23 de abr. de 2009

Guará

Daqui a pouco começa a partida de volta. Desta vez não haverá stress com a operadora de tv a cabo porque o jogo será transmitido pelo SPORTV. Quem lê os jornais e assiste às reportagens na televisão pode acreditar que a partida será fácil, apenas para cumprir tabela. Entretanto, qualquer um que conheça a história do Clube Atlético Mineiro na Copa do Brasil (e da própria competição em si - vide a eliminação de Botafogo e Santos nesta mesma fase) sabe que a classificação não será tão fácil quanto aparenta. Sendo assim, não peço uma grande exibição da equipe, peço apenas que conquistem esta vaga, nem que seja com um 0 x 0!

Torcedor, se for vaiar, fique em casa.

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21 de abr. de 2009

Mané Garrincha

Atlético 1 x 0 Rio Branco

A viagem para a capital federal, onde se localiza o estádio Mané Garrincha (foto abaixo), neste fim de semana me impossibilitou de assistir ao jogo de volta da semifinal do Campeonato Mineiro e, consequentemente, a mais um gol do Tardelli o qual acabou sendo devidamente exibido no Jornal Nacional.



Esta semana se iniciam os verdadeiros desafios. Logo na quinta, teremos a partida de volta da Copa do Brasil. Jogaremos com a vantagem do empate (até 1 x 1 nos classifica), obtida após a partida complicada da semana passada. Acredito na classificação do Atlético, mas volto a enfatizar a necessidade de jogarmos com pragmatismo e com a cabeça no lugar. Assim, aos que estão dispostos a vaiar e pressionar o galo, um recado: fiquem em casa.

Nos próximos dois finais de semana, decidiremos o campeonato contra o nosso maior rival. Oportunidade de ouro para a afirmação do trabalho de Kalil, Bebeto, do Felino e seus comandados. Deixemos que o favoritismo fique do lado de lá da lagoa, entremos com a cabeça erguida e dispostos a lutar até o fim.

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15 de abr. de 2009

Vai ter volta

Guaratinguetá 2 x 2 Atlético

E aí você chega da pelada semanal, procura um link na internet para ver a partida do Atlético e, depois de muita busca, consegue sintonizar uma transmissão tosca e descobre que o adversário já assinalou o primeiro tento aos três minutos. É inevitável que todos aqueles fantasmas de Copas do Brasil passadas ameacem ressuscitar: 20 anos e o Galo ainda não aprendeu a jogar essa competição!

Dentro das possibilidades (perdi dois dos três gols restantes da partida devido a travamentos), pelo que pude assistir da partida, não achei que o Atlético jogou tão mal quanto alguns colegas ou a imprensa andaram falando. O ritmo imposto pelo adversário, o campo, o gol tomado com menos de cinco minutos, a fraca arbitragem, tiraram qualquer sinal de tranquilidade da peleja. Foi um jogo muito brigado, muito corrido e terminou 2 x 2, mas poderíamos, tranquilamente, ter perdido ou ganhado a partida. E talvez o torneio seja mesmo assim e nunca tivemos a humildade de jogar pra ter o resultado e definir em casa. Não sei se será fácil no Mineirão, mas as chances são incrivelmente maiores do que se tivéssemos voltado com um 3 x 0 na bagagem.

Observações:

1. Como já é sabido desde o início da temporada, a nossa defesa é fraca. Não sei quem transmite mais insegurança: o Juninho ou o Édson. Acho que o beque seria uma boa contratação, mas um goleiro seguro melhoraria nosso desempenho uns 75%.

2. A defesa falha, mas Tardelli confere. O problema é que o garoto não vai jogar todas as partidas do ano e, mais ainda, jogar bem todas as partidas. O Brasileiro vem aí e a defesa vai enfrentar adversários de qualidade, ou o Leão arruma a casa ou vamos terminar o campeonato sem cabelos.

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14 de abr. de 2009

Rio Branco 0 x 2 Atlético

Mais uma vitória, mais gols de Tardelli e Éder Luís. O desempenho, mais uma vez, não foi maravilhoso: a defesa sofreu muito mais do que esperávamos diante da categoria do adversário e o setor de criação ainda não se acertou plenamente. Cabe um desconto a essas críticas porque, como venho dizendo, é praticamente impossível fazer uma avaliação séria do potencial da equipe diante dos desafios que temos enfrentado. A verdade é que não vejo a hora de um verdadeiro teste para o Galo. Se tudo der certo, é emplacar a final contra os nossos maiores rivais e ver no que dá.

Amanhã enfrentamos o Guaratinguetá pela segunda fase da Copa do Brasil. Meu prognóstico? Calma, paciência e um passo de cada vez. Seria muito bom liquidar a equipe do interior de São Paulo na partida de ida, mas muito pior seria se atirar ao ataque insanamente e criar condições para um placar adverso, coisa que já aconteceu diversas vezes com o Atlético nesses 20 anos de Copa do Brasil. Sejamos pragmáticos e tudo dará certo.

No mais, atingimos uma marca que não conseguíamos obter desde 1976: 10 vitórias seguidas. Parece pouco diante das partidas que fazem parte da lista, mas ao longo dos 33 anos que a marca não era atingida enfrentamos o mesmo pessoal da tal lista e não obtivemos o sucesso. 2009 pode ser o ano da reconstrução do Atlético, como 1976 foi um ressurgimento alvinegro com uma geração espetacular que pulverizou a supremacia azul e branca que ameaçava se efetivar na Capital das Alterosas, recolocando as coisas no seu devido lugar.




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10 de abr. de 2009

Canal 126

E a TVA disponibilizou mais um canal de pay-per-view, de modo que a partida decisiva contra o Uberaba foi exibida no canal 126 sem desculpas de "problemas técnicos" para justificar o calote a audiência.

Desta vez, quem pisou na bola foi a ADEMG, que alugou o Mineirão para um festival de música da Bahia, resultando na transferência do jogo do Atlético do domingo para a quarta-feira às 19:30h. O problema é que tenho uma pelada para jogar às 20 horas e combinei comigo mesmo que se a equipe resolvesse a parada no ínicio, me dirigiria para o gigante do Humaitá a fim de evitar que os colegas fossem privados do grande futebol deste que vos escreve.

Felizmente, o Éder Luis já anotou o primeiro tento aos 2 minutos de jogo de modo que pude me dirigir tranquilamente para o encontro futebolístico semanal. No fim, acabei sabendo por SMS que havíamos goleado o ZEBU por 6 x 0 com grande exibição de Tardelli e companhia.

Sei que é necessário um pouco de paciência e frieza neste momento, que a empolgação diante de bons resultados no Mineiro é um caminho arriscado e, muitas vezes, curto para a frustração. Mas, pensando bem, o calvário pelo qual o alvinegro tem passado neste século me faz vibrar um pouco além da conta com os bons resultados. É o que temos e é o melhor início de ano há muito tempo. Pode ser que não dê em nada, é verdade, mas é o que temos neste exato momento. Então, é justo que comemoremos.

Outro dia pensava que há algum tempo já estamos fora dos holofotes e que isto pode ser convertido numa vantagem competitiva numa temporada onde vários clubes fizeram investimentos milionários e são o centro das atenções. Quem sabe o galo, mineiramente, não bica todo mundo? Não temos nada a perder. Bola pra frente!

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5 de abr. de 2009

Élder Granja

Mais um reforço para o Atlético. Depois de, praticamente, quatro meses de negociações, Élder Granja (ex-Inter, ex-Palmeiras) acertou com o Galo. No papel é um bom reforço, a minha desconfiança é em relação ao tempo parado, sem conseguir nenhum outro clube. Qual seria o problema, já que futebol o jogador teria? De qualquer maneira, desde a saída do Caçador de Focas a posição está vaga, carente de um especialista de qualidade. Se jogar o que sabe, nos dará alegrias!

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29 de mar. de 2009

Ao vivo

Uberaba 0 x 1 Atlético

Finalmente pude assistir a uma partida numa tela de tamanho decente. A informação da antendente estava correta e o jogo foi exibido pelo canal 123.

Não gostei da partida do Atlético, mas sempre fica difícil avaliar a qualidade de uma equipe contra adversários muito mais fracos. A falta de equilíbrio no confronto faz com que a motivação não seja a mesma de se enfrentar um grande rival e o conforto de se ter a partida sob controle faz com que a objetividade fique em segundo plano. Naturalmente, o profissionalismo deveria estar acima de tudo isso, mas a teoria é bastante diferente da prática. Enfim, meio caminho já está percorrido e a classificação deve ser garantida no Mineirão sem maiores problemas.

Duas preocupações:

1. A lesão de Renan Oliveira. O garoto não vinha jogando bem, mas tem talento e estava começando a ser trabalhado pelo Leão. A esperança é de que não seja nada muito grave, mas as imagens, ainda que subestimadas pela tradicional péssima transmissão mineira, me deixam um tanto cético.

2. Éder Luís não comemorou o gol. Problemas particulares? Pirraça com a torcida? Ciúmes do Tardelli? Vá saber... Mas, que não é normal, não é.

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28 de mar. de 2009

A saga continua

Primeira rodada das quartas-de-final do Mineiro 2009 e os dois maiores clubes de Minas jogarão no mesmo horário nesta tarde. Será que a TVA transmitirá a partida do glorioso ou passaremos mais 90 minutos ao telefone discutindo com os atendentes?

Já liguei para o atendimento ao assinante há pouco e me informaram que Uberaba x Atlético será transmitido pelo canal 123. Estou pessimista a respeito.

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26 de mar. de 2009

Palavrões

Vamos aos fatos: por problema já descritos aqui, anteriormente, a TVA não disponibilizou Ituiutaba x Atlético na sua grade de canais pagos. Dessa maneira, paguei e não vi, coisa que já está se tornando rotina. Mas essa é uma questão a ser resolvida num futuro próximo seja devido à boa fé da operadora, caso se proponha a me devolver a quantia realmente correspondente aos jogos não transmitidos (e não os ridículos 3 reais propostos pelas duas partidas), seja pela competência do meu advogado, caso a boa fé não fale mais alto. Portanto, aguardemos o desfecho da estória.

Quanto ao jogo em si, às 22 horas sintonizei no canal prometido para a partida e, conforme o esperado, visualizei o maldito recado de venda de um jogo avulso a R$70,00. Paralelamente, e pro-ativamente, já havia aberto um novo cadastro no ORKUT, entrado na comunidade do GALO, pescado um endereço para ver a partida e deletado o perfil. Infelizmente, desta vez a transmissão não era das melhores: qualidade compatível com uma webcam e travamentos constantes. Além disso, um enxame de cruzeirenses lotava a sala de bate-papo que fica aberta para discussões à respeito da transmissão. Quando a imagem estabilizou, o placar já anotava 1 x 0 para o adversário. Não vi o gol. Enquanto isso, tentava manter uma conversa com diversos atendentes da TVA que por três vezes me deixaram na espera até a ligação cair. Com isso, foi-se o primeiro tempo e o início do segundo. E nada acontecia na partida.

Finalmente, consegui falar com um atendente que ouviu minhas reclamações e lamúrias, abriu um protocolo e ficou de retornar. Quando o processo foi encerrado, só restavam 10 minutos de jogo. O Galo esbarrava nas defesas de Jonatas e na incompetência do seu setor de criação. Enquanto isso, no Mineirão, nosso maior rival liquidava seu oponente e, com o encerramento desta partida, apareceram mais alguns cruzeirenses para nos importunar naquele triste fim de noite. De repente, após um travamento, a imagem volta com a comemoração do gol do Júnior. A gozação continua, afinal a liderança ainda estava no Barro Preto. Mais um passe errado do Lopes, um contra-ataque perdido, a esperança se esvaía. Mas, eis que no último lance da partida Éder Luis sobra frente a frente com um zagueiro adversário e, ao invés de tentar passar por ele, rola a bola para o garoto Kléber, que fuzila Jonatas e nos devolve a liderança! GOL!! Um grito e um soco no ar!! Paro, olho para a tela, coberta de provocações, me logo na sala de chat e, insanamente, disparo todos os palavrões e ofensas conhecidas, lavando a alma. A TVA fica pra depois (e a análise da partida também).

Ontem foi pra comemorar.

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Não vi

Resumindo: o jogo não passou, mais uma vez. Vi pela telinha congelada da internet, pior do que webcam. O time jogou mal, mas virou de forma espetacular e eu perdi isso tudo pagando R$49,90 por mês para a TVA.

Amanhã escrevo melhor sobre isso, agora não dá.


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25 de mar. de 2009

101 anos

101 anos do Galo, esperança de uma boa exibição na partida desta noite, quando defenderemos a liderança do Campeonato Mineiro contra o Ituiutaba. Preocupado com os eventos do último domingo envolvendo o pay-per-view e a TVA, cheguei em casa ligando a TV e verificando os canais pagos. Resultado: Cruzeiro programado para o canal 121 e o Atlético fora da grade. Ligo mais uma vez para a operadora, passo por todos os menuns disponíveis e chego a atendente Mônica. Vou direto ao assunto e ela me confirma que o jogo será transmitido pelo 128 o qual, obviamente, não tenho disponível. Após, muito verificar, ela retorna garantindo que o jogo será transmitido pelo 125.

- Ok, mas aqui está apontando Corínthians x Ponte Preta.

- Sim, mas o senhor assina o Campeonato Mineiro.

- Eu sei. E daí?

- O jogo do Atlético vai estar aberto nesse canal no lugar do Corínthians e Ponte Preta.

- No domingo eu tive o mesmo problema e não abriu jogo nenhum, fiquei sem ver.

- Vai transmitir no 125.

- Ok, me dá o número do protocolo dessa ligação.

É... Às 22 horas estarei de volta com as novidades. Acho que ao sintonizar no 125 lerei aquela famosa mensagem: "Compre Agora! Preço R$70,00"

O pior vai ser ter que criar uma conta no Orkut para entrar na comunidade do Galo e verificar se há algum endereço disponível onde um bom samaritano disponibiliza a transmissão.

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24 de mar. de 2009

Cegueira

Atlético e Villa Nova, 30 minutos do segundo tempo. Éverton recebe a bola em condições, supera o trapalhão do Welton Felipe e dá um chute fraco em direção ao canto direito de Juninho, que falha e deixa a pelota rolar mansamente até a rede. Enquanto isso, o Rogério Correia, narrador da Globo Minas, continua narrando como se nada tivesse acontecido:

- "O Éverton estava em condição legal, o Welton Felipe falhou, mas o Juninho fez grande defesa!"

"Puta que pariu..", pensei, enquanto o jogador do Leão de Nova Lima corria em direção aos companheiros chupando o polegar direito. Não satisfeito, o narrador continuou, dessa vez questionando se o zagueirão alvinegro dava condições ou não ao adversário. Vendo esta cena numa tela borrada de umas 4 polegadas a minha paciência se esgotou: "Foi gol, seu IDIOTA!", gritei para o computador. Ato contínuo, ele começa a gritar:

- "GOOOOOL, do Villa Nova!", e a narração prosseguiu como se nada tivesse acontecido.

Que a equipe que faz a cobertura dos jogos do Mineirão é a pior do pay-per-view eu já sabia. A novidade é que, pelo visto, a Globo Minas também segue a mesma linha. Chega a dar saudades do Fernando Sasso que se limitava a dizer o nome do jogador e um "tá no filó" quando um tento era assinalado.


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22 de mar. de 2009

Transmissão via internet

Atlético 2 x 1 Villa Nova

Ainda bem que para compensar a incompetência alheia existem algumas boas e generosas almas que disponibilizam a transmissão da Globo Minas pela internet.



Quanto à partida em si, exibição fraca do Atlético. Muitas dificuldades para criar, muitos erros de passe e a fragilidade do adversário evitou que tivéssemos mais transtornos uma vez que, infelizmente, o problema da defesa alvinegra é crônico. Confesso que não concordo muito com as substituições do Leão, mas entendo que ele deve estar tentando dar um recado a certos jogadores da equipe que não estão correspondendo. Se for isso, a hora é mesmo essa.

Quarta-feira estaremos no Triângulo enfrentando o Ituiutaba. Espero que dessa vez a TVA nos reserve um canal.


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Update - Estamos cercados por idiotas parte 2

Jogo da tv: Rio Branco x Cruzeiro

TVA = Malditos incompetentes de merda!

A desculpa?

- O jogo está programado para o canal 127, o qual ainda não está disponível para o Rio de Janeiro.


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Momentos de tensão

Faltando uma hora e meia para o jogo contra o Villa Nova e a TVA aponta em seu menu que o jogo da rodada a ser transmitido pelo pay-per-view é Rio Branco x Cruzeiro. Um tanto irritado, liguei para o serviço de atendimento ao assinante e após 10 minutos de espera ouvindo o PABX, fui atendido por uma pessoa que, após descobrir que o Campeonato Mineiro não era nem a série A e nem a série B do Brasileirão, me disse que o jogo que eu queria ver não seria transmitido.

- Senhor, do Mineiro só consta ATLÉTICO MINEIRO x VILLA NOVA.

- Mas é esse mesmo que eu quero ver!!

- O senhor tinha me pedido qual jogo?

- Atlético x Villa Nova (porra!).

- Ele vai ser transmitido, 22/03, 16 horas.

- Ok, mas por que no menu da minha tv aparece Rio Branco x Cruzeiro?

- Não sei, mas o jogo da rodada vai ser Atlético Mineiro e Villa Nova, ainda não sabemos o canal apenas.

- Olha lá, hein, vou chamar uns amigos pra ver o jogo. Você me garante que vai passar?

- Garanto. Qualquer problema o senhor volte a ligar.

- Ok.

Meu palpite?

Vai passar Rio Branco e Cruzeiro.

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Real Madrid x Almería

Não acompanho o futebol europeu, mas zapeando acabei parando nesse jogo e faço uma pequena observação: dá pena ver o Diego jogando no Almería! O garoto, com certeza, merece um clube melhor.

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14 de mar. de 2009

Nivelando por baixo

Guarani 0 x 1 Atlético

Estava para dizer antes do jogo que uma partida contra um adversário tecnicamente muito inferior resulta, em geral, num empobrecimento do futebol do time mais qualificado. É o famoso "nivelar por baixo"... Aparentemente, foi o que aconteceu com o Galo nesta tarde em Divinópolis. Depois de chegar, com uma certa facilidade, ao primeiro gol no início do primeiro tempo, o time abusou do excesso de preciosismo e do direito de perder gols, quase se complicando no final. No fim, valeu pelos três pontos, que é o que conta de fato.

O aspecto positivo que pode ser tirado do desempenho pífio da equipe é que a torcida e a imprensa não se empolgam exageradamente. O entusiasmo é um perigo porque, tirando o clássico, não enfrentamos adversários que exijam o melhor futebol do Atlético. É ótimo emplacar uma sequência de goleadas, mas não adianta gastar tudo no Mineiro porque a parte mais difícil ainda está por vir.

Com relação a desempenhos individuais, continuo achando a zaga (Welton Felipe) e o goleiro fracos. Juninho continua falhando demais em bolas altas. A reestréia do Renan Oliveira foi decepcionante: não por causa de falta de talento, pois isso ele tem, mas sim pela postura displicente e um tanto "mascarada" dentro de campo. É bom o Leão dar uma prensa no garoto mesmo. O argentino Trípodi correu, deu dois chutes a gol, talvez seja bom para compor o elenco. E o Pedro Paulo jogou apenas a primeira metade: sem tempo de bola e mal posicionado, só atrapalhou. Tardelli deixou a sua marca, mas assim como Éder Luis, abusou do direito de perder gols.

Impressões finais:

1. O ataque vai bem, mas precisa atuar de forma mais pragmática, ser mais contundente. Não adianta ser envolvente, fazer o corta-luz, tabelar de calcanhar e perder o gol na cara do goleiro. É melhor a bola bater na canela e balançar o filó.

2. Resolvido o problema do ataque, toda a atenção deveria ser dedicada à defesa, que não inspira confiança. Enfrentar atacantes da estirpe do Keirrison, Kleber, Kleber Pereira, Ronaldo, Fred, Washington e tantos outros será o terror. O Leandro Almeida vai bem, mas precisa de um companheiro mais estável! De expulsões e pênaltis basta o César Prattes ano passado.


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13 de mar. de 2009

Fabiano

E na calada da noite, sem alarde, o Atlético apresenta mais um jogador. Sinceramente, nunca gostei muito do futebol do Fabiano, nem no São Paulo, nem no Inter e nem no Santos, mas pode ser que dê certo. É experiente, tem um certo nome e goza da confiança do nosso treinador. Quem sabe?

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8 de mar. de 2009

Não existe gol feio

Democrata/GV 1 x 3 Atlético

Para ser honesto, não vi o primeiro tempo da partida onde, segundo consta, o Galo foi amplamente dominado pela Pantera. Tampouco sei porque o Chiquinho entrou no lugar do Kleber. Então meus poucos comentários se resumem ao segundo tempo da peleja, quando o placar já era 1 x 1.

Partida tecnicamente fraca com muitos erros e muito cadenciada, talvez devido ao forte calor (era o que dizia a tv, pelo menos). No fim, acabou prevalecendo o melhor preparo físico do Atlético, o que resultou nos dois tentos anotados pelo Tardelli que definiram o placar final. Tentos que, diga-se de passagem, não foram bonitos, mas que nos trouxeram mais três pontos. Como diria o Dario: "Não existe gol feio, feio é perder o gol".

Com relação aos garotos Marcos Rocha, Welton Felipe e Pedro Paulo, é bom o Leão ter uma conversa pra ver se consegue conter a ansiedade da rapaziada, o que os faria errar menos. Não fossem tão afoitos, produziriam mais.

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7 de mar. de 2009

Trípodi

Duas considerações:

- Sob a batuta do Leão até o Jorginho Sombrancelha e o Hernani jogaram bem no Atlético.

- Como bem disse meu primo André: "O cara veio de graça, até o salário é pago pelo Santos, deixa ela mostrar o futebol dele. Pra quem pagava pelo futebol do Marcelo Nicácio, já é uma evolução." Onde se leu Marcelo Nicácio, também pode-se ler Prieto, Fabbro, Viana, Pablito Gimenez ou tantos outros que vestiram a camisa alvinegra nesta década.

Conclusão: O primo tem razão, vamos ver o que ele pode acrescentar.

A verdade: ainda falta o goleiro!

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1 de mar. de 2009

4 x 0

De volta ao Rio. Dessa vez não deu para acompanhar nem pelo radinho o desempenho do Galo contra o verdão do triângulo, então só um comentário: golaços do Éder e, especialmente, do Tardelli. Estou começando a achar que a gente vai dar trabalho esse ano.



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26 de fev. de 2009

Carnaval

Resultados passados, ambos acompanhados pelo radinho:

Itabaiana 0 x 5 Atlético

Resultado, até certo ponto, previsível. Foi bom porque deu mais tranquilidade à equipe para o prosseguimento dos trabalhos. Destaque para Carlos Júnior que entrou e anotou dois tentos (voltaremos a falar sobre o rapaz logo mais).

Atlético 2 x 0 Rio Branco

Partida complicada, mas vencida com autoridade pelo Galo. O referido Carlos Júnior entrou como titular e conseguiu a façanha de ser expulso com dois cartões amarelos, jogando fora a primeira oportunidade no time principal. Preocupação: o cara fez uma boa estréia contra o Itabaiana. Considerando-se que a partida já estava ganha e a qualidade do adversário, ele não fez mais nada do que a sua obrigação. Nada que justificasse o entusiasmo do dia seguinte do tipo "candidato a ídolo" que a imprensa andou propagando. A pisada na bola na partida contra o esquadrão de Andradas tampouco pode ser considerada grave. Coisas do futebol. Espero que sirva para dar um senso de realidade a todos. Se temos um candidato a ídolo no momento, é o Tardelli, e ele já é experiente o suficiente para suportar a carga.

Novidades da semana (para quem só pôde ler o jornal na noite de quinta-feira): o zagueiro Samuel rompeu os ligamentos do joelho esquerdo. Terceiro jogador oriundo da base a sofrer com o mesmo problema. Fica uma sensação que há algo de errado no CT. Essa não é uma contusão tão trivial a ponto de ocorrer com três jovens da mesma equipe. O que será que está havendo? Seriam as chuteiras? Preparação física equivocada? Buracos no campo? O que não dá é pra lançar um jogador e algumas rodadas depois o sujeito ter uma contusão e ficar 8 meses sem jogar.

Contratação do Alessandro: se estiver em forma e fechar, acho uma aposta interessante para compor o elenco.


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17 de fev. de 2009

Copa do Brasil 2009

Nesta quarta estaremos estreando na Copa do Brasil contra o Itabaiana de Sergipe, que promete transformar a vida atleticana num inferno em seu alçapão. Se for para fazer uma análise fria da partida, diria que a fala do presidente sergipano não passava de um delírio. Mas, dado o nosso histórico na competição, fico com uma pulga atrás da orelha.

A Copa do Brasil começou em 1989 e a campanha do Atlético aparece em destaque abaixo:

1989

América(RN) 0-3 0-7 Atlético(MG)
Náutico(PE) 1-1 0-3 Atlético(MG)
Goiás (GO) 3-0 0-2 Atlético(MG)

Desta campanha me lembro com mais detalhes apenas da partida contra o Náutico, realizada no Independência. Não pelo placar de 3 x 0, mas sim por uma anedota. Fomos ao estádio eu, meu falecido padrinho, meu irmão e meu primo e ficamos ali na curva, do lado da rua Ismênia Tunis. Em determinado momento houve um escanteio para o Atlético e o Éder Aleixo pegou a bola e colocou na marca. Neste exato momento um torcedor, de pé ali perto da gente e aproveitando-se da pequena distância que separava a torcida do gramado, jogou alguns milhos de pipoca nas costas do jogador que acabou olhando para trás. O gaiato gritou:

- Faz um gol olímpico, Éder!, e foi prontamente respondido pelo Bomba de Vespasiano, que fazia o famoso gesto unindo os dedos polegar e indicador:

- Ah, vai tomar no seu cu!

Se o início foi promissor, a partida seguinte contra o Goiás foi um desastre e acabamos sendo derrotados por 3 x 0 no Serra Dourada. Na partida de volta, um 2 x 0 desesperador, que não foi suficiente para assegurar nossa classificação.

Na verdade, a campanha de 1989 seria a síntese das nossas participações nos próximos 19 anos. Apenas a título de curiosidade, destaco as campanhas alvinegras nos torneios seguintes:

1990
Vila Nova (GO) 0-0 0-5 Atlético(MG)
Rio Negro(AM) 0-1 0-2 Atlético(MG)
Atlético(MG) 0-0 3-4 Goiás (GO)

1991
Caiçara (PI) 0-1 0-11 Atlético(MG)
Criciúma (SC) 1-0 1-0 Atlético(MG)

1992
Atlético(AC) 0-1 0-2 Atlético(MG)
Atlético(MG) 3-2 0-1 Criciúma(SC)

1993
Não disputou

1994
Atlético(MG) 4-3 2-0 Vila Nova(GO)
Remo(PA) 2-1 0-2 Atlético(MG)
Vasco (RJ) 3-1 4-3 Atlético(MG)

1995
Atlético(MG) 1-0 2-2 Sport(PE)
Vitória(BA) 2-3 1-1 Atlético(MG)
Vasco(RJ) 0-1 1-0 Atlético(MG) [ Vasco 4-1 on pen ]

1996
Vila Nova 0-1 1-4 Atletico-MG
Atletico-MG 1-2 0-5 Palmeiras

1997
Remo 3-3 2-3 Atletico-MG
Corinthians 1-0 1-1 Atletico-MG

1998
Avai(SC) 1-1 1-5 Atletico(MG)
Alvorada(TO) 1-2 0-7 Atletico(MG)
Parana(PR) 1-0 1-1 Atletico(MG)

1999
Linhares(ES) 0-3 Atlético(MG)
Bahia(BA) 1-1 1-0 Atlético(MG)

2000
Portuguesa (SP) 0-0 0-0 Atlético (MG) 1-4 pen
Fluminense (RJ) 3-3 2-2 Atlético (MG)
São Paulo (SP) 3-0 3-3 Atlético (MG)

2001
Operário (MS) 0-6 Atlético (MG)
Goiás 3-1 2-2 Atlético (MG)

2002
Juventude-MT 2-1 0-2 Atlético-MG
Sport 2-1 0-3 Atlético-MG
Atlético-MG 2-0 2-3 Internacional
Atlético MG 2-1 3-4 Bahia
Atlético MG 0-3 1-2 Brasiliense

2003
CRB (AL) 0-1 0-4 Atlético (MG)
Caldense 0-1 0-4 Atlético (MG)
Náutico 1-2 1-3 Atlético (MG)
Sport 4-0 1-3 Atlético (MG)

2004
Catuense (BA) 4-2 1-5 Atlético (MG)
Santo André 3-0 0-2 Atlético (MG)

2005
Estrela do Norte (ES) 3-4 0-6 Atlético (MG)
Brasiliense 1-3 Atlético (MG)
Ituano 0-0 1-3 Atlético (MG)
Atlético (MG) 1-1 0-2 Ceará

2006
Atl. Hermann Aichinger (SC) 0-3 Atlético (MG)
Mineiros 3-2 1-4 Atlético (MG)
Atlético (MG) 0-2 3-1 Fortaleza
Flamengo 4-1 0-0 Atlético (MG)

2007
Colo-Colo (BA) 1-3 Atlético (MG)
América (RJ) 1-1 1-2 Atlético (MG)
Avaí 0-2 0-1 Atlético (MG)
Atlético (MG) 0-0 1-2 Botafogo

2008
Palmas (TO) 0-7 Atlético (MG)
Nacional (AM) 2-2 1-4 Atlético (MG)
Náutico 3-2 0-1 Atlético (MG)
Atlético (MG) 0-0 0-2 Botafogo

Nossos algozes:

3 vezes: Goiás
2 vezes: Criciúma, Vasco, Botafogo
1 vez: Corínthians, Flamengo, São Paulo, Palmeiras, Santo André, Ceará, Paraná, Brasiliense, Sport e Bahia

Apresento este levantamento apenas para demonstrar que não importa a fama ou a qualidade do time pois os nossos resultados sempre foram decepcionantes nesta competição. Dessa maneira, não adianta analisar a tabela em termos de caminho mais fácil ou mais difícil, existe um caminho e vamos ter que seguí-lo. Se a história será diferente, dependerá da capacidade da equipe de render o melhor possível, jogando com tranquilidade principalmente quando estiver atuando nos domínios adversários onde, em geral, o caldo desanda. Se conseguirmos obter o melhor da nossa capacidade nas partidas que disputarmos, creio que temos grandes chances de ter uma campanha no mínimo decente. Temos um bom treinador e, aparentemente, um elenco unido. Tomara que também tenhamos um pouco de sorte!


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15 de fev. de 2009

Equilíbrio comprometido

Cruzeiro 2 x 1 Atlético

Muitos culparão a arbitragem pela derrota desta tarde, mas acho que assumir que a má atuação do juiz foi a única responsável pelo mau resultado é contribuir negativamente para o trabalho que vem sendo desenvolvido. Não quero aqui menosprezar o resultado desastroso que teve para a equipe a falta não marcada no Carlos Alberto e a consequente não exclusão do zagueiro cruzeirense: em um confronto em que o adversário tem, reconhecidamente, um elenco e entrosamento superiores, detalhes como esse tornam o embate ainda mais desigual. Não determinam porém, a derrota. Nem mesmo a expulsão do Welton Felipe com menos de 20 minutos de jogo numa falta merecedora do cartão amarelo (ao contrário da anterior onde levou o primeiro amarelo e que, posteriormente, determinou a sua exclusão).

Os adversários dirão que o pênalti apontado pelo senhor Pena Júnior não existiu e estarão com a razão. No entanto, naquele momento, a peleja já havia saído do seu ápice e Pena Júnior pôde, confortavelmente, dar a compensação apontando para a marca da cal. O escrete alvinegro havia corrido a maior parte do tempo com um jogador a menos contra um oponente mais qualificado e que passou a atuar displicentemente após a segunda metade da etapa final. É certo que o gol do Tardelli colocou um certo fogo no final da partida e estivemos perto do empate, mas a produtividade da equipe já estava comprometida. Faltou perna e, obviamente, qualidade.

O que vimos nesta tarde foi que, mesmo desfalcado dos seus poucos titulares nos setores de criação, o Atlético conseguiu criar oportunidades claras de gol contra um adversário tido como favorito à conquista do Mineiro e, até mesmo, de uma certa competição continental. Poderíamos ter saído com um placar melhor se o aproveitamento das nossas finalizações fosse equivalente ao dos adversários de azul.

Destaque negativo: a ineficiência da nossa defesa - uma avenida pelas laterais junto com mais um desempenho ruim do goleiro Juninho, especialmente no primeiro tempo. Se ainda houver dinheiro para contratação, apostaria em um goleiro. Um homem competente embaixo dos postes transmite segurança à defesa e estabiliza o time. Se não conseguirmos contratar, é melhor subir alguém da base. O que não dá mais para aguentar é o "Deus nos acuda" que vira a defesa alvinegra quando a bola é cruzada na área. Não é possível que um goleiro profissional saia "catando borboletas" em 2 lances em cada 5. Falhas acontecem, mas a regularidade nas mesmas deve ser punida com a perda da condição de titular. Como o Édson já mostrou a que veio, testemos um novo nome!

Dois clássicos, duas derrotas e digo que ainda não precisamos nos preocupar. Tenho a crença de que as vitórias virão na hora certa. Tabus existem para serem quebrados, e em breve a maré vai virar.

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13 de fev. de 2009

Estamos crescendo - Atlético 4 x 1 Uberaba

Depois de um começo avassalador a equipe tirou o pé do acelerador e quase complica um jogo que já estava ganho com menos de 20 minutos do primeiro tempo. De qualquer maneira, a pressão do Zebu serviu para mostrar que ainda é preciso um trabalho de melhoria da defesa, assim como a contratação de um goleiro (ou mesmo a efetivação do promissor Renan, das categorias de base).

Com relação aos desempenhos individuais, destaque para Diego Tardelli, com mais dois tentos anotados e uma assistência (vamos torcer que ele tenha guardado um pouco da boa fase para domingo). Boa partida do garoto Yuri: rápido e objetivo. Com as contusões de Lopes, Renan Oliveira e do famigerado Tchô, vai ter que suportar a responsabilidade de comandar o meio campo alvinegro no clássico. Destaque negativo para a má fase do Éder Luis, aparentemente ainda fora de forma. O Tchô não é preciso citar, mesmo com o golzinho no segundo tempo está cada vez mais evidente que será destaque do interior de Minas daqui há uns dois anos.

Aos poucos vamos apresentando um futebol mais consistente com uma mescla interessante de experiência e juventude, jogadas ensaiadas, volume de jogo e aplicação tática. Os erros estão servindo para evidenciar as posições carentes de modo que, se a diretoria agir com inteligência, poderemos voltar a agir como qualquer time normal desse país e contratar uns poucos reforços para suprir essas carências, ao invés de pulverizar os recursos em 60 jogadores da segunda e terceira divisões.

Quanto ao clássico, uma incógnita. Com as contusões de três meias, a responsabilidade da criação se recai sobre o garoto Yuri (a não ser que o felino opte por uma formação com quatro volantes). Naturalmente, o coração deseja uma boa vitória sobre o nosso maior rival e a quebra deste hediondo e anômalo tabu. Entretanto, dada a atual circunstância, uma parte da satisfação já virá de ver um time guerreiro e consciente no gramado que, eventualmente, poderá ser superado por um adversário superior mas não sem lutar, sem jogar com coragem. A esperança é grande porque temos um comandante do lado de fora do gramado e não um covarde saco de banhas. Se não vier dessa vez, virá no momento oportuno. Algo me diz que esse tabu não dura muito.

Em tempo: o gol do Tardelli me lembrou muito um certo tento de empate do Guilherme contra o nosso maior rival, naquele mesmo gol, pelas quartas-de-final do Brasileiro de 99. Será um bom sinal?

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11 de fev. de 2009

Primeira vitória e expectativas

Os 3 x 0 sobre o Social no último sábado devem ser celebrados pela conquista de três pontos os quais já passavam da hora de serem computados pelo Galo. Não podemos, no entanto, dizer que a equipe exibiu um grande futebol, especialmente se considerarmos a fragilidade do adversário. Depois de um primeiro tempo sonolento o time, que deve ter levado uma sova nos vestiários, desencantou e marcou 3 vezes (duas com o Diego Tardelli, em cobranças de falta) liquidando a fatura.

Esta noite, contra o Uberaba, estaremos desfalcados do Carlos Alberto, suspenso devido ao terceiro cartão amarelo (em três partidas!). Se a opção direta era a escolha do Júnior Carioca, Leão optou pelo Yuri, prata da casa, apostando numa formação mais ofensiva. A expectativa é de uma boa vitória e de uma exibição melhor que a do final de semana passado, motivando time e torcida para o clássico do próximo domingo.

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31 de jan. de 2009

Tupi 2 x 2 Atlético

Análise rápida: o time deu uma melhorada, pelo menos apresentou um futebol mais consistente. A verdade é que dava pra ter liquidado a partida com 30 minutos de jogo. O técnico do Tupi, ao menos, foi corajoso e fez as suas substituições ainda no primeiro tempo, ao perceber que estava sendo facilmente envolvido pelo ataque atleticano. A impressão que ficou foi que faltou vontade de golear o rival, talvez por terem percebido a fraqueza e, consequentemente, uma possível impotência do time de Juiz de Fora. Lembrando o post anterior: temos que ser pragmáticos, não podemos perder ponto pro Tupi nas circunstâncias da partida desta tarde.

Realidades:

1. A defesa é fraca. O Welton Felipe tá mais pra volante do que pra zagueiro e as laterais não existem. O Sheslon é de uma moleza de dar preguiça de assistir e, porra, não conseguiu ganhar nenhuma de qualquer adversário que caísse pela esquerda do Tupi. Se o Leão não conseguir fazer o cara correr, estamos fudidos.

2. Por que o Leão fez as alterações do Lopes e do Éder Luis? Tudo bem que os dois estavam rendendo aquém do esperado, mas já estamos cansado de saber que não dá pra esperar nada do Tchô e do Raphael Aguiar. "De onde menos se espera, daí é que não sai nada mesmo". Nessa toada os dois estarão disputando o campeonato paulista por um time tipo o Paulista no ano que vem.


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26 de jan. de 2009

A primeira vez

Ontem, pela primeira vez, consegui levar a minha noiva ao Mineirão. Apesar do ceticismo inicial da parte dela quanto a possibilidade de se divertir no Gigante da Pampulha, acabou topando sob a justificativa de estar realizando um "experimento sociológico". O clima contagiante que fez parte da tarde do domingo em Belo Horizonte, marcando o retorno do Galo aos gramados na Capital das Alterosas, já era um belo espetáculo. Assim como a caminhada até o estádio, parando para encontrar os amigos e a saída do portão de acesso às arquibancas, donde se pode apreciar o mar preto e branco e o gramado.



Infelizmente, o escrete alvinegro não conseguiu realizar uma boa apresentação diante daquele grande público (35 mil pagantes) e o jogo terminou em um 0 x 0 marcado mais pelos erros bisonhos de ambos os lados do que por lances de verdadeira emoção. De qualquer maneira, já foi o suficiente para que ela se sentisse à vontade para voltar outras vezes, oportunidades que, certamente, não faltarão.

Para motivá-la e tranquilizá-la, citei a minha primeira ida ao Mineirão, em janeiro de 1982, já citada aqui outras vezes. Era uma outra estréia e foi um outro zero a zero contra um adversário de menos expressão (o São José de São José dos Campos). Depois desse início até certo ponto desmotivamente, a minha vida tornou-se um mar de glórias e conquistas com o Galo (só faltando uns canecos).



Um outro fato importante foi reencontrar o Painho, em cuja companhia nunca vi o Galo ser derrotado e, por isso, minha grande tranquilidade ao ver aquela bola rolar mansamente em direção à nossa meta após a saída desastrosa do Juninho. Era óbvio que o Leandro Almeida afastaria a pelota e manteria este tabu. Muitas histórias, mas que ficam para outro post.

Sobre o jogo: o Atlético pecou pela ansiedade na criação e finalização das jogadas. A falta de preparo físico aliada à péssima arbitragem também contribuiu para a pobreza do espetáculo. Alguns jogadores ainda tentaram criar alguma coisa, mas nada aconteceu e os erros de passes, viradas de jogo e cruzamentos foram enormes. Coisa de início de temporada, espero. Na verdade, ainda acho que o Leão vai conseguir dar uma cara para esse time.

Finalmente, um fato que ainda me incomoda é a extrema falta de paciência da torcida alvinegra que em determinados momentos parece sofrer de transtorno bipolar: em poucos minutos sai da euforia absoluta para a fúria completa contra o seu próprio escrete. Viemos de uma excursão ao Uruguai onde fomos derrotados pelo nosso maior rival mas conseguimos nos recuperar fazendo uma partida decente contra o Peñarol. Para a torcida a goleada no Centenário teve o efeito de uma vitória avassaladora sobre o Manchester United, pois na entrada do Mineirão só se falava em goleadas por 4 ou mais gols (enquanto que um 1 a 0 já estaria ótimo). No fim das contas o que acontece é que, aparentemente, o time entra em campo nesse clima, com uma ansiedade terrível de liquidar a fatura e corresponder aos anseios da torcida. Creio que precisamos (ambos: torcida e time) de um pouco mais de pragmatismo, os tempos são difíceis, mas temos que ter paciência e pontuar.

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18 de jan. de 2009

E a história continua

Direto do Portal UAI:

Tchô sonha com vaga no meio-campo alvinegro

Armador espera chance contra o Peñarol, na próxima quarta-feira


A julgar pela tradicional displicência apresentada no jogo de ontem, vai continuar sonhando.

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17 de jan. de 2009

2 x 4

Conforme adiantado, o esquema 3-5-2 revelou-se um fracasso completo e fomos liquidados ainda no primeiro tempo. Independente da falta de forma ou do desentrosamento da equipe, o que deve ser corrigido é o excesso de gols infantis que tomamos.

1. Pra começar, mais um gol contra. Se fizermos a conta em relação à temporada de 2008, é provável que consigamos a espetacular média de um gol contra a cada 6 ou 7 partidas. Não há defesa que resista!

2. O pênalti inacreditável cometido por Welton "Trapalhão" Felipe. Tudo bem que o desengonçado zagueiro tenha falhado ao errar o tempo da bola, mas não precisava ter dado a gravata no Thiago Ribeiro. O César Prates já foi dispensado, não precisamos de outro fazedor de pênaltis!

3. Se o ataque comete a falta, é bom segurar a bola para que o esquema defensivo seja reorganizado. O senhor Marcos, se não me engano, devolveu a pelota para o adversário que, imediatamente, a recolocou em jogo e sobraram 3 cruzeirenses contra 1 atleticano na zaga. O resultado não é preciso dizer.

A boa surpresa: Diego Tardelli, 2 gols no clássico, bom começo. Torçamos para que o entrosamento com o Éder saia logo e que este coloque o pé na forma.

O chato é ter anotado mais um revés no histórico do clássico, mas tenho esperanças de que isto mudará em breve. Daqui a pouco mais de três semanas estaremos novamente em campo contra nosso maior rival e vai ser diferente.

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Torneio de Verão

E o ano começa com um Clássico em Montevidéu. Com as duas equipes na capital uruguaia acertando os últimos detalhes para a partida, já não cabe discutir se a decisão de participar do torneio no meio da pré-temporada foi um acerto ou um equívoco. Resta a ansiedade de se acompanhar a primeira partida do alvinegro sob o comando do Leão e com parte dos reforços no time titular. A minha maior preocupação é com relação à adoção do 3-5-2 com o Marcos no comando da zaga. Pode ser que a lentidão do referido zagueiro e as loucuras do Welton Felipe sejam corrigidas aos berros pelo felino, mas acho complicado. Por outro lado, o discurso dos torcedores e dirigentes do nosso rival, desdenhando do torneio e da empolgação da massa garante uma vantagem psicológica ao Galo. Resta saber se aproveita-la-emos.

2009 tá começando, é o fim da síndrome da abstinência.

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14 de jan. de 2009

Recordar é viver


Em homenagem ao Thiagão, que está rumando para o Uruguai onde acompanhará o Torneio de Verão, dou início à série "Recordar é Viver":


Manchete do Globo Esporte, 08/01/2009:

Tchô espera mais oportunidades para render como nos tempos de juniores

Jogador sonha em poder jogar como titular no Torneio Verão, no Uruguai


Manchete do Globo Esporte, 01/01/2008:

Tchô aguarda uma chance no centenário

Enquanto acerto com argentino Gallardo não sai, jovem meia se prepara para ser titular





Manchete do Globo Esporte, 14/01/2009:


Rafael Miranda e Pedro Paulo desfalcam o Galo em treinamento

Volante, com tendinite no joelho esquerdo, e atacante, com dores no tornozelo direito, não participam da movimentação desta quarta-feira


Manchete do Globo Esporte, 11/01/2008:

Rafael Miranda é a primeira baixa do ano

Volante volta a sentir lesão no joelho direito e corre risco de ficar fora da estréia

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Ambos são duas promessas do Atlético que vêm tentando se firmar na equipe desde o final da campanha de 2005, ganhando maior destaque na trajetória do Galo no seu retorno à primeira divisão em 2006. Por terem se formado dentro do próprio clube é inevitável que tenhamos uma certa boa vontade com ambos. No entanto, paciência tem limite e a da torcida parece ter começado a se esgotar ainda no início da temporada passada.

O Tchô sofreu uma contusão séria durante a pré-temporada em 2008 em um choque estúpido com o Édson. São coisas do futebol, o rapaz deu azar. O principal problema dele, a meu ver, é a apatia que ele emana dentro de campo, a falta de fibra. Talento ele demonstra ter, mas sem garra fica complicado. Começo a me lembrar de jovens promessas como Cairo, Clayton e daqueles que são eternos craques no campeonato mineiro, como o Agamenon. Se o Leão não der jeito, vai ser esse o caminho.

O Rafael teve grande destaque em 2006, principalmente depois de se firmar sob o comando de Levir. O problema dele é a debilidade física: passa mais tempo no departamento médico do que em campo. Tudo bem que o Marques também o passe, mas um tem 36 anos e o outro 20 e poucos. Se não deslanchar esse ano, vai ter uma carreira curta. Azar ou falta de cuidado? É difícil saber...


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9 de jan. de 2009

2009 - O ano 101

Pois bem, 2009 começa com novidades no Atlético. Se não são grandes contratações, ao menos são, aparentemente, tentativas de solucionar problemas em posições carentes de talento no elenco alvinegro. Qualquer garoto de 8 anos que jogue o Pro Evolution Soccer no modo Master League sabe que é assim que se melhora o time quando não se tem recursos para contratar 22 jogadores. Se vai dar certo é uma incógnita, mas até agora não foram anunciados artilheiros da série C ou da segunda divisão de Santa Catarina, o que é um grande progresso.

* Júnior Carioca - Surgiu como promessa no Flamengo mas não se firmou. Estava no Grêmio mas não conseguiu atuar devido a lesões. É uma aposta interessante, ainda é jovem e passou pelo teste físico. Seria o Robert da campanha de 99?

* Júnior - Lateral de origem, não deve, realmente, ter fôlego para atuar na posição na próxima temporada. Aparentemente, seria o homem de confiança do Leão e, se se firmar na meia-esquerda, pode ser uma boa referência. É um vencedor e esse é um fator importante para o nosso elenco.

* Renan - Volante. Confesso que não conheço muito bem o futebol do rapaz, mas disputou o brasileirão passado pelo Vitória, que fez uma campanha interessante. Pode ser uma sombra para o Rafael Miranda, que não sai do departamento médico.

* Lopes - Outra incógnita. Saiu marcado do Brasil pelas confusões. Teve uma boa temporada no Palmeiras, mas depois andou desaparecido. Sob o comando do felino pode render.

* Carlos Alberto - Um bom volante, se repetir o futebol apresentado no Figueirense, quando despontou, ajudará bastante no meio-campo.

* Diego Tardelli - Jogador com histórico complicado, mas que eu sempre quis ver no Atlético. É um vencedor e se cair nas graças da torcida pode nos dar muitas alegrias. Bom investimento do trio KLB (Kalil, Leão, Bebeto) e grandes esperanças para a massa. O alerta? Ele não é o matador que necessitamos. Caberá a tarefa ao Castillo??



Creio que depois de praticamente cinco temporadas contratando jogadores da prateleira inferior do futebol brasileiro no atacado, a diretoria resolveu cuidar melhor do elenco. A safra da prata da casa tem sido de razoável para boa, se conseguirmos mesclar a experiência e o talento das contratações com o sangue novo vindo da base poderemos ter um belo time. Se vai disputar títulos, não sei, mas pode ser competitivo.

Há praticamente uma década o Galo e, principalmente, a sua torcida vêm sofrendo com as administrações equivocadas (para dizer o mínimo) e a consequente perda de prestígio do clube, o que resultou na perda de espaço na imprensa, no aumento da confiança dos nossos adversários quando nos enfrentam até mesmo dentro do Mineirão e na falta de apelo para que os jogadores de primeira linha venham atuar com a camisa alvinegra. Desta vez parece que a política tem um foco mais realista, não está tentando formar o "SuperGalo" e nem se focando em DVDs de empresários e jogadores das séries B e C para montar um time.

Vai, Galo!


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29 de dez. de 2008

Feliz 2009!

Não dá para fazer comentários agora, ficarão para o ano que vem!

Feliz 2009!!



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21 de dez. de 2008

Leão

Se a contratação de Emerson Leão não pode ser considerada uma notícia de grande impacto para o fim do ano, já é infinitamente melhor do que a notícia do acerto com o Geninho no fim de 2007, substituindo o próprio felino no comando alvinegro. Figura controversa, Emerson Leão chega para dirigir o Atlético pela terceira vez, a primeira em que terá a oportunidade de fazer a pré-temporada e ajudar na montagem do elenco para 2009. A julgar pelas entrevistas iniciais e a faxina que começou a fazer no grupo, o homem tem boas intenções. Resta saber se a diretoria atleticana terá, dado o curto espaço de tempo, competência e, claro, dinheiro, para trazer os reforços necessários para suprir as deficiências do time.

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12 de dez. de 2008

2008

Pois bem, o PPV não falhou no domingo e pudemos assistir ao fim da temporada 2008 tranquilamente, alternando os momentos de emoção entre a telinha e o Pro Evolution Soccer 2009. A verdade é que após o gol de Borges em Brasília a temporada já estava decidida, de modo que foi mais interessante acompanhar a briga contra o rebaixamento do que a partida em Porto Alegre.

Após uma sequência de partidas que a princípio apontava para um fim de temporada mais ameno, a equipe voltou ao seu normal e tivemos que engolir as três últimas rodadas sem anotar um tento sequer. A barca deve sair cheia direto da sede de Lourdes. Começou com o Marcelo Oliveira.

Como disse há alguns posts atrás, a permanência ou não do treinador, na minha modesta opinião, dependia mais do projeto que a direção do clube gostaria de levar adiante no ano de 2009. Se é para manter a política de contratar renegados e mesclá-los com atletas oriundos da base, melhor deixar o cara lá. Caso a ambição seja maior, a mudança é necessária. Agora que a demissão já foi oficializada, vamos torcer para que haja seriedade na escolha do novo treinador e na montagem do elenco para o ano 101.

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30 de nov. de 2008

Apatia

E não é que o canal 121 da NET estava transmitindo a partida? Como sou assinante da TVA, tive que contar com a compreensão e a generosidade de um amigo detentor da assinatura da NET e que me possibilitou assistir a flashes do segundo tempo.

Mesmo tendo visto pouco, uma análise: a evidente apatia do Atlético demonstra para mim que, nos bastidores, as mudanças para 2009 já devem ter vazado, de modo que todo mundo já está torcendo para 2008 acabar. Domingo que vem enfrentaremos o Grêmio no Olímpico, partida que pode decidir o campeonato e que, espero, conte com uma atuação digna do Galo.

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Galo x Santos: estamos cercados por idiotas

Os cretinos do pay-per-view sacrificaram o jogo do Galo para passar Coritiba x Vasco, que também é o jogo da rede (Globo e Band estão passando a partida). Sobrou o radinho, via internet. Que fim de domingo, puta que pariu!

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23 de nov. de 2008

Burocracia

O que me intriga é a postura covarde adotada este fim de tarde na Ilha: se o clube não almeja mais nada, porque jogar pra empatar? Havia algum acordo com o dono da casa para que evitássemos ao máximo praticar o futebol? O que havia era uma razão para correr afinal de contas o clube nunca venceu o Sport em Recife.

É certo que o "se" não joga, mas houvesse jogado para vencer, objetivamente, ao invés de praticar esse maldito futebol burocrático, é provável que não tivéssemos levado 3 gols (ou, pelo menos, teríamos anotado algum(ns)).

Observações finais: Édson continua falhando bisonhamente quando sai na bola. Além disso, o Élton não acertou um passe sequer e não desarmou ninguém, Raphael Aguiar não é lateral e o Beto não é centroavante.

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18 de nov. de 2008

Goleiro

Se não me engano, este tópico já foi abordado anteriormente nesta página. Depois de uma grande safra de goleiros vindos da base (Diego e Bruno), a torcida tinha muitas esperanças no Édson, como não poderia deixar de ser diferente. Admito que tenho bastante boa vontade com relação ao referido arqueiro, principalmente por ser oriundo da base e suposto herdeiro da mesma escola que formou os citados atletas.

No início, acreditei que as falhas do Édson fossem ocasionadas pela pressão de estar defendendo um grande clube, com uma torcida exigente e num momento complicado. O próprio Diego é um exemplo do que o desequilíbrio emocional pode ocasionar: durante a desastrosa campanha de 2005 ele teve que atuar para substituir o suspenso Bruno na partida contra o Fortaleza no Mineirão. Após abrir 2 x 0 o Galo sofreu a virada nos minutos finais com duas falhas do jovem goleiro. O resultado foi que o Diego só veio a se firmar após a saída do Bruno e, ganhando ritmo de jogo, pode mostrar o excelente goleiro que era. O rapaz deu um azar naquela partida e provou o seu valor quando voltou a ter uma oportunidade.

As falhas do Édson, infelizmente, não podem ser justificadas pelo azar. É fato que o cara tem uns lampejos e acaba fazendo defesas incríveis, mas toda vez que ele se adianta para sair em uma bola meu coração dispara. Contra o Vasco, além do gol sofrido, ele ainda falhou em umas duas ou três saídas do gol. O problema, obviamente, é crônico. Resumindo: no domingo, na Ilha, não teremos alternativa a não ser torcer contra o ataque do Sport. Falhas haverão.

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16 de nov. de 2008

4 x 1

O fato de a CBF haver antecipado a data da partida contra o Vasco do fim de semana para a quarta-feira me deixou um pouco ressabiado. Considerando a situação desesperadora da equipe carioca faltando quatro rodadas para o fim do campeonato e todas as histórias envolvendo arbitragens e o Atlético Mineiro ao longo destes 37 anos de Brasileirão, não dava para ficar tranquilo com esta mudança em cima da hora.

No entanto, contrariando as minhas suspeitas, o que se viu ao longo dos 90 minutos foi uma equipe aguerrida em busca da vitória frente a um Vasco meio perdido em campo. Como já venho repetindo, o Marcelo pode não ser o melhor dos treinadores, mas o time está organizado e tem corrido. Os dois primeiros gols foram na base da tabela. O que representa um fundamento do futebol, transforma-se em puro virtuosismo e sofisticação se compararmos ao jogo praticado nos tempos do Geninho e companhia. Ponto para o senhor Oliveira e os seus comandados oriundos da base atleticana.

O placar elástico representou bem o que foi a partida, uma pena não termos conseguido devolver aquela goleada vergonhosa no Rio de Janeiro, mas já ficou de bom tamanho. Mais uma vez fui dormir contente, raridade nesse ano de 2008.

Para finalizar, destaco as estatísticas desde que voltei de férias: 3 jogos, 3 vitórias (Botafogo, Vitória, Vasco). Pé frio é o caralho!


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11 de nov. de 2008

A camisa

O fim de semana foi de festival e show em São Paulo. Acabei aproveitando para visitar o Museu do Futebol no Pacaembu. Se o museu é caprichado no design e na parte multimídia (gols, narrações, lances, fichas técnicas), carece um pouco de conteúdo, na minha opinião. Esperava encontrar mais chuteiras, camisas, troféus, etc. E isso, tirando a exposição sobre o Pelé que conta com a camisa usada pelo rei do futebol na final de 58, a bola do milésimo gol e réplicas de troféus, o museu não tem. Sem dúvida, é um excelente programa familiar e para aqueles que não acompanham o dia-a-dia do esporte bretão e desejam conhecer um pouco mais. Mas, se o sujeito é o tipo que conhece a história das copas, dos campeonatos jogados no Brasil e na europa, não vai ter muita novidade.



Ainda no sábado o Galo conquistou um grande resultado contra o Vitória no Barradão. Não pude assistir toda a partida, mas destaque para o golaço (nem tanto pela finalização do Pedro Paulo, mas sim pela jogada que resultou no tento) que assegurou a nossa vitória e a permanência na primeira divisão.

Conforme dito no post anterior, o Marcelo pode não ser o melhor treinador do país, mas sob o seu comando a equipe tem conseguido resultados que julgo expressivos quando comparados aos que foram atingidos até a sua chegada. Não sei quais são os planos da nova gestão para a temporada 2009, mas apostaria na permanência do Marcelo e na valorização dos jogadores da base. Não sei se ele seria o treinador indicado caso a diretoria resolva contratar para valer. Como esse, seguramente, não será a realidade do ano 101, confio no nosso atual treinador.

Finalmente, é surpreendente desfilar com a camisa alvinegra fora de Belo Horizonte (inclusive no exterior). Sempre se escuta um grito de GALO, se ganha um aperto da mão ou um tapa nas costas. Ontem, durante o show do REM, aconteceu várias vezes, surpreendendo os amigos de vários estados que se encontravam por lá. É uma religião, definitivamente.


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7 de nov. de 2008

Férias

Performance durante as minhas férias (ou as partidas que perdi):

Flamengo 0 x 3 Atlético
Atlético 0 x 2 Cruzeiro
Atlético 2 x 2 Inter
Coritiba 2 x 1 Atlético

No início cheguei a temer pela possibilidade de haver uma relação entre a minha presença no campo ou mesmo em frente à telinha e a performance do Galo. No entanto, o restante da campanha ao longo da minha ausência derrubou esta hipótese.

Falando sério, a temporada 2008 está chegando ao fim e, aparentemente, conseguiremos nos manter na primeira divisão. Se o desempenho do time sob o comando do Marcelo Oliveira não é dos melhores, é preciso destacar que a equipe tem conseguido bons resultados contra os grandes clubes, quebrando alguns tabus importantes. As expectativas são razoáveis para as cinco rodadas finais, pontuar é o mais importante.

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7 de out. de 2008

Erros

Apesar da derrota no último sábado, o Atlético não fez uma má apresentação, ouso até dizer que estava melhor do que o Palmeiras até a expulsão infantil do Marques. Com um jogador a menos, acabamos sendo envolvidos pelo melhor time do Palmeiras e levando a virada. Ainda assim, dois dos três gols surgiram em falhas de marcação: o de empate, quando Márcio Araújo deixou a avenida para Leandro finalizar e o da virada, quando a marcação do Denílson coube a Raphael Aguiar, que correu atrás do ciscador uns cinquenta metros sem tentar sequer derrubá-lo. 3 pontos a menos, mas que já estavam contabilizados negativamente nos nossos prognósticos.

Sábado, no Rio de Janeiro, enfrentaremos, mais uma vez, o nosso segundo maior rival. Acredito que, dadas as atuais circunstâncias, um resultado positivo seria um feito histórico do Galo e, mais uma vez, rogo ao pai celestial que ilumine o escrete alvinegro e que consigamos impor uma derrota aos rubro-negros dentro do Maracanã. Com todo o sofrimento que foi imposto ao torcedor neste ano, uma vitória no Rio e outra no clássico na rodada seguinte já seria um alívio estrondoso no tão combalido orgulho atleticano.

Infelizmente, não estarei aqui para ver/acompanhar as próximas quatro rodadas, de modo que não viverei toda esta euforia em tempo real e aguardarei ansiosamente pelos SMS dos companheiros que estarão ligados nestas pelejas.

Com relação ao episódio da dispensa do trio maldito, fica a dúvida: foi uma atitude demagógica, de eleger um bode espiatório e jogar para a torcida ou uma mudança de ares e um sinal de que o Atlético está voltando a ter comando e a exigir o devido respeito? Tenho as minhas dúvidas. De qualquer maneira, serviu para chacoalhar o ambiente e dar um choque na rapaziada. Quanto aos jogadores, não terão a ausência tão sentida assim, vide o desempenho pífio, descompromissado e sonolento de suas últimas partidas. O que ainda me choca é a burrice e o descomprometimento de jogadores profissionais mas, cada um sabe de sua vida. Que sejam felizes em outro lugar.

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4 de out. de 2008

CTI

Ao ler as notícias desta manhã só fico mais convicto de que o Atlético Mineiro está no CTI. Além de todos os problemas de conhecimento público, o presidente do conselho abandona o barco e três jogadores são cortados do elenco por indisciplina (Mariano, Calisto e Lenílson). O time não tem dono, não tem uma referência no comando, não tem ninguém para tomar uma decisão e assumi-la. Já não o tem há algum tempo, é verdade, mas isso só ficou claro de uns meses para cá.

O mais interessante com relação a um clube de futebol é que as pessoas responsáveis pela sua gestão fazem e desfazem uma série de coisas e quando, porventura, tudo dá errado, elas vão embora e o pepino fica com os seus sucessores. Ninguém é responsável por nada. Nada! Assim é muito fácil ser presidente, vice-presidente, diretor, qualquer coisa. Nâo é preciso responder pelos seus atos. Tenho minhas dúvidas se a mudança no estatuto do clube alteraria esse cenário. A julgar pela lista de candidatos a sucessão do senhor Valadares, os prognósticos tampouco são animadores: filhos, sobrinhos, parentes daqueles que comandam o Atlético Mineiro há algumas décadas e que são responsáveis diretos pelo estado no qual o clube se encontra atualmente.

A minha tristeza é maior pela instituição, pela tradição construída aos poucos e com muitas dificuldades ao longo de cem anos de história representando Belo Horizonte e Minas Gerais no Brasil e no mundo. O processo de construção de uma tradição, de uma reputação é um processo longo, lento e custoso e bastam apenas alguns anos para que se destrua um trabalho de gerações. O Atlético está na minha família há quatro gerações, é assunto do dia-a-dia, é parte da minha identidade de mineiro mesmo morando fora há mais de quatro anos e a verdade é que na rota que estamos adentrando, só vai sobrar história para contar para a quinta e a sexta gerações.

O declínio do galo é ruim para Minas Gerais, para Belo Horizonte e até para o nosso maior rival, pois a rivalidade fortalece e motiva, é importante para o crescimento de ambos. O Atlético precisa se profissionalizar, já deveria tê-lo feito há uns bons 15 anos e agora receio que o tempo esteja se esgotando. E profissionalizar não significa virar vitrine para os jogadores dos empresários da TRAFFIC ou qualquer outro grupo de empresários.

Deus nos proteja em São Paulo.


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3 de out. de 2008

E o fundo do poço?

Comecei a acompanhar futebol de uma maneira mais séria durante a Copa União de 1987. De lá até os primeiros anos do século XXI o que me alentava após os inúmeros fracassos alvinegros era a certeza de que aquela era uma má fase, uma estiagem de conquistas que logo iria passar. No entanto, passando por todas essas turbulências que sacodem o clube desde 2003, estou cada vez mais convicto de que, para a minha geração, aquela era a boa fase.

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27 de set. de 2008

Mais uma vez

Até o início da partida acreditei que o Atlético conseguiria uma boa vitória contra o Figueirense, tradicional freguês e dono da pior defesa do campeonato. No entanto, contrariando as minhas expectativas e sepultando as minhas esperanças de um restante de campeonato mais tranquilo, o Galo voltou a ser tudo aquilo que tem sido ao longo desse ano: um time apático, sem entusiasmo, sem objetivo, ou seja, uma depressão completa.

É meio difícil ser compreensivo com a limitação do elenco quando os jogadores não conseguem acertar passes a uma distância de dois metros ou não efetuar um cruzamento correto sequer. O que foge à minha compressão é um indivíduo se propor a seguir uma carreira e não conseguir ser profissional. Se quer ser jogador de futebol, é preciso saber acertar um passe ou, mais especificamente, se quiser jogar de lateral, é bom aprender a cruzar. O que quero dizer é que a falta de talento é aceitável, mas o básico qualquer profissional tem que estar apto a fazê-lo.

Além disso, não pude deixar de notar uma nítida má vontade em boa parte da equipe alvinegra, tendo como seu expoente o senhor Lenílson, que andou em campo o tempo todo (sem contar o fato de permanecer deitado a cada falta que levava ou a sua lenta e irritante caminhada até o banco de reservas quando foi sacado de campo). Poderia citar mais uns quatro ou cinco jogadores aqui que devem ter comido uma dobradinha no almoço, pois pareciam carregar um saco de cimento nas costas, mas me falta saco para tanto.

Pensando bem, o elenco deve estar tranquilo já que faltam apenas quatro vitórias para permanecermos na série A. Ainda mais que agora virá a parte fácil da tabela: Palmeiras, Flamengo, Cruzeiro, Inter e Coritiba.

Para finalizar, duro é aguentar um jogo horroroso como o desta noite com a equipe do PFC exibindo, a cada dez minutos, um "lance de perigo direto do Maracanã", como se eu estivesse preocupado com a porra do jogo do Flamengo contra o Sport. Obviamente, os lances perigosos de Goiás e Vitória não eram exibidos direto do Serra Dourada.

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6 pontos

Independente de o Atlético ter feito uma boa ou uma má partida, o que importou no sábado passado contra o Timbu foi a conquista dos três pontos. Valeu mais pelo belo gol do Renan Oliveira. Amanhã, contra o Figueira, valerá a mesma lógica: jogando feio ou bonito precisamos destes três pontos.


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18 de set. de 2008

Incógnita

E o primeiro a confirmar sua candidatura à presidência do Atlético é o obstinado Itamar Vasconcellos. O problema de toda mudança é que sempre há a possibilidade de se mudar para pior.

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Fim de uma era



E o Ziza não resistiu e pediu para sair, coroando mais uma gestão desastrosa no Clube Atlético Mineiro. A verdadeira razão que o motivou a pedir o boné permanecerá uma incógnita, pois essa justificativa de que membros do próprio conselho o estavam ameaçando não convence ninguém.

Até confesso que no início nutri uma certa simpatia pelo senhor bigodudo que assumiu a presidência do Galo. No entanto, os sinais logo apontaram para mais esse desastre na história do maltratado alvinegro mineiro: o excesso de promessas e provocações e a incapacidade de bancá-las eram as principais evidências de que a história não terminaria bem.

Vejam bem, eu nem pretendo ser tão rigoroso a ponto de dizer que o sujeito não poderia errar, mas os equívocos foram recorrentes durante toda sua administração:

* mais de uma vez um acerto com um determinado jogador foi anunciado e no dia seguinte, ou mesmo poucas horas depois, o atleta se apresentava em outro clube (até mesmo no nosso maior rival), minando o resto de credibilidade que o Atlético possuía;

* quantos laterais o Atlético contratou esse ano? Algum deles é melhor do que o Thiago Feltri?

* e o número de atacantes?

* e o retorno do maldito Geninho, persona non grata quando se trata do Atlético e, obviamente, odiado pela torcida?

* festas do centenário e a descaracterização do uniforme do clube, etc.

* goleadas, 6 goleadas históricas.

Eu quero acreditar que foram apenas equívocos, mas fica difícil, seria duvidar da inteligência do ex-presidente e não parece ser esse o caso.

A verdade é que, infelizmente, a história não tem sido muito diferente desde que comecei a acompanhar futebol: Nélson Campos, Afonso Paulino, Paulo Cury, Nélio Brant, Ricardo Guimarães, Ziza Valadares, tanta gente que passa pelo comando do clube e que não consegue fazer uma gestão profissional. As equipes montadas, embora fossem competitivas em determinados momentos, nunca tiveram pegada o suficiente para chegar a uma final e vencer.

O Atlético chegou aos 100 anos sem conseguir ser profissional, seu maior credor é um dos seus ex-presidentes, num evidente conflito de interesses e numa demonstração de absoluta falta de ética e com um time de futebol pronto para retornar à segunda divisão do Brasileirão.

E agora? Quem poderá nos ajudar?

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15 de set. de 2008

1987

Ipatinga 3 x 2 Atlético
Atlético 1 x 1 São Paulo

No último sábado, um dos vídeos disponibilizados no Baú do Esporte no site da Globo era o compacto da estréia do Galo na Copa União de 1987, um sacode de 5 x 1 no Santos. Já era o primeiro sinal da grande campanha que o time do Telê Santana faria naquela temporada. Logo depois, cliquei no símbolo do Atlético para ler as notícias do clube e a realidade reaparece. 21 anos depois a história é bem diferente, no momento não temos forças para vencer o Ipatinga, lanterna do campeonato e vizinho bem conhecido, de modo que a luz vermelha já está acesa. Basta analisar a tabela para perceber que conseguir menos do que seis pontos nas duas próximas rodadas significará o iminente descenso e a coroação do trabalho desenvolvido pelos nossos gestores nesse ano do centenário.

O que mais me intriga em relação à gestão é o amadorismo dos caras... Se não for isso, só pode ser má-fé, sacanagem com o torcedor alvinegro. Com esse elenco limitado, sem personalidade que montaram para essa temporada, ainda inventam essa história de centenário e continuam martelando nisso a cada vexame, cada goleada, cada eliminação: é uma festa, uma cerimônia, o lançamento de mais uma camisa, etc. É botar mais pressão em quem treme diante do Ipatinga, da Portuguesa e de outros adversários. Hoje me aparecem com o discurso de contratações e parcerias para 2009. É muito insulto à inteligência alheia. Na verdade, para poupar esforços e irritações, eles deveriam divulgar a lista dos reforços desejados e passar lá no Barro Preto para ver quais nossos adversários não gostariam de contratar. De repente, sobra pra gente, tamanha a falta de prestígio e de qualidade de gestão que estamos vivendo.

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31 de ago. de 2008

Falta inteligência

Portuguesa 1 x 1 Atlético

O que mais me chateia no time desta temporada não é a falta de categoria do elenco, afinal já estamos acostumados com isso há alguns anos. O pior é verificar a covardia e a falta de inteligência do mesmo. Se o problema é pressão, é melhor buscar outra profissão, ou jogar no Ipatinga.

Na partida desta noite o galo achou o gol na sua única oportunidade e, depois, resolveu assistir a lusa tentar jogar bola porque, sim, o time deles consegue ser pior do que o nosso. Pra tornar a tarefa do oponente mais fácil, desperdiçamos todos os contra-ataques com passes errados no meio-de-campo ou chutões da intermediária. Uma hora os caras acertaram e ficou por isso mesmo.

Uma dúvida: o que acontece com o Renan Oliveira? Aparentemente, o jovem tem talento, mas desde a desastrosa goleada contra o Cruzeiro o seu futebol desapareceu. É mais uma promessa a ser queimada pelo Atlético? E o Tchô? Continua com a mesma displicência de sempre... Achei que pudesse mudar depois da contusão que sofreu durante a pré-temporada, mas foi só uma ilusão.

Pra finalizar: dizer que foi buscar um ponto em São Paulo é fácil, quero ver é arrancar ponto do São Paulo Futebol Clube no Mineirão.

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Só nos resta rezar



Considerando a defesa escalada para o jogo de logo mais contra a Lusa (Édson, César Prates, Leandro Almeida, Marcos, Calixto), só nos resta rogar ao senhor para que não sejamos premiados com mais uma goleada nesta temporada odiosa.

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28 de ago. de 2008

É CAMPEÃO!

Atlético 2 x 5 Botafogo

Não esperava muito do Atlético quando me sentei para ver o jogo na noite de ontem. A expectativa de um mal resultado se concretizou com menos de meia hora de jogo quando o Botafogo já havia marcado duas vezes com o Lúcio Flávio, ex-atleticano já xingado tantas vezes aqui nesta mesma página. O problema é que ontem havia apenas um time de futebol em campo, que era o do alvinegro carioca o qual, praticamente, treinou no gramado do gigante da Pampulha, se dando ainda ao luxo de perder um pênalti com o Gil.





Na metade final do segundo tempo a torcida atleticana partiu para a auto-ironia ao gritar olé para todas as trocas de passes do seu próprio time, abafando os cantos da torcida carioca. Em seguida, houve gritos lembrando jogadores de grande talento que vestiram o manto sagrado como o BILU, por exemplo. Finalmente, após o desabafo inicial, o Mineirão explodiu em gritos de "É CAMPEÃO! É CAMPEÃO!", deixando pasmos narrador, comentarista e a torcida adversária, que se calou definitivamente. Pra mim foi um momento de grande tristeza ver que, assim como eu, a maioria resolveu jogar a toalha com esse time e essa direção. Estão conseguindo acabar com a história da instituição.

Aliás, sobre a torcida, tenho ouvido diversas críticas de cronistas e amigos torcedores de outros clubes, que acham a atitude da torcida (vaias, gritos de olé para o adversário, etc) errada e sem fundamento. Eu já fui partidário desta opinião, mas atualmente considero que a torcida atleticana está no direito dela porque nenhum outro clube (exceção talvez feita ao Corínthians) nesse país viveu um jejum tão grande de títulos expressivos e de futebol de qualidade e manteve seus torcedores frequentando os estádios e apoiando a equipe incondicionalmente. O que se passa é que os tabus caíram (Santos e Cruzeiro foram campeões brasileiros, Sport, Fluminense e Flamengo da copa do Brasil) e hoje o Atlético é o clube tido como grande há mais tempo na fila no Brasil. A paciência acabou.




É certo que a situação econômica é deplorável, porém a massa não tem e nunca teve problemas em entender isso. No entanto, o que leva a gestão do clube a prometer uma grande equipe para o ano do centenário, promover festas, shows e lançamentos de camisas horríveis sendo que, claramente, não tem condições para montar uma equipe sequer competitiva? Difícil entender. O fato é que se não cairmos para a segundona este ano já me darei por satisfeito. A saída precoce da Sulamericana deve nos favorecer neste objetivo.

Obs.: As imagens foram capturadas de um super 8 filmado em alguma esquina da rua Bambuí em 1978, início de uma era de hegemonia em Minas Gerais.

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22 de ago. de 2008

Três pontos

Atlético 4 x 0 Atlético/PR

Não há muito o que se cobrar do time do Atlético, desse modo fico satisfeito com os três pontos obtidos esta noite no Mineirão. Não foi uma exibição empolgante, apesar do placar elástico: a defesa continua um show de horrores e o goleiro Édson, apesar da minha boa vontade com ele, é muito fraco. Some-se a isto o fato de o time do Furacão ser o pior que eu já vi desde que entraram no clube dos grandes. De qualquer maneira, uma semana de tranquilidade já nos fará bem. Para finalizar, espero uma exibição digna contra o Botafogo pela Sulamericana no meio da semana.

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19 de ago. de 2008

Atlético = Casa da mãe Joana

Fluminense 1 x 0 Atlético

Com um vôo na ponte aérea marcado para às 17:20 do último domingo, acreditei que poderia chegar a tempo de ver mais da metade do jogo do Atlético contra o Fluminense. Depois de quase uma hora de atraso para o embarque e um vôo tumultado, numa aeronave da Varig com o ar condicionado funcionando precariamente e uma vista panorâmica do Maracanã, consegui pegar um táxi no aeroporto Santos Dumont às 19:15h.

Durante o caminho, ouvindo a peleja pelo rádio do celular, fui atingido por um desânimo profundo e por uma certeza assustadora: assim que me sentasse na poltrona de casa e ligasse a tv, levaríamos um gol. Resolvi adotar uma postura mais otimista e, ao chegar em casa, ao invés de ligar a tv, fui dar uma folheada no jornal - o qual apostava tudo no nosso ginasta trapalhão na China. Depois de me acalmar, me sentei e liguei a tv. Ato contínuo, me levantei e fui pegar uma torrada na cozinha: gol do Fluminense. O resto foi aquela impotência de sempre, motivação zero para correr atrás do empate e a certeza de que o placar seria aquele e que os 20 pontos no bolão estavam garantidos.

Creio que desde as temporadas 92 e 93 não vejo uma equipe atleticana tão sem alma, tão sem garra, tão brochante. Para ser mais preciso, acho que o calvário alvinegro tem uma data para o seu início que foi aquele indigesto 6 x 2 nas oitavas de final do Brasileiro de 2002. Desde então, foram praticamente 5 temporadas lutando para não cair ou caindo (embora, muitas vezes, o espírito lutador do time contagiasse a torcida). Iria até culpar aquele fracassado do Geninho mas, pensando melhor, podíamos colocar até o Felipão treinando o Galo que o resultado não seria diferente. O Atlético é a casa da mãe Joana: ninguém manda, ou quem deveria mandar não aparece, se omite ou é conivente com a malandragem de empresários e lobistas, que fazem o que querem com a instituição. Agora dizem que vão anunciar um meia que vem do Vitória, onde não está sendo aproveitado pelo treinador. Não preciso dizer mais nada a respeito.

Como já disse antes, o lombo do atleticano já tá calejado demais para poder ter um sofrimento legítimo com toda essa situação. Até isso está sendo tirado da torcida, com essa gestão de piada que temos, responsável por esse time fraco e, principalmente, sem espírito e sem condições de despertar o entusiasmo da massa. Se nos salvarmos da segundona já será um grande feito para 2008.

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14 de ago. de 2008

No Surprise

Botafogo 3 x 1 Atlético

Depois de muito refletir, resolvi gastar a noite da minha quinta-feira na academia ao invés de enfrentar um trem lotado e um time capenga no Engenhão. A idéia, então, era deixar essa partida para lá e só vir a saber do resultado no fim da noite, depois de comer umas fatias de pizza e tomar um vinho. No entanto, como a lei de Murphy é implacável, a SPORTV transmitiu o jogo para o Rio e, pior ainda, os televisores da academia estavam sintonizadas justamente no canal 39.

No momento em que cheguei às esteiras, já estava um a zero para o Galo. O time até que não jogava mal mas, ainda assim, rezei para que o juiz apitasse o fim do jogo naquele momento. Como não poderia deixar de ser, ele apitou uma falta aos 45 minutos do primeiro tempo e o Carlos Alberto colocou no canto direito do frangueiro Édson. Me dirigi para a outra área e não vi a maior parte do segundo tempo. Cheguei em casa, ligo a tv para saber o placar. Ato contínuo, a bola atravessa toda a área do Botafogo, dois jogadores do Atlético esbarram na pelota e não conseguem botá-la no filó. No contra-ataque é gol do Botafogo: uma bola enfiada no meio da zaga (e sempre tem um palhaço com a mão erguida, pedindo o impedimento), tempo para iludir o goleiro e balançar as redes.

Com 2 x 1 ainda nutria uma certa esperança de superação das adversidades em Belo Horizonte. Mas, como desgraça pouca é bobagem, nos descontos o Tchô resolveu bater uma falta da intermediária lançando a bola na área do Botafogo. A zaga subiu e não voltou, o rebote foi botafoguense, Gil conduziu e tocou para o Carlos Alberto dentro da área limpar o Renan e petecar o terceiro tento. 3 x 1 e o apito final. Amadorismo completo do Atlético Mineiro.

O futebol apresentado não foi dos piores, mas o espírito continua derrotado. E, analisando com toda a frieza, o adversário tinha o Gil e o Carlos Alberto do lado deles, não é lá grande coisa mas é melhor do que qualquer jogador que a gente tenha. E ficamos assim, nessa rotina amarga e sem perspectivas. Pelo menos voltaram a usar a camisa tradicional.

Obrigado, Ziza.

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11 de ago. de 2008

Sem novidades

Atlético 0 x 4 Grêmio
Santos 2 x 3 Atlético

Primeiro devo falar sobre o jogo com o Santos. Apesar de ter alardeado no post anterior que o jogo não seria transmitido para a Bahia, para minha surpresa a rede Bandeirantes acabou exibindo a peleja para Salvador. Amigos, pior do que ver o seu time levar dois gols ridículos é ter que aguentar os comentários do NETO ("é só o Santos apertar que ele faz o terceiro, o quarto e o quinto"). De qualquer maneira, o time acabou se recuperando e virando a partida de maneira espetacular, quebrando um tabu de 60 anos sem vitórias na Vila Belmiro. No fim, só faltou ao comentarista garantir que o Atlético era um candidato a Libertadores.

Passada a euforia, enfrentamos o Grêmio no fim da tarde de sábado no Mineirão. Este jogo não acompanhei, mas levamos mais uma goleada. É outro freguês em jogos em BH que se tornou uma pedra no sapato alvinegro. No mais, fica a impressão de que estamos caminhando para a defesa centenária neste ano do centenário: 100 gols levados no campeonato brasileiro.

Esta semana enfrentamos o Botafogo pela Sulamericana e o Fluminense pelo brasileiro, ambos os jogos no Rio. Visto que a possibilidade de sucesso nas duas empreitadas é tão provável quanto uma vitória da seleção brasileira de handball sobre a da Croácia neste instante (está 22 x 10 para os croatas), ficaria satisfeito com um bom resultado contra o Fluzão. Não cair em 2008 será o presente do centenário.

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5 de ago. de 2008

Um rádio

Atlético 2 x 1 Sport

Encontro-me em Salvador neste momento e sem pay-per-view. Durante a semana estarei condenado a assistir aos seguintes jogos: Goiás x Flamengo na quarta e Figueirense x Botafogo na quinta. Não restará outra solução a não ser acompanhar pelas "bolinhas" da Globo, sinônimo de agonia.

No domingo passado não foi muito difrente, cheguei cedo ao aeroporto e, apesar de termos embarcado no avião com "apenas" 30 minutos de atraso, ficamos aguardando autorização para decolagem durante mais de 40 minutos dentro da aeronave. Deste modo, acompanhei a saga atleticana por um radinho que transmitia a partida entre o xará paranaense e o Botafogo. Não sei se a culpa é da falta de qualidade do mp3 player ou da quantidade de ondas eletromagnéticas que cruzam o aeroporto, mas escutar a CBN era, mais ou menos, como tentar sintonizar a Itatiaia na 040, como já fiz diversas vezes. Entre um pastor e outro, você consegue ouvir uns gols.

No fim, a pilha acabou e nada do avião decolar. 20:10h e comecei a ser consumido pela ansiedade: 2 horas nos céus sem saber qual foi o placar! Pensei em ligar o celular e discar para alguém, mas a ordem para desligá-los já havia sido dada. A paciência logo acabou: pedi licença aos vizinhos, abri o compartimento de bagagem, resgatei minha mochila e, claro, uma pilha carregada que estava disponível. Voltei para o assento e reanimei o aparelhinho. Assim que a voz do comandante saiu pelo sistema de som da aeronave, o locutor começou a falar os resultados da rodada e o do Galo, claro, foi o último. Pelo menos seguramos a vitória. Se conseguirmos anotar 3 pontos em casa em todas as rodadas, tá safo. Foi um vôo tranquilo.

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2 de ago. de 2008

Tardes de Domingo



Pode até ser que dê certo com o Marcelo Oliveira, mas na minha modesta opinião, podem colocar até o Mourinho no banco, Kaká no meio e David Villa e Berbatov no ataque que o time não sai dessa situação.



O Sport é um velho freguês (embora haja aquela famigerada goleada por 6 x 0 na Copa João Havelange em 2000 em pleno Mineirão) e o normal seria uma vitória magra no gigante da Pampulha. Que fase, quantas saudades da temporada de 2001, tarde de domingo no Independência, garantia de vitória.

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1 de ago. de 2008

Cães Raivosos

Vasco 6 x 1 Atlético

Devo confessar que até apostei contra o Atlético no bolão, mas acreditava na possibilidade de uma vitória na noite de quinta. Acabei indo a São Januário com três amigos vascaínos, que apontavam o Galo como favorito.

A chegada foi tranquila, torcidas amigas, compramos ingressos e nos dirigimos para as respectivas áreas reservadas nas arquibancadas. Ainda na porta, estabeleci contato com alguns outros atleticanos e entramos juntos. Os primeiros indícios de que a noite seria pitoresca puderam ser observados ainda na revista que a PM fazia após as roletas: gemidos e gritos chamaram a atenção dos rapazes que foram checar junto a um soldado, que portava um aparelho celular, o que estava acontecendo. Não era nada demais, apenas um filme "educativo" - "o sexto", contado com orgulho pelo dono do aparelho.



Nem bem me posicionei e o juiz deu o apito inicial. Passes errados para lá, passes errados para cá e gol do Vasco numa falha bisonha da defesa alvinegra. O gol de empate veio logo e tive a impressão de que o equilíbrio havia sido alcançado e o time deslancharia. Mas, ao contrário, o time continuou parado em campo vendo o adversário anotar mais cinco tentos e estabelecer o vexatório placar de 6 x 1 antes dos 20 minutos do segundo tempo. A apatia era total, o treinador Gallo ficava parado onde estava, não falava, não agia, não dava mostras de fibra. Talvez movidos pelo senso de amizade entre as torcidas o Vasco resolveu dar uma aliviada, felizmente.

Ao longo de todos esses anos acompanhando o Atlético acredito nunca ter visto um time tão apático e sem gana. É difícil descobrir o que acontece nos bastidores para que esse tipo de atitude seja visto em campo: os salários estão em dia? O Gallo estava sofrendo um boicote? Não faço idéia. A única coisa que eu sei é que a culpa da situação ter chegado aonde chegou é única e exclusiva da diretoria do clube. Não é culpa do treinador e tampouco dos jogadores. O elenco é fraco? Sem dúvida. Mas, quem o contratou foi a diretoria. Idem para o técnico. A verdade é que todo torcedor parte de um pressuposto que é falso quando analisa o desempenho da sua equipe: o de que a gestão do clube é conduzida por torcedores como ele, pessoas de boa fé cujo único objetivo é o sucesso dentro de campo.

Torcer para o Atlético é uma doença incurável, já me conformei e não tenho a menor intenção de agir no sentido de mudar isso. Entretanto, aquilo que eu vi ontem no estádio não foi o time que despertou a minha paixão ainda garoto e que me motiva a gastar cerca de duas horas, duas vezes por semana, na frente da tv ou sentado no cimento. Começa por aquela camisa horrorosa do centenário, continua pela absoluta falta de coragem e fibra dos onze jogadores em campo e do pateta do treinador no banco de reservas e termina na sede de Lourdes onde, supostamente, estaria um presidente (me parece que está de férias no momento) e toda uma fileira de canalhas que se apoderaram do clube e, deliberadamente, impõem um sofrimento infindável aos milhões de torcedores por todo o país. Tenho muita pena da instituição, que acaba ficando manchada pelo desleixo dos incompetentes que a comandam. No entanto, não saí chateado do velho estádio em São Cristóvão ontem, pois não reconheci o Atlético naquele amontoado que vi em campo e que, portanto, não merecia nem mesmo o meu sentimento de derrota.

Outro ponto que merece ser destacado é o fato de a maioria da torcida ter se mandado logo após o quinto gol e eu ter ficado por ali, com uns poucos "gato-pingados" esperando meus amigos vascaínos para irmos embora juntos. De qualquer maneira, o ponto alto da noite estava reservado para o final: no caminho para o portão da saída, um rotweiller da PM atacou um pastor alemão, seu irmão de armas, e apesar da saraivada de chutes na cabeça dados por seu comandante, continuou destroçando implacavelmente o traseiro do seu adversário. O imbróglio só foi resolvido alguns minutos depois com a chegada de um outro soldado armado com spray pimenta, o qual acabou convencendo o cão raivoso a libertar seu oponente.

No portão fui saudado pelos companheiros vascaínos, que se propuseram a me pagar a entrada, o transporte e as bebidas em todos os jogos do Vasco no Rio, pois eu havia trazido boa sorte para o clube. Azar o meu. Aguardemos o domingo.

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