25 de mai. de 2009

Menos um

Sport 2 x 3 Atlético

Estava terminando de ver um filme na sala de casa quando ouvi o juiz apitando o início da partida em Recife na tv no outro cômodo. Aos primeiros gritos de gol me levanto do sofá e corro em direção ao quarto onde, da porta, já vejo o Éder Luís correndo com os punhos cerrados em direção aos companheiros. Golaço do Atlético! Mal me sentei para recomeçar a ver o filme e tenho que voltar correndo em direção a outra tv para ver semelhante comemoração. 2 x 0 em 10 minutos.

Consegui terminar de ver "GOMORRA" em mais alguns minutos e me acomodar, definitivamente, em frente à telinha para ver o restante do primeiro tempo. Atuação segura do Galo, controlando a partida sem ser ameaçado pelo Leão. No fim, mais um lindo tento anotado de fora da área pelo Márcio Araújo, outro dos desafetos da torcida. 3 x 0, bom demais para ser verdade.

Peguei os dvds, corri até a locadora para devolvê-los a tempo de não pagar uma multa e ver a segunda metade. Na volta, passo correndo pelo buteco da esquina e vejo o pessoal admirando a obra de arte do Éder pela tv. Entro em casa suando em bicas e já ouço o grito de gol vindo do quarto. Pelos gritos da torcida não há dúvidas de que o gol é do Sport: Jonílson, peteca, de cabeça, o seu primeiro gol com a camisa do Atlético, pena que foi contra. Ainda ofegante, sento-me apenas para ver o início de uma pressão estupenda do rubro negro de Recife, uma tremenda blitz que não piora a nossa situação por incompetência do ataque pernambucano.



Éder Luís no comando: 5 minutos de jogo, 60 metros e não vai ter perdão

Racionalmente, concluo que a minha presença no recinto havia trazido energias negativas para o Atlético e resolvo tomar um banho a fim de aliviar a pressão sobre o nosso escrete. Volto 20 minutos depois e parece que a estratégia funcionou: o placar ainda aponta 3 x 1. Ainda dá tempo de ver o Alessandro cabecear para uma defesa espetacular de Magrão e, logo depois, mandar uma bola no travessão do arqueiro do Sport. Aos 45 minutos, em um bate-rebate na área, Weldon escora para Dutra mandar rasteiro entre as pernas do Juninho. Outro frango que proporciona mais cinco minutos de pressão e angústia. Enfim, o árbitro aponta o meio do campo e podemos comemorar a quebra de mais um tabu.

Aspectos a serem considerados:

- 3 pontos fora de casa contra um adversário qualificado. Creio que os desfalques foram sentidos pelo Sport, mas a descrença de que o Galo pudesse ser um adversário difícil facilitou a nossa tarefa. Quando acordaram já estava 3 x 0. O relaxamento no segundo tempo foi normal, mas desnecessário. Felizmente, conseguimos segurar o placar e garantir os pontos.

- A tarefa mais difícil neste momento é conter a euforia da torcida que sai das vaias ao Éder numa partida para endeusá-lo na próxima. Sem dúvida, é um bom início de campeonato, mas o Atlético ainda está aquém dos adversários que brigarão pelo caneco e pelas vagas na Libertadores. Trabalhar em silêncio é a opção. A tabela nos favorece no início deste campeonato e é fundamental pontuar, não desperdiçando esta oportunidade. O fato de não sermos favoritos e, muito menos destaque na imprensa nacional, pode ser uma vantagem. Aproveite-mo-la.

- Tardelli anda meio apagado, mas era impossível manter o ritmo que ele vinha impondo nas partidas. O sujeito passa a ser destaque, começa a receber atenção especial dos adversários e sua vida fica mais complicada. A alternativa é termos peças no elenco capazes de suprir essa "ausência" dos gols do Tardelli. Aparentemente, isso está funcionando, tanto o Éder quanto o Alessandro têm conseguido algum destaque quando o nosso camisa 9 falha.

- O comentarista do PPV observou que parte da vitória deveria ser creditada na conta do Leão, que "armou esse time". Na minha modesta opinião, tal observação apenas evidencia o total desconhecimento do cronista em relação ao futebol mineiro. Gostemos ou não, o time é do Roth: mudou os laterais, colocou o Júnior no meio, trouxe o Jonílson e mudou a zaga. Ponto pra ele.

Por fim, antes que me acusem de falta de consideração com o glorioso alvinegro das Gerais, me defendo argumentando que um erro crasso na caixa do DVD ("apenas" 30 minutos de diferença entre o tempo de duração apontado e o real) fez com que a parte final do filme invadisse os 10 minutos iniciais da partida do Galo e, cá entre nós, nem mesmo o mais otimista dos atleticanos acreditava em um início tão avassalador.

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A partir da próxima quarta-feira estarei trabalhando na Bahia, longe do PPV e da internet livre. Acompanharei as duas próximas rodadas pela bolinha do Globo.com ou qualquer outro site de esporte e é muito provável que não tenha condições de andar postando por aqui. Sorte dos senhores leitores.

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23 de mai. de 2009

Domingo, 18:40h

Pior do que jogar às quarta-feiras às 22 horas é jogar aos domingos às 18:40hs. Se o time ganhar, tudo bem, a semana começa bem. No entanto, se leva uma sova, a perspectiva da segunda-feira e o início do Fantástico derrubam o ânimo de qualquer ser humano. Amanhã jogaremos neste horário contra o Sport, em Recife.

Se o rubro negro pernambucano joga desfalcado de alguns dos principais jogadores do seu elenco e não conta com a mesma força da equipe campeã da Copa do Brasil de 2008, terá a seu favor a torcida e um tabu de nunca haver sido derrotado pelo Galo na Ilha jogando pelo Campeonato Brasileiro. O Atlético repetirá a formação do sábado passado, que pode não ser a ideal mas deu trabalho ao Grêmio e conseguiu os três pontos. Esperamos uma atuação digna e pelo menos um ponto - difícil, na minha opinião - na bagagem.

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18 de mai. de 2009

De volta à normalidade

Atlético 2 x 1 Grêmio

Um pouco antes de sair de casa, na tarde do sábado, me dei conta que a camisa alvinegra que eu estava trajando era a mesma daquela fatídica derrota contra o Vasco em São Januário na temporada passada. Tentei racionalizar a situação, mas fraquejei e resolvi expor este incômodo ao meu irmão aproveitando para solicitar-lhe uma camisa reserva. Para o meu espanto, o sujeito respondeu com um sorriso no canto da boca:

- "Pode escolher lá dentro, mas já te aviso que o difícil vai ser encontrar alguma camisa que não tenha assistido a uma goleada ultimamente".

- "Ok, foda-se, vamos com essa mesmo." - Resolvido o problema.

Conforme dito no post anterior, durante muito tempo se dirigir ao Mineirão (ou Independência) para assistir a um Atlético x Grêmio era garantia de três pontos (ou dois, dependendo da época) e, consequentemente, de alegria. Entretanto, os resultados contra os times portoalegrenses nas últimas temporadas - em especial contra o Tricolor gaúcho - haviam sido lastimáveis e um certo clima de tensão rondava o ar.

Aproveitando a folga da Taça Libertadores neste meio de semana, Rospide escalou o que o Grêmio tinha de melhor, enquanto Roth promovia a estréia de Jonílson pelo Galo. O primeiro tempo foi de bastante pegada, ambos os lados correndo bastante, jogo bom de se ver (o que é diferente de bonito de se ver), mesmo tendo terminado em 0 x 0. O segundo tempo teve mais objetividade, gols perdidos para ambos os lados e, aos 30 minutos, Thiago Feltri marcou para o Atlético. Alegria no Mineirão! Ainda cantávamos quando Herrera empatou, sozinho na pequena área, aos 34. Quando tudo indicava que o empate seria o resultado final, a bola bate na mão de Jonílson dentro da área e o árbitro aponta a marca da cal. Reclamações do Grêmio, tensão da minha parte: são 47 minutos do segundo tempo. Flashes do passado começam a invadir a minha mente: são bolas na trave, no travessão, para fora ou nas mãos do goleiro. Sinto um calafrio e comento com a minha noiva:

- Não vou nem levantar pra ver essa porra... Já vi esse filme mais de cem vezes!!

Mas, eis que o Tardelli pega a bola, coloca na posição, corre, pára e rola para o canto. 2 x 1! É hora de sair correndo por cima das cadeiras vibrando e rezando pro juiz apitar o final da partida, coisa que não tarda a acontecer.




O placar aponta 2 x 1 para o Galo, mas no cômputo geral já estamos em 14 x 3 (vide post anterior)


Na saída, após atravessarmos o mini carnaval que se arma nos portões junto à Charanga do Galo, encontramos o tricolor que havia nos acompanhado para mais esta jornada esportiva. Sem voz e indignado, vociferava contra o homem de preto e o complô da arbitragem que persegue o Grêmio desde a sua fundação. Hoje vi que ele tinha razão ao assistir ao VT dos lances polêmicos e, sendo vítima recorrente da incompetência dos homens do apito, me solidarizo com este nobre torcedor, mas me reservo o direito de comemorar estes três pontos e a quebra de alguns tabus:

- derrotamos um time portoalegrense;
- conseguimos bater corretamente um pênalti nos minutos finais de um jogo;
- ganhamos de um time de primeira linha;

Pontos negativos:

- Éder Luís e sua apatia. Gosto do futebol do rapaz, mas com essa moleza fica difícil. Não entendi o porque de o Roth não tê-lo substituído nos vestiários durante o intervalo. Era evidente que ele não passaria a jogar bem na segunda etapa e a vaia durante a substituição teria sido evitada.

- Cobranças de escanteio: por que não cruzar a bola para a área? Contamos com um gigante na zaga que sobe em todas as cobranças de córner e ninguém cruza. O curioso é que, estatisticamente, esta deve ser a jogada que resulta no maior número de gols contra o alvinegro.

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12 de mai. de 2009

Outrora fregueses

Coincidência ou não, desde que me mudei para o Rio e comecei a me relacionar com uma série de gaúchos (tendo me casado com uma, inclusive), o Atlético nunca mais derrotou um clube de Porto Alegre. Digo coincidência porque durante o período em que morei em Belo Horizonte, ir a uma partida contra o Grêmio era a certeza da vitória. A minha estréia foi na Copa União de 1988:

Atlético 1 x 0 Grêmio
18/09/1988
Gol: Aílton
Público: 11.290

Não me lembro muito bem da partida, apenas que fiquei contando quantos torcedores do tricolor havia no espaço reservado para eles e que saímos comemorando pela janela do carro na avenida Catalão.

Passaram-se 13 anos até que voltássemos a ver um Atlético x Grêmio no Gigante da Pampulha, e testemunhamos o melhor time do Galo no século XXI derrotar o adversário duas vezes em pouco mais de um mês:

Atlético 2 x 0 Grêmio
25/11/2001
Gols: Ramon e Marques
Público: 53.197

Atlético 3 x 0 Grêmio
04/12/2001
Gols: Marques e Guilherme (2)
Público: 51.864



Foto: Guilherme e seu famoso gol de peito, o terceiro e decisivo tento naquelas quartas-de-final em 2001


A partir de 2001, Atlético e Grêmio deixaram de figurar entre os melhores do Brasil para disputar um posto nas últimas posições da tabela do Brasileirão. Ainda assim, a história não foi diferente:

Atlético 3 x 2 Grêmio
21/06/2003
Gols: Paulinho, Alex Alves (2), Caio e Cláudio Pitbull
Público: 11.835

Atlético 3 x 0 Grêmio
07/08/2004
Gols: Márcio Mexerica (2) e Alex Mineiro
Público: 6.425

Em 2004, o tricolor gaúcho foi rebaixado e, no ano seguinte, o alvinegro das gerais repetiu este feito. Atlético e Grêmio reencontraram-se no Brasileiro de 2007 e, desde então, o desempenho do Galo tem sido decepcionante: 1 empate e 3 derrotas, sendo duas delas em pleno Mineirão.

No próximo sábado estaremos todos lá, de volta ao Mineirão, para assistir a estréia do Galo no Brasileirão de 2009 em casa e torcer por 3 pontos contra o tricolor gaúcho, provando que tudo não passa de superstição.


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11 de mai. de 2009

Esquizofrenia alvinegra
ou: como ir da depressão a euforia em 6 mensagens.

Então o sujeito está longe de casa, sem internet, tv a cabo ou rádio. Dá uma olhada para o relógio para ter uma idéia de quanto tempo já foi consumido na partida que acontece em Florianópolis e, após um momento de hesitação, contacta o irmão através de um SMS para diminuir a agonia:

<19:52:12> Tamo ganhando de quanto? To no sul

<19:52:23> tamo tomando 2 e sem a mínima chance de pelo menos empatar... time horroroso em campo

<19:56:14> O problema e que estamos enfrentando o poderoso avai, provavel campeao de 2009

<19:56:40> Mais um ano de sofrimento. Nada que nao estejamos acostumados. ee galo, nao toma jeito.. Ja diria o caixa. hehe

<19:58:03> O time e juninho, granja, leandro, welton, werley, araujo, renan, fabiano, éder e tardelli?

<19:59:01> Caixaaaaaaa!!! Alessandro... 2 a 1.. jun, elder, wf, lean al, renan, marcio, junior, feltri, aless, eder e tardel

<20:01:04> O time do avai e muito bom, né?

<20:00:18> Carlos Alberto no lugar do pessimo granja.. time do avai e certinho mas e bem limitado..

<20:02:15> E o fabiano? O junior ta no meio?

<20:03:12> Junior no meio, mas limitado.. fabiano nao pegou na bola.. mas ele e volante, ne.. ng cria.. nao existe meio campo

<20:05:28> Tamo na pressao pelo menos? Faltam o que? Dez minutos? Vai narrando ai

<20:05:44> Caixa.. carlos alberto empatou... hahaha.. celso roth e o cara.. kkkkkk


<20:06:33> 34 do segundo tempo.. time do avai sentiu os gols.. vamos pro abafa.. time melhorou mto com as mexidas..


<20:08:21> Vamos virar! Cinquenta mil sabado no mineirao.

<20:08:54> Deus te ouca.. hehe.. o feltri ta ate sabendo cruzar.. quem diria.. haha..vamos ser campeao.. hahahaha

<20:12:07> Alessandro meteu uma no poste.. o jogo ta aberto.. 40 minutos..


<20:13:06> Porra, tem que consagrar! Temos que trazer a sorte pro nosso lado!

<20:17:20> O Guga ja foi embora.. hahaha.. mas ja vamos pra 45 minutos.. acho que vai ficar nisso msm..

<20:21:01> fim da pendaia.. bom placar pelo que demonstrou.. celso roth melhor em campo.. haha.. abracao


<20:23:33> Obrigado pela transmissao. Abraco.


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7 de mai. de 2009

Dignidade

Atlético 3 x 0 Vitória (Pênaltis: 4 x 5)

Ainda ontem, quando conversava com alguns amigos, expliquei a eles que os placares prováveis para a partida de hoje seriam 2 x 0 ou 3 x 1 para o Galo. No entanto, para a minha surpresa, o Atlético se superou e, pela primeira vez, conseguiu obter um resultado que o favorecesse na Copa do Brasil. O problema é que, para não perder o hábito, resolveu perder o último pênalti e nos deixar com aquela sensação de coito interrompido. Subimos um degrau, é verdade, mas ainda é pouco.

Durante o tempo normal, o alvinegro disputou uma boa partida, com pegada, correria e busca pela vitória - de uma forma mais desorganizada no primeiro tempo e bastante agressiva no segundo, resultado de alterações bem sucedidas do Roth e equivocadas do Carpegianni. O resultado foram os 3 gols que levaram a decisão para os pênaltis (e o Juninho ainda pegou um pênalti do Neto Baiano).

Quanto aos penais, se espiritualmente o Galo estava melhor, fisicamente estava mais desgastado devido ao fato de haver imposto um ritmo fortíssimo contra o rubro-negro baiano ao longo de praticamente toda a partida. O físico, aliás, deve ser a principal razão pela qual o Tardelli não conseguiu concluir de maneira decente o último contra-ataque do time e liquidar a partida. Poderíamos culpá-lo pela eliminação, mas é preciso lembrar que os baianos viram o seu centro-avante bater de maneira ridícula uma penalidade quando o placar ainda apontava 1 x 0.

A principal razão para mais este fracasso poderá ser descoberta aos respondermos a seguinte pergunta: por que diabos o time não correu e combateu assim quando atuou no Barradão?

Será que a simples mudança de treinador foi uma injeção de adrenalina e vitamina B12 nas veias do Atlético? É claro que há uma influência motivacional, digamos, com esta mudança, mas o que me preocupa é que essa deve ser a terceira ou quarta vez que algo semelhante acontece no clube e as modificações no elenco, desde então, não foram muitas (ao menos na nossa espinha dorsal e na suposta panela que existe desde a campanha de 2006). Será que todas as vezes que houver problemas com o treinador a torcida é que pagará vendo o seu time eliminado ou humilhado com goleadas inexplicáveis?

Vou dormir um pouco aliviado por uma certa recuperação da nossa dignidade, mas ainda muito preocupado com a gestão do elenco e com as parcas possibilidades de melhorias caso essa história continue se repetindo.

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4 de mai. de 2009

A volta da dentadura

Há quase seis anos atrás o ex-companheiro de blog Mateus disse o seguinte num post intitulado "Instituto São Rafael - Torcida do Galo":

"O futebol do Galo está errado desde o início da temporada, quando nossa diretoria contratou o mais incompetente e sem carisma dos treinadores que existem no Brasil: Celso Roth."

Eis que a diretoria, de maneira um tanto inesperada, apresenta o contestado treinador em substituição ao Leão na tarde desta segunda-feira. Digo "um tanto inesperada" porque ainda na semana passada, numa troca de e-mails na lista de discussão, expressei a minha crença de que se o Galo perdesse a primeira para o Vitória e não ganhasse a segunda da raposa, mandariam o felino embora e trariam o Roth. Não era preciso ser adivinho para saber que a tragédia que se abateu sobre o alvinegro resultaria nesta troca de comando. A preferência da diretoria pelo ex-gremista já havia sido explicitada no início do ano quando tentaram a sua contratação antes de anunciarem o Leão.

Passado o choque inicial e até uma certa incredulidade após este anúncio, destaco os seguintes pontos:

1. Não posso dizer que estou de acordo com a atitude do Kalil e nem tampouco satisfeito. No entanto, é preciso dar o crédito ao nosso presidente de ter tomado alguma atitude após o desastre que foi a semana passada. Acho que a entrevista dele foi interessante e até aceito as ponderações mas, ainda assim, não estou seguro de que foi a solução mais correta.

2. A vinda do Celso Roth é uma aposta arriscada e que pode por tudo a perder para o Kalil. Entendo a postura do presidente ("Eu dei o que vocês queriam e não funcionou. Agora sou eu quem escolhe.") e reconheço o seu direito em fazê-lo. O problema é que em sua passagem pelo Atlético em 2003 Roth foi extremamente contestado e, em nenhum momento, conseguiu mobilizar a torcida para dar o apoio necessário naquela temporada. Assim como o Geninho, é um treinador que funciona em outras equipes mas que falha no Atlético. Espero, do fundo do coração, estar errado. Se conseguisse dar um jeito no time eu seria um daqueles disposto a carregar o Celso nos ombros do Mineirão até a sede mas a minha crença é a de que essas coisas, como diria o fabuloso Nélson Piquet: "Ou você é ou você não é. Você não muda não.". Traduzindo: o fim dessa história, infelizmente, a gente já conhece.

3. Aparentemente, houve sabotagem ao trabalho do felino e, praticamente toda a torcida atleticana tem uma opinião acerca dos malfeitores que planejaram e executaram o crime. São os mesmos que levaram adiante o nefasto plano de liquidar o Alexandre Galo e o Zetti em São Januário nas temporadas anteriores e que fazem parte do elenco do Clube Atlético Mineiro há mais de três temporadas. Treinador vai, treinador vem e a turma continua lá. Já há boatos de que uma barca está para sair e de que a turma vai ficar.


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3 de mai. de 2009

Apenas mais um clássico

Atlético 1 x 1 Cruzeiro

Hoje a história foi um pouco diferente, com o time demonstrando mais pegada, ganhando divididas, correndo e buscando jogo. No entanto, acho que não podemos subestimar o fato de que o nosso rival detinha uma vantagem muito confortável e que, muito provavelmente devido a este fato, tenha optado por um jogo mais cadenciado e, algumas vezes, até displicente.

Quanto ao Atlético, a entrada do Fabiano deu um pouco mais de consistência ao time (principalmente porque jogamos com 11 jogadores, ao invés de 10) e o retorno do Éder Luís um poderio ofensivo maior. O maior pecado da equipe foi não ter se aproveitado da "preguiça" azul em jogar o jogo para derrubar um tabu que já está começando a incomodar.

Se a defesa trabalhou com mais segurança, o meio e ataque pecaram pela ansiedade, perdendo jogadas fáceis e oportunidades de gol. Até que o Fabiano conseguiu assinalar o primeiro tento após um cruzamento do Éder e tive a impressão de que as coisas começariam a se encaixar. Mas, poucos minutos depois, a defesa cometeu um pênalti desnecessário em Soares que acabou sendo mal batido mas ainda assim convertido por Kléber (Juninho conseguiu ser pior do que o cobrador). E ficou por isso mesmo. No segundo tempo Carlos Alberto foi expulso, mas o Atlético continuou com a posse de bola, embora não criasse grandes chances. O resumo é que se para mim a vitória parecia o fato mais importante para esta tarde, creio que para equipe o objetivo residia em não perder.

Para finalizar, destaque para o tradicional destempero do Leão com a arbitragem que resultou na sua exclusão e na conquista de uma nova inimiga: ao correr rumo ao árbitro no intervalo discutiu, ao vivo, com uma jornalista da Globo que insistia em interpelá-lo. O resultado foi que a repórter passou todo o segundo tempo atrás do quarto árbitro numa cruzada pessoal para denunciar a presença ilegal do felino que, sorrateiramente, se escondia no banco alvinegro.

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Observação: público pagante de 38.186. Quem vai ao campo é a torcida do Atlético.

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30 de abr. de 2009

Fundo do poço?

"Bem aventurados os aflitos,
pois eles serão consolados"


Depois do desempenho frustrante na pelada semanal - um somatório de uma absoluta falta de sorte, de um desempenho impecável do goleiro e da incompetência deste que vos escreve e que resultou em três bolas na trave e nenhum tento anotado -, a pior coisa é chegar em casa esgotado e descobrir pela bolinha da globo que o Galo recém havia levado o segundo gol em Salvador. E o pior: o segundo gol de escanteio.

A parte mais triste é que, no fundo, você já sabia que aquilo aconteceria. Basta pegar o retrospecto do Atlético Mineiro ao longo dos 20 anos da Copa do Brasil e verificar que, por pelo menos 40% das vezes em que disputou o torneio, o time pôs tudo a perder na primeira partida jogada fora de casa. Em geral, por um placar adverso de 3 x 0. Tão comum quanto falhar miseravelmente na casa do adversário, é conseguir ficar a 1 gol do placar almejado na partida da volta. Mas este poderá ser o assunto para um post posterior.

É evidente que o problema Atlético, há muito tampo, transcende os gramados. Acho que a nova gestão procura melhorar as coisas para o clube, mas o presidente é um sujeito muito passional para conseguir ter a serenidade necessária ao cargo nos momentos de pressão. A entrevista dada ao blog do Paulo Vinícius Coelho após o clássico beirou o patético. Desmerecer o Campeonato Mineiro e dizer que o time do Atlético não era o que entrou em campo é considerar que todos os atleticanos são idiotas alienados. Pra fechar com chave de ouro, foi puro amadorismo dizer que "na emergência jogaram os jogadores traumatizados(...)acostumados a perder para o Cruzeiro". É como ir a um restaurante, pedir um bife bem passado e receber a carne sangrando. Então o sujeito xinga o garçom de incompetente, surdo, e o manda passar o bife novamente. O resultado todos conhecemos. Depois de ler a entrevista, o desempenho da equipe contra o Vitória não foi nenhuma surpresa. Este não é o papel de um líder.

Para finalizar, como bem disseram os colegas no futebol ou no trabalho, o Atlético é um clube sui-generis pois, além de conseguir perder duas decisões consecutivas para o seu maior rival por 5 x 0, é o único onde nada acontece após as catástrofes. Amanhã entraremos em campo para enfrentar a equipe mista da raposa. Uma vitória seria importante para começar a superar o trauma, mas o cenário não é favorável.


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26 de abr. de 2009

A verdade

É engraçado, considerando o desempenho do Galo neste início de temporada, achei que esse ano não sofreríamos grandes vexames. Infelizmente, as expectativas foram derrubadas mais cedo do que eu esperava com uma repetição da desastrosa goleada de 2008. Deixando as emoções de lado, vamos a algumas constatações:

- A partida começou equilibrada, o Atlético conseguiu se impor em campo, dividiu as oportunidades e o espaço com o adversário. No entanto, ao final da primeira etapa, após uma "blitz" alvinegra e uma defesa milagrosa do Fabio, um contra-ataque do rival acabou com o Kleber na cara do gol. O atacante errou ao tentar dominar a pelota, mas o erro tirou a bola dos pés do Rafael Miranda, sobrando para o Wagner, que ajeitou para o mesmo Kleber, que finalizou errado mas marcou o gol. Competência deles, mas premiada com um golpe de sorte que já há algum tempo não acontece do lado alvinegro.

- Tomar o gol não seria nenhum problema. Ainda havia a segunda metade e, na pior das hipóteses, uma segunda partida. O que aconteceu, então, foi inacreditável: o Atlético acabou. Jogou a toalha! Com 45 minutos, entregou o caneco para o adversário, que acabou liquidando a fatura com a enorme facilidade que lhe foi oferecida. Eu sei que, ultimamente, as coisas têm conspirado a favor do lado de lá da lagoa. É aquela coisa: a bola bate na trave e sai quando a gente chuta e entra quanto eles chutam. Mas, não existe razão prática para que o clássico tenha se tornado esse monstro que fez com que a rapaziada deixasse a inteligência e a frieza nos vestiários. A derrota é uma das possibilidades do espetáculo e, se ela se configurar, que seja trabalhada de maneira a deixar uma possibilidade de recuperação numa segunda oportunidade. São duas partidas, porra!

- Conforme adiantado nos posts anteriores, nosso maior martírio este ano é a defesa. Os goleiros (AMBOS) falham demais, a lateral direita não existe e a zaga fica completamente desestabilizada. Esta tarde, enfrentamos um bom ataque e deu no que deu. Com a ausência do Éder, ficamos sem poderio ofensivo e sem o Renan "Nossa Esperança" Oliveira, sem criação.

- É certo que uma parte das contratações ainda não está disponível, mas dá pena olhar para o banco. Creio que o Leão se precipitou ao sacar o Márcio Araújo e colocar o Kleber (que não acrescenta nada). O Lopes começou razoavelmente bem no ataque, mas depois voltou ao seu normal - não jogar nada, errando passes e tempo de bola. Então o indivíduo pára e olha para o banco: "Ok, vou sacar o Lopes e colocar.... o Chiquinho". Ou seja, não dá em nada também. Pra finalizar, tirar Werley e colocar Marcos Rocha não acrescentou nada. E, verdade seja dita, o único que teve uma certa lucidez nessa tarde e não adotou uma postura de derrotado diante do cenário sombrio que se delineava foi o Tardelli. O resto do time entregou os pontos (sem contar a expulsão infantil do Renan, o que sepultou de vez qualquer esperança de reação).

Bom, a verdade é que o caneco foi para o outro lado da lagoa novamente. Admito que a equipe deles ainda é melhor do que a nossa, tecnicamente falando. No entanto, não acho que a superioridade seja tão esmagadora a ponto de nos impor o escore desta tarde. É evidente que o time foi esmagado pela pressão psicológica que sofreu e não soube administrar, se abstendo de lutar, principalmente, na segunda etapa. A solução para esse problema? Infelizmente não sei. É coisa pra psicólogo, pai de santo ou um consultor místico qualquer.

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25 de abr. de 2009

Véspera

Placar na Copa do Brasil: Atlético 2 x 0 Guaratinguetá, como já esperávamos. Não foi uma grande exibição da equipe, mas não oferecemos grandes oportunidades ao adversário. Foi tranquilo, até certo ponto.

As atenções agora se voltam para a primeira partida da decisão do Campeonato Mineiro contra o nosso maior rival. Não sei qual é o clima em Belo Horizonte, mas a julgar pelo que tenho lido nos jornais, existe uma certa animosidade, como não poderia deixar de ser diante da vantagem da raposa nos últimos confrontos. É certo que os pedidos e opiniões do Kalil acerca de ingressos, vestiários e patrocínio envolvem uma certa catimba. De qualquer maneira, o Atlético tem emitido alguma opinião, coisa que não era vista na gestão anterior.



Quanto à partida de amanhã, creio que sentiremos falta do Éder Luís. A torcida tem pegado no pé do jogador, mas ele é figura importante no esquema do Leão e é um atleta com mais recursos técnicos do que todos os outros que estão à disposição do felino para substituí-lo. Me preocupa também o posicionamento da defesa e o desempenho sofrível do nosso guarda-metas. Limitações à parte, creio que será uma grande partida e tenho muitas esperanças que o Galo entre com muita disposição e serenidade, sem se afobar diante do adversário e se enervar com a arbitragem.



Para finalizar, tabus existem para serem quebrados.

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23 de abr. de 2009

Guará

Daqui a pouco começa a partida de volta. Desta vez não haverá stress com a operadora de tv a cabo porque o jogo será transmitido pelo SPORTV. Quem lê os jornais e assiste às reportagens na televisão pode acreditar que a partida será fácil, apenas para cumprir tabela. Entretanto, qualquer um que conheça a história do Clube Atlético Mineiro na Copa do Brasil (e da própria competição em si - vide a eliminação de Botafogo e Santos nesta mesma fase) sabe que a classificação não será tão fácil quanto aparenta. Sendo assim, não peço uma grande exibição da equipe, peço apenas que conquistem esta vaga, nem que seja com um 0 x 0!

Torcedor, se for vaiar, fique em casa.

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21 de abr. de 2009

Mané Garrincha

Atlético 1 x 0 Rio Branco

A viagem para a capital federal, onde se localiza o estádio Mané Garrincha (foto abaixo), neste fim de semana me impossibilitou de assistir ao jogo de volta da semifinal do Campeonato Mineiro e, consequentemente, a mais um gol do Tardelli o qual acabou sendo devidamente exibido no Jornal Nacional.



Esta semana se iniciam os verdadeiros desafios. Logo na quinta, teremos a partida de volta da Copa do Brasil. Jogaremos com a vantagem do empate (até 1 x 1 nos classifica), obtida após a partida complicada da semana passada. Acredito na classificação do Atlético, mas volto a enfatizar a necessidade de jogarmos com pragmatismo e com a cabeça no lugar. Assim, aos que estão dispostos a vaiar e pressionar o galo, um recado: fiquem em casa.

Nos próximos dois finais de semana, decidiremos o campeonato contra o nosso maior rival. Oportunidade de ouro para a afirmação do trabalho de Kalil, Bebeto, do Felino e seus comandados. Deixemos que o favoritismo fique do lado de lá da lagoa, entremos com a cabeça erguida e dispostos a lutar até o fim.

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15 de abr. de 2009

Vai ter volta

Guaratinguetá 2 x 2 Atlético

E aí você chega da pelada semanal, procura um link na internet para ver a partida do Atlético e, depois de muita busca, consegue sintonizar uma transmissão tosca e descobre que o adversário já assinalou o primeiro tento aos três minutos. É inevitável que todos aqueles fantasmas de Copas do Brasil passadas ameacem ressuscitar: 20 anos e o Galo ainda não aprendeu a jogar essa competição!

Dentro das possibilidades (perdi dois dos três gols restantes da partida devido a travamentos), pelo que pude assistir da partida, não achei que o Atlético jogou tão mal quanto alguns colegas ou a imprensa andaram falando. O ritmo imposto pelo adversário, o campo, o gol tomado com menos de cinco minutos, a fraca arbitragem, tiraram qualquer sinal de tranquilidade da peleja. Foi um jogo muito brigado, muito corrido e terminou 2 x 2, mas poderíamos, tranquilamente, ter perdido ou ganhado a partida. E talvez o torneio seja mesmo assim e nunca tivemos a humildade de jogar pra ter o resultado e definir em casa. Não sei se será fácil no Mineirão, mas as chances são incrivelmente maiores do que se tivéssemos voltado com um 3 x 0 na bagagem.

Observações:

1. Como já é sabido desde o início da temporada, a nossa defesa é fraca. Não sei quem transmite mais insegurança: o Juninho ou o Édson. Acho que o beque seria uma boa contratação, mas um goleiro seguro melhoraria nosso desempenho uns 75%.

2. A defesa falha, mas Tardelli confere. O problema é que o garoto não vai jogar todas as partidas do ano e, mais ainda, jogar bem todas as partidas. O Brasileiro vem aí e a defesa vai enfrentar adversários de qualidade, ou o Leão arruma a casa ou vamos terminar o campeonato sem cabelos.

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14 de abr. de 2009

Rio Branco 0 x 2 Atlético

Mais uma vitória, mais gols de Tardelli e Éder Luís. O desempenho, mais uma vez, não foi maravilhoso: a defesa sofreu muito mais do que esperávamos diante da categoria do adversário e o setor de criação ainda não se acertou plenamente. Cabe um desconto a essas críticas porque, como venho dizendo, é praticamente impossível fazer uma avaliação séria do potencial da equipe diante dos desafios que temos enfrentado. A verdade é que não vejo a hora de um verdadeiro teste para o Galo. Se tudo der certo, é emplacar a final contra os nossos maiores rivais e ver no que dá.

Amanhã enfrentamos o Guaratinguetá pela segunda fase da Copa do Brasil. Meu prognóstico? Calma, paciência e um passo de cada vez. Seria muito bom liquidar a equipe do interior de São Paulo na partida de ida, mas muito pior seria se atirar ao ataque insanamente e criar condições para um placar adverso, coisa que já aconteceu diversas vezes com o Atlético nesses 20 anos de Copa do Brasil. Sejamos pragmáticos e tudo dará certo.

No mais, atingimos uma marca que não conseguíamos obter desde 1976: 10 vitórias seguidas. Parece pouco diante das partidas que fazem parte da lista, mas ao longo dos 33 anos que a marca não era atingida enfrentamos o mesmo pessoal da tal lista e não obtivemos o sucesso. 2009 pode ser o ano da reconstrução do Atlético, como 1976 foi um ressurgimento alvinegro com uma geração espetacular que pulverizou a supremacia azul e branca que ameaçava se efetivar na Capital das Alterosas, recolocando as coisas no seu devido lugar.




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10 de abr. de 2009

Canal 126

E a TVA disponibilizou mais um canal de pay-per-view, de modo que a partida decisiva contra o Uberaba foi exibida no canal 126 sem desculpas de "problemas técnicos" para justificar o calote a audiência.

Desta vez, quem pisou na bola foi a ADEMG, que alugou o Mineirão para um festival de música da Bahia, resultando na transferência do jogo do Atlético do domingo para a quarta-feira às 19:30h. O problema é que tenho uma pelada para jogar às 20 horas e combinei comigo mesmo que se a equipe resolvesse a parada no ínicio, me dirigiria para o gigante do Humaitá a fim de evitar que os colegas fossem privados do grande futebol deste que vos escreve.

Felizmente, o Éder Luis já anotou o primeiro tento aos 2 minutos de jogo de modo que pude me dirigir tranquilamente para o encontro futebolístico semanal. No fim, acabei sabendo por SMS que havíamos goleado o ZEBU por 6 x 0 com grande exibição de Tardelli e companhia.

Sei que é necessário um pouco de paciência e frieza neste momento, que a empolgação diante de bons resultados no Mineiro é um caminho arriscado e, muitas vezes, curto para a frustração. Mas, pensando bem, o calvário pelo qual o alvinegro tem passado neste século me faz vibrar um pouco além da conta com os bons resultados. É o que temos e é o melhor início de ano há muito tempo. Pode ser que não dê em nada, é verdade, mas é o que temos neste exato momento. Então, é justo que comemoremos.

Outro dia pensava que há algum tempo já estamos fora dos holofotes e que isto pode ser convertido numa vantagem competitiva numa temporada onde vários clubes fizeram investimentos milionários e são o centro das atenções. Quem sabe o galo, mineiramente, não bica todo mundo? Não temos nada a perder. Bola pra frente!

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5 de abr. de 2009

Élder Granja

Mais um reforço para o Atlético. Depois de, praticamente, quatro meses de negociações, Élder Granja (ex-Inter, ex-Palmeiras) acertou com o Galo. No papel é um bom reforço, a minha desconfiança é em relação ao tempo parado, sem conseguir nenhum outro clube. Qual seria o problema, já que futebol o jogador teria? De qualquer maneira, desde a saída do Caçador de Focas a posição está vaga, carente de um especialista de qualidade. Se jogar o que sabe, nos dará alegrias!

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29 de mar. de 2009

Ao vivo

Uberaba 0 x 1 Atlético

Finalmente pude assistir a uma partida numa tela de tamanho decente. A informação da antendente estava correta e o jogo foi exibido pelo canal 123.

Não gostei da partida do Atlético, mas sempre fica difícil avaliar a qualidade de uma equipe contra adversários muito mais fracos. A falta de equilíbrio no confronto faz com que a motivação não seja a mesma de se enfrentar um grande rival e o conforto de se ter a partida sob controle faz com que a objetividade fique em segundo plano. Naturalmente, o profissionalismo deveria estar acima de tudo isso, mas a teoria é bastante diferente da prática. Enfim, meio caminho já está percorrido e a classificação deve ser garantida no Mineirão sem maiores problemas.

Duas preocupações:

1. A lesão de Renan Oliveira. O garoto não vinha jogando bem, mas tem talento e estava começando a ser trabalhado pelo Leão. A esperança é de que não seja nada muito grave, mas as imagens, ainda que subestimadas pela tradicional péssima transmissão mineira, me deixam um tanto cético.

2. Éder Luís não comemorou o gol. Problemas particulares? Pirraça com a torcida? Ciúmes do Tardelli? Vá saber... Mas, que não é normal, não é.

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28 de mar. de 2009

A saga continua

Primeira rodada das quartas-de-final do Mineiro 2009 e os dois maiores clubes de Minas jogarão no mesmo horário nesta tarde. Será que a TVA transmitirá a partida do glorioso ou passaremos mais 90 minutos ao telefone discutindo com os atendentes?

Já liguei para o atendimento ao assinante há pouco e me informaram que Uberaba x Atlético será transmitido pelo canal 123. Estou pessimista a respeito.

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26 de mar. de 2009

Palavrões

Vamos aos fatos: por problema já descritos aqui, anteriormente, a TVA não disponibilizou Ituiutaba x Atlético na sua grade de canais pagos. Dessa maneira, paguei e não vi, coisa que já está se tornando rotina. Mas essa é uma questão a ser resolvida num futuro próximo seja devido à boa fé da operadora, caso se proponha a me devolver a quantia realmente correspondente aos jogos não transmitidos (e não os ridículos 3 reais propostos pelas duas partidas), seja pela competência do meu advogado, caso a boa fé não fale mais alto. Portanto, aguardemos o desfecho da estória.

Quanto ao jogo em si, às 22 horas sintonizei no canal prometido para a partida e, conforme o esperado, visualizei o maldito recado de venda de um jogo avulso a R$70,00. Paralelamente, e pro-ativamente, já havia aberto um novo cadastro no ORKUT, entrado na comunidade do GALO, pescado um endereço para ver a partida e deletado o perfil. Infelizmente, desta vez a transmissão não era das melhores: qualidade compatível com uma webcam e travamentos constantes. Além disso, um enxame de cruzeirenses lotava a sala de bate-papo que fica aberta para discussões à respeito da transmissão. Quando a imagem estabilizou, o placar já anotava 1 x 0 para o adversário. Não vi o gol. Enquanto isso, tentava manter uma conversa com diversos atendentes da TVA que por três vezes me deixaram na espera até a ligação cair. Com isso, foi-se o primeiro tempo e o início do segundo. E nada acontecia na partida.

Finalmente, consegui falar com um atendente que ouviu minhas reclamações e lamúrias, abriu um protocolo e ficou de retornar. Quando o processo foi encerrado, só restavam 10 minutos de jogo. O Galo esbarrava nas defesas de Jonatas e na incompetência do seu setor de criação. Enquanto isso, no Mineirão, nosso maior rival liquidava seu oponente e, com o encerramento desta partida, apareceram mais alguns cruzeirenses para nos importunar naquele triste fim de noite. De repente, após um travamento, a imagem volta com a comemoração do gol do Júnior. A gozação continua, afinal a liderança ainda estava no Barro Preto. Mais um passe errado do Lopes, um contra-ataque perdido, a esperança se esvaía. Mas, eis que no último lance da partida Éder Luis sobra frente a frente com um zagueiro adversário e, ao invés de tentar passar por ele, rola a bola para o garoto Kléber, que fuzila Jonatas e nos devolve a liderança! GOL!! Um grito e um soco no ar!! Paro, olho para a tela, coberta de provocações, me logo na sala de chat e, insanamente, disparo todos os palavrões e ofensas conhecidas, lavando a alma. A TVA fica pra depois (e a análise da partida também).

Ontem foi pra comemorar.

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Não vi

Resumindo: o jogo não passou, mais uma vez. Vi pela telinha congelada da internet, pior do que webcam. O time jogou mal, mas virou de forma espetacular e eu perdi isso tudo pagando R$49,90 por mês para a TVA.

Amanhã escrevo melhor sobre isso, agora não dá.


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25 de mar. de 2009

101 anos

101 anos do Galo, esperança de uma boa exibição na partida desta noite, quando defenderemos a liderança do Campeonato Mineiro contra o Ituiutaba. Preocupado com os eventos do último domingo envolvendo o pay-per-view e a TVA, cheguei em casa ligando a TV e verificando os canais pagos. Resultado: Cruzeiro programado para o canal 121 e o Atlético fora da grade. Ligo mais uma vez para a operadora, passo por todos os menuns disponíveis e chego a atendente Mônica. Vou direto ao assunto e ela me confirma que o jogo será transmitido pelo 128 o qual, obviamente, não tenho disponível. Após, muito verificar, ela retorna garantindo que o jogo será transmitido pelo 125.

- Ok, mas aqui está apontando Corínthians x Ponte Preta.

- Sim, mas o senhor assina o Campeonato Mineiro.

- Eu sei. E daí?

- O jogo do Atlético vai estar aberto nesse canal no lugar do Corínthians e Ponte Preta.

- No domingo eu tive o mesmo problema e não abriu jogo nenhum, fiquei sem ver.

- Vai transmitir no 125.

- Ok, me dá o número do protocolo dessa ligação.

É... Às 22 horas estarei de volta com as novidades. Acho que ao sintonizar no 125 lerei aquela famosa mensagem: "Compre Agora! Preço R$70,00"

O pior vai ser ter que criar uma conta no Orkut para entrar na comunidade do Galo e verificar se há algum endereço disponível onde um bom samaritano disponibiliza a transmissão.

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24 de mar. de 2009

Cegueira

Atlético e Villa Nova, 30 minutos do segundo tempo. Éverton recebe a bola em condições, supera o trapalhão do Welton Felipe e dá um chute fraco em direção ao canto direito de Juninho, que falha e deixa a pelota rolar mansamente até a rede. Enquanto isso, o Rogério Correia, narrador da Globo Minas, continua narrando como se nada tivesse acontecido:

- "O Éverton estava em condição legal, o Welton Felipe falhou, mas o Juninho fez grande defesa!"

"Puta que pariu..", pensei, enquanto o jogador do Leão de Nova Lima corria em direção aos companheiros chupando o polegar direito. Não satisfeito, o narrador continuou, dessa vez questionando se o zagueirão alvinegro dava condições ou não ao adversário. Vendo esta cena numa tela borrada de umas 4 polegadas a minha paciência se esgotou: "Foi gol, seu IDIOTA!", gritei para o computador. Ato contínuo, ele começa a gritar:

- "GOOOOOL, do Villa Nova!", e a narração prosseguiu como se nada tivesse acontecido.

Que a equipe que faz a cobertura dos jogos do Mineirão é a pior do pay-per-view eu já sabia. A novidade é que, pelo visto, a Globo Minas também segue a mesma linha. Chega a dar saudades do Fernando Sasso que se limitava a dizer o nome do jogador e um "tá no filó" quando um tento era assinalado.


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22 de mar. de 2009

Transmissão via internet

Atlético 2 x 1 Villa Nova

Ainda bem que para compensar a incompetência alheia existem algumas boas e generosas almas que disponibilizam a transmissão da Globo Minas pela internet.



Quanto à partida em si, exibição fraca do Atlético. Muitas dificuldades para criar, muitos erros de passe e a fragilidade do adversário evitou que tivéssemos mais transtornos uma vez que, infelizmente, o problema da defesa alvinegra é crônico. Confesso que não concordo muito com as substituições do Leão, mas entendo que ele deve estar tentando dar um recado a certos jogadores da equipe que não estão correspondendo. Se for isso, a hora é mesmo essa.

Quarta-feira estaremos no Triângulo enfrentando o Ituiutaba. Espero que dessa vez a TVA nos reserve um canal.


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Update - Estamos cercados por idiotas parte 2

Jogo da tv: Rio Branco x Cruzeiro

TVA = Malditos incompetentes de merda!

A desculpa?

- O jogo está programado para o canal 127, o qual ainda não está disponível para o Rio de Janeiro.


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Momentos de tensão

Faltando uma hora e meia para o jogo contra o Villa Nova e a TVA aponta em seu menu que o jogo da rodada a ser transmitido pelo pay-per-view é Rio Branco x Cruzeiro. Um tanto irritado, liguei para o serviço de atendimento ao assinante e após 10 minutos de espera ouvindo o PABX, fui atendido por uma pessoa que, após descobrir que o Campeonato Mineiro não era nem a série A e nem a série B do Brasileirão, me disse que o jogo que eu queria ver não seria transmitido.

- Senhor, do Mineiro só consta ATLÉTICO MINEIRO x VILLA NOVA.

- Mas é esse mesmo que eu quero ver!!

- O senhor tinha me pedido qual jogo?

- Atlético x Villa Nova (porra!).

- Ele vai ser transmitido, 22/03, 16 horas.

- Ok, mas por que no menu da minha tv aparece Rio Branco x Cruzeiro?

- Não sei, mas o jogo da rodada vai ser Atlético Mineiro e Villa Nova, ainda não sabemos o canal apenas.

- Olha lá, hein, vou chamar uns amigos pra ver o jogo. Você me garante que vai passar?

- Garanto. Qualquer problema o senhor volte a ligar.

- Ok.

Meu palpite?

Vai passar Rio Branco e Cruzeiro.

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Real Madrid x Almería

Não acompanho o futebol europeu, mas zapeando acabei parando nesse jogo e faço uma pequena observação: dá pena ver o Diego jogando no Almería! O garoto, com certeza, merece um clube melhor.

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14 de mar. de 2009

Nivelando por baixo

Guarani 0 x 1 Atlético

Estava para dizer antes do jogo que uma partida contra um adversário tecnicamente muito inferior resulta, em geral, num empobrecimento do futebol do time mais qualificado. É o famoso "nivelar por baixo"... Aparentemente, foi o que aconteceu com o Galo nesta tarde em Divinópolis. Depois de chegar, com uma certa facilidade, ao primeiro gol no início do primeiro tempo, o time abusou do excesso de preciosismo e do direito de perder gols, quase se complicando no final. No fim, valeu pelos três pontos, que é o que conta de fato.

O aspecto positivo que pode ser tirado do desempenho pífio da equipe é que a torcida e a imprensa não se empolgam exageradamente. O entusiasmo é um perigo porque, tirando o clássico, não enfrentamos adversários que exijam o melhor futebol do Atlético. É ótimo emplacar uma sequência de goleadas, mas não adianta gastar tudo no Mineiro porque a parte mais difícil ainda está por vir.

Com relação a desempenhos individuais, continuo achando a zaga (Welton Felipe) e o goleiro fracos. Juninho continua falhando demais em bolas altas. A reestréia do Renan Oliveira foi decepcionante: não por causa de falta de talento, pois isso ele tem, mas sim pela postura displicente e um tanto "mascarada" dentro de campo. É bom o Leão dar uma prensa no garoto mesmo. O argentino Trípodi correu, deu dois chutes a gol, talvez seja bom para compor o elenco. E o Pedro Paulo jogou apenas a primeira metade: sem tempo de bola e mal posicionado, só atrapalhou. Tardelli deixou a sua marca, mas assim como Éder Luis, abusou do direito de perder gols.

Impressões finais:

1. O ataque vai bem, mas precisa atuar de forma mais pragmática, ser mais contundente. Não adianta ser envolvente, fazer o corta-luz, tabelar de calcanhar e perder o gol na cara do goleiro. É melhor a bola bater na canela e balançar o filó.

2. Resolvido o problema do ataque, toda a atenção deveria ser dedicada à defesa, que não inspira confiança. Enfrentar atacantes da estirpe do Keirrison, Kleber, Kleber Pereira, Ronaldo, Fred, Washington e tantos outros será o terror. O Leandro Almeida vai bem, mas precisa de um companheiro mais estável! De expulsões e pênaltis basta o César Prattes ano passado.


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13 de mar. de 2009

Fabiano

E na calada da noite, sem alarde, o Atlético apresenta mais um jogador. Sinceramente, nunca gostei muito do futebol do Fabiano, nem no São Paulo, nem no Inter e nem no Santos, mas pode ser que dê certo. É experiente, tem um certo nome e goza da confiança do nosso treinador. Quem sabe?

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8 de mar. de 2009

Não existe gol feio

Democrata/GV 1 x 3 Atlético

Para ser honesto, não vi o primeiro tempo da partida onde, segundo consta, o Galo foi amplamente dominado pela Pantera. Tampouco sei porque o Chiquinho entrou no lugar do Kleber. Então meus poucos comentários se resumem ao segundo tempo da peleja, quando o placar já era 1 x 1.

Partida tecnicamente fraca com muitos erros e muito cadenciada, talvez devido ao forte calor (era o que dizia a tv, pelo menos). No fim, acabou prevalecendo o melhor preparo físico do Atlético, o que resultou nos dois tentos anotados pelo Tardelli que definiram o placar final. Tentos que, diga-se de passagem, não foram bonitos, mas que nos trouxeram mais três pontos. Como diria o Dario: "Não existe gol feio, feio é perder o gol".

Com relação aos garotos Marcos Rocha, Welton Felipe e Pedro Paulo, é bom o Leão ter uma conversa pra ver se consegue conter a ansiedade da rapaziada, o que os faria errar menos. Não fossem tão afoitos, produziriam mais.

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7 de mar. de 2009

Trípodi

Duas considerações:

- Sob a batuta do Leão até o Jorginho Sombrancelha e o Hernani jogaram bem no Atlético.

- Como bem disse meu primo André: "O cara veio de graça, até o salário é pago pelo Santos, deixa ela mostrar o futebol dele. Pra quem pagava pelo futebol do Marcelo Nicácio, já é uma evolução." Onde se leu Marcelo Nicácio, também pode-se ler Prieto, Fabbro, Viana, Pablito Gimenez ou tantos outros que vestiram a camisa alvinegra nesta década.

Conclusão: O primo tem razão, vamos ver o que ele pode acrescentar.

A verdade: ainda falta o goleiro!

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1 de mar. de 2009

4 x 0

De volta ao Rio. Dessa vez não deu para acompanhar nem pelo radinho o desempenho do Galo contra o verdão do triângulo, então só um comentário: golaços do Éder e, especialmente, do Tardelli. Estou começando a achar que a gente vai dar trabalho esse ano.



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26 de fev. de 2009

Carnaval

Resultados passados, ambos acompanhados pelo radinho:

Itabaiana 0 x 5 Atlético

Resultado, até certo ponto, previsível. Foi bom porque deu mais tranquilidade à equipe para o prosseguimento dos trabalhos. Destaque para Carlos Júnior que entrou e anotou dois tentos (voltaremos a falar sobre o rapaz logo mais).

Atlético 2 x 0 Rio Branco

Partida complicada, mas vencida com autoridade pelo Galo. O referido Carlos Júnior entrou como titular e conseguiu a façanha de ser expulso com dois cartões amarelos, jogando fora a primeira oportunidade no time principal. Preocupação: o cara fez uma boa estréia contra o Itabaiana. Considerando-se que a partida já estava ganha e a qualidade do adversário, ele não fez mais nada do que a sua obrigação. Nada que justificasse o entusiasmo do dia seguinte do tipo "candidato a ídolo" que a imprensa andou propagando. A pisada na bola na partida contra o esquadrão de Andradas tampouco pode ser considerada grave. Coisas do futebol. Espero que sirva para dar um senso de realidade a todos. Se temos um candidato a ídolo no momento, é o Tardelli, e ele já é experiente o suficiente para suportar a carga.

Novidades da semana (para quem só pôde ler o jornal na noite de quinta-feira): o zagueiro Samuel rompeu os ligamentos do joelho esquerdo. Terceiro jogador oriundo da base a sofrer com o mesmo problema. Fica uma sensação que há algo de errado no CT. Essa não é uma contusão tão trivial a ponto de ocorrer com três jovens da mesma equipe. O que será que está havendo? Seriam as chuteiras? Preparação física equivocada? Buracos no campo? O que não dá é pra lançar um jogador e algumas rodadas depois o sujeito ter uma contusão e ficar 8 meses sem jogar.

Contratação do Alessandro: se estiver em forma e fechar, acho uma aposta interessante para compor o elenco.


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17 de fev. de 2009

Copa do Brasil 2009

Nesta quarta estaremos estreando na Copa do Brasil contra o Itabaiana de Sergipe, que promete transformar a vida atleticana num inferno em seu alçapão. Se for para fazer uma análise fria da partida, diria que a fala do presidente sergipano não passava de um delírio. Mas, dado o nosso histórico na competição, fico com uma pulga atrás da orelha.

A Copa do Brasil começou em 1989 e a campanha do Atlético aparece em destaque abaixo:

1989

América(RN) 0-3 0-7 Atlético(MG)
Náutico(PE) 1-1 0-3 Atlético(MG)
Goiás (GO) 3-0 0-2 Atlético(MG)

Desta campanha me lembro com mais detalhes apenas da partida contra o Náutico, realizada no Independência. Não pelo placar de 3 x 0, mas sim por uma anedota. Fomos ao estádio eu, meu falecido padrinho, meu irmão e meu primo e ficamos ali na curva, do lado da rua Ismênia Tunis. Em determinado momento houve um escanteio para o Atlético e o Éder Aleixo pegou a bola e colocou na marca. Neste exato momento um torcedor, de pé ali perto da gente e aproveitando-se da pequena distância que separava a torcida do gramado, jogou alguns milhos de pipoca nas costas do jogador que acabou olhando para trás. O gaiato gritou:

- Faz um gol olímpico, Éder!, e foi prontamente respondido pelo Bomba de Vespasiano, que fazia o famoso gesto unindo os dedos polegar e indicador:

- Ah, vai tomar no seu cu!

Se o início foi promissor, a partida seguinte contra o Goiás foi um desastre e acabamos sendo derrotados por 3 x 0 no Serra Dourada. Na partida de volta, um 2 x 0 desesperador, que não foi suficiente para assegurar nossa classificação.

Na verdade, a campanha de 1989 seria a síntese das nossas participações nos próximos 19 anos. Apenas a título de curiosidade, destaco as campanhas alvinegras nos torneios seguintes:

1990
Vila Nova (GO) 0-0 0-5 Atlético(MG)
Rio Negro(AM) 0-1 0-2 Atlético(MG)
Atlético(MG) 0-0 3-4 Goiás (GO)

1991
Caiçara (PI) 0-1 0-11 Atlético(MG)
Criciúma (SC) 1-0 1-0 Atlético(MG)

1992
Atlético(AC) 0-1 0-2 Atlético(MG)
Atlético(MG) 3-2 0-1 Criciúma(SC)

1993
Não disputou

1994
Atlético(MG) 4-3 2-0 Vila Nova(GO)
Remo(PA) 2-1 0-2 Atlético(MG)
Vasco (RJ) 3-1 4-3 Atlético(MG)

1995
Atlético(MG) 1-0 2-2 Sport(PE)
Vitória(BA) 2-3 1-1 Atlético(MG)
Vasco(RJ) 0-1 1-0 Atlético(MG) [ Vasco 4-1 on pen ]

1996
Vila Nova 0-1 1-4 Atletico-MG
Atletico-MG 1-2 0-5 Palmeiras

1997
Remo 3-3 2-3 Atletico-MG
Corinthians 1-0 1-1 Atletico-MG

1998
Avai(SC) 1-1 1-5 Atletico(MG)
Alvorada(TO) 1-2 0-7 Atletico(MG)
Parana(PR) 1-0 1-1 Atletico(MG)

1999
Linhares(ES) 0-3 Atlético(MG)
Bahia(BA) 1-1 1-0 Atlético(MG)

2000
Portuguesa (SP) 0-0 0-0 Atlético (MG) 1-4 pen
Fluminense (RJ) 3-3 2-2 Atlético (MG)
São Paulo (SP) 3-0 3-3 Atlético (MG)

2001
Operário (MS) 0-6 Atlético (MG)
Goiás 3-1 2-2 Atlético (MG)

2002
Juventude-MT 2-1 0-2 Atlético-MG
Sport 2-1 0-3 Atlético-MG
Atlético-MG 2-0 2-3 Internacional
Atlético MG 2-1 3-4 Bahia
Atlético MG 0-3 1-2 Brasiliense

2003
CRB (AL) 0-1 0-4 Atlético (MG)
Caldense 0-1 0-4 Atlético (MG)
Náutico 1-2 1-3 Atlético (MG)
Sport 4-0 1-3 Atlético (MG)

2004
Catuense (BA) 4-2 1-5 Atlético (MG)
Santo André 3-0 0-2 Atlético (MG)

2005
Estrela do Norte (ES) 3-4 0-6 Atlético (MG)
Brasiliense 1-3 Atlético (MG)
Ituano 0-0 1-3 Atlético (MG)
Atlético (MG) 1-1 0-2 Ceará

2006
Atl. Hermann Aichinger (SC) 0-3 Atlético (MG)
Mineiros 3-2 1-4 Atlético (MG)
Atlético (MG) 0-2 3-1 Fortaleza
Flamengo 4-1 0-0 Atlético (MG)

2007
Colo-Colo (BA) 1-3 Atlético (MG)
América (RJ) 1-1 1-2 Atlético (MG)
Avaí 0-2 0-1 Atlético (MG)
Atlético (MG) 0-0 1-2 Botafogo

2008
Palmas (TO) 0-7 Atlético (MG)
Nacional (AM) 2-2 1-4 Atlético (MG)
Náutico 3-2 0-1 Atlético (MG)
Atlético (MG) 0-0 0-2 Botafogo

Nossos algozes:

3 vezes: Goiás
2 vezes: Criciúma, Vasco, Botafogo
1 vez: Corínthians, Flamengo, São Paulo, Palmeiras, Santo André, Ceará, Paraná, Brasiliense, Sport e Bahia

Apresento este levantamento apenas para demonstrar que não importa a fama ou a qualidade do time pois os nossos resultados sempre foram decepcionantes nesta competição. Dessa maneira, não adianta analisar a tabela em termos de caminho mais fácil ou mais difícil, existe um caminho e vamos ter que seguí-lo. Se a história será diferente, dependerá da capacidade da equipe de render o melhor possível, jogando com tranquilidade principalmente quando estiver atuando nos domínios adversários onde, em geral, o caldo desanda. Se conseguirmos obter o melhor da nossa capacidade nas partidas que disputarmos, creio que temos grandes chances de ter uma campanha no mínimo decente. Temos um bom treinador e, aparentemente, um elenco unido. Tomara que também tenhamos um pouco de sorte!


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15 de fev. de 2009

Equilíbrio comprometido

Cruzeiro 2 x 1 Atlético

Muitos culparão a arbitragem pela derrota desta tarde, mas acho que assumir que a má atuação do juiz foi a única responsável pelo mau resultado é contribuir negativamente para o trabalho que vem sendo desenvolvido. Não quero aqui menosprezar o resultado desastroso que teve para a equipe a falta não marcada no Carlos Alberto e a consequente não exclusão do zagueiro cruzeirense: em um confronto em que o adversário tem, reconhecidamente, um elenco e entrosamento superiores, detalhes como esse tornam o embate ainda mais desigual. Não determinam porém, a derrota. Nem mesmo a expulsão do Welton Felipe com menos de 20 minutos de jogo numa falta merecedora do cartão amarelo (ao contrário da anterior onde levou o primeiro amarelo e que, posteriormente, determinou a sua exclusão).

Os adversários dirão que o pênalti apontado pelo senhor Pena Júnior não existiu e estarão com a razão. No entanto, naquele momento, a peleja já havia saído do seu ápice e Pena Júnior pôde, confortavelmente, dar a compensação apontando para a marca da cal. O escrete alvinegro havia corrido a maior parte do tempo com um jogador a menos contra um oponente mais qualificado e que passou a atuar displicentemente após a segunda metade da etapa final. É certo que o gol do Tardelli colocou um certo fogo no final da partida e estivemos perto do empate, mas a produtividade da equipe já estava comprometida. Faltou perna e, obviamente, qualidade.

O que vimos nesta tarde foi que, mesmo desfalcado dos seus poucos titulares nos setores de criação, o Atlético conseguiu criar oportunidades claras de gol contra um adversário tido como favorito à conquista do Mineiro e, até mesmo, de uma certa competição continental. Poderíamos ter saído com um placar melhor se o aproveitamento das nossas finalizações fosse equivalente ao dos adversários de azul.

Destaque negativo: a ineficiência da nossa defesa - uma avenida pelas laterais junto com mais um desempenho ruim do goleiro Juninho, especialmente no primeiro tempo. Se ainda houver dinheiro para contratação, apostaria em um goleiro. Um homem competente embaixo dos postes transmite segurança à defesa e estabiliza o time. Se não conseguirmos contratar, é melhor subir alguém da base. O que não dá mais para aguentar é o "Deus nos acuda" que vira a defesa alvinegra quando a bola é cruzada na área. Não é possível que um goleiro profissional saia "catando borboletas" em 2 lances em cada 5. Falhas acontecem, mas a regularidade nas mesmas deve ser punida com a perda da condição de titular. Como o Édson já mostrou a que veio, testemos um novo nome!

Dois clássicos, duas derrotas e digo que ainda não precisamos nos preocupar. Tenho a crença de que as vitórias virão na hora certa. Tabus existem para serem quebrados, e em breve a maré vai virar.

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13 de fev. de 2009

Estamos crescendo - Atlético 4 x 1 Uberaba

Depois de um começo avassalador a equipe tirou o pé do acelerador e quase complica um jogo que já estava ganho com menos de 20 minutos do primeiro tempo. De qualquer maneira, a pressão do Zebu serviu para mostrar que ainda é preciso um trabalho de melhoria da defesa, assim como a contratação de um goleiro (ou mesmo a efetivação do promissor Renan, das categorias de base).

Com relação aos desempenhos individuais, destaque para Diego Tardelli, com mais dois tentos anotados e uma assistência (vamos torcer que ele tenha guardado um pouco da boa fase para domingo). Boa partida do garoto Yuri: rápido e objetivo. Com as contusões de Lopes, Renan Oliveira e do famigerado Tchô, vai ter que suportar a responsabilidade de comandar o meio campo alvinegro no clássico. Destaque negativo para a má fase do Éder Luis, aparentemente ainda fora de forma. O Tchô não é preciso citar, mesmo com o golzinho no segundo tempo está cada vez mais evidente que será destaque do interior de Minas daqui há uns dois anos.

Aos poucos vamos apresentando um futebol mais consistente com uma mescla interessante de experiência e juventude, jogadas ensaiadas, volume de jogo e aplicação tática. Os erros estão servindo para evidenciar as posições carentes de modo que, se a diretoria agir com inteligência, poderemos voltar a agir como qualquer time normal desse país e contratar uns poucos reforços para suprir essas carências, ao invés de pulverizar os recursos em 60 jogadores da segunda e terceira divisões.

Quanto ao clássico, uma incógnita. Com as contusões de três meias, a responsabilidade da criação se recai sobre o garoto Yuri (a não ser que o felino opte por uma formação com quatro volantes). Naturalmente, o coração deseja uma boa vitória sobre o nosso maior rival e a quebra deste hediondo e anômalo tabu. Entretanto, dada a atual circunstância, uma parte da satisfação já virá de ver um time guerreiro e consciente no gramado que, eventualmente, poderá ser superado por um adversário superior mas não sem lutar, sem jogar com coragem. A esperança é grande porque temos um comandante do lado de fora do gramado e não um covarde saco de banhas. Se não vier dessa vez, virá no momento oportuno. Algo me diz que esse tabu não dura muito.

Em tempo: o gol do Tardelli me lembrou muito um certo tento de empate do Guilherme contra o nosso maior rival, naquele mesmo gol, pelas quartas-de-final do Brasileiro de 99. Será um bom sinal?

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11 de fev. de 2009

Primeira vitória e expectativas

Os 3 x 0 sobre o Social no último sábado devem ser celebrados pela conquista de três pontos os quais já passavam da hora de serem computados pelo Galo. Não podemos, no entanto, dizer que a equipe exibiu um grande futebol, especialmente se considerarmos a fragilidade do adversário. Depois de um primeiro tempo sonolento o time, que deve ter levado uma sova nos vestiários, desencantou e marcou 3 vezes (duas com o Diego Tardelli, em cobranças de falta) liquidando a fatura.

Esta noite, contra o Uberaba, estaremos desfalcados do Carlos Alberto, suspenso devido ao terceiro cartão amarelo (em três partidas!). Se a opção direta era a escolha do Júnior Carioca, Leão optou pelo Yuri, prata da casa, apostando numa formação mais ofensiva. A expectativa é de uma boa vitória e de uma exibição melhor que a do final de semana passado, motivando time e torcida para o clássico do próximo domingo.

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31 de jan. de 2009

Tupi 2 x 2 Atlético

Análise rápida: o time deu uma melhorada, pelo menos apresentou um futebol mais consistente. A verdade é que dava pra ter liquidado a partida com 30 minutos de jogo. O técnico do Tupi, ao menos, foi corajoso e fez as suas substituições ainda no primeiro tempo, ao perceber que estava sendo facilmente envolvido pelo ataque atleticano. A impressão que ficou foi que faltou vontade de golear o rival, talvez por terem percebido a fraqueza e, consequentemente, uma possível impotência do time de Juiz de Fora. Lembrando o post anterior: temos que ser pragmáticos, não podemos perder ponto pro Tupi nas circunstâncias da partida desta tarde.

Realidades:

1. A defesa é fraca. O Welton Felipe tá mais pra volante do que pra zagueiro e as laterais não existem. O Sheslon é de uma moleza de dar preguiça de assistir e, porra, não conseguiu ganhar nenhuma de qualquer adversário que caísse pela esquerda do Tupi. Se o Leão não conseguir fazer o cara correr, estamos fudidos.

2. Por que o Leão fez as alterações do Lopes e do Éder Luis? Tudo bem que os dois estavam rendendo aquém do esperado, mas já estamos cansado de saber que não dá pra esperar nada do Tchô e do Raphael Aguiar. "De onde menos se espera, daí é que não sai nada mesmo". Nessa toada os dois estarão disputando o campeonato paulista por um time tipo o Paulista no ano que vem.


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26 de jan. de 2009

A primeira vez

Ontem, pela primeira vez, consegui levar a minha noiva ao Mineirão. Apesar do ceticismo inicial da parte dela quanto a possibilidade de se divertir no Gigante da Pampulha, acabou topando sob a justificativa de estar realizando um "experimento sociológico". O clima contagiante que fez parte da tarde do domingo em Belo Horizonte, marcando o retorno do Galo aos gramados na Capital das Alterosas, já era um belo espetáculo. Assim como a caminhada até o estádio, parando para encontrar os amigos e a saída do portão de acesso às arquibancas, donde se pode apreciar o mar preto e branco e o gramado.



Infelizmente, o escrete alvinegro não conseguiu realizar uma boa apresentação diante daquele grande público (35 mil pagantes) e o jogo terminou em um 0 x 0 marcado mais pelos erros bisonhos de ambos os lados do que por lances de verdadeira emoção. De qualquer maneira, já foi o suficiente para que ela se sentisse à vontade para voltar outras vezes, oportunidades que, certamente, não faltarão.

Para motivá-la e tranquilizá-la, citei a minha primeira ida ao Mineirão, em janeiro de 1982, já citada aqui outras vezes. Era uma outra estréia e foi um outro zero a zero contra um adversário de menos expressão (o São José de São José dos Campos). Depois desse início até certo ponto desmotivamente, a minha vida tornou-se um mar de glórias e conquistas com o Galo (só faltando uns canecos).



Um outro fato importante foi reencontrar o Painho, em cuja companhia nunca vi o Galo ser derrotado e, por isso, minha grande tranquilidade ao ver aquela bola rolar mansamente em direção à nossa meta após a saída desastrosa do Juninho. Era óbvio que o Leandro Almeida afastaria a pelota e manteria este tabu. Muitas histórias, mas que ficam para outro post.

Sobre o jogo: o Atlético pecou pela ansiedade na criação e finalização das jogadas. A falta de preparo físico aliada à péssima arbitragem também contribuiu para a pobreza do espetáculo. Alguns jogadores ainda tentaram criar alguma coisa, mas nada aconteceu e os erros de passes, viradas de jogo e cruzamentos foram enormes. Coisa de início de temporada, espero. Na verdade, ainda acho que o Leão vai conseguir dar uma cara para esse time.

Finalmente, um fato que ainda me incomoda é a extrema falta de paciência da torcida alvinegra que em determinados momentos parece sofrer de transtorno bipolar: em poucos minutos sai da euforia absoluta para a fúria completa contra o seu próprio escrete. Viemos de uma excursão ao Uruguai onde fomos derrotados pelo nosso maior rival mas conseguimos nos recuperar fazendo uma partida decente contra o Peñarol. Para a torcida a goleada no Centenário teve o efeito de uma vitória avassaladora sobre o Manchester United, pois na entrada do Mineirão só se falava em goleadas por 4 ou mais gols (enquanto que um 1 a 0 já estaria ótimo). No fim das contas o que acontece é que, aparentemente, o time entra em campo nesse clima, com uma ansiedade terrível de liquidar a fatura e corresponder aos anseios da torcida. Creio que precisamos (ambos: torcida e time) de um pouco mais de pragmatismo, os tempos são difíceis, mas temos que ter paciência e pontuar.

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18 de jan. de 2009

E a história continua

Direto do Portal UAI:

Tchô sonha com vaga no meio-campo alvinegro

Armador espera chance contra o Peñarol, na próxima quarta-feira


A julgar pela tradicional displicência apresentada no jogo de ontem, vai continuar sonhando.

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17 de jan. de 2009

2 x 4

Conforme adiantado, o esquema 3-5-2 revelou-se um fracasso completo e fomos liquidados ainda no primeiro tempo. Independente da falta de forma ou do desentrosamento da equipe, o que deve ser corrigido é o excesso de gols infantis que tomamos.

1. Pra começar, mais um gol contra. Se fizermos a conta em relação à temporada de 2008, é provável que consigamos a espetacular média de um gol contra a cada 6 ou 7 partidas. Não há defesa que resista!

2. O pênalti inacreditável cometido por Welton "Trapalhão" Felipe. Tudo bem que o desengonçado zagueiro tenha falhado ao errar o tempo da bola, mas não precisava ter dado a gravata no Thiago Ribeiro. O César Prates já foi dispensado, não precisamos de outro fazedor de pênaltis!

3. Se o ataque comete a falta, é bom segurar a bola para que o esquema defensivo seja reorganizado. O senhor Marcos, se não me engano, devolveu a pelota para o adversário que, imediatamente, a recolocou em jogo e sobraram 3 cruzeirenses contra 1 atleticano na zaga. O resultado não é preciso dizer.

A boa surpresa: Diego Tardelli, 2 gols no clássico, bom começo. Torçamos para que o entrosamento com o Éder saia logo e que este coloque o pé na forma.

O chato é ter anotado mais um revés no histórico do clássico, mas tenho esperanças de que isto mudará em breve. Daqui a pouco mais de três semanas estaremos novamente em campo contra nosso maior rival e vai ser diferente.

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Torneio de Verão

E o ano começa com um Clássico em Montevidéu. Com as duas equipes na capital uruguaia acertando os últimos detalhes para a partida, já não cabe discutir se a decisão de participar do torneio no meio da pré-temporada foi um acerto ou um equívoco. Resta a ansiedade de se acompanhar a primeira partida do alvinegro sob o comando do Leão e com parte dos reforços no time titular. A minha maior preocupação é com relação à adoção do 3-5-2 com o Marcos no comando da zaga. Pode ser que a lentidão do referido zagueiro e as loucuras do Welton Felipe sejam corrigidas aos berros pelo felino, mas acho complicado. Por outro lado, o discurso dos torcedores e dirigentes do nosso rival, desdenhando do torneio e da empolgação da massa garante uma vantagem psicológica ao Galo. Resta saber se aproveita-la-emos.

2009 tá começando, é o fim da síndrome da abstinência.

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14 de jan. de 2009

Recordar é viver


Em homenagem ao Thiagão, que está rumando para o Uruguai onde acompanhará o Torneio de Verão, dou início à série "Recordar é Viver":


Manchete do Globo Esporte, 08/01/2009:

Tchô espera mais oportunidades para render como nos tempos de juniores

Jogador sonha em poder jogar como titular no Torneio Verão, no Uruguai


Manchete do Globo Esporte, 01/01/2008:

Tchô aguarda uma chance no centenário

Enquanto acerto com argentino Gallardo não sai, jovem meia se prepara para ser titular





Manchete do Globo Esporte, 14/01/2009:


Rafael Miranda e Pedro Paulo desfalcam o Galo em treinamento

Volante, com tendinite no joelho esquerdo, e atacante, com dores no tornozelo direito, não participam da movimentação desta quarta-feira


Manchete do Globo Esporte, 11/01/2008:

Rafael Miranda é a primeira baixa do ano

Volante volta a sentir lesão no joelho direito e corre risco de ficar fora da estréia

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Ambos são duas promessas do Atlético que vêm tentando se firmar na equipe desde o final da campanha de 2005, ganhando maior destaque na trajetória do Galo no seu retorno à primeira divisão em 2006. Por terem se formado dentro do próprio clube é inevitável que tenhamos uma certa boa vontade com ambos. No entanto, paciência tem limite e a da torcida parece ter começado a se esgotar ainda no início da temporada passada.

O Tchô sofreu uma contusão séria durante a pré-temporada em 2008 em um choque estúpido com o Édson. São coisas do futebol, o rapaz deu azar. O principal problema dele, a meu ver, é a apatia que ele emana dentro de campo, a falta de fibra. Talento ele demonstra ter, mas sem garra fica complicado. Começo a me lembrar de jovens promessas como Cairo, Clayton e daqueles que são eternos craques no campeonato mineiro, como o Agamenon. Se o Leão não der jeito, vai ser esse o caminho.

O Rafael teve grande destaque em 2006, principalmente depois de se firmar sob o comando de Levir. O problema dele é a debilidade física: passa mais tempo no departamento médico do que em campo. Tudo bem que o Marques também o passe, mas um tem 36 anos e o outro 20 e poucos. Se não deslanchar esse ano, vai ter uma carreira curta. Azar ou falta de cuidado? É difícil saber...


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9 de jan. de 2009

2009 - O ano 101

Pois bem, 2009 começa com novidades no Atlético. Se não são grandes contratações, ao menos são, aparentemente, tentativas de solucionar problemas em posições carentes de talento no elenco alvinegro. Qualquer garoto de 8 anos que jogue o Pro Evolution Soccer no modo Master League sabe que é assim que se melhora o time quando não se tem recursos para contratar 22 jogadores. Se vai dar certo é uma incógnita, mas até agora não foram anunciados artilheiros da série C ou da segunda divisão de Santa Catarina, o que é um grande progresso.

* Júnior Carioca - Surgiu como promessa no Flamengo mas não se firmou. Estava no Grêmio mas não conseguiu atuar devido a lesões. É uma aposta interessante, ainda é jovem e passou pelo teste físico. Seria o Robert da campanha de 99?

* Júnior - Lateral de origem, não deve, realmente, ter fôlego para atuar na posição na próxima temporada. Aparentemente, seria o homem de confiança do Leão e, se se firmar na meia-esquerda, pode ser uma boa referência. É um vencedor e esse é um fator importante para o nosso elenco.

* Renan - Volante. Confesso que não conheço muito bem o futebol do rapaz, mas disputou o brasileirão passado pelo Vitória, que fez uma campanha interessante. Pode ser uma sombra para o Rafael Miranda, que não sai do departamento médico.

* Lopes - Outra incógnita. Saiu marcado do Brasil pelas confusões. Teve uma boa temporada no Palmeiras, mas depois andou desaparecido. Sob o comando do felino pode render.

* Carlos Alberto - Um bom volante, se repetir o futebol apresentado no Figueirense, quando despontou, ajudará bastante no meio-campo.

* Diego Tardelli - Jogador com histórico complicado, mas que eu sempre quis ver no Atlético. É um vencedor e se cair nas graças da torcida pode nos dar muitas alegrias. Bom investimento do trio KLB (Kalil, Leão, Bebeto) e grandes esperanças para a massa. O alerta? Ele não é o matador que necessitamos. Caberá a tarefa ao Castillo??



Creio que depois de praticamente cinco temporadas contratando jogadores da prateleira inferior do futebol brasileiro no atacado, a diretoria resolveu cuidar melhor do elenco. A safra da prata da casa tem sido de razoável para boa, se conseguirmos mesclar a experiência e o talento das contratações com o sangue novo vindo da base poderemos ter um belo time. Se vai disputar títulos, não sei, mas pode ser competitivo.

Há praticamente uma década o Galo e, principalmente, a sua torcida vêm sofrendo com as administrações equivocadas (para dizer o mínimo) e a consequente perda de prestígio do clube, o que resultou na perda de espaço na imprensa, no aumento da confiança dos nossos adversários quando nos enfrentam até mesmo dentro do Mineirão e na falta de apelo para que os jogadores de primeira linha venham atuar com a camisa alvinegra. Desta vez parece que a política tem um foco mais realista, não está tentando formar o "SuperGalo" e nem se focando em DVDs de empresários e jogadores das séries B e C para montar um time.

Vai, Galo!


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29 de dez. de 2008

Feliz 2009!

Não dá para fazer comentários agora, ficarão para o ano que vem!

Feliz 2009!!



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21 de dez. de 2008

Leão

Se a contratação de Emerson Leão não pode ser considerada uma notícia de grande impacto para o fim do ano, já é infinitamente melhor do que a notícia do acerto com o Geninho no fim de 2007, substituindo o próprio felino no comando alvinegro. Figura controversa, Emerson Leão chega para dirigir o Atlético pela terceira vez, a primeira em que terá a oportunidade de fazer a pré-temporada e ajudar na montagem do elenco para 2009. A julgar pelas entrevistas iniciais e a faxina que começou a fazer no grupo, o homem tem boas intenções. Resta saber se a diretoria atleticana terá, dado o curto espaço de tempo, competência e, claro, dinheiro, para trazer os reforços necessários para suprir as deficiências do time.

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12 de dez. de 2008

2008

Pois bem, o PPV não falhou no domingo e pudemos assistir ao fim da temporada 2008 tranquilamente, alternando os momentos de emoção entre a telinha e o Pro Evolution Soccer 2009. A verdade é que após o gol de Borges em Brasília a temporada já estava decidida, de modo que foi mais interessante acompanhar a briga contra o rebaixamento do que a partida em Porto Alegre.

Após uma sequência de partidas que a princípio apontava para um fim de temporada mais ameno, a equipe voltou ao seu normal e tivemos que engolir as três últimas rodadas sem anotar um tento sequer. A barca deve sair cheia direto da sede de Lourdes. Começou com o Marcelo Oliveira.

Como disse há alguns posts atrás, a permanência ou não do treinador, na minha modesta opinião, dependia mais do projeto que a direção do clube gostaria de levar adiante no ano de 2009. Se é para manter a política de contratar renegados e mesclá-los com atletas oriundos da base, melhor deixar o cara lá. Caso a ambição seja maior, a mudança é necessária. Agora que a demissão já foi oficializada, vamos torcer para que haja seriedade na escolha do novo treinador e na montagem do elenco para o ano 101.

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30 de nov. de 2008

Apatia

E não é que o canal 121 da NET estava transmitindo a partida? Como sou assinante da TVA, tive que contar com a compreensão e a generosidade de um amigo detentor da assinatura da NET e que me possibilitou assistir a flashes do segundo tempo.

Mesmo tendo visto pouco, uma análise: a evidente apatia do Atlético demonstra para mim que, nos bastidores, as mudanças para 2009 já devem ter vazado, de modo que todo mundo já está torcendo para 2008 acabar. Domingo que vem enfrentaremos o Grêmio no Olímpico, partida que pode decidir o campeonato e que, espero, conte com uma atuação digna do Galo.

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Galo x Santos: estamos cercados por idiotas

Os cretinos do pay-per-view sacrificaram o jogo do Galo para passar Coritiba x Vasco, que também é o jogo da rede (Globo e Band estão passando a partida). Sobrou o radinho, via internet. Que fim de domingo, puta que pariu!

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23 de nov. de 2008

Burocracia

O que me intriga é a postura covarde adotada este fim de tarde na Ilha: se o clube não almeja mais nada, porque jogar pra empatar? Havia algum acordo com o dono da casa para que evitássemos ao máximo praticar o futebol? O que havia era uma razão para correr afinal de contas o clube nunca venceu o Sport em Recife.

É certo que o "se" não joga, mas houvesse jogado para vencer, objetivamente, ao invés de praticar esse maldito futebol burocrático, é provável que não tivéssemos levado 3 gols (ou, pelo menos, teríamos anotado algum(ns)).

Observações finais: Édson continua falhando bisonhamente quando sai na bola. Além disso, o Élton não acertou um passe sequer e não desarmou ninguém, Raphael Aguiar não é lateral e o Beto não é centroavante.

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18 de nov. de 2008

Goleiro

Se não me engano, este tópico já foi abordado anteriormente nesta página. Depois de uma grande safra de goleiros vindos da base (Diego e Bruno), a torcida tinha muitas esperanças no Édson, como não poderia deixar de ser diferente. Admito que tenho bastante boa vontade com relação ao referido arqueiro, principalmente por ser oriundo da base e suposto herdeiro da mesma escola que formou os citados atletas.

No início, acreditei que as falhas do Édson fossem ocasionadas pela pressão de estar defendendo um grande clube, com uma torcida exigente e num momento complicado. O próprio Diego é um exemplo do que o desequilíbrio emocional pode ocasionar: durante a desastrosa campanha de 2005 ele teve que atuar para substituir o suspenso Bruno na partida contra o Fortaleza no Mineirão. Após abrir 2 x 0 o Galo sofreu a virada nos minutos finais com duas falhas do jovem goleiro. O resultado foi que o Diego só veio a se firmar após a saída do Bruno e, ganhando ritmo de jogo, pode mostrar o excelente goleiro que era. O rapaz deu um azar naquela partida e provou o seu valor quando voltou a ter uma oportunidade.

As falhas do Édson, infelizmente, não podem ser justificadas pelo azar. É fato que o cara tem uns lampejos e acaba fazendo defesas incríveis, mas toda vez que ele se adianta para sair em uma bola meu coração dispara. Contra o Vasco, além do gol sofrido, ele ainda falhou em umas duas ou três saídas do gol. O problema, obviamente, é crônico. Resumindo: no domingo, na Ilha, não teremos alternativa a não ser torcer contra o ataque do Sport. Falhas haverão.

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16 de nov. de 2008

4 x 1

O fato de a CBF haver antecipado a data da partida contra o Vasco do fim de semana para a quarta-feira me deixou um pouco ressabiado. Considerando a situação desesperadora da equipe carioca faltando quatro rodadas para o fim do campeonato e todas as histórias envolvendo arbitragens e o Atlético Mineiro ao longo destes 37 anos de Brasileirão, não dava para ficar tranquilo com esta mudança em cima da hora.

No entanto, contrariando as minhas suspeitas, o que se viu ao longo dos 90 minutos foi uma equipe aguerrida em busca da vitória frente a um Vasco meio perdido em campo. Como já venho repetindo, o Marcelo pode não ser o melhor dos treinadores, mas o time está organizado e tem corrido. Os dois primeiros gols foram na base da tabela. O que representa um fundamento do futebol, transforma-se em puro virtuosismo e sofisticação se compararmos ao jogo praticado nos tempos do Geninho e companhia. Ponto para o senhor Oliveira e os seus comandados oriundos da base atleticana.

O placar elástico representou bem o que foi a partida, uma pena não termos conseguido devolver aquela goleada vergonhosa no Rio de Janeiro, mas já ficou de bom tamanho. Mais uma vez fui dormir contente, raridade nesse ano de 2008.

Para finalizar, destaco as estatísticas desde que voltei de férias: 3 jogos, 3 vitórias (Botafogo, Vitória, Vasco). Pé frio é o caralho!


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11 de nov. de 2008

A camisa

O fim de semana foi de festival e show em São Paulo. Acabei aproveitando para visitar o Museu do Futebol no Pacaembu. Se o museu é caprichado no design e na parte multimídia (gols, narrações, lances, fichas técnicas), carece um pouco de conteúdo, na minha opinião. Esperava encontrar mais chuteiras, camisas, troféus, etc. E isso, tirando a exposição sobre o Pelé que conta com a camisa usada pelo rei do futebol na final de 58, a bola do milésimo gol e réplicas de troféus, o museu não tem. Sem dúvida, é um excelente programa familiar e para aqueles que não acompanham o dia-a-dia do esporte bretão e desejam conhecer um pouco mais. Mas, se o sujeito é o tipo que conhece a história das copas, dos campeonatos jogados no Brasil e na europa, não vai ter muita novidade.



Ainda no sábado o Galo conquistou um grande resultado contra o Vitória no Barradão. Não pude assistir toda a partida, mas destaque para o golaço (nem tanto pela finalização do Pedro Paulo, mas sim pela jogada que resultou no tento) que assegurou a nossa vitória e a permanência na primeira divisão.

Conforme dito no post anterior, o Marcelo pode não ser o melhor treinador do país, mas sob o seu comando a equipe tem conseguido resultados que julgo expressivos quando comparados aos que foram atingidos até a sua chegada. Não sei quais são os planos da nova gestão para a temporada 2009, mas apostaria na permanência do Marcelo e na valorização dos jogadores da base. Não sei se ele seria o treinador indicado caso a diretoria resolva contratar para valer. Como esse, seguramente, não será a realidade do ano 101, confio no nosso atual treinador.

Finalmente, é surpreendente desfilar com a camisa alvinegra fora de Belo Horizonte (inclusive no exterior). Sempre se escuta um grito de GALO, se ganha um aperto da mão ou um tapa nas costas. Ontem, durante o show do REM, aconteceu várias vezes, surpreendendo os amigos de vários estados que se encontravam por lá. É uma religião, definitivamente.


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7 de nov. de 2008

Férias

Performance durante as minhas férias (ou as partidas que perdi):

Flamengo 0 x 3 Atlético
Atlético 0 x 2 Cruzeiro
Atlético 2 x 2 Inter
Coritiba 2 x 1 Atlético

No início cheguei a temer pela possibilidade de haver uma relação entre a minha presença no campo ou mesmo em frente à telinha e a performance do Galo. No entanto, o restante da campanha ao longo da minha ausência derrubou esta hipótese.

Falando sério, a temporada 2008 está chegando ao fim e, aparentemente, conseguiremos nos manter na primeira divisão. Se o desempenho do time sob o comando do Marcelo Oliveira não é dos melhores, é preciso destacar que a equipe tem conseguido bons resultados contra os grandes clubes, quebrando alguns tabus importantes. As expectativas são razoáveis para as cinco rodadas finais, pontuar é o mais importante.

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