardinho no lugar de Diego Souza.

As estreias do Atlético em Campeonatos Mineiros não vinham sendo muito boas, já eram 4 anos sem conseguir uma vitória. Os minutos iniciais da partida davam a impressão de que, nesta temporada, a história seria diferente. Mas, pouco a pouco, a equipe montesclarense conseguiu equilibrar a peleja e acabou anotando o seu tento numa falha da defesa alvinegra.

O Atlético voltou para o segundo tempo com Wesley no lugar de Rafael Cruz e Magno Alves no lugar de Jóbson. Mais veloz, a equipe começou a envolver o adversário e a criar mais oportunidades. E foi num contra-ataque veloz que Magno Alves conseguiu o gol de empate, após tramar com Tardelli e Wesley. O gol da vitória veio de pênalti, sofrido por Wesley e convertido por Tardelli. Quebrado mais um tabu e anotados 3 pontos na tabela com um 2 x 1 que fez justiça ao que foi apresentado em campo.

Não foi uma grande exibição do Galo, mas foi o suficiente para vencer na estreia, jogando num campo ruim contra um time desconhecido. De qualquer maneira, isso não esconde o fato de que continuamos com problemas nas duas laterais e que o Serginho e o Renan Oliveira correm grande risco de perderem a condição de titulares nesta equipe. O primeiro é um bom jogador, mas erra demais. Fico com a impressão de que sempre tenta dar um toque a mais ou busca uma jogada mais difícil. Se botasse a bola no chão e jogasse simples, seria mais útil. Quanto ao segundo, o problema é a falta de colhões de sempre. Basta dizer que o Wesley mostrou em 45 minutos mais vontade e pegada do que o Renan em 3 anos de Atlético. Assim é complicado.
---------------
A revista PLACAR deste mês traz uma reportagem sobre as contratações do Atlético para a temporada de 2011. A pergunta da revista é: quem estaria bancando a vinda de tantos reforços em um clube com uma dívida estimada em R$300 milhões? Está certo que a Placar poderia ter feito a mesma pergunta ao rubro negro carioca, que acabou de contratar o Ronaldo Gaúcho mesmo tendo a maior dívida do país (e que, curiosamente, estampa a capa da revista) ou, quem sabe, ao tricolor carioca e ao timão, só para ficarmos em três exemplos. Mas, de qualquer maneira, é bom tentar entender o que acontece em Lourdes.

A resposta, obviamente, passa pelo nosso banqueiro favorito, Ricardo Guimarães. Kalil se limita a dizer que as contratações refletem o sucesso da sua gestão. Já a oposição, especialmente na figura do conselheiro Manfredo Palhares, acusa a atual diretoria de seguir a cartilha do dono do BMG, que dentro da sua própria gestão acabou se tornando o maior credor do Galo. Um investidor de sucesso! Para finalizar, Palhares chega a afirmar que o Galo teria desembolsado astronômicos R$ 20 milhões para se livrar do Luxemburgo no ano passado. Verdade ou maledicência?

O fato é que nunca saberemos o que realmente se passa dentro do Atlético. Já me martirizei muito imaginando a quantidade de maldades que se acumula dentro desta caixa preta, mas cheguei à conclusão de que não vale a pena. Faz mal pra saúde e não te leva a lugar nenhum. E, para ser sincero, nesta altura do campeonato, se o Atlético emplacasse uma sequência vencedora, eu nem ligaria que este distinto cavalheiro se tornasse o dono do time. Mas, infelizmente, as recentes recordações de sua passagem pela presidência do clube, me fazem duvidar de um futuro brilhante para a equipe.